TODO DIA ...É 1 TEXTO NOVO!!!

8 de nov. de 2010

REGISTRO!!!

RAP NO MUNDO!

O Rap, oferece uma vantagem a seus simpatizantes: Não é preciso gastar
uma fortuna em equipamentos ou montar uma banda profissional para se
exercer esta arte e conseqüentemente, expressar um ponto de vista
político ou social.

Basta apenas, usar a criatividade, pois o Rap depende mais da
habilidade individual do artista em fazer seus comentários por meio de
rimas do que, necessariamente, de lições de canto ou aparelhagens
sofisticadas.

Além disso, o estilo é extremamente democratico, em termos de
temática: pode-se fazer um Rap sobre injustiças sociais-e, também,
para enaltecer uma vizinhança ou ainda para falar de amor e amizade.

Como o Rap infiltrou-se na cultura popular Norte-Americana?-No fim dos
anos 70, um DJ Jamaicano, Kool Herc, mudou-se de Kingston para New
York, estabelecendo-se no West Bronx.

Uma das inovações propostas por Herc foi a de improvisar versos sobre
as 'bases' de certas músicas - no caso, os discos de Reggae.

Herc já fazia aquilo em seu país natal e achou que o público dos EUA
se renderia imediatamente ao estilo.No entanto, apesar de não terem
passado inteiramente despercebidas, as experiências músicais do DJ não
obtiveram grande repercussão de imediato, pelo fato de o Reggae não
estar 'em alta' em New York daquele período.

Assim, o DJ adaptou o seu estilo à nova realidade, fazendo suas
improvisações verborrágicas sobre sessões instrumentais ou de
percussão dos grandes sucessos do momento.

Infelizmente, o 'espaço' para essas improvisações era pequeno - os
trechos instrumentais ocupavam um espaço limitado das partituras - e
assim , Herc precisou lançar mão da tecnologia para virar o jogo a seu
favor: utilizando um Mixer de áudio, o DJ conseguiu estender o tempo
dessas sessões de modo indeterminado, ampliando consideravelmente a
'base' para suas mensagens.

No inicio, essas mensagens não eram muito sotisficadas ou complexas,
Por exemplo, era comum os DJs valerem-se do recurso imaginado por Herc
para anunciarem a presença de um convidado em uma festa de Hip-Hop.

Assim, durante os trechos instrumentais das músicas, eles eles
inseriam breves discursos, como:

'É isso aí, galera, fulano de tal esta aqui esta noite, e vai agitar a
festa pra vocês'

Com o tempo, uma ligeira inovação foi operada no estilo: Os DJs
começaram a rimar seus discursos, que ganharam um tom mais descolado:

'É isso aí, galera! Fulano chegou pra arrasar...Alguém duvida que o
homem é fera?'

E assim por diante.

Pouco a pouco, o Rap foi ganhando a cara que tem atualmente: Kool Herc
prestou outra contribuição importante à evolução do gênero quando, ao
notar que sua invenção havia 'pegado' junto à galera, passou a dividir
trabalho com dois companheiros, Coke La Rock e Clark Kent, que
respondiam pelos microfones.

Estava formado, assim, o primeiro 'grupo' de Rap: Kool Herc and The Herculoids.

Os efeitos da 'democratização' do Rap foram benéficos ao movimento Hip-Hop.

De um fênomeno isolado, restrito à juventude negra dos EUA, o Rap foi
absorvido pelo mercado mainstream, conquistanto um número maior de
adéptos.

A mensagem do Rap também passou a ser mais incisiva, do ponto de vista
político: O grupo Public Enemy, por exemplo, reacendeu a polêmica da
luta contra a segregação racial em músicas como 'Fight The Power'.

Hoje, o Hip-Hop é uma poderosa influência na formação de milhares de
jovens, independentemente de fatores como raça ou condição social.

A cultura Hip-Hop trascendeu fronteiras e revolucionou a música
popular, tornando-a mais sensível aos problemas das grandes cidades.


HISTÓRIA DO RAP NACIONAL



Tudo tem um começo!

A arte de mixar discos começou há muito tempo atrás e os pioneiros
devem ser sempre lembrados. Conheça alguns deles.

Oswaldo Pereira - O primeiro DJ do Brasil

Oswaldo a esquerda e o equipamento rudimentar da época

Já nos anos 50, haviam DJs desbravando o árduo caminho e preparando
terreno para os que viriam nos anos 70, 80 e 90, rumo à consagração da
atividade.

As famosas "orquestras invisíveis" tinham por trás a mão anônima de um
DJ, que trabalhava apenas com uma vitrola e tinha que interromper a
música para fazer a troca dos discos. O público, muito repeitosamente
aguardava em silencio a troca dos discos para depois, voltar a dançar.

A orquestra invisível mais famosa era a "Hi-Fi-Let`s Dance" de Oswaldo
Pereira, o primeiro DJ do Brasil. Oswaldo fazia tudo sozinho com sua
vitrolinha holandesa e um amplificador de 100 watts que ele mesmo
montou. Era muita potência para a época e o público não entendia como
tanto som podia existir sem uma orquestra de verdade presente.

Oswaldo ficou em atividade de 1959 até 1968, quando começou a febre do
samba-rock.

Monsieur Limá (Messiê Limá)
Monsieur Lima

Um dos grandes nomes da discotecagem nos anos 70, era do carioca
Monsieur Limá (pronunciava-se Messiê Limá). Limá foi um dos primeiros
DJs brasileiros a ir para a televisão. Ele apareceu em vários
programas da extinta TV Tupi até ganhar seu próprio programa.

Esse maranhense baixinho e de roupas espalhafatosas, sapatos
plataforma e muita atitude ganhou fama com suas coletâneas de disco
music.

Apesar de não ser um expert em mixagens ou viradas, Limá marcou pela
ousadia e pela postura em frente ao público e à camera de TV. Monsieu
Limá faleceu em 1993, aos 50 anos.


Alcir Black Power

O grande DJ carioca, radicado em São Paulo, Alcir Black Power. Muito
do que sei hoje sobre funk, r&b e rap aprendemos ouvindo essa fera
tocando suas fitas de rolo nos bons e velhos tape-decks Akai. Alcir só
tocava música de qualidade e muita coisa que ele tinha ninguém mais
tinha. Naquela época (início dos anos 80), as equipes de som tinham
espiões que iam nos bailes das outras equipes checar o que eles
estavam tocando. Quando Alcir rolava uma daquelas raridades que só ele
sabia garimpar os olheiros ficavam loucos e não conseguiam descobrir
que som era aquele. Alcir guardava tudo a sete chaves. Alcir abandonou
a discotecagem, mas a saudade dos bailes ainda mexe com a alma
funkeira desse mestre.

DJ Braguinha
Mister Sam
Mister Sam e Braguinha

Esse é outro grande nome das pick-ups que já passou para o outro lado.

Braguinha foi, entre outras coisas, DJ dos programas de rádio de
Mister Sam. Ouvi muitas mixagens e "viradas" feitas por esse grande
artesão da música que lançava clássicos no Brasil como Ya Mamma do Wuf
Ticket ou Non stoppin` that rockin` do Instant Funk, por exemplo. Tudo
que Braguinha tocava na sexta-feira, às 23h no programa de Mister Sam
era ouvido no sábado e domingo seguintes nos sound sistems das equipes
de som do início dos anos 80.

Mister Sam trouxe do exterior, nos anos 80, raridades e artistas
underground como Sasha (nada a ver com a filhinha da Xuxa) e
produzindo artistas brasileiros como Baby Face (Nahim), Gretchen,
Bebeto, Black Juniors e dezenas de outros. Sam atuou como DJ em casas
como Dancing, Soul Train, Be Bop, Latitude 3001, Station. Todas em São
Paulo.

Sônia Abreu

A pioneira Sônia Abreu nos longinqüos anos 70

Essa foi a primeira mulher a assumir as pick ups, já nos longinqüos
anos 70. Sônia, além de ser um exemplo de garra e persintência, foi
também uma desbravadora, abrindo caminho para as mulheres no machista
mundo dos djs.

Ela trabalhou na extinta rádio Excelsior AM, ainda nos anos 60, quando
resolveu radicalizar e só tocar o que achava bom. Isso custou-lhe o
emprego na rádio mas abriu outras possibilidades. Sônia foi para a
boate Miragem, na rua Augusta, em São Paulo. Lá também teve que
aguentar o preconceito do público e de alguns djs da casa.

