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17 de abr de 2010

O BARQUEIRO QUE NÃO MORREU DE TPM...OU 2 PORTOS DE SOLIDÃO

As coisas que sabemos e não usamos no nosso mundo são tão inúteis quanto a que sabemos mas não sabemos que sabemos...



Adoro comer aipim frito e beber café extra mega ultra forte...
Lembrei de uma piada :

"Num largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro. Numa das viagens, iam um advogado e uma professora.

Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro:
- Companheiro, entende de leis?
- Não. - Responde o barqueiro.


E o advogado compadecido:
- É pena, perdeu metade da vida!


A professora muito social entra na conversa:


- Senhor barqueiro, sabe ler e escrever?
- Também não. - Responde o remador.
- Que pena! - Condói-se a mestra - Perdeu metade da vida!

Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco.


O barqueiro preocupado pergunta:


- Vocês sabem nadar?
- Não! - Responderam eles rapidamente.
- Então é pena - conclui o barqueiro - Vocês perderam toda a vida!"




"Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes" (Paulo Freire).

É meio sem graça ,EU SEI, mais eu gosto e dai??



Queremos muito chegar ao fim do arco íris e encontrar nosso leprechaun e nosso pote cheio de ouro , mas queremos chegar lá de primeira classe com conforto e nossa revista caras do lado...




Ninguém quer ir sem nada (venda tudo e siga-me).


É tipicamente humano essa coisa de querer , mais querer até um certo ponto...



Lembro de B Negão:



"tudo nesse mundo é emprestado"


Lembro da poeta mais vibrante que já li:



"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever" (Clarice Lispector)

Pareçe que a encomenda de amor não chegou em nenhum deposito nesse ano ,nessa década..nesse século.


No século XX não se ama. Ninguém quer ninguém. Amar é out, é babaca, é careta. Embora persistam essas estranhas fronteiras entre paixão e loucura, entre paixão e suicídio.


Compreendo como querer o outro possa pintar como saída de nossa solidão fatal, entendo que não podemos ser assim tão solitários.



Mesmo consciente de que nasci sozinho do útero de minha mãe, berrando de pavor para o mundo insano, e que embarcarei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, além do pó.


O que ou quem cruzo entre esses dois portos gelados da solidão é mera viagem: véu de maya, ilusão, passatempo...




Não sei se tudo é ilusão...


E talvez , por muitos acreditarem nisso , não se apegam as pessoas e momentos , que são efetivamente únicos e especiais.


Eu tento fugir desse estado de coisas e ser feliz, a cada segundo, mesmo nesse século!

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