TODO DIA ...É 1 TEXTO NOVO!!!

29 de abr de 2014

QUEM É BOBO AFINAL ?

Quem é bobo afinal ??

Antes de ter início a primeira fase da idiotização, os continentes encontravam-se separados por intransponíveis extensões acidentadas de magia e de encantos, de oceanos de ilusões e mares de fantasia, que faziam com que a maioria dos povos e das culturas soubessem da existência uma das outras apenas por meio de lendas, com a do Preste João, do Papa- Angu, do Político honesto ou imprecisos e imaginários relatos de viajantes, como o de Marco Polo ou do Surfista Preteado.


As raças não viviam isoladas... Cada cultura era auto-suficiente e se comunicava através de telepatia e de modernos I pods de pedra lascada...



Europa...


A civilização Tripiliana (5500-2700 a.C.) 
foi a primeira grande civilização da Europa e uma das primeiras civilizações do mundo e  essa galera já retinha conhecimento deste blog inclusive, era localizada na Ucrânia moderna e também na Moldávia, Romênia e tinha cidades com 15 000 000 000 de habitantes que cobriam 450 000 000 hectares.





China...


China, nome pelo qual esse país é conhecido pelas outras nações, tem origem numa turba que governou essa terra durante catorze anos. 
Nos anos 2000 A.C todos os chineses já tinham sua nave espacial particular e também sua cota nas universidades de Urano, eram astutos e traiçoeiros, impedindo a evolução de promessas que nunca foram cumpridas e de ameaças de bomba nuclear de abacates verdes...




Índia...

Os abrigos sob as rochas da Idade de pedra com pinturas em spray da Montanna em Pradesh, são os vestígios de vida humana mais antigos conhecidos na Índia. Os primeiros agrupamentos permanentes de Rappers apareceram há mais de nove mil anos e desenvolveram-se gradualmente na civilização do vale do Indus, datando do Século XXX A.C.







ÁFRICA...
A África negra subdividida pelo deserto do Saara numa África árabe ao Norte...


A África deriva de AVRINGA ou AFRI, nome da tribo Berbere que antigamente habitava o Norte do continente.Os berberes são descendentes dos antigos Númidas que habitavam a região da Numídia, entre o país de Cartago e atual Mauritânia, conquistada por Androides Jugurtas.
Outros achados dizem que os Nomas já aplicavam na bolsa e jogavam polo aquático...
Ainda não conheciam a escrita e em 70000 a.C., já tinha uma fábrica de clones...



Civilização Azteca no México, a dos Maias no Yucatan , e a Inca no Peru...


Alcançaram tão grande e notável evolução que deixaram o mapa para lua que a Nasa usou para chegar lá com mais de 300 anos de atraso...

Eles tinham um parque tridimensional e quando viram que os Espanhóis ainda andavam a cavalo se assustaram tanto que os idiotas da Espanha ficaram se achando....

Esconderam as suas motos de turbinas nos vulcões e se fingiram de bobos...

Durante milhares de anos esse povos estiveram por ai e quase ninguém viu...

CRUEL

Outro dia, fiquei sabendo na padaria, que um pseudo playboy titica de galinha, aqui da minha amada e idolatrada São João de Mentirinha, ia fazer uma festa e queria que todo mundo que faz alguma coisa de útil na cidade estivesse presente. Recebi um convite, que dizia : 
"traga quem você quiser"
Eu obedeci como podem ver nessa foto...

Ainda há pouco, em outra padaria do bairro, ouvi uma história sinistra, daquelas dignas de Hitchcock, enquanto comprava pudim de pão.

Dizia o Sr. Zé para o Sr. Alfredo (os nomes são fictícios )

 "- Então, tu sabes que se apanhares um melro pequenino e o puseres na gaiola, os pais continuam a ir alimentá-lo entre as grades ? 
Pois, melro ou outro pássaro qualquer. 
Mas olha que a dada altura matam-no." 

Então o outro disse :
"- Matam-no?" 

"- Sim, chegada a hora de abandonarem o ninho, como não saem da gaiola, eles vão lá e dão-lhe as sementes erradas...


Ontem vendo um programa do National Geographic, assisti a uma orca atacando um bando de focas. Ela abocanhou uma delas e a arremessou para o ar, na direção do mar alto. 
E durante bom tempo, ficou nisso: pegava a foquinha e jogava de um lado pro outro. 
A alguns olhos, poderia parecer um ato de crueldade. A outros, inclusive aos meus, nem tanto. Não vi nenhuma diferença naquele gesto e na maneira como crianças brincam com a comida (eu fiz tanto isso no tempo das antigas ternuras...)fazendo desenhos com ela no prato, deixando o bife para comer por último e saboreando cada pedacinho...

Tinha um cara chamado Vik, que me imita direto... Muito chato...



Não vejo crueldade nos animais. 
Nem entre espécies, nem interespécies. 
Eles atacam para se defender, para se alimentar ou para demarcar território.
Se em muitos casos esse jogo da vida parece cruel, peço que atentem a relatividade dos casos.

Se a gente vê uma criancinha mordiscar com gosto um pedaço de filé de tubarão, achamos uma gracinha. 

Se vemos um tubarão abocanhar uma criança ou uma foca, sentimos indizível horror.


Acho que uma festa com afegãos, pseudo-playboys de titica e animais ia ser mara...
Tinha que ser uma rave, eu ia levar um cachorro chamado Hitch, que adora música eletrônica e ao contrário de muitos usuários de ácido e balinhas não morde:


Será que existem homens -animais??
Será que onde judas perdeu as botas tem rave ??
Será que existe animal cruel ??
O único animal cruel que eu conheço é o gato do Gargamel:

O velho felino abandonou o Garga no asilo Arkham e depois de uma reeducação alimentar, que excluiu da sua mente acinzentada a imagem dos Smurfs e com a ajuda de vários DNAs geneticamente modificados inseridos no seu córtex via ácidos lisérgicos,fabricados no Afeganistão, virou esse cara ai embaixo:

27 de abr de 2014

progresso ou caos?

Progresso ou Caos?


Temos edifícios mais altos, mas temperamentos mais curtos;rodovias mais amplas, mas pontos de vista mais estreitos;gastamos mais, porém temos menos; compramos mais,contudo desfrutamos menos.