Em 1977, vai para a aclamada Papagaio Disco Club e fica por lá por 2
anos. Nos anos 80, inovou ao fazer festas ao ar livre em um coreto na
rua Augusta e logo em seguida montou o primeiro Sound System
brasileiro com dj, em uma Kombi e depois em um barco.

Ousadia não faltava para essa garota que dedicou quase toda sua vida
às pick ups e à música.

Um aviso! Sônia ainda está na ativa! Salve Sônia !
Na segunda metade dos anos 70, um novo tipo de música surgia, a Disco
Music, que elegeu as Discotecas como seu reduto. Os caras que tocavam
os discos para o pessoal desse bailes, nessa época, eram chamados de
Discotecários. Existiram alguns famosos como os citados ai em cimacomo
o alcir que apesar de ser carioca, criou fama em São Paulo com seus
bailes regados a James Brown e George Clinton.

No começo dos anos 80, surgiram várias equipes de bailes, as chamadas
Equipes de Som, cada uma capitaneada por um DJs que não fazia grandes
mixagens, porque na época vinil não chegava em todas cidades.

As importações eram proibidas e os bailes eram feitos com fitas de
rolo piratas. Muitas delas, chegavam sem os nomes das bandas e das
músicas, o que tornava impossível sua identificação, os DJs dessa
época apenas rolavam o som. Eram poucos os que dominavam a arte de
mixar duas músicas, as famosas viradas. As remixagens ou montagens
como eram chamadas na época, eram feitas com gilette e fita adesiva.

Isso mesmo! As fitas eram gravadas, cortadas e coladas artesanalmente.
Era um trabalho árduo e muito, muito difícil de se fazer.Os primeiros
DJs eram verdadeiros artesões da músicfunk da época era chamado de
"balanço". Termo cunhado pelas gravadoras que tentavam popularizar o
ritmo que era taxado de música de negro pobre.

Em 1979, vimos surgir nas rádios e nos bailes um ritmo novo. Uma
música batizada de "Melô do tagarela " que tornaria-se mania nos
rádios e bailes e dominaria a cena por seis longos meses. Era o
Sugarhill Gang, que acabará de lançar a música "Rapper`s Delight" com
seus longos 14 minutos de duração. Um fenômeno para a época. Seguiu-se
uma avalanche de grupos de rap no formato antigo, onde as letras
falavam de festas e garotas. Não havia ainda a crítica social nas
letras. Isso só veio a ocorrer em 1983, com o grupo Grandmaster Flash
and The Furious Five, na música "The Message".

Mas Rapper Delight não foi o primeiro rap a ser gravado nos Estados Unidos.
Dois outros artistas gravaram raps antes do Sugarhill Gang.

O primeiro foi Pigmeat Markham em 1967. Isso mesmo, não há erro!
Pigmeat gravou a música Here comes the judge em 1967.


O segundo artista a gravar um rap antes do Sugarhill Gang foi o rapper
King Tim III ) com o auxílio do grupo Fatback Band. A música
chamava-se Personality Joke.




Rap brasileiro na virada dos anos 70 para 80

Muito se diz sobre qual foi o primeiro rap feito no Brasil. Gerson
King Combo, já em 1977, fazia um soul com falas que lembrava muito o
rap, mas não podemos considerá-lo um rap na essência do termo. O
showman Miele gravou em 1979, uma versão de "Rapper`s Delight" do
Sugarhilll Gang chamada "Melô do Tagarela".

A rádio Cidade FM (Atual Sucesso FM) de São Paulo lançou um rap em
comemoração a sua entrada no ar, em 1980. Posteriormente, regravaram o
mesmo rap com outra letra, em São Paulo e Rio de Janeiro, em 1981.
Essa nova versão foi lançada em um compacto chamado "Tema de Natal da
Cidade" que era um belíssimo rap, com a voz de seus locutores (naquele
tempo locutor de rádio tinha que ter boa voz).
O produtor, compositor, radialista, empresário e apresentador de TV
Mister Sam produziu, em 1980, um disco de um cantor chamado Baby Face
(primeiro pseudônimo do cantor Nahim) com um rap chamado Don`t push,
dance, dance, dance.

O grupo de Break e rap Electric Boogies gravou Break Mandrake em 1983.

Um dos grupos surgidos no início dos anos 80, que trilhou um caminho
diferente, foi o Eletro Rock. Formado por jovens de classe média de
São Paulo e Santo André, no ABC paulista, falavam em suas músicas de
festas, garotas e esportes radicais. Um exemplo é a música Surf, de
1985. Um dos integrantes do Eletro Rock era o rapper Catito, que
posteriormente fez parte de coletâneas de equipes de bailes como
Kaskatas e Chic Show, cantando sozinho.

Depois disso, surgiram avalanches de grupos reivindicando o título de
número um. Mas Miele ainda é considerado o primeiro artista brasileiro
a gravar um rap no Brasil. E isso foi há mais de 25 anos.
Recentemente, foi lançado na Inglaterra, um LP duplo chamado BLACK
RIO, que tenta mapear o fenômeno black no Brasil, mais precisamente no
Rio de Janeiro, nos anos 70. A música "Melô do Tagarela" está nesse
disco, em sua versão instrumental. Mielle foi o primeiro artista a
gravar um rap, mas Miele não era um rapper e sim um compositor e
apresentador de TV.

O primeiro grupo genuíno de rap a gravar um disco, nascido no
movimento hip hop americano e formado no Brasil foi o Electric
Boogies. Dois de seus membros moraram nos Estados Unidos no início dos
anos 80, e tiveram contato direto com a fonte e a cultura hip hop que
moldava-se na época, em Nova York.


Em 1982, um núcleo de criação de rap foi formado em Santo André, no
ABC paulista. Alguns amigos, que se conheceram em bailes e rodas de
break, encontraram-se informalmente na casa de um deles para trocar
informações e músicas Naquela época, não havia mp3, não havia cds, não
havia internet, nem revistas especializadas. As informações passavam
de boca a boca.

Esse grupo era formado por Rogério "Vermelho" Riese (dono da casa onde
se reuniam), Marcio "MC L" Eufrosino, Marcelo "MC Mike" Rodrigues e
Antonio "MC Brown" Cabrera.

No início, os raps eram criados apenas por brincadeira, geralmente
fazendo piada de alguma situação. Todos contribuiam com suas letras e
as músicas eram gravadas em um gravador caseiro Sanyo com microfone
embutido. "Vermelho"era o DJ oficial. Posteriormente o sistema de
gravação melhorou e passaram a usar tape decks, pick ups e microfones
melhores.

O primeiro rap a ser criado foi escrito por Marcelo e chamava-se
"Black Papa". Em seguida, vieram outros raps em inglês que utilizavam
a música "The breaks" de "Kurtis Blow" como base instrumental e também
"The invasion" do raper "T Ski Valley".

Em 1983, Marcelo e Cabrera gravaram sobre a base de "The breaks" um
rap em comemoração ao aniversário da danceteria "Clube Xadrez",
localizada no Vila Assunção, em Santo André. O DJ da casa era o
lendário "DJ Zapp" que topou tocar a música na festa de aniversário da
danceteria. Muita gente que dançava parou para ouvir um rap em
português.

Em 1985, o "Xadrez" fechou suas portas e a galera mudou de endereço.
Todos começaram a freqüentar o "CEV - Clube esportivo da Vila
Vitória", também em Santo André. Alí, Marcelo, já utilizando o
pseudônimo MC Mike, conseguiu convencer os DJs da casa a gravar com
ele o tema da equipe "Tamantaurus". A base instrumental utilizada era
"If I ruled the world" de "Kurtis Blow". A discotecagem da casa era
ruizinha mas, como havia falta de opção para quem curtia black music,
o pessoal ficou por alí uns tempos, até surgirem novas locais.

De São Paulo, MC Pepeu aparecia com sua versão da música "Big Butt" de
"Bob Jimmy" que ganhou o título de "Pipoca".

Mike e Pepeu se juntaram e gravaram uma fita demo, com o auxílio do
lendário "DJ Gege" da extinta danceteria "Sunshine". O nome da música
era "Bastião" e utilizava como base a música "Fly guys" do grupo
"Magic Trick".

Surgia em 1984, o grupo "Electric Boogies" formado por dançarinos de
break de Santo André que gravaram o single "Break mandrake".

