07/06/2011

Como abrir uma ONG, passo a passo

Como abrir uma ONG, passo a passo

1 - Defina os meios de ganhar aquela grana dos gringos ou dos Brasileiros ricos e área de roubo e escravização do povão da sua ONG;

2 - Junte a quadrilha e chame uns cinco ou seis 171 de carterinha para fazer parte dela;

3 - Elabore um plano de como vc vai roubar mais q os outros;

4 - Realize um churrasco bem brega pra se firmar perante a sociedade. Não há exigência de número mínimo (ou máximo) de pessoas presentes neste furdunço. A única coisa necessária é que existam pessoas suficientes para que na foto vc apareça rodeado pela comunidade.

5 - A quadrilha deve ter um bandio armado pra garantir a segurança e ter uma garota como uma Secretária.

6 - A robalheira tem início com a apresentação do Estatuto. O mesmo deve ser discutido e aprovadosendo que independente da barulhada toda , vc é que vai decidir a porra toda. Caso surjam propostas de emendas a ele, elas devem ser só ouvidas e prometidas para um futuro longeee e incluídas, caso aprovadas, antes do dia 31 de fevereiro de qualquer ano.

7 - Após aprovado o Estatuto, elege-se o Conselho Diretor da ONG (coloque algumas 5 ou 6 pessoas da familia).

8 - Após a eleição, todos os presentes na Assembléia Constitutiva devem, necessariamente, assinar com sangue do polegar numa folha em branco com a presença de um rabino de Vilar dos telles ou do Corte 8, onde devem constar o nome completo, valores das contas da Caixa e o a senha do orkut e o CPF de todos.

9 - Após isso ser feito, a mesa da Assembléia pode então encerrar as atividades com uma curimba bolada. Feito isso, alguem deve escrever a Ata da Assembléia Constitutiva, onde devem ser descritas todos os b.o.s de geral e ultimas falcatruas realizadas na cidade. Deve também preparar uma lista contendo a relação dos nomes dos possiveis sequestrados da cidade. Estes documentos devem ser arquivados, junto com a lista de presença e o Estatuto votado e depois queimados naquele incendio q vai acontecer pra geral pegar uma farpela doseguro.

10 - Feito isso, o Conselho roubador deve elaborar um documento a ser entregue a um cartório de registros de pessoas jurídicas, onde constam o mapa de fuga de cada pessoa da ong e um dente dos membros fundadores.

11 - Após esta elaboração, o estatuto aprovado deverá ser levado para revisão e assinatura de um advogado oficialmente reconhecido. Após esta revisão, o Presidente do Conselho Diretor deve assinar também o Estatuto.

12 - Feito isso, o Estatuto, a ata da Assembléia Constitutiva, a lista de membros fundadores, a lista de presença da Assembléia, a lista de componentes do Conselho Diretor e um requerimento de registro de associação civil devem ser levados ao presidio de bangu 1 pra apreciação dos sócios ocultos .

13 - Deve ser estabelecido um local bonitão para ser a sede da ONG (não pode ser a casa de parente mas podemos tomar conta de qualquer outra).

14 - Realizado o registro falso e estabelecida a sede da ONG, um contador com cara de pastel deve ser contratado por debaixo dos panos. Ele se encarregará do registro de Pessoa Jurídica junto à Receita Federal pagando uma propininha básica, que dará um CNPJ fajuto mais quente ao mesmo tempo e a declaração de insenção de imposto de renda à ONG, o que torna a mesma, por fim, existente e legalmente constituída kkkkkkkkkkkk , acreditem!.

15- AI VC FAZ UM EVENTO E CHAMA ESSAS OUTRAS ONGS QUE VC JÁ TÁ CANSADO DE OUVIR E VER COISAS A RESPEITO POR AI!!!!!!!

06/06/2011

Velha guarda do funk caxiense no Recreativo


Dançarinos no Recreativo Caxiense demonstrando que, apesar da idade, ainda estão em forma no mais puro break dance.

Sugestão de vídeo catado do youtube por Andressa Ferreira.

Estou igual a um tarado!



ESTOU LENDO ESTE LIVRO AI DO LADO FEITO UM TARADO!!!!!






UMBERTO ECO!!!

umberto eco wideweb  470x3140 [Papo Cabeça] Eletrônicos duram 10 anos; livros, 5 séculos’ (Umberto Eco)

‘Eletrônicos duram 10 anos; livros, 5 séculos’, diz Umberto Eco

Ensaísta e escritor italiano fala em entrevista exclusiva de seu novo trabalho, ‘Não Contem com o Fim do Livro’

MILÃO – O bom humor parece ser a principal característica do semiólogo, ensaísta e escritor italiano Umberto Eco. Se não, é a mais evidente. Ao pasmado visitante, boquiaberto diante de sua coleção de 30 mil volumes guardados em seu escritório/residência em Milão, ele tem duas respostas prontas quando é indagado se leu toda aquela vastidão de papel. “Não. Esses livros são apenas os que devo ler na semana que vem. Os que já li estão na universidade” – é a sua preferida. “Não li nenhum”, começa a segunda. “Se não, por que os guardaria?”