Temos casas maiores e famílias menores;mais comodidades e menostempo; 
mais títulos e menos bom senso;mais conhecimento e menos discernimento;mais especialistas e mais problemas;mais remédios e menos saúde.

Gastamos muito, rimos pouco,dirigimos velozmente, ficamos nervosos com muita rapidez, ficamos acordados até tarde, levantamo-nos muito cansados, lemos raramente, assistimos muita TV e oramos muito pouco.

Temos multiplicado as nossas posses, mas reduzimos nossos valores. 
Falamos muito, amamos raramente e mentimos com muita freqüência.

Aprendemos como ganhar dinheiro, mas não uma vida; 
acrescentamos mais anos à nossa vida, mas menos vida aos nossos anos. 
Fomos à lua e voltamos, mas temos dificuldade de atravessar a rua para conhecer o novo vizinho.

Temos conquistado o espaço exterior, mas não o espaço interior; 
fazemos coisas maiores, mas não coisas melhores; 
purificamos o ar, mas poluímos a alma; dividimos o átomo, mas não os nossos preconceitos; 
escrevemos mais, porém aprendemos menos; 
planejamos mais, contudo realizamos menos.

Aprendemos a correr, mas não a esperar; temos renda mais alta, porém moral mais baixa; 
mais alimentos, porém menos satisfação; mais relacionamentos, mas poucos amigos; mais esforços, porém menos sucesso.

Fazemos mais computadores para armazenar informações, para produzir mais cópias do que nunca, mas temos menos comunicação; crescemos em quantidade, mas não em qualidade.

Estes são tempos de refeições rápidas, mas de digestão lenta; 
de homens altos e caracteres pequenos; 
de lucros excessivos e relacionamentos superficiais. 
Estes são tempos de paz mundial, mas de guerras domésticas; 
de mais lazer e menos diversão; 
de mais tipos de alimentos, porém de menos nutrição.

Estes são dias de rendas duplas, porém de mais divórcios; 
de casas mais suntuosas, porém de lares divididos.

Estes são dias de viagens rápidas, de fraldas descartáveis, de moralidade rejeitável, sexo de uma noite, corpos obesos e pílulas que fazem tudo, desde alegrar e tranquilizar até matar.

Este é um tempo em que há muito na vitrine e nada no depósito.

SABIÁ MATA!!!

Outro dia em frente ao bar do Ananias, na pacata cidade de Nova Iguaçu, eu vi a morte da libélula... Não, não é um filme tipo abstrato da quinta geração dos nerds mauriçolas dos coletivos cinemalescos...

Foi assim  tinha um cara com uma libélula na ponta de dois dedos e um outro cara falou assim:
"Agora você já esmagou a asa da criatura"...


O cara dos dedos falou :
"Acho que não!"

E então num gesto de imensa generosidade largou a bela libélula pelo ar esfumaçado ...

Eu consegui acompanhar o trajeto da criatura e ainda pude ouvir do mesmo Márcio que a libélula é pré- histórica , por que sobreviveu a queda do asteroide...


Bem, quando a libélula já estava livre e voando sorrateira pelas nuvens veio num vôo rasante, um sabiá enorme e obeso e numa bicada só, papou a bela libélula, que pode ter sobrevivido ao asteroide mas mão sobreviveu ao sabiá faminto da terra das laranjas...

Devia ter na hora ter chamado o protetor das libéluas o famoso :


Homem-Libélula...

Nem sempre nossas atitudes que parecem ser boas, tem os resultados esperados...

Mas prefiro continuar a fazer boas ações e comentar isso, pois o tempo é liquido e o fruto é colhido de acordo com a semeadura...


E já dizia a Simone cantora, toda de branco e com um poodle na cabeça:
"Então é Natal"...

26 de abr de 2014

eita sabadão bão sô

Sabadão, um calorzão de 45 graus na sombra do coqueiro verde  e eu lendo meu livro bola da vez que no caso é "O mulato" do grande Azevedo, desculpe a intimidade, você que é um fã desse cara, mas fazer o que né? O cara manda bem...

AZEVEDÃO...

Resolvi não mais torrar a massa cinzenta e ao cair da tarde, vou ao cinema que fica bem perto de minha casa ou seja no meu note book, ver o filme do momento, pelo menos pra mim , o dito cujo, Vício Frenético é um sopro no calor carioca...

CAGEZÃO


Me diverti muito com a película e achei o filme muito bem feito e devo confessar que cada cena foi muito bem pensada e a atuação do Cage foi formidável...

A melhor parte é quando, depois de uma baforada no seu cachimbo da sorte, ao lado do grande rapper norte americano Xzibit, o Cage fala assim:

"É melhor dar mais um tiro nesse cara"

O cara que deu o tiro, não sei se foi o 'G' ou o "Anão" fala mais ou menos assim:

" Pra que ? Esse cara já já está morto"

E num momento da mais pura inspiração o Cage fala:

" A alma dele ainda está dançando!!!"




ANÃO, QUE JA TEM ÃO, XZIBITÃO COM A ARMA DE 2 FUROS, CAGEZÃO E G-ZÃO...






Pelo amor de Deus...

Na sequência uma gaita bem no estilo do sul dos USA, começa a mandar um som swingado e a alma do Mafioso, começa a dançar um BREAKING de alto nível, fazendo Top Rocks e Spins, dignos do Sattão da DF Zulu de Brasília...


SATÃO...ESSE JÁ TEM ÃO...


Quase que sou retirado da minha lucidez pequenina, pelo estouro de risos que saem da minha laringe....

Adorei... Recomendo...

Na deserta rua que saio pra poder rir melhor , tropeço numa banca de livros de um senhor de um metro e meio, muito solícito que fica não me dando atenção ...

Eu começo minha garimpagem a la Serra Pelada e acho 2 jóias:

O livro do Fausto não o Silva , mas o Fawcett por míseros 3 mingaus e ainda autografado para uma tal de Silvia que penso, pode ser a Pfifer...


FAUSTÃO ... MAS ESSE NÃO É TÃO CHATO E INTERRUPTOR...

E outro livto do Uri Gueller que entortava talheres e falava enrolado nos anos passados...

Levo os 2 Amarradão...



URIÃO E MICHAELJACKSON ZÃO...


SERÁ QUE ELE ENTORTOU A CARETA DO MJ??


Quase na esquina de casa , encontro o parceiro tatuador Lebeda, que me fala entre outras coisas que está lendo Nietsch...


LABETÃO...

