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4 de mar de 2014

BEATNIK

BEATNIKS NA LITERATURA


O autor Jack Kerouac (12/03/1922-21/10/1969) introduziu a frase "Geração Beat" em 1948, generalizada do seu círculo social para caracterizar o submundo de juventude anti-conformista, reunida em Nova Iorque naquele tempo. O nome surgiu numa conversa com o novelista John Clellon Holmes e um pouco depois a expressão foi muito divulgada por Herbert Huncke e Nolan Miller mas para Kerouac, tinha uma conotação espiritual.

John Clellon Holmes
JOHN CLELLON HOLMES

Tristessa (1955- 1956), podia ser felicidade com tristeza, mas é só tristeza. Foi o primeiro e mais querido livro de Jack Kerouac ), sua família de origem francesa, idioma que dominava totalmente.


JACK KEROUAC

Jack Kerouac não sabia falar espanhol. Escreveu Tristessa e publicou sem emendas e orgulhava- se disso. O espanhol escrito no livro é o falado, o idioma tal como ele o entendia: “Eztô duenté” (“Estoy enferma”, “estou doente”) queixava- se Tristessa, que era viciada em morfina. O livro foi escrito em duas partes: a primeira, em 1926 e a segunda, um ano depois.

Os personagens principais são Jack (mesmo nome do autor), um americano que viaja para o México e Tristessa, uma “índia asteca, com olhos de misteriosas pálpebras à Billy Holliday, (…) uma tez de penugem de pêssego (...)”


ALLEN GINSBERG 1926-1997

O grande Allen Ginsberg usava o termo beat, numa maneira ainda mais selvagem, no final dos anos 40, para classificar uma geração de loucos, iluminados hipsters, que ficavam seriamente vadiando e pedindo carona e outras coisas , uma turma esfarrapada, beatificada, bonita de uma nova forma graciosamente feia — uma visão colhida da forma como ouviram a palavra "beat" pronunciada nas esquinas da ruas.

Na década de 50 O jornalista Herb Caen falou sobre os Beats num nível maior de propaganda mais nada falou melhor sobre o termo beatnik do que 3 livros :



Howl (1956) de Allen Ginsberg
Naked Lunch (1959) de William S. Burroughs
On the Road (1957) de Jack Kerouac

William Burroughs - Foto: Robert Mapplethorpe
BURROUGHS

Into the Wild, publicade em 1996 e escrito por Jon Krakauer, é um livro que conta a história de Alexander Supertramp, pseudônimo de Christopher McCandless, que ao se formar na Universidade de Atlanta doou os seus 24 mil dólares que tinha no saldo bancário a instituições de caridade e desapareceu sem avisar a família. Em 2007, foi produzido o filme homônimo dirigido por Sean Penn, tanto filme quanto livro descrevem a sua viagem que tinha como objetivo chegar ao Alasca e viver sozinho, dependendo da natureza e do que encontrava no caminho.




The Beat Generation (1959) fez uma associação do movimento com o crime e a violência, como fez The Beatniks (1960). A noção de violência e outra criminalidade possivelmente surgiu porque foras-da-lei violentos e criminosos eram popularmente retratados a usar a mesma linguagem de calão nos seus discursos, e esta distorção também pode ser vista em populares programas de TV, no que diz respeito a hippies, uns anos mais tarde.
Steve Cochran, Mamie Van Doren, 1959
The Beat Generation
THE BEAT GENERATION


MAIS LIVROS E AFINS :

Entre os livros de humor, Beat, Beat, Beat foi uma brochura de 1959, da autoria de Signet , que continha cartoons do graduado em Phi Beta Kappa Princeton, William F. Brown, que olhou o movimento desde a sua posição no departamento de TV da agência de publicidade Batten, Barton, Durstine & Osborn.



Suzuki Beane (1961), de Sandra Scoppettone com ilustrações de Louise Fitzhugh, foi uma mistificação beat de Bleecker Street, da série Eloise de Kay Thompson (1956-1959).
The Wonderful Adventures of Suzuki Beane


PERSONAGENS BEATS

O personagem Cool Cat, dos desenhos animados Looney Tunes, é frequentemente caracterizado como um beatnik.
Cool Cat





O galo na curta de Foghorn Leghorn, Banty Rooster, em 1963.




No desenho animado Scooby-Doo, o personagem Salsicha é um retrato de um beatnik.
shaggy - scooby-doo Photo



A serie de desenhos animados, Beany and Cecil, também tinha uma personagem beatnik, Go Man Van Gogh (aka "The Wildman"), que vive regularmente na selva e pinta varias imagens e fundos para enganar os seus inimigos.
Teve a sua primeira aparição no episódio "The Wildman of Wildsville".





Nos Simpsons, os pais do personagem Ned Flanders são beatniks que o colocaram num hospital psiquiátrico enquanto criança, depois de terem tido dificuldade em discipliná-lo, devido ao seu mau comportamento (A mãe dele queixa-se: "Já tentámos tudo, e estamos sem ideias!").

Além disso, na serie de televisão animada, Doug, a irmã mais velha de Doug, Judy Funnie, é retratada com uma beatnik.

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