Miele já havia gravado um rap em 1979, mas era apenas uma brincadeira
sobre a sucesso "rappers delight" do "Sugarhill Gang". Miele não era
um rapper de verdade.

O "DJ Gege" da "Sunshine" juntou-se ao rapper "Toninho Ray" e gravou a
música "I wanna happy birthday Sunshine" em homenagem ao aniversário
da danceteria Sunshine com a base instrumental da música "Tie me up"
do grupo "Mtume".

Mike, em seguida, gravou o tema de abertura do programa Super Special
em 1985 que era apresentado por Serginho Caffé. No mesmo ano,
participou de uma coletânea, com uma nova versão de "Bastião" com o
novo título "Sebastian boys rap ". A produção foi do DJ Grego .

Por outro lado, em 1986, Cabrera compôs "Falando Macio" e participou
ao lado e Marcio "MC L" do concurso de rap da danceteria "Club House",
antiga "Kaskatas". Era a primeira letra engajada do rap nacional. Não
ganhou o concurso que foi vencido por "Fresh Puma" e seu fenomenal
"human beat box".

No mesmo ano, Cabrera formou o grupo "Heroína Verbal" ao lado de Puma
e seu irmão.

Eliel "Mr Théo" Sobral, começou a cantar uma música de Cabrera chamada
"Roleta Russa" com letra agressiva e politizada que fazia grande
sucesso em seus shows. Theo já era conhecido nacionalmente pela música
"Cerveja", uma versão de "Go see the doctor" de "Kool Moe Dee".
Posteriormente lançou uma versão rap do samba-rock 16 toneladas, ao
lado do rapper Billy. Em seguida lançou a música Vida ao lado do
rapper MC Clau.

Mike apareceu com mais uma demo com a música "O Trem" que participou
de uma coletânea, já no estilo Miami Bass.

Em 1998, Cabrera fez um show como DJ, junto com o grupo 'A Fúria",
substituindo o DJ do grupo. Um guitarrista de nome "Russo", irmão do
"MC Bacana" participou do show que foi marcado pelo estilo Miami Bass,
típico do grupo "A Fúria".

Ainda em 1998, Cabrera foi ser DJ de uma nova casa noturna em Santo
André, ao lado dos amigos Roberto, Marcelo e Toninho onde aperfeiçoou
sua técnica de scratch, transformer schatch e mixagem.

Em 1989, Cabrera abandonou a discotecagem, só participando de festas
exporádicas com seus amigos da "Good Time Team" e dedicou-se a sua
carreira profissional como psicólogo e posteriormente como
webdesigner, escritor e radialista.

Mike, desde os início dos anos 90, dedicou-se ao "Miami Base" e ao
"Funk Carioca" , lançando 12 discos nesse estilo.

Mr Théo abandonou a música e nos últimos anos atuava como alfaiate em
Santo André.

Rogério Riese, formou-se em engenharia, mudou-se para o sul do país e,
desde então, não envolveu-se mais com música.

Puma é grafiteiro profissional já tendo realizado diversos trabalhos e
exposições.


http://2.bp.blogspot.com/_g24uQUDQkx8/TFDHhVkCSGI/AAAAAAAAA88/QTS47gcUkNo/s1600/Capa.JPG
BLACK JUNIORS

Quarteto infanto-juvenil de Break criado pelo produtor Mister Sam e
integrado por Laércio (voz), Adilson (voz), Francisco (voz) e Roberto
(voz). Conjunto.banda fenômeno da música negra no Brasil nos anos 80,
que tocava rap romântico e groover´s, com requintes de street
dance.Lançado por Mister Sam pela gravadora RGE, o “Black Juniors”
tornou-se sucesso nacional e o disco atingiu a vendagem de mais de
1.500.000.000 cópias ganhando então discos de ouro.


MIKE & PEPEU – Melo do Bastião que tocavam em deck de rolo ( 1986 ).


ENTENDENDO UM POUCO...




Os primeiros talentos tupiniquins, Nelsão Black Soul ou Nelsão Triunfo
dançando break, conhecido também como “homem árvore” e sua turma o
“Funk Cia.”, que inclusive fizeram à abertura da novela Partido Alto,
na Rede Globo, sem esquecer que o Funk Cia. já vinham de muito tempo
atrás; desde a época do Black Power dançando Funk no bailes de São
Paulo.

Thaíde e o Humberto, ou melhor, o DJ Hum, MC Jack que também é DJ,
Pepeu, Racionais Mc's. General G.,Considerado um dos melhores vocais e
uma das melhores levadas de Rap, MC Mattar, nome artístico
(pseudônimo) utilizado por Marcelo Cirino, Mister Theo, Ndee Naldinho,
Geração Rap, Sampa Crew, Dynamic Duo,

Os irmãos Metralhas, também apareciam no cenário.

Esses nomes mencionados acima, embora alguns desconheçam e ignoram o
fato, foram os primeiros RAPPERS a gravar disco de vinil.

Na época existia um concurso nacional de Break, o inesquecível
Programa de auditório Barros de Alencar, que apresentou os grandes
Poppers como Os Cobras e as Buffalo Girls e a grande final entre Os
Dragon’s Breaker’s versus Gang de Rua (de Santos).

O Gang de Rua, foi fundado por Marcelo Cirino, e contava com mais três
integrantes: Tijolo, Jorge Paixão e Daniel Paixão ( o rapper da
gravadora Trama: Criminal D.).

Depois da febre de 85, surgiram nomes como: Back Spin, Jabaquaras
Breakers, Red Crazy Crew, Street Warrior’s e Nação Zulu, que
mantiveram vivo a arte do B.Boy.

Toda essa galera dançavam na Rua 24 de Maio, mas foram perseguidos por
lojistas e policiais; depois foram para a São Bento e lá se fixaram.
Houve um período de divisão entre os breakers e os rappers, os
primeiros continuaram na São Bento, os outros foram para a Praça
Roosevelt.
Mas em 1988 foi lançada a 1.ª coletânia de rap nacional chamada
CULTURA DE RUA, de onde saíram na ordem de destaque THAIDE E DJ HUM,
CÓDIGO 13, O CREDO E MC JACK( hoje Dj Mc Jack foi o 1.º dj a
representar o Brasil no DMC WORLD- 1996) entre outros.

Logo em seguida saiu o álbum CONSCIÊNCIA BLACK de onde saiu o grupo
RACIONAIS MC´S.

Em 1989 THAIDE & DJ HUM gravam o 1.º disco solo de um grupo de rap no
Brasil de titulo “ Pergunte a quem conhece “.

rap no Rio de Janeiro

No Rio um bonde ficava na praça Saens Pena e outro no Largo da Carioca
no meio dos anos 80 , gente como Def Yuri , Suave , M.F.C. , Lord Sá (
em memória) Tito e outros e na Baixada Fluminense (Mesquita , Caxias ,
Nova iguaçu , Relford roxo) um montão de manos como por exemplo:Mad ,
Luck , Genaro , Mocassin de Caxias e outros...

Em 1985, o Dj Marlboro apareceu em São Paulo para vários bailes e
trouxe consigo algumas fitas com demos de grupos de rap cariocas. Já
naquela época, o estilo miami bass era o mais utilizado pelos rappers
do Rio.

Um dos melhores rappers cariocas dessa época era "Afrika Batata" que
cantava uma música autobiográfica, com letra cômica, sobre seu
nascimento até a estréia como rapper. O rapper MC Tito (Tito Gomes)
fazia parte dessa banda lendária.

Também havia um grupo chamado "Funk Firmeza". Tito continua em
atividade e é um dos rappers mais criativos do RJ, nos últimos anos.

Marlboro produziu um rap sobre a base instrumental da música "O quê?"
dos Titãs. A letra dessa música falava de preconceito contra as
pessoas que curtiam funk na época. O vocal ficava a cargo do rapper
Move (Marcelus), membro do Africa Batata.

Exemplos como os citados aqui ocorreram no país inteiro e ao mesmo
tempo, portanto, é quase impossível identificarmos onde realmente o
rap nacional eclodiu pela primeira vez.

registro !

RAP NO MUNDO!
O Rap, oferece uma vantagem a seus simpatizantes: Não é preciso gastar uma fortuna em equipamentos ou montar uma banda profissional para se exercer esta arte e conseqüentemente, expressar um ponto de vista político ou social.