Isso sim é um Sabadão mais arretado que as quartas do mulato e sua Branca Ana em São Luis do Maranhão ou antes do Katrina que passa e deixa o preso Xavier na Cadeia alagada e faz o Cage estragar sua cueca de 55 dólares...

Slow zão

M.C OU RAPPER??????????


M.C OU RAPPER ???
MC (Mestre de Cerimônias)
É importante ressaltar que o MC de nada tem a ver com a pessoa do Rapper. 

A figura do MC passa portanto a tomar sua devida forma e conotação, nas ruas do bairro do Bronx, nas festas organizadas por Kool Herc em 1975.

Garotos bem ousados, improvisavam rimas e interagiam com o público através delas, obtendo repostas uníssonas e vibrantes. 

E é dessa forma que surge Coke La Rock, considerado o primeiro “Mestre de Cerimônias” da história do Hip Hop americano.

La Rock se tornou responsável por frases que até hoje fazem parte da “cultura gringa”:

“Rock the house! To the beat y’all! Rock on! You don’t stop!”

A partir de então outros nomes passaram a fazer parte do universo rimático, como é o caso de Clark Kent e Lovebug Starski, um dos prediletos de Afrika Bambaata. Pode-se afirmar inclusive, que, Starski fora um dos responsáveis por popularizar a expressão “Hip Hop”, antes mesmo do surgimento da “nova cultura”, através da eterna frase:

“Hip Hop till you don’t stop!”

Batalhas

Tudo acontecia às mil maravilhas no “novo reino da cultura urbana”, até que um MC de nome Busy Bee, resolve esquentar o clima, alegando que as rimas improvisadas de tons festivos estavam se tornando “coisa de Marica”.

Então, no inicio dos anos 80, ele passa a fazer rimas desafiadoras contra outros MCs. Tal prática, desencadeou no público um efeito ainda mais intenso que as antigas rimas.

Em 1987, o rapper Kool Moe Dee, lança em seu álbum rimas em forma de batalha contra o rapper LL Cool J, enquanto que o grupo Boggie Down Productions (BDP) repetem a dose, implementando este estilo em suas músicas, em afronta ao Juice Crew, resultando em consideráveis vendas de LPs e shows abarrotados.


Cabe lembrar que pelo fato do Hip Hop ser uma cultura criada um meio a desordem social, batalhas como estas estão presentes em todos os elementos do Hip Hop, em formatações respectivas à cada atividade: no graffiti, existe a batalha de cores; no breakin’, no poppin’ e no lockin’, a batalha da dança; no dj, a batalha de scratch; e no rap, a batalha de MCs...

Ao contrário dos conflitos das gangues de rua, por disputas de território, estas batalhas só servem para entreter as pessoas e testar o nível de capacidade de cada competidor.

Seja bem vindo ao jogo!


Rapper

Você deve estar se perguntando: MC não é sinônimo de rapper? 
Não! 
Os primeiros rappers surgem por volta de 1976, através das vozes dos The Furious Five, produzidos pelo DJ Grand “Master” Flash, que passam a introduzir versos completos e rimados, o que podemos denominar de “rap (rhytm and poetry)”.


É importante destacar que o MC pode ser um rapper ou vice-versa, como também, todo e qualquer membro da Cultura Hip Hop, pode assumir mais de um elemento contido nela – de acordo com seu dom – porém, cada elemento possui seu valor distinto...

Beat Box


Quando não se tinha à mão a presença dos toca-discos, a improvisação instrumental tomava corpo através das batidas e efeitos desenvolvidos através da boca, denominando-se beat box. 

Depois de sua aparição, esta modalidade se tornou um atrativo à mais em muitos palcos e álbuns de rap. Um dos nomes mais respeitados nessa técnica é o de Buffy. Integrado ao grupo Fat Boys, Buffy se torna popular sendo conhecido como “Buff, o Beat Box Humano”, chegando a ganhar, em 1993, um concurso de talentos no Radio City Music Hall.

25 de abr de 2014

A CULTURA HIP HOP

Segundo dia do ano, pelo menos no nosso lado do planeta e de acordo com o calendário cristão atual e já estamos trabalhando...

Esse texto a baixo já foi escrito 1 vez e hoje ele chega aqui, um pouco modificado .

197...

O ano é 2000 e alguma coisa e 30 e poucos anos se passaram pra mim e pouco mais tem o hip-hop quando falamos do hip-hop mais organizado mas sabemos que essa linha é tênue e por vezes elástica, fatos, pessoas e pensamentos foram antecessores destas datas mais antigas que conhecemos... 


Os anos 50 e 60 fizeram alicerces para essa cultura que hoje é mundialmente conhecida, por ex: o DJ Kool Herc tocava vários sons diferentes naquela época "Comanche " do Trio Mocotó e "Bronx nation athen" dos Bongo Bands incluindo nesse contexto varias vertentes musicais, como o nosso bom e velho samba que também influenciou Quincy Jones e Marvin Gaye, o disco Soul Bossa Nova mostra isso: 
Paul Huphrey, grandioso baterista diz :

"Quando Gaye fez "what´s going on", ele usava a batida de samba invertida e isso mudou o jeito de fazer percussão e tocar bateria nos E.U.A."  

Ou seja, ritmos como samba, bossa nova reggae, soul, rumba, merengue, influenciaram muito oque chamamos de hip-hop porque a rumba influenciou o modo como o breaking era dançado por latinos  e teve total influencia nos primeiros top rocks pois a rumba imperava no Bronx antes do hip-hop ser a febre local e uma infinidades de coisas aconteceram ,antes mesmo do termo hip-hop ser inventado. 

Aqui no Brasil, os bailes eram chamados de hi-fi e gente como Mr. Funk Santos, Dom Filó, Paulão Black Power faziam o que os Sound Systems faziam na Jamaica: 
música na rua, nos guetos, clubes ou seja no subúrbio... 

Equipes como : 1 mente numa boa, makesom, célula negra, tropa bagunça, movimentaram o esqueleto dos "blacks" do rio de janeiro, assim como Kool Herc e Bambattaa na sua época...

Por falar em Bambattaa, ele mesmo deu a formula de como uma cultura se expande rapidamente 

"Se eu conheço uma coisa nova hoje , amanhã tenho que ensinar a outro e assim a coisa vai se espalhando...O importante é estarmos sempre ensinando para os nossos irmãos oque aprendemos". 

