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11 de mar de 2014

Medo líquido

Conheci um pouco da obra de Zygmunt Bauman meio que por acaso...

No momento, tenho me concentrado na ideia de ler um livro por vez, o que para mim é bem difícil, não só pela imensidão de livros interessantes, mas também porque, após anos lendo diferentes literaturas todos os dias na faculdade, adquiri um hábito de ler um pouco de tudo, simultaneamente, demorando muito mais para terminar um livro, o que para mim é uma sensação indescritível.

Talvez por isso, tenha demorado a me render ao texto de Bauman...



Uma resenha crítica sobre um livro foi o pedido de uma professora minha que discutia técnicas de exame e aconselhamento psicológico numa vertente mais existencialista.
Lembrei então de um livro que havia começado a ler mas parei: "Medo líquido" (Bauman, Z.).A partir daí, resolvi transitar pelas ideias do autor e consegui me encantar a ponto de pesquisar mais...e mais...
Pude ler um pouco de "Modernidade e Ambivalência", "Globalização: as consequências humanas", "Comunidade: a busca por segurança no mundo atual", "O mal-estar da pós-modernidade" (presente do meu namorado amado) e "Amor líquido". Sei que a tradução acaba sendo uma traição e que a linguagem é uma caixinha de surpresas, mas ainda sim posso dizer com firmeza que as ideias de Bauman sobre diversos aspectos da vida e sua fluidez me deixaram num estado de lucidez alegre bem impactante.

A porta de entrada, "Medo líquido", foi o estopim para novos rumos de pensamento.



O tema central do livro consiste no medo e na insegurança característicos da contemporaneidade, os quais se apresentam de forma difusa e onipresente, limitando as possibilidades da existência humana.

Bauman também destaca que tanto aqueles que provocam o temor quanto os que são vítimas deste são pessoas comuns, sem uma marca, portanto, que as defina previamente como fonte de perigo ou não. Não há como prever a fonte da ameaça, do medo, o que aumenta a sensação de vulnerabilidade. Consequentemente, o indivíduo furta-se à abertura característica da admiração ingênua, impedindo a sim mesmo de reconhecer o outro tal como se mostra e, em decorrência disso, conhecer-se na sua plenitude.

Mais um motivo para eu amar esse livro: a resenha a qual me referi foi feita em parte numa lan house próxima à antiga casa de meu amado. E esse dia foi ironicamente marcante.

Boa leitura e por hoje é só pesssssoal!



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