Basta apenas, usar a criatividade, pois o Rap depende mais da habilidade individual do artista em fazer seus comentários por meio de rimas do que, necessariamente, de lições de canto ou aparelhagens sofisticadas.

Além disso, o estilo é extremamente democratico, em termos de temática: pode-se fazer um Rap sobre injustiças sociais-e, também, para enaltecer uma vizinhança ou ainda para falar de amor e amizade.

Como o Rap infiltrou-se na cultura popular Norte-Americana?-No fim dos anos 70, um DJ Jamaicano, Kool Herc, mudou-se de Kingston para New York, estabelecendo-se no West Bronx.

Uma das inovações propostas por Herc foi a de improvisar versos sobre as 'bases' de certas músicas - no caso, os discos de Reggae.

Herc já fazia aquilo em seu país natal e achou que o público dos EUA se renderia imediatamente ao estilo.No entanto, apesar de não terem passado inteiramente despercebidas, as experiências músicais do DJ não obtiveram grande repercussão de imediato, pelo fato de o Reggae não estar 'em alta' em New York daquele período.

Assim, o DJ adaptou o seu estilo à nova realidade, fazendo suas improvisações verborrágicas sobre sessões instrumentais ou de percussão dos grandes sucessos do momento.

Infelizmente, o 'espaço' para essas improvisações era pequeno - os trechos instrumentais ocupavam um espaço limitado das partituras - e assim , Herc precisou lançar mão da tecnologia para virar o jogo a seu favor: utilizando um Mixer de áudio, o DJ conseguiu estender o tempo dessas sessões de modo indeterminado, ampliando consideravelmente a 'base' para suas mensagens.

No inicio, essas mensagens não eram muito sotisficadas ou complexas, Por exemplo, era comum os DJs valerem-se do recurso imaginado por Herc para anunciarem a presença de um convidado em uma festa de Hip-Hop.

Assim, durante os trechos instrumentais das músicas, eles eles inseriam breves discursos, como:

'É isso aí, galera, fulano de tal esta aqui esta noite, e vai agitar a festa pra vocês'

Com o tempo, uma ligeira inovação foi operada no estilo: Os DJs começaram a rimar seus discursos, que ganharam um tom mais descolado:

'É isso aí, galera! Fulano chegou pra arrasar...Alguém duvida que o homem é fera?'

E assim por diante.

Pouco a pouco, o Rap foi ganhando a cara que tem atualmente: Kool Herc prestou outra contribuição importante à evolução do gênero quando, ao notar que sua invenção havia 'pegado' junto à galera, passou a dividir trabalho com dois companheiros, Coke La Rock e Clark Kent, que respondiam pelos microfones.

Estava formado, assim, o primeiro 'grupo' de Rap: Kool Herc and The Herculoids.

Os efeitos da 'democratização' do Rap foram benéficos ao movimento Hip-Hop.

De um fênomeno isolado, restrito à juventude negra dos EUA, o Rap foi absorvido pelo mercado mainstream, conquistanto um número maior de adéptos.

A mensagem do Rap também passou a ser mais incisiva, do ponto de vista político: O grupo Public Enemy, por exemplo, reacendeu a polêmica da luta contra a segregação racial em músicas como 'Fight The Power'.

Hoje, o Hip-Hop é uma poderosa influência na formação de milhares de jovens, independentemente de fatores como raça ou condição social.

A cultura Hip-Hop trascendeu fronteiras e revolucionou a música popular, tornando-a mais sensível aos problemas das grandes cidades.


HISTÓRIA DO RAP NACIONAL


Tudo tem um começo!

A arte de mixar discos começou há muito tempo atrás e os pioneiros devem ser sempre lembrados. Conheça alguns deles.

Oswaldo Pereira - O primeiro DJ do Brasil


Oswaldo a esquerda e o equipamento rudimentar da época

Já nos anos 50, haviam DJs desbravando o árduo caminho e preparando terreno para os que viriam nos anos 70, 80 e 90, rumo à consagração da atividade.

As famosas "orquestras invisíveis" tinham por trás a mão anônima de um DJ, que trabalhava apenas com uma vitrola e tinha que interromper a música para fazer a troca dos discos. O público, muito repeitosamente aguardava em silencio a troca dos discos para depois, voltar a dançar.

A orquestra invisível mais famosa era a "Hi-Fi-Let`s Dance" de Oswaldo Pereira, o primeiro DJ do Brasil. Oswaldo fazia tudo sozinho com sua vitrolinha holandesa e um amplificador de 100 watts que ele mesmo montou. Era muita potência para a época e o público não entendia como tanto som podia existir sem uma orquestra de verdade presente.

Oswaldo ficou em atividade de 1959 até 1968, quando começou a febre do samba-rock.

Monsieur Limá (Messiê Limá)

Monsieur Lima

Um dos grandes nomes da discotecagem nos anos 70, era do carioca Monsieur Limá (pronunciava-se Messiê Limá). Limá foi um dos primeiros DJs brasileiros a ir para a televisão. Ele apareceu em vários programas da extinta TV Tupi até ganhar seu próprio programa.

Esse maranhense baixinho e de roupas espalhafatosas, sapatos plataforma e muita atitude ganhou fama com suas coletâneas de disco music.

Apesar de não ser um expert em mixagens ou viradas, Limá marcou pela ousadia e pela postura em frente ao público e à camera de TV. Monsieu Limá faleceu em 1993, aos 50 anos.


Alcir Black Power

O grande DJ carioca, radicado em São Paulo, Alcir Black Power. Muito do que sei hoje sobre funk, r&b e rap aprendemos ouvindo essa fera tocando suas fitas de rolo nos bons e velhos tape-decks Akai. Alcir só tocava música de qualidade e muita coisa que ele tinha ninguém mais tinha. Naquela época (início dos anos 80), as equipes de som tinham espiões que iam nos bailes das outras equipes checar o que eles estavam tocando. Quando Alcir rolava uma daquelas raridades que só ele sabia garimpar os olheiros ficavam loucos e não conseguiam descobrir que som era aquele. Alcir guardava tudo a sete chaves. Alcir abandonou a discotecagem, mas a saudade dos bailes ainda mexe com a alma funkeira desse mestre.

DJ Braguinha

Mister Sam
Mister Sam e Braguinha

Esse é outro grande nome das pick-ups que já passou para o outro lado.

Braguinha foi, entre outras coisas, DJ dos programas de rádio de Mister Sam. Ouvi muitas mixagens e "viradas" feitas por esse grande artesão da música que lançava clássicos no Brasil como Ya Mamma do Wuf Ticket ou Non stoppin` that rockin` do Instant Funk, por exemplo. Tudo que Braguinha tocava na sexta-feira, às 23h no programa de Mister Sam era ouvido no sábado e domingo seguintes nos sound sistems das equipes de som do início dos anos 80.

Mister Sam trouxe do exterior, nos anos 80, raridades e artistas underground como Sasha (nada a ver com a filhinha da Xuxa) e produzindo artistas brasileiros como Baby Face (Nahim), Gretchen, Bebeto, Black Juniors e dezenas de outros. Sam atuou como DJ em casas como Dancing, Soul Train, Be Bop, Latitude 3001, Station. Todas em São Paulo.

Sônia Abreu


A pioneira Sônia Abreu nos longinqüos anos 70

Essa foi a primeira mulher a assumir as pick ups, já nos longinqüos anos 70. Sônia, além de ser um exemplo de garra e persintência, foi também uma desbravadora, abrindo caminho para as mulheres no machista mundo dos djs.

Ela trabalhou na extinta rádio Excelsior AM, ainda nos anos 60, quando resolveu radicalizar e só tocar o que achava bom. Isso custou-lhe o emprego na rádio mas abriu outras possibilidades. Sônia foi para a boate Miragem, na rua Augusta, em São Paulo. Lá também teve que aguentar o preconceito do público e de alguns djs da casa.

Em 1977, vai para a aclamada Papagaio Disco Club e fica por lá por 2 anos. Nos anos 80, inovou ao fazer festas ao ar livre em um coreto na rua Augusta e logo em seguida montou o primeiro Sound System brasileiro com dj, em uma Kombi e depois em um barco.

Ousadia não faltava para essa garota que dedicou quase toda sua vida às pick ups e à música.

Um aviso! Sônia ainda está na ativa! Salve Sônia !