No começo as coisas todas eram novas e a historia ia se moldando sem ninguém saber ao certo oque estava acontecendo era a historia sendo feita e dentro dessas historia tinha uma que começou assim: 

Grand Wizard Theodore, na Boston Road esquina com a 168, chacoalhou com as regras impostas pela maquina com um gesto,ele resumiu anos de manipulação sonora, uma coisa que reunia as teorias pós musicais de John Cage (o futuro da musica, 1937), as experiencias modernistas do francês Pierre Schaffer, metendo a mão no acetato preto, deformou o som á moda africana, através da percussão... 
Ele só tinha 14 anos e não se engane, achando que isso começou, exclusivamente com os negros da cidade de N.Y.

NÃO NÃO NÃO... 
A história é bem mais ampla; a Rock Steady Crew era formada quase toda por latinos de pele mais clara, não fazia a mínima diferença a cor da pele isso porque o hip-hop era uma coisa que incentivava a cultura para os menos favorecidos e dentro dessa ótica os negros também. 

Quando você vê o filme Wild Style você vê latinos brancos e negros tudo nessa época era voltada para a diversão auto-estima, bondade.

O hip-hop começou assim. 
Muitos astros que hoje são reconhecidos como ícones, começaram em áreas diferentes, como Kurtis Blow que desde 1972 vem fazendo barulho foi o primeiro m.c a ganhar disco de ouro em 1980, com a clássica "the breaks" mas era um b-boy e depois começou a cantar assim como vários mcs eram djs ... Ou KRS1 que era grafiteiro, dizia ele que a grande alegria dele era ver um grafittii viajando por toda a cidade, nos trens de N.Y.

Dos primeiros mcs surgiram os primeiros gritos de guerra, os primeiros combates de rimas,as primeiras tretas,no começo da década de 80 o hip-hop já era uma febre no mundo todo,influenciando toda uma geração, misturando - se com outras culturas e dando voz a muita gente sem voz até então.

O rap virou a voz por ex. dos latinos e da cultura Low Rider, que surgiu da pressão racial, social e econômica impostas pelos norte americanos, assim carros velhos e desmontados eram reerguidos pelos chicanos recapturando suas origens com seus símbolos astecas e católicos e enaltecendo as gerações passadas, adotando os z-suits e os droping mustaches dos pachucos e assim foi no México, em Cuba no Japão, Europa, Brasil. 

Um DJ japonês chamado Honda disse:
 
"Muitos seguem o rap dos States mas eu sou um líder, não um seguidor" 

Em Cuba onde quase todo mundo é pobre igual, trocaram a agressividade pelo otimismo e a cara feia pelo sorisso, versos pesados por discursos e critica construtiva.

"Se o samba, o rap e o reggae tem lugar em outros países eles serão feitos em Cuba á nossa maneira " diz MC René.

Isso reafirma a raiz. Outro ex. é Tatá de S.P.que disse 

"Ja tive proposta pra fazer propaganda pro MC Donald e tal com meu carro,  já fui procurado por J Quest, Sandy e Junior pra colocar meu carro em vídeo clips, sempre disse não; Oque que eles tem haver com o Low Rider? "

E assim o hip-hop foi crescendo e logo as empresas e os milionários de plantão começaram a querer uma fatia desse bolo.
Ao contrario da disco que usava roupa de seda e coisas afins os pioneiros se viravam com agasalhos esportivos baratos e iam fazendo a cara, a moda, o life style... 

Daí, pra aparecer as grandes marcas foi um pulo, a Fubu (for us by us) começou com 4 manos e a hipoteca de uma casa, a Adidas aliou seu nome ao grupo Run Dmc e de uma marca alemã virou tendencia mundial, hoje o hiphop fala muito de marcas;uma pesquisa feita por uma empresa de consultoria a Agenda inc. e divulgada no site da CNN money, canal de economia da rede CNN, revelou que a Mercedez Benz foi a marca mais citada em 2005, com mais de 100 citações em raps diversos, a Honda japonesa patrocinou uns shows do B.E.P.(que começaram dançando breaking) e um carro apareceu nun dos seus clips.

Falta uma outra pesquisa pra saber se :

1-se há um acordo entre empresas e rappers.
2- se rappers citam sem interesse nenhum.
3- se as empresas pagam pra serem citadas. 


Com o crescimento do rap, vários setores se agregaram ao novo conceito até porque essa cultura sempre foi ou deveria sempre ser amplamente democrática e aglutinadora. 
Oque faz surgir novas frentes como o Gangsta rap, leia isto:

"Fomos derrotados, aniquilados, pegos de surpresa pela triste separação do rap, hoje oque existe não é o rap no qual eu iniciei o que sobrou foi só um rap bizarro, completamente ignorante, degenerado socialmente, no qual os maiores astros são as armas e o sexo...No meu tempo o rap edificava, trazia informação e cumpria um papel, enquanto música.
Hoje faz com que pensem que somos todos tristes caricaturas de Gangsters...Ridículos aspirantes a bandidos e isso é negativo"


Quem diz isso é o Will Smith e eu assino embaixo falando do brasil.

Quando o gangsta rap surgiu, logo ele consegui dividir as pessoas, uma guerra entre lados começou, uma triste comparação com as gangs e facções e M1 do Dead Prez diz 

"O hip hop esta tão maduro que esta apodrecendo, hoje a fruta já brotou, houve um tempo em que não dava pra ver a fruta, só a semente..."

 "O hiphop esta morto" diz Nas.


Muitos acham o rap a musica mais decadente do mundo mas a Zulu Nation em suas normas diz que "o hiphop prega a paz, a união, o amor e a diversão visando afastar os jovens, em especial os pobres de tudo oque é negativo, diz Nino Brown da Zulu Nation Brasil.


"Hoje o hip-hop mostra o negro exibindo poder com carros novos, cordão de ouro armas de fogo e nunca com o mais importante a Arma mais poderosa do mundo: o livro" diz Marcelo Yuka!!!

A luta contra o preconceito racial não está tão explicita como já esteve, disse Chuck D :

 "Elvis nunca significou nada pra mim e foi um herói pra muitos, o rock foi absorvido e controlado pelos brancos que beberam da fonte negra, mas mantiveram o preconceito, ou seja , sugaram.

