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17 de jun de 2013

Cinderela

Enquanto tenho na mesa de cabeceira 4 caixas de remédios e um aparelho de nebulização, fico em repouso e assisto filmes.
Há pouco, pude assistir um clássico de uma atriz cujo trabalho sempre admirei: Audrey Hepburn.
Audrey Kathleen Ruston, conhecida internacionalmente por Audrey Hepburn, foi uma premiada atriz, modelo e humanista belga, radicada na Inglaterra e Países Baixos, eleita em 2009 a atriz de Hollywood mais bonita da história.Nasceu em 4 de maio de 1929 e faleceu em 20 de janeiro de 1993. Mãe de dois filhos, teve uma vida pessoal turbulenta com dois divórcios e alguns amantes além de abortos e uma decorrente depressão.
A atriz protagonizou o clássico " Bonequinha de Luxo" tornando-se um modelo de beleza etérea e única.
O filme que assisti foi "Cinderela em Paris", de 1957 (título original: Funny Face) onde Audrey faz par com o glorioso Fred Astaire. Hepburn cantou e dançou lindamente.
A sinopse é a seguinte:Um famoso fotógrafo de modas, Dick Avery (Fred Astaire), trabalha para a Quality Magazine, uma conceituada revista feminina. Dick cumpre as determinações da editora da revista, Maggie Prescott (Kay Thompson), que não está satisfeita com os últimos resultados e tenta encontrar um "novo rosto". Dick o acha em Jo Stockton (Audrey Hepburn), uma balconista de uma livraria no Greenwich Village onde um ensaio fotográfico ocorrera recentemente. Após certa resistência, Maggie aceita Jo como a modelo que irá à Paris para fotografar e ser o símbolo da Quality. Jo só concorda pois lá poderá conhecer Emile Flostre (Michel Auclair), um intelectual cujas id
éias ela idolatra. Entretanto, ao chegarem em Paris as coisas não correm como o planejado.

  
O orçamento de Cinderela em Paris foi de US$ 3 milhões.


A atriz Kay Thompson, que interpreta uma editora de moda, brilha num dueto com Fred Astaire mostrando uma voz forte e marcante.
Mas o tom afetado e frágil trazido por Audrey na personagem Jo Stockton é o que se destaca no filme.
Vale a pena, até pra discutir as relações de gênero nos anos 50,
Um período pós-guerra, caracterizado pelo estímulo ao retorno das mulheres para o lar.
A cor rosa, tema de música do filme, se relaciona ao materialismo e futilidade; contrapondo-se às tonalidades iniciais utilizadas pela atriz (prioritariamente escuras).
É possível refletir brevemente sobre o estereótipo do belo (que é contestado com o sucesso da "funny face" de Jo); e sobre a manipulação do intelecto (quando as teorias de Emile Flostre se sobrepõem à sua humanidade pobre que se utiliza de uma filosofia questionável para manipular Jo com o objetivo de "encantá-la" a ponto de ter relações sexuais com a mesma). A mulher intelectual, que mesmo frequentando ambientes culturais, é vista pelo filósofo como nada mais que um objeto sexual.
Muito interessante e leve, Cinderela em Paris completa seu sucesso com a atuação do maravilhoso Fred Astaire.


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