Na segunda metade dos anos 70, um novo tipo de música surgia, a Disco Music, que elegeu as Discotecas como seu reduto. Os caras que tocavam os discos para o pessoal desse bailes, nessa época, eram chamados de Discotecários. Existiram alguns famosos como os citados ai em cimacomo o alcir que apesar de ser carioca, criou fama em São Paulo com seus bailes regados a James Brown e George Clinton.

No começo dos anos 80, surgiram várias equipes de bailes, as chamadas Equipes de Som, cada uma capitaneada por um DJs que não fazia grandes mixagens, porque na época vinil não chegava em todas cidades.

As importações eram proibidas e os bailes eram feitos com fitas de rolo piratas. Muitas delas, chegavam sem os nomes das bandas e das músicas, o que tornava impossível sua identificação, os DJs dessa época apenas rolavam o som. Eram poucos os que dominavam a arte de mixar duas músicas, as famosas viradas. As remixagens ou montagens como eram chamadas na época, eram feitas com gilette e fita adesiva.

Isso mesmo! As fitas eram gravadas, cortadas e coladas artesanalmente. Era um trabalho árduo e muito, muito difícil de se fazer.Os primeiros DJs eram verdadeiros artesões da músicfunk da época era chamado de "balanço". Termo cunhado pelas gravadoras que tentavam popularizar o ritmo que era taxado de música de negro pobre.

Em 1979, vimos surgir nas rádios e nos bailes um ritmo novo. Uma música batizada de "Melô do tagarela " que tornaria-se mania nos rádios e bailes e dominaria a cena por seis longos meses. Era o Sugarhill Gang, que acabará de lançar a música "Rapper`s Delight" com seus longos 14 minutos de duração. Um fenômeno para a época. Seguiu-se uma avalanche de grupos de rap no formato antigo, onde as letras falavam de festas e garotas. Não havia ainda a crítica social nas letras. Isso só veio a ocorrer em 1983, com o grupo Grandmaster Flash and The Furious Five, na música "The Message".

Mas Rapper Delight não foi o primeiro rap a ser gravado nos Estados Unidos.
Dois outros artistas gravaram raps antes do Sugarhill Gang.

O primeiro foi Pigmeat Markham em 1967. Isso mesmo, não há erro! Pigmeat gravou a música Here comes the judge em 1967.


O segundo artista a gravar um rap antes do Sugarhill Gang foi o rapper King Tim III ) com o auxílio do grupo Fatback Band. A música chamava-se Personality Joke.




Rap brasileiro na virada dos anos 70 para 80

Muito se diz sobre qual foi o primeiro rap feito no Brasil. Gerson King Combo, já em 1977, fazia um soul com falas que lembrava muito o rap, mas não podemos considerá-lo um rap na essência do termo. O showman Miele gravou em 1979, uma versão de "Rapper`s Delight" do Sugarhilll Gang chamada "Melô do Tagarela".

A rádio Cidade FM (Atual Sucesso FM) de São Paulo lançou um rap em comemoração a sua entrada no ar, em 1980. Posteriormente, regravaram o mesmo rap com outra letra, em São Paulo e Rio de Janeiro, em 1981. Essa nova versão foi lançada em um compacto chamado "Tema de Natal da Cidade" que era um belíssimo rap, com a voz de seus locutores (naquele tempo locutor de rádio tinha que ter boa voz).
O produtor, compositor, radialista, empresário e apresentador de TV Mister Sam produziu, em 1980, um disco de um cantor chamado Baby Face (primeiro pseudônimo do cantor Nahim) com um rap chamado Don`t push, dance, dance, dance.

O grupo de Break e rap Electric Boogies gravou Break Mandrake em 1983.

Um dos grupos surgidos no início dos anos 80, que trilhou um caminho diferente, foi o Eletro Rock. Formado por jovens de classe média de São Paulo e Santo André, no ABC paulista, falavam em suas músicas de festas, garotas e esportes radicais. Um exemplo é a música Surf, de 1985. Um dos integrantes do Eletro Rock era o rapper Catito, que posteriormente fez parte de coletâneas de equipes de bailes como Kaskatas e Chic Show, cantando sozinho.

Depois disso, surgiram avalanches de grupos reivindicando o título de número um. Mas Miele ainda é considerado o primeiro artista brasileiro a gravar um rap no Brasil. E isso foi há mais de 25 anos. Recentemente, foi lançado na Inglaterra, um LP duplo chamado BLACK RIO, que tenta mapear o fenômeno black no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro, nos anos 70. A música "Melô do Tagarela" está nesse disco, em sua versão instrumental. Mielle foi o primeiro artista a gravar um rap, mas Miele não era um rapper e sim um compositor e apresentador de TV.

O primeiro grupo genuíno de rap a gravar um disco, nascido no movimento hip hop americano e formado no Brasil foi o Electric Boogies. Dois de seus membros moraram nos Estados Unidos no início dos anos 80, e tiveram contato direto com a fonte e a cultura hip hop que moldava-se na época, em Nova York.


Em 1982, um núcleo de criação de rap foi formado em Santo André, no ABC paulista. Alguns amigos, que se conheceram em bailes e rodas de break, encontraram-se informalmente na casa de um deles para trocar informações e músicas Naquela época, não havia mp3, não havia cds, não havia internet, nem revistas especializadas. As informações passavam de boca a boca.

Esse grupo era formado por Rogério "Vermelho" Riese (dono da casa onde se reuniam), Marcio "MC L" Eufrosino, Marcelo "MC Mike" Rodrigues e Antonio "MC Brown" Cabrera.

No início, os raps eram criados apenas por brincadeira, geralmente fazendo piada de alguma situação. Todos contribuiam com suas letras e as músicas eram gravadas em um gravador caseiro Sanyo com microfone embutido. "Vermelho"era o DJ oficial. Posteriormente o sistema de gravação melhorou e passaram a usar tape decks, pick ups e microfones melhores.

O primeiro rap a ser criado foi escrito por Marcelo e chamava-se "Black Papa". Em seguida, vieram outros raps em inglês que utilizavam a música "The breaks" de "Kurtis Blow" como base instrumental e também "The invasion" do raper "T Ski Valley".

Em 1983, Marcelo e Cabrera gravaram sobre a base de "The breaks" um rap em comemoração ao aniversário da danceteria "Clube Xadrez", localizada no Vila Assunção, em Santo André. O DJ da casa era o lendário "DJ Zapp" que topou tocar a música na festa de aniversário da danceteria. Muita gente que dançava parou para ouvir um rap em português.

Em 1985, o "Xadrez" fechou suas portas e a galera mudou de endereço. Todos começaram a freqüentar o "CEV - Clube esportivo da Vila Vitória", também em Santo André. Alí, Marcelo, já utilizando o pseudônimo MC Mike, conseguiu convencer os DJs da casa a gravar com ele o tema da equipe "Tamantaurus". A base instrumental utilizada era "If I ruled the world" de "Kurtis Blow". A discotecagem da casa era ruizinha mas, como havia falta de opção para quem curtia black music, o pessoal ficou por alí uns tempos, até surgirem novas locais.

De São Paulo, MC Pepeu aparecia com sua versão da música "Big Butt" de "Bob Jimmy" que ganhou o título de "Pipoca".

Mike e Pepeu se juntaram e gravaram uma fita demo, com o auxílio do lendário "DJ Gege" da extinta danceteria "Sunshine". O nome da música era "Bastião" e utilizava como base a música "Fly guys" do grupo "Magic Trick".

Surgia em 1984, o grupo "Electric Boogies" formado por dançarinos de break de Santo André que gravaram o single "Break mandrake".

Miele já havia gravado um rap em 1979, mas era apenas uma brincadeira sobre a sucesso "rappers delight" do "Sugarhill Gang". Miele não era um rapper de verdade.

O "DJ Gege" da "Sunshine" juntou-se ao rapper "Toninho Ray" e gravou a música "I wanna happy birthday Sunshine" em homenagem ao aniversário da danceteria Sunshine com a base instrumental da música "Tie me up" do grupo "Mtume".

Mike, em seguida, gravou o tema de abertura do programa Super Special em 1985 que era apresentado por Serginho Caffé. No mesmo ano, participou de uma coletânea, com uma nova versão de "Bastião" com o novo título "Sebastian boys rap ". A produção foi do DJ Grego .