Nós, Brasileiros agimos como se o preconceito não existisse, só estamos nos enganando. E isso condiz com o que disse Malcom X :

"Cada homem branco lucra com o racismo mesmo que não pratique ou acredite nele " 

O grupo Dilated Peoples sempre enfatizou temas como Guerra, Globalização, Politicas globais e Aniquilações!

Muitos mcs são avessos a moda, contra a bundialização dos videos ao blim blim style como os mcs do islã que falam disso e de Allah!!!! Nomes como Paris e Lakim Shabazz, tem mais a falar sobre coisas relevantes do que só sobre tiros e bundas;

Parte 1 de S.P diz que não aprendeu hip-hop na escola, os discos ensinaram...
Se ele consegui ensinar algo com os dele vai continuar sendo hip hop (como disse Chris Parker)

Outro Morador ilustre de S.P Arcanjo diz:

 "Espero que pelo menos 1 pessoa se identifique com moque estou falando, minha musica fala muito de amor esta muito positiva"

197.. Surge um gigante, a mídia e ai padrões começaram a ser impostos e pessoas começaram a se moldar nos padrões o que é perigoso, porque o lucro e a imagem cobraram seu preço, as grandes rádios por serem comerciais não tiveram nem tem compromisso com a cultura hip-hop, muito menos com a musica Rap diz Gil do bocada forte, as rádios aqui no Brasil começaram a cobrar pra tocar a musica dita da periferia isso é o dinheiro corroendo diz Bone Dee!!
Débora Melão (radialista SP) diz que o gangsta rap é o perfil do programa “Espaço rap” e não há espaço pra outro tipo de segmento e diz que 50%da programação é ela que faz e a outra metade é os ouvintes, mas quem escolhe mesmo é ela...

Há também opiniões como a do sambista Ney Lopes que considera o rap, uma coisa da moda, pois, uma musica que não se baseia numa forma brasileira e as formas de expressão para serem revolucionarias tem que ter nelas mesmas um conteúdo de transformação, não basta rimar em cima de um beat.

Quando Bambaataa vislumbrou esse presente, ainda no passado, resolveu instituir um quinto elemento, que separadas as divergências pode ser resumido como a transmissão do conhecimento de forma positiva, ai sim começaram a surgir a didática do hip hop, os workshops, as oficinas mas que segundo Mano Brown de São Paulo "não servem pra nada pois a pessoa tem que nascer com o dom e hiphop não se aprende em oficinas." 

E rebatendo essa opinião eu penso que só de colocar uma nova perspectiva aos olhos de um jovem, as oficinas já começam a prestar o seu favor ao hip-hop e a sociedade no geral...

E tem ainda muitas pessoas que fizeram e fazem seus papéis sociais mesmo sendo mundialmente famosas como o grupo Wu Tang Clan que ajuda a Star Light Foundation para jovens com doenças degenerativas... Ou L.L.Cool.J.do Queens que desde 1992 tem a Campcollj Foundation cuidando de mais ou menos 30 jovens...Ou Coolio que dirige a Heritage Foundation produzindo livros para jovens afro – americanos...Ou Lauryn Hill que fundou a Refugee Project, organização pra ajudar crianças pobres.
Outro que deixou um legado, que hoje está nas mãos de sua mãe, foi 2 Pac (1977-1996) que segundo o jornal Dayli News deixou na sua morte um patrimônio de US$ 100.000, um automóvel e um caminhão...SÓ... mas depois de umas boas sindicâncias e auditorias sua família conseguiu da Interscope Records, como parte dos direitos, a bagatela de us$ 5.000.000 ! o que nos leva a criar varias teorias sobre sua vida e sua morte, pois mais livros e cds foram feitos após ele morrer do que quando ele estava vivo colocando no ar perguntas como: existe um trabalho secreto da policia em cima do hip-hop? Uma grande parte dos rappers acredita que sim, essa unidade da policia é real e fatal (maiores informações eu recomendo o documentário Rap Street Hiphop and the Cops ).

Quem matou 2 Pac? e B.I.G
ninguém sabe ao certo e por falar em Wallace, esse era sinistro mesmo, vendeu 2 milhões na estréia e quebrou um Recorde de 885.000 em uma semana que estava nas mãos dos Beatles.
 
A mídia quis durante muito tempo dividir o rap em dois lados west e east não conseguiram..

Hoje a parece o lado sul e Snoopy Dogg diz 

"Tem tanta merda sendo lançada no Sul que até as merdas tocam...Por serem do Sul simplesmente por que são do Sul...Eles tem feito muita coisa boa mas muita merda toca também" (concordo rsrsrr).


Mas nen tudo é gangsta rap um exemplo quase esquecido foi o rapper Domino da área do Snoopy, em 8 semanas foi disco de ouro (ghetto jam –def jam) falando do gueto sem enfatizar a violência e diz :
“Alguns rappers incentivam a violência e colaboram para o aumento da criminalidade”. 

A linda Laurin Hill diz :

“Cresci ouvindo canções que falavam da fraqueza humana, da chuva que esconde minha lagrimas, é o contrario de –eu sou tão bom ,tão forte , tão mal,tão rico ,tão perfeito...
E ganhou entre outros prêmios 4 Mtvs e 4 Grammys e vendeu mais de 15.000.000 de copias.

"Essa postura (inovação)nos afasta da mídia que movimenta o rap, como shows, programas de radio e etc", diz o grupo Pentágono.

Xis diz que: 

"O rap não é pra galeria 24 de maio tem diversos locais que não tem tv a cabo e o que tem é Globo e Sbt, infelizmente, pra muitos sempre fui lá e vagabundo vai sofrer.

Existe um forte discurso entre mídia e resistência mas Rodrigo Brandão, MC do Mamelo Sound System diz :

“Do mesmo jeito que as antenas tem muita importância as raízes também tem e se a árvore não tiver raiz não vai crescer mas ao mesmo tempo se não tiver antena, pra captar as coisas novas, a cultura se torna anacrônica, vai perdendo o beat do tempo... "

Existem 1001 formulas de estar na mídia, recusar a mídia e uma forma eficaz de estar na mídia, abusar da liberdade é outra e tem gente que trabalha no hip-hop nos bastidores em prol das comunidades , como se viu em Beat Street e Krush Groove, é possível deixar a violência e o crime sem deixar as ruas, é possível se tornar um artista expressando experiências próprias, assim como surge a chance de desenvolver uma cultura própria sem necessidades de retoques pra se tornar comercialmente viável.