Por outro lado, em 1986, Cabrera compôs "Falando Macio" e participou ao lado e Marcio "MC L" do concurso de rap da danceteria "Club House", antiga "Kaskatas". Era a primeira letra engajada do rap nacional. Não ganhou o concurso que foi vencido por "Fresh Puma" e seu fenomenal "human beat box".

No mesmo ano, Cabrera formou o grupo "Heroína Verbal" ao lado de Puma e seu irmão.

Eliel "Mr Théo" Sobral, começou a cantar uma música de Cabrera chamada "Roleta Russa" com letra agressiva e politizada que fazia grande sucesso em seus shows. Theo já era conhecido nacionalmente pela música "Cerveja", uma versão de "Go see the doctor" de "Kool Moe Dee". Posteriormente lançou uma versão rap do samba-rock 16 toneladas, ao lado do rapper Billy. Em seguida lançou a música Vida ao lado do rapper MC Clau.

Mike apareceu com mais uma demo com a música "O Trem" que participou de uma coletânea, já no estilo Miami Bass.

Em 1998, Cabrera fez um show como DJ, junto com o grupo 'A Fúria", substituindo o DJ do grupo. Um guitarrista de nome "Russo", irmão do "MC Bacana" participou do show que foi marcado pelo estilo Miami Bass, típico do grupo "A Fúria".

Ainda em 1998, Cabrera foi ser DJ de uma nova casa noturna em Santo André, ao lado dos amigos Roberto, Marcelo e Toninho onde aperfeiçoou sua técnica de scratch, transformer schatch e mixagem.

Em 1989, Cabrera abandonou a discotecagem, só participando de festas exporádicas com seus amigos da "Good Time Team" e dedicou-se a sua carreira profissional como psicólogo e posteriormente como webdesigner, escritor e radialista.

Mike, desde os início dos anos 90, dedicou-se ao "Miami Base" e ao "Funk Carioca" , lançando 12 discos nesse estilo.

Mr Théo abandonou a música e nos últimos anos atuava como alfaiate em Santo André.

Rogério Riese, formou-se em engenharia, mudou-se para o sul do país e, desde então, não envolveu-se mais com música.

Puma é grafiteiro profissional já tendo realizado diversos trabalhos e exposições.


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BLACK JUNIORS

Quarteto infanto-juvenil de Break criado pelo produtor Mister Sam e integrado por Laércio (voz), Adilson (voz), Francisco (voz) e Roberto (voz). Conjunto.banda fenômeno da música negra no Brasil nos anos 80, que tocava rap romântico e groover´s, com requintes de street dance.Lançado por Mister Sam pela gravadora RGE, o “Black Juniors” tornou-se sucesso nacional e o disco atingiu a vendagem de mais de 1.500.000.000 cópias ganhando então discos de ouro.


MIKE & PEPEU – Melo do Bastião que tocavam em deck de rolo ( 1986 ).


ENTENDENDO UM POUCO...

b



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Os primeiros talentos tupiniquins, Nelsão Black Soul ou Nelsão Triunfo dançando break, conhecido também como “homem árvore” e sua turma o “Funk Cia.”, que inclusive fizeram à abertura da novela Partido Alto, na Rede Globo, sem esquecer que o Funk Cia. já vinham de muito tempo atrás; desde a época do Black Power dançando Funk no bailes de São Paulo.

Thaíde e o Humberto, ou melhor, o DJ Hum, MC Jack que também é DJ, Pepeu, Racionais Mc's. General G.,Considerado um dos melhores vocais e uma das melhores levadas de Rap, MC Mattar, nome artístico (pseudônimo) utilizado por Marcelo Cirino, Mister Theo, Ndee Naldinho, Geração Rap, Sampa Crew, Dynamic Duo,

Os irmãos Metralhas, também apareciam no cenário.

Esses nomes mencionados acima, embora alguns desconheçam e ignoram o fato, foram os primeiros RAPPERS a gravar disco de vinil.

Na época existia um concurso nacional de Break, o inesquecível Programa de auditório Barros de Alencar, que apresentou os grandes Poppers como Os Cobras e as Buffalo Girls e a grande final entre Os Dragon’s Breaker’s versus Gang de Rua (de Santos).

O Gang de Rua, foi fundado por Marcelo Cirino, e contava com mais três integrantes: Tijolo, Jorge Paixão e Daniel Paixão ( o rapper da gravadora Trama: Criminal D.).

Depois da febre de 85, surgiram nomes como: Back Spin, Jabaquaras Breakers, Red Crazy Crew, Street Warrior’s e Nação Zulu, que mantiveram vivo a arte do B.Boy.

Toda essa galera dançavam na Rua 24 de Maio, mas foram perseguidos por lojistas e policiais; depois foram para a São Bento e lá se fixaram. Houve um período de divisão entre os breakers e os rappers, os primeiros continuaram na São Bento, os outros foram para a Praça Roosevelt.

Mas em 1988 foi lançada a 1.ª coletânia de rap nacional chamada CULTURA DE RUA, de onde saíram na ordem de destaque THAIDE E DJ HUM, CÓDIGO 13, O CREDO E MC JACK( hoje Dj Mc Jack foi o 1.º dj a representar o Brasil no DMC WORLD- 1996) entre outros.

Logo em seguida saiu o álbum CONSCIÊNCIA BLACK de onde saiu o grupo RACIONAIS MC´S.

Em 1989 THAIDE & DJ HUM gravam o 1.º disco solo de um grupo de rap no Brasil de titulo “ Pergunte a quem conhece “.

rap no Rio de Janeiro

No Rio um bonde ficava na praça Saens Pena e outro no Largo da Carioca no meio dos anos 80 , gente como Def Yuri , Suave , M.F.C. , Lord Sá ( em memória) Tito e outros e na Baixada Fluminense (Mesquita , Caxias , Nova iguaçu , Relford roxo) um montão de manos como por exemplo:Mad , Luck , Genaro , Mocassin de Caxias e outros...

Em 1985, o Dj Marlboro apareceu em São Paulo para vários bailes e trouxe consigo algumas fitas com demos de grupos de rap cariocas. Já naquela época, o estilo miami bass era o mais utilizado pelos rappers do Rio.

Um dos melhores rappers cariocas dessa época era "Afrika Batata" que cantava uma música autobiográfica, com letra cômica, sobre seu nascimento até a estréia como rapper. O rapper MC Tito (Tito Gomes) fazia parte dessa banda lendária.

Também havia um grupo chamado "Funk Firmeza". Tito continua em atividade e é um dos rappers mais criativos do RJ, nos últimos anos.

Marlboro produziu um rap sobre a base instrumental da música "O quê?" dos Titãs. A letra dessa música falava de preconceito contra as pessoas que curtiam funk na época. O vocal ficava a cargo do rapper Move (Marcelus), membro do Africa Batata.

Exemplos como os citados aqui ocorreram no país inteiro e ao mesmo tempo, portanto, é quase impossível identificarmos onde realmente o rap nacional eclodiu pela
primeira vez.

7 de nov. de 2010

MATE MATE MATE

O MATE TÁ MUTO CHIC NÉ NÃO??
TÁ NO GROBUUU...
E ISSO É MUTO POUCO PRA QUEM FAZ A REVOLUÇÃO E A EVOLUÇÃO DA CULTURA NAS TERRAS ANTES ASSOMBRADAS POR CAPAS PRETAS E PREFEITOS ESQUIZITUS...






E VAMOS TRAZER UNS GRINGOS PARA CAXIAS E A PADARA VAI BOMBAR MESMO...

5 de nov. de 2010

a dúvida!!!!!!!!!!!!!!!!

Das duas uma ou é uma ou é a outra , não pode ser as duas coisas porque as duas coisas não podem andar juntas por ai como se fossem uma coisa só ...

Muitas vezes ao usufruirmos do uso de uma simples escolha nos deparamos com indesejados efeitos colaterais. Escolhas devem ser uma coisa ou outra. E apenas isso. Sem esconder outras variações inesperadas.

Uma prática para sermos mais coesos nas escolhas, que falem ao invés de questionarem, é separar em dois tipos as nossas escolhas. As escolhas, que modificam o estado de um sentimento. E as escolhas surreais, que devem apenas retornar alguma informações sobre um sentimento. Devemos sempre evitar fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Oferecer ambas funcionalidades em uma escolha causa confusão.

Tenho muitas dúvidas sobre muitas coisas e atualmente a minha dúvida é como deixar meu canto mais bonito e ou diferente(VIU?)

Não sei se devo escrever ou pintar nas paredes...

Quero escrever um slogan no meu quarto bem no alto da estante e não sei qual desses devo colocar...alguém ai pode me ajudar ??

- Um Danoninho vale por um bifinho.

- A primeira faz tchan, a segunda faz tchun e... tchan-tchan-tchan!!! ( Prestobarba)

- Tomou Doriu a dor sumiu.

- Bonita camisa, Fernandinho. (Us Top)

- Não esqueça a minha Caloi.

- Bombril tem 1001 utilidades.

- Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?

- Você se lembra da minha voz? Continua a mesma, mas os meus cabelos...Quanta diferença! ( Xampu Colorama)

- Super Nescau, energia que dá gosto.

- Eu sou você amanhã. ( Vodca Orloff)

- Se algum desconhecido lhe oferecer flores, isto é Impulse!

- Deu duro? Tome um Dreher.

- Com Rexona sempre cabe mais um.

- Não basta ser pai, tem que participar. Não basta ser remédio, tem que ser Gelol.

E não sei se escrevo só um poema, como esse:

A antítese do novo e do obsoleto,
O Amor e a Paz, o Ódio e a Carnificina,
O que o homem ama e o que o homem abomina,
Tudo convém para o homem ser completo!

O ângulo obtuso, pois, e o ângulo reto,
Uma feição humana e outra divina
São como a eximenina e a endimenina
Que servem ambas para o mesmo feto!

Eu sei tudo isto mais do que o Eclesiastes!
Por justaposição destes contrastes,
Junta-se um hemisfério a outro hemisfério,

Às alegrias juntam-se as tristezas,
E o carpinteiro que fabrica as mesas
Faz também os caixões do cemitério!...



Contrastes (Augusto dos Anjos)

Muitos têm se perguntado por que sofrem tanto,feito torcedor do Fluminense , vivem uma vida mesquinha e miserável,feito mosca cega e sem olfato , enquanto outros alcançam a felicidade ,feito porco na lama. Talvez não falte realmente nada a essas pessoas, mas embora afirmem ter tudo, sentem-se vazias, ocas, e nada lhes satisfaz. E vivem a reclamar,feito carregador de piano de chumbo, dizendo que nada dá certo nas suas vidas , feito aquela hiena que falava "oh dia ! oh azar".

Reparem como o Augusto e o Hardy são parecidos...


São lamentações que normalmente fazem (me retiro desse grupo) por causa do seu sofrimento, e isso acontece sem que elas mesmas percebam, por uma única razão: A Dúvida ( ou não)...

4 de nov. de 2010

blindado!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Mais ou menos 1 ano pasado eu não pude ir em um batizado, pois estava ensinando uns alunos e não alunos numa escola municipal,sobre a importancia das cores num mundo tão cinza quanto os grandes centros ...



Mas, consegui chegar ainda na festa e consegui comer o bolo...

E nessa festa pós batismo , lí uma notiçia louca num jornal que até então estava servindo para esantar as milhares de abelhas que estavam se embriagando com os restos das cocas colas , a new era sobre um filme tipo Mad Max:

"Um helicóptero da polícia do Rio, que é parcialmente blindado, foi abatido, na noite de sábado, pelas armas de grande calibre dos líderes do tráfico de droga na Cidade Maravilhosa, que em 2016 será a sede dos Jogos Olímpicos, levantando novas questões sobre a segurança em torno daquele mega-evento desportivo. Em pano de fundo, como sempre, está o tráfico de drogas."

MEU MEDO ESTÁ PARCIALMENTE BLINDADO , EM PANO DE FUNDO , MINHA FÉ...

Depois passei no movimento flash back, para ouvir algo mais interessante do que os funks brabos que meus alunos ficam cantando e com a companhia luxuosa de uma Pérola se equilibrando em uma outra pérola continuei minha saga pela BF...



Adoro batizados... não lembro do meu muito bem...mas dizem que foi muito animado e feliz , com direito a festa sem funk brabo E SEM HELICÓPTEROS CAINDO...

3 de nov. de 2010

Black Panthers do Brasil!!!


O rap em tempos atuais parece ter tomado outros caminhos ou realmente nao eh mesmo acostumado pelas controversias e letras que abordam as injusticas sociais relatando a vida da periferia, violencia policial, e a mensagem de auto-conscientizacao, etc. A kultura Hip-Hop e o ativismo politico se estende a realidade urbana onde se encontram imaculando e se expressando ao caos contemporaneo, e como qualquer outro fator a espiritualidade e a religiao acabaram influenciado alguns grupos de rap que no caso" Black Panthers" alem de ser" O "Primeiro" no genero no Brasil" foi um deles.

No Estados Unidos da America O Hip-Hop vivenciou uns dos seus grandes momentos na entre meados da decada de 80 e o comecinho dos 90 ou "The Golden era of Hip Hop" onde os grupos nao se limitavam ao expressarem a criatividade que parece ser algo oposto hoje em dia.

No Brasil tambem nao foi diferente, grandes nomes do Hip-Hop Nacional vieram dessa mesma epoca. O berco da Kultura Hip- Hop no Brasil sem sobra de duvidas eh Sao Paulo. Uma das maiores metropoles do mundo e ganhando no ranking como a maior cidade da America Latina. Alguns a comparam como Nova York em alguns aspectos, a Kultura Hip Hop no Brasil em especificamente Sao Paulo eh realmente o comeco dessa cultura que em cada canto do planeta acaba-se encontrando elementos da qual se caracteriza a Kutura Hip-Hop.

Como uma grande arvore seus galhos se diferem em diferentes estilos, uns para o gangsta, outros pra o bling, pop, comercial, underground, evangelico, ,politico etc. O Black Panthers De Sao Paulo foi " O Primeiro grupo de Rap " Islamizado, Islamico ou Muculmano " no Brasil " a chamar atencao nacional em tempos que nem mtv, myspace, face book e internet eram instrumentos de comunicacao para o portal da Kultura Hip-Hop, pelo menos no Brasil. Nessas alturas todos sabem que aparentemente a " primeira forma de rap ou a linguagem ritimica em forma poetica a surgir pelo menos no Brasil foi por" Miele " em cima da versao do grupo de rap americano SugarHill Gang mas nunca caracterizou ou refletiu a imagem do Hip-Hop no Brasil, mas isso eh uma outra estoria...

Alguns artistas foram esquecidos e sequer nunca mencionados...

O Rap e o Break explodia na estacao Sao Bento do Metro Paulistano, onde eventualmente gravariam pela gravadora Eldorado a coletanea " Hip Hop Cultura de Rua" da qual lancou rappers como Thaide & D.J. Hum, M.C. Jack, Codigo 13 e O Credo.

O grupo " Black Panthers " aparentemente ja existia antes da nova formacao que incluia Ahmad Al Ameen um auto-didata nato ou como era chamada em tempos da Sao Bento de "Uzi" do grupo " O Credo " com "Deus da Visao Cega " que tambem ja era reconhecido pelas controversias diferencas de opinioes sobre a questao racial no Brasil que o levou a nem sequer fazer questao de estar presente na capa do disco "Hip Hop Cultura de Rua".

No Blog do Radar Urbano dirigido pelo ilustre e ativista de longas datas "Xandao" menciona o fato contando um pouco sobre a Historia do Ragga e Hip Hop e suas origens no Brasil em 22/07/2009.

Kranium Ali Shabazz ou Cranio foi um dos poucos e talvez uns dos primeiros modelos negros no Brasil na decada de 80 que chegou a fazer desfiles de moda com nomes de prestigio internacional como a inglesa Katharine Hamnett e outros. Personalidade conhecida na noite paulistana de Sao Paulo. O mesmo que ja tinha sido aliliado aos carecas do suburbio do Abc e ate como um dos primeiros afro-brasileiros punks ate se deparar com a Kultura Hip Hop que o levaria a um outo caminho.

O outro integrante foi Peter Muhammad filho de pai estrangeiro e de mae com descendencia que se caracteriza de indios da regiao amazonica passou parte de sua infancia entre o Brasil e os Estados Unidos ate ter conhecido os outros integrantes em meados de 1986/87.

Passou a ser D.J. para o grupo " Artigo B onde fizeram alguns shows como o tunel da Consolacao entre outros, junto com uns dos M.C.s mais inteligentes do Brasil de acordo com o proprio Peter, uma especie de Parteum dos 80, discotecou em varias festas da decada de 90. Eventualmente os diferentes planetas se juntariam ao atual existente " Black Panthers ".