E ultrapassando o, limite do tempo, artistas como Bussy Bee, Cold Crush Bros, Treachrous 3, Fearlouss 4 e muitos outros estão gravando novos discos e grafiteiros estão fazendo mostras do nível dos maiores pintores clássicos, dançarinos como Sugar Pop, Poppin Taco, Shabadoo, Boogaloo Shrimp estão ai dançando e recebendo homenagens. 

O rap sempre esteve na linha de frente das mudanças, sempre dando espaço, seja para o clima neo hippie do De La Soul ou para o rap mais metafísico do Gza ou Gravediggaz e isso desde a mistura de soul e funk com as batidas alemãs do Kraftwerk, o Eletro, o Bass Miami que é a raiz de quase todo o batidão que se toca hoje no Rio de Janeiro, tudo é evolução, na década de 70, Theodore fazia o scratch e nos anos 2000 o DJ QBert lançou um Dvd com 28 nomes de scratchs.

Novas gerações se incorporam ao grosso caldo de idéias, estilos e atitudes o hip-hop se expande como uma epidemia (Ezn 2001 rs) fazendo com que a Alemanha consiga reunir o mundo todo nos seus eventos de graffitti e breaking ou da Coréia apareçam b boys mais famosos que muitos artistas pops da Ásia ou na África onde o hip-hop apesar da pobreza generalizada consegue cobrir, com o véu da ostentação uma boa parte dos olhos de um povo que esta no berço dos primeiros batuques do universo.

Hoje o hip hop esta no Irã , nas cadeias ,na barra da tijuca,nas igrejas na tv e por ai vai...sorte nossa que existem griots modernos que contam e recontam as lendas e repassam as historias de um tempo glorioso... 

E olha que muita gente disse que toda essa manifestação mundial , não passaria de uma moda, de um bando de desocupados barulhentos, e , que não duraria até o próximo verão...tshitshitshi.... 
Como estavam enganados.

Slowdabf – faço

ADEUS PRIMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

No ano de 2008 perdemos um grande ser humano chamado:
DJ Primo...



Aqui tem o link de uma entrevista que o dj Primo fez comigo para a LUB tv:




http://www.youtube.com/watch?v=YdqpF36CDeg

Escrevi algo para ele, no ano passado e vou dar uma resumida agora:

DJ Primo, 28, morreu , no Hospital das Clínicas, em São Paulo.

Segundo informações iniciais, a causa da morte foi pneumonia. 

Me lembro quando fui cantar a primeira vez em Curitiba e o Primo era o DJ da casa lá e nos tratou super bem, quando ele acabou de tocar eu tive que ir la falar com o cara, ele não era conhecido por aqui no Rio mas o que ele fez naquelas toca discos eu nunca vou esquecer, o cara mandou muito bem, ele tocou: 
Jeru The Damaja/Non phixion/Guru/Gangstarr /Arsonists/Big L/Wu tang/ODB/Jurrasic 5...

O cara ganhou um fã naquela noite fria de Curitiba...



Depois lembro bem dele já como Dj do Md2 e de como ele saiu do camarim (cercado por 4000 seguranças ) e veio ao meu encontro e trocou varias ideias e quando eu comentei sobre os encontros semanais de djs que temos na Baixada (Movimento Flash Back e Baú do Vinil ) o cara automaticamente falou que queria muito ir tocar lá ...

Falei pra ele que não rola dimdim e o cara falou assim : 
"Slow, nem tudo tem preço"...

Nunca vou me esquecer ..

PERDEMOS UM ALIADO... 
GANHAMOS UMA SAUDADE... 
MANTEMOS NOSSA FÉ....



Familia Ezn...

24 de abr de 2014

HIP HOP É MODA?

Nova York 21 de maio de 2006

As redefinições (KRS-One refere-se a "refinitions" um termo criado por ele, unindo as palavras redefinições e definições) que irei apresentar são uma coleção realizada pela organização Temple of Hip-Hop (Templo do Hip-Hop) dos termos culturais e códigos do hip-hop, desenhados para proteger, preservar e estabelecer um Espírito comum para o hip-hop e aumentar a auto-estima dos verdadeiros hip-hoppers. 


Outras organizações da cultura podem praticar um diferente conjunto de elementos e termos. Contudo, nossas redefinições permanecem como uma ferramenta fundamental de ensino. 

Através desse "corpus de conhecimento" nós promovemos nossa auto-estima como especialistas culturais do hip-hop.

Breaking 

(estudo e aplicação das formas de dança de rua)

Comumente chamado de Break Dancing ou B-Boying, ele agora inclui formas de dança que já foram independentes: 

Up-Rockin
Poppin
Lockin
Jailhouse ou Slap-Boxing
Double Dutch
Electric Boogie 
Capoeira
Etc... 

Também se refere comumente a uma dança de rua de estilo livre (freestyle).

Os praticantes do Breaking tradicional são chamados B-Boys, B-Girls ou Breakers

Os movimentos do Breaking são comumente usados em aeróbica e outros exercícios que refinam o corpo e aliviam o estresse. 
Dança e outros movimentos corporais rítmicos aparecem na gênese da consciência humana. 
A dança também é uma forma de comunicação.

MCing 
(estudo e aplicação da fala rítmica, poesia e/ou discurso divino)

Comumente referido como rappin ou rap. 
Seus praticantes são conhecidos como MCs (Emcees) ou rappers. 

O MC é um poeta do hip-hop, que direciona e move a multidão rimando ritmicamente na palavra falada. 

O MC é um porta-voz. 
Tecnicamente, o MC é uma criação da sua comunidade, enquanto o rapper é uma criação das grandes corporações e gravadoras. 

A palavra MC vem da forma abreviada de Mestre de Cerimônias. Em seu sentido tradicional, MC se referia ao anfitrião de um evento, o mestre de uma cerimônia ou festa. Em seu sentido antigo, o MC buscava rezar ou se comunicar com Deus. 

Era usado pelos gregos para comunicar-se com seus oráculos e rezar para seus deuses.

As mais antigas formas de MCing foram feitas pelos antigos pastores, sábios e filósofos da África e da Ásia. 

Mais tarde, na história, essa antiga arte seria praticada pelos griots africanos e djelis, que iam de vila em vila ensinando (ou melhor, encenando) história e importantes lições de vida aos mais jovens.