Em causar polemica os titulos nao acabam por aqui, os mesmos integrantes foram convidados e entrevistados pelo apresentador da epoca do SBT "Serginho Groisman", foram temas de polemicas no" Jornal Folha de Sao Paulo ", Isto E, Veja e sem falar das diversas notas existentes em outros jornais da epoca em relacao aos ataques neo-nazistas da epoca divulgando auto defesa a polulacao afro-descendente e pobres.

Em cima de tudo isso, ficaram conhecidos pelo fato de terem admitidos a identidade Islamica que levou membros do grupo a conversao ao islamismo ou a reversao as origens esquecidas. As estorias sao varias, causaram polemica no programa Armando Martins, foram expulsos de determinados locais, tiveram presentes na primeira vinda de Nelson Mandela ao Brasil, e tambem tiveram show interrompidos por proprietarios de casas noturnas devido ao conteudo lirico.

E claro que o grupo passava por um transicao de auto-procura, mas isso nao fez que alguns dos integrantes permanecessem ate os dias de hoje como ' muculmanos '. O grupo tambem foi caracterizado por serem intelectuais, por terem letras que mencinava versiculos biblicos e alcoranicos talvez avancados para o momento da epoca, e ate racistas foram rotulados por alguns pseudos formadores de opinioes que era o cumulo do ridiculo.

O grupo inspirou rappers como D.J. Alpiste que partiu por uma mensagem evangelista, e tambem teve a primeira " treta " ou " beef " com o grupo Filosofia de Rua devido aos falsos rumores sobre a letra " a cor da pele n influi em nada " da qual tinha sido mencionada nuns dos discursos de abertura do show do Black Panthers.

O grupo tambem foi primeira pagina do" Jornal islamico Al-Rubat " destacando o poder da musica e a divulgacao do Islamismo atraves da cultura Hip Hop. O grupo em si foi lancado em 1993 pela gravadora Kaskatas na coletanea chamada " Versao Brasileira produzido no estudio do legendario D.J. Cuca. Abaixo Como a Babilonia foi lancado sem a autorizacao e a permissao do grupo que eventualmente os levariam a uma acao juridica contra a gravadora por direitos autorais. O grupo foi extinto logo apos o lancamento da coletanea " Versao Brasileira".

Dos integrantes ambos o Ahmad de boina vermelha ( Uzi) e Kranium de boina preta na foto exibida na mussala ou sala de oracao na primeira Mesquita construida no Brasil na Av. do Estado em Sao Paulo conhecida popurlamente como Mesquita Brasil, ja sao falecidos ( Descansem em Paz ).

Aparentemente um dos integrantes se tornou D.J. em Sao Paulo e Peter Muhammad mora no exterior. Fatos Sao Fatos! A Luta continua... Essa eh dedicada a todos os pioneiros do Hip Hop Nacional, Allah U Akbar! Deus Eh Maior!

-Ahmad A- Ameen ( R.I.P.) ou " Uzi "
- M.C. Kranium Ali Shabazz (R.I.P.) ou Cranio
- M.C. Peter Muhammad
- M.C. D.J. Lord Tiger X One
- Amaury Homeless
- Lift
- Eugenio
+ desconhecidos membros

2 de nov. de 2010

ouro de tolo

Queria que minha idéias fossem de ouro...


Meu sonho de consumo está se transformando em realidade agora que vejo essa placa:
"compra -se ouro de tolo"

Fui lá e bati na porta dourada...

Nem bem a recepção anunciara minha chegada, vi um membro da tropa de batedores metálicos com espadas de ouro, marchando em minha direção. Eram as estátuas de ouro mais brilhantes que já vi, reconhecendo o terreno. Percebi que nem minha melhor letra de rap boca-de-sino-de ouro, nem minha melhor frase justa ou o meio tubo de prata liquida que gastei iriam ajudar. O negócio era apelar e me identificar.

"Qual o seu nome?" - começou o interrogatório. "Slow", respondi como se perguntasse se gostou. Eles(os metálicos) eram judeus e achei que a terminação "ow" do sobrenome materno iria soar mais familiar naquela hora do quebra-gelo-ouro. Felizmente o reconhecimento da estátua chegou antes da espada-tira-cabeças que ela trazia a tira colo . Teria ficado evidente que meu estratagema de tentar parecer judeu tinha a solidez de uma geléia.

Pessoas também costumam usar de estratagemas para parecerem o que não são. E a tecnologia tem ajudado. Antigamente era preciso investimento para se criar uma imagem respeitável. Sede própria, catálogos impressos, telefonistas, assessoria de imprensa, publicidade. Ficar conhecido no bairro já custava caro. Visto no mundo, impensável.

Sonho/pesadelo - E hoje? Bem, com a tecnologia da informação ficou fácil trabalhar em casa. Qualquer um pode imprimir catálogos com qualidade fotográfica, ter uma telefonista digital, fachada na Internet e recursos de comunicação para falar até com Montezuma ou Tegucigalpa. Com pouco investimento é possível criar uma empresa que é um sonho dourado. Literalmente falando.

Ou um pesadelo, realmente falando. Se a tecnologia esticou a perna dos negócios, também encurtou a perna da mentira. Ela agora tem perna mais curta. Pessoas têm igual poder tecnológico para recomendar ou arrasar. Só que multiplicado pelo número dos que forem ludibriados.

Credibilidade é fruto de habilidade edificada sobre o alicerce da verdade. Quando escrevo, gravo , ensino , pinto ou improviso, e coloco no mundo para todo o mundo ver quero conhecer que lastro de realidade existe por trás da visão. Meu avô já dizia que nem tudo que reluz é ouro e nem todo sapato é de couro. Se eu não ficar emocionado, será que consigo emocionar alguém ?

Quando jovem, trabalhei em vendas para uma corja de mercenários de catálogos de artefatos de ouro de tolo, que estava visivelmente ultrapassado. As fotos eram de pessoas da década de quarenta, mas eu não era tão velho assim. Nem a empresa.

Descobri depois que era tudo forjado, até a foto da fábrica dourada, que nunca existiu. Solidez e tradição, só na aparência.

Alguém poderia chamar isso de marketing, mas não é. O verdadeiro marketing procura dourar, não a pílula da ilusão, mas os resultados de uma solução. Cria valor. Em minha arte maluca corro esse risco de parecer o que não sou. Por me valer das letras, da música ,da escrita ,da oratória e da tecnologia da informação, há quem pense que sei mais do que conheço. A tentação de me deixar embalar nesse regaço é grande, e às vezes me pego cofiando a barba de uma sabedoria emprestada.

É, além espada, ela tinha um detector de mentira. Meninos Dourados (Murphi)e Golden Axes, só no cinema ou nos games. Na vida real elas te espetam...

OUROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO...


Faler em barba, estou com minha barba por fazer. Cujos pêlos, vistos de perto, tem crescido nas mais impossíveis direções. Estratagema denunciado pela máquina detectora da estátua, que descobriu minha falsa barba consistuída duma mistura de ouro em pó , pó e pó de barba retirado do barbeador do pai. Segundo um amigo com peso de ouro, entrar no Forte Inox com aquele disfarce era uma barbada. Acreditei.

E você acreditaria se eu dissesse que a estátua era igual aquela a estátua feita em ouro para homenagear Kate Moss??


Ela transpirava poesia. Seus olhos verdes brilhavam com o colírio da emoção. Sua pele, qual nuvem flagrada por tentar esconder o sol de uma montanha de ouro, denunciava um rubor só comparado à cor da sua espada. E quando falava... Ah!

Aliás, foi o que ela mais fez. Falou a tarde toda de um tal fulano que conhecera uns dias antes nun lugar chamado Eldorado e a pedira em namoro. O que eu achava? Sugeri que aceitasse. Devia ser um cara legal.
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1 de nov. de 2010

4 ANOS

E temos a primeira Presidenta do país dos mortos em Vigário Geral...

Candelária


Nova Iguaçu




São João de Mentirinha


Eldorado dos Carajás


Carandiru e etc...

T emos 4 anos para vermos em melhor condição :

a sáude
a educação



a fome




QUE DEUS NOS AJUDE!!!!
AHHHHHHHHH..O SERRA SE F...