Nas palavras da amiga Luciane Ramos Silva, antropóloga versadíssima em História da África:

 "djeli é o/a responsável pela transmissão das tradições orais - genealogias, estórias, costumes e éticas. 

São como senhores da palavra. 
Em geral, esse saber é transmitido através das gerações, então existem famílias com "sobrenomes" de griots (outra forma de designá-los, neste caso, termo em francês). 

Por exemplo, o ator Sotigui Kouyaté foi por muito tempo da Cia do Peter Brooke, era um djeli. 

O filho dele, Hassane Kassi Kouyaté, esteve em Sampa (Sesc Ipiranga) fazendo um trampo que navega entre palavra, corpo, tempo e espaço. 

Bom, mas essa é outra história. 

Tenho poucas referências de djelis mulheres. Mas há uma, Yandé Codou, que foi a griot do Senghor, primeiro presidente do Senegal. 


O MCing (ou discurso ritmado/a fala divina) também aparece na gênese da consciência humana. 

É a linguagem do coração. 

Os primeiros hip-hoppers transformaram a figura tradicional do Mestre de Cerimônias para incluir formas de participação da multidão e poesia. 

Hoje, o MC procura ser um mestre da palavra falada, não apenas o melhor rapper ou poeta.

O MCing, se entendido da maneira apropriada, manipula o ar através da vibração sonora numa tentativa de alterar ou expandir a consciência. 

Os MCs também ministram palestras e outras formas de instrução pública. 

A maioria dos MCs se avaliam conforme sua habilidade de agitar uma festa/evento, falar claramente e/ou contar uma boa história.

Saiba isso: um MC talentoso quase sempre se torna um rapper respeitado, mas um rapper talentoso normalmente nunca se torna um MC respeitado. 

O MC se expressa através da rima que já está em sua mente, enquanto o rapper te conta tudo sobre ele mesmo. 

Verdadeiros MCs devem estudar ambos os estilos para ter o máximo do sucesso.

A arte do MCing foi popularizada por pessoas como 

Cab Calloway
Coke La Rock
Pebblie Poo
Sha Rock
Chief Rocker Busy Bee
Keith Cowboy
Melle Mel
Grandmaster Caz
Rakim
Queen Lisa Lee
Slick Rick
Big Daddy Kane
MC Lyte
Muhammad Ali

Graffiti Art 
(estudo e aplicação da caligrafia de rua, arte e escrita à mão)

Comumente chamada de arte do aerosol, writing, piecing, burning, graff - (write: escrever; piece: peça; burn: queimar) ou murais urbanos. 

Outras formas dessa arte incluem bombing e tagging (o tag pode ser considerado o irmão mais velho da pichação brasileira]. 

Seus praticantes são conhecidos como:
escritores, escritores de graffiti, artistas do aerosol, grafiteiros ou artistas do graffiti.

Para melhor entendimento das diferenças entre os termos, recomendo os seguintes sites:

terminologia do graffiti
a arte do graffiti

Também na gênese da consciência humana, escrever em muros, árvores, pedras, roupas etc. tem um papel importante no desenvolvimento da inteligência humana e da auto-expressão. 

A maioria das crianças do gueto instintivamente aprende a escrever praticando nos muros. 

Os antigos humanos, dos tempos pré-históricos, punham certamente suco de frutas (berry)em suas bocas e sopravam ou cuspiam suas imagens em paredes de cavernas, às vezes em total escuridão, da mesma forma como os modernos grafiteiros dos anos 70 ou 80 fariam com suas latas de spray nos trens suburbanos.

Hoje, os grafiteiros procuram ser mestres da escrita à mão e da arte. 
Os artistas do graffiti se avaliam conforme sua habilidade de escrever e/ou contar uma boa história. 

Muitos se tornaram artistas gráficos, designers de moda, fotógrafos, diretores de arte e de cinema.

Saiba isso: 
O graffiti como arte não é vandalismo

Tradicionalmente, a palavra graffiti se originou do termo ´graffito`, significando um risco. 

Daí sua conexão com a arte dos DJs 
(o grafiteiro é um DJ visual). 

Assim, o graffiti foi um termo dado à arte gráfica do hip-hop, quando ela aparecia legal e ilegalmente em propriedade privadas e públicas como um ato de protesto social (especialmente em trens de subúrbio). 

Da mesma forma que o MCing foi rotulado de rap e o Breaking foi rotulado break dancing, o graffiti foi o rótulo para designar o writing, bombing, piecing, burning e tagging. 

O escrito ou desenho do graffiti é cuidadosamente desenhado, riscado, ou espirrado sobre uma superfície e foi popularizado por pessoas como 
Taki 183
Phase 2
Stay High 149
Kase 2
Lee, Chico
Cope 2
TATs Cru
Presweet
Iz the Wiz
Seen
Quik
O.E.
Revolt
Dondi
Zephyr
Futura 2000

DJing 
(estudo e aplicação da produção da música rap e difusão por rádio)

Comumente se refere ao trabalho de um disc jockey. Contudo, o disc jockey do hip-hop não toca simplesmente discos de vinil, fitas e CDs. 

Os deejays do hip-hop/rap interagem artisticamente com a execução de uma canção gravada, cortando, mixando e riscando a canção em todos os seus formatos gravados.

Mesmo além da música e outras formas de entretenimento, o DJing, como um conhecimento consciente, não apenas inspira nosso estilo de instrumentação musical, mas também expressa o desejo e a habilidade para criar, modificar e/ou tranformar a tecnologia musical. 

Seus praticantes são conhecidos como turntablistas, deejays, mixologistas, grandmasters, mixmasters, jammasters, e funkmasters.

Assim, o Disc Jockey pode ser considerado um apresentador de música gravada e foi popularizado por pessoas como :

El Marko
Kool DJ Herc
Afrika Bambaataa
Jazzy Jay
Grand Master Flash
Grand Wizard Theodore
Kool DJ Red Alert
DJ Cash Money
Marley Marl
Brucie B
Chuck Chillout
Kid Capri
Afrika Islam
Jam Master Jay


Beatboxing 
(estudo e aplicação da música corporal – body music)

Comumente se refere ao ato de criar sons rítmicos com várias partes do corpo, particularmente a garganta, boca e mãos. Seus praticantes são conhecidos como:
Caixas de Ritmo Humanas (Human Beatboxes) ou Orquestras Humanas.
Assim, o Beatboxing é, basicamente, usar o corpo como um instrumento. Versões mais antigas dessa expressão incluem o Handbone ou Hambone. 
Contudo, o moderno Beatboxing se origina do ato de imitar as primeiras baterias eletrônicas (drum machines). 

As primeiras baterias eletrônicas foram algumas das ´caixas de batida` originais e, engenhosamente imitá-las, foi o que primeiro se chamou Beatboxing. 

Contudo o antigo Beatboxing era a habilidade de imitar os sons da natureza com as próprias partes do corpo. 

O Beatboxing não é apenas uma forma de comunicação, é também achado na gênese da consciência humana. 

De fato, imitar os sons da natureza (ou do ambiente natural de alguém) é algo que está no início da comunicação humana, do conhecimento e sobrevivência. Popularizado por :

Doug E. Fresh
Biz Markie
The Fat Boyz
DMX
Greg Nice
Bobby McFerrin
Emanon
Click the Super Latin
K-Love
Rahzel



Conhecimento de rua 
(estudo e aplicação da sabedoria ancestral)

Comumente se refere ao senso comum básico e a sabedoria acumulada das famílias do gueto. Consiste de técnicas, frases, códigos e termos usados para sobreviver no gueto. 

Envolve também a habilidade de raciocinar logicamente com ou sem as ideias ou a validação do mainstream acadêmico tradicional. 
A sabedoria de rua é a acumulação do auto-conhecimento cultural do hip-hop.

Seus praticantes são conhecidos como hip-hoppers, bem como:
sisters, brothers, goddesses, gods, mothers, fathers, teachers, queens, kings, princesses, princes, lords e divine (em português: irmãs, irmãos, deusas, deuses, mães, pais, professores, rainhas, reis, princesas, príncipes, lordes e divinos/divindades).

Contra o mito de que o conhecimento só é acumulado em ambientes acadêmicos quietos e ordenados, muito do conhecimento comunitário do hip-hop pode ser achado em seus comediantes, poetas e autores. 

Os hip-hoppers aprendem e transferem conhecimento através da diversão, no entretenimento. 
A sabedoria de rua é o conhecimento de como sobreviver na vida urbana moderna.
Popularizada por 
Malcolm X
Dr. Cornell West
Martin Lawrence
Afrika Bambaataa
Clarence 13X
Ministro Louis Farrakhan
Kwame Toure
Chuck D
Nas
Dick Gregory
Chris Rock
Tupac Shakur
Sista Souljah



Linguagem de rua 
(estudo e aplicação da comunicação de rua)

Comumente referida como inglês negro, jargão/dialeto urbano e ebonics (de ebony phonics- sons negros/sons de ébano). 

É a linguagem do hip-hop e os códigos linguísticos. A comunicação verbal das ruas.

A linguagem de rua avançada inclui a correta pronúncia da linguagem nacional e nativa da forma como ela pertence à vida no gueto.

Adicionalmente, a linguagem de rua avançada lida com a comunicação para além do que a pessoa diz. 

A linguagem de rua não é sempre discurso falado.
A linguagem de rua do hip-hop inclui, certamente, códigos de rua que podem não ser comunicados totalmente por palavras.

Pode-se dizer, ainda, que a linguagem de rua (da forma como pertence ao campo da palavra falada) é a tentativa do hip-hop de se libertar do confinamento da linguagem-padrão e de pontos de vista padronizados sobre a realidade. 

O inglês (por exemplo) não tem suficientes palavras ou definições para descrever como nós (hip-hoppers) sentimos o mundo. 

Isso é o que faz com que nossa linguagem (jargão/dialeto - slang - gíria) de rua seja tão importante para nossa liberdade.

A linguagem de rua ajuda os hip-hoppers a interpretar seu mundo da sua própria forma e foi popularizada por :

Richard Pryor
Martin Lawrence
The Last Poets
The Watts Poets
James Brown
Gil Scott Heron
E-40
DJ Hollywood
Lovebug Starsky
Fab 5 Freddy
Frankie Crocker



Moda de rua 
(estudo e aplicação de tendências e estilos urbanos/street fashion)

Comumente se refere a tendências de roupas do gueto. Contudo, a moda de rua lida com todas as tendências e estilos da cultura hip-hop. 

A auto-expresão através da moda de rua é um importante modo de apresentar a identidade do hip-hop ao mundo. 

A moda de rua representa a proeminência de todos os códigos culturais do hip-hop, formas e tradições. 

Não apenas a moda é uma forma de comunicação muito antiga, mas nossa consciência expressa era (e ainda é) também representada no modo como nos adornamos, colorimos e vestimos a nós mesmos.

Popularizada por grupos e pessoas como:

 The Black Spades
The Black Panthers
The Crips
The Bloods
Jew Man
Ron 125th
Dapper Dan
Shirt Kings
Lugz
FUBU
Karl Kani
Sean Jean
Wu Wear
Fat Joe 560
Phat Farm



Empreendedorismo de rua 
(estudo e aplicação do mercado justo – fair trade – e do gerenciamento dos negócios do hip-hop)

Comumente referido como mercado de rua, having game, the natural salesman ou smooth diplomat (obviamente, isso é linguagem de rua – não consegui encontrar o sentido em dicionários normais. Se algum leitor souber, faça a gentileza postar como comentário)

É a disposição de se engajar na criação de um empreendimento que está na raiz das práticas de negócio. Muito da aprendizagem do hip-hop começa aqui.


Diferente do empreendedorismo que pode incluir as técnicas e práticas empresariais, o empreendedorismo de que falo foca o espírito de motivação de se auto-empregar, de ser inventivo, criativo e auto-instruído.

É este espírito; o espírito da auto-criação, a urgência em criar e vender seus próprios talentos, descobertas e invenções, que é encorajada por esses ensinamentos. 

Seus praticantes são conhecidos como: 
hustlers e self-starters. 

Empreendedor: uma pessoa criativa automotivada, que sustenta uma iniciativa comercial.

Popularizado por pessoas como 
Madame C.J. Walker
Russell Simmons
Luther Campbell
Sean Puffy Combs 
Jack the Rapper
Robert Townsend
Eazy-E
Too Short

*Texto originalmente extraído 
do blog da página oficial do MySpace de KRS-One.

Leia também
The Teacher, KRS-One
Internacional: artigo de KRS-One questiona e critica aposentadoria de rappers

HIP HOP DABF!!!