Na verdade, a coleção é maior, beira os 50 mil volumes, pois os demais estão em outra casa, no interior da Itália. E é justamente tal paixão pela obra em papel que convenceu Eco a aceitar o convite de um colega francês, Jean-Phillippe de Tonac, para, ao lado de outro incorrigível bibliófilo, o escritor e roteirista Jean-Claude Carrière, discutir a perenidade do livro tradicional. Foram esses encontros (“muito informais, à beira da piscina e regados com bons uísques”, informa Umberto Eco) que resultaram em Não Contem Com o Fim do Livro, que a editora Record lança na segunda quinzena de abril.


A conclusão é óbvia: tal qual a roda, o livro é uma invenção consolidada, a ponto de as revoluções tecnológicas, anunciadas ou temidas, não terem como detê-lo. Qualquer dúvida é sanada ao se visitar o recanto milanês de Eco, como fez o Estado na última quarta-feira.

Localizado diante do Castelo Sforzesco, o apartamento – naquele dia soprado por temperaturas baixíssimas, a neve pesada insistindo em embranquecer a formidável paisagem que se avista de sua sacada – encontra-se em um andar onde antes fora um pequeno hotel. “Se eram pouco funcionais para os hóspedes, os longos corredores são ótimos para mim pois estendo aí minhas estantes”, comenta o escritor, com indisfarçável prazer, ao apontar uma linha reta de prateleiras repletas que não parecem ter fim.

Os antigos quartos? Transformaram-se em escritórios, dormitórios, sala de jantar, etc.

O mais desejado, no entanto, é fechado a chave, climatizado e com uma janela que veda a luz solar: lá estão as raridades, obras produzidas há séculos, verdadeiros tesouros. Isso mesmo: tesouros de papel.

Conhecido tanto pela obra acadêmica (é professor aposentado de semiótica, mas ainda permanece na ativa na Faculdade de Bolonha) como pelos romances (O Nome da Rosa, publicado em 1980, tornou-se um best-seller mundial), Eco é um colecionador nato; além de livros, gosta também de selos, cartões-postais, rolhas de champanhe.

Na sala de seu apartamento, estantes de vidro expõem tantos os livros raros – que, no momento, lideram sua preferência – como conchas, pedras, pedaços de madeira. As paredes expõem quadros que Eco arrematou nas visitas que fez a vários países ou que simplesmente ganhou de amigos – caso de Mário Schenberg (1914-1990), físico, político e crítico de arte brasileiro, de quem o escritor guarda as melhores recordações.

Aos 78 anos, Eco – que tem relançado no País Arte e Beleza na Estética Medieval (Record, 368 págs., R$ 47,90, tradução de Mario Sabino) – exibe uma impressionante vitalidade. Diverte-se com todo tipo de cinema (ao lado de seu aparelho de DVD repousa uma cópia da animação Ratatouille), mantém contato com seus alunos em Bolonha, escreve artigos para jornais e revistas e aceita convites para organizar exposições, como a que o transformou, no ano passado, em curador, no Museu do Louvre, em Paris.

Lá, o autor teve o privilégio de passear sozinho pelos corredores do antigo palácio real francês nos dias em que o museu está fechado. E, como um moleque levado, aproveitou para alisar o bumbum da Vênus de Milo.

Foi com esse mesmo espírito bem-humorado que Eco – envergando um elegante terno azul-marinho, que uma revolta gravata da mesma cor tratava de desalinhar; o rosto sem a característica barba grisalha (raspada religiosamente a cada 20 anos e, da última vez, em 2009, também porque o resistente bigode preto o fazia parecer Gengis Khan nas fotos) – conversou com a reportagem do Sabático.

O livro não está condenado, como apregoam os adoradores das novas tecnologias?

O desaparecimento do livro é uma obsessão de jornalistas, que me perguntam isso há 15 anos. Mesmo eu tendo escrito um artigo sobre o tema, continua o questionamento. O livro, para mim, é como uma colher, um machado, uma tesoura, esse tipo de objeto que, uma vez inventado, não muda jamais. Continua o mesmo e é difícil de ser substituído. O livro ainda é o meio mais fácil de transportar informação.

Os eletrônicos chegaram, mas percebemos que sua vida útil não passa de dez anos. Afinal, ciência significa fazer novas experiências. Assim, quem poderia afirmar, anos atrás, que não teríamos hoje computadores capazes de ler os antigos disquetes? E que, ao contrário, temos livros que sobrevivem há mais de cinco séculos? Conversei recentemente com o diretor da Biblioteca Nacional de Paris, que me disse ter escaneado praticamente todo o seu acervo, mas manteve o original em papel, como medida de segurança.

Qual a diferença entre o conteúdo disponível na internet e o de uma enorme biblioteca?

A diferença básica é que uma biblioteca é como a memória humana, cuja função não é apenas a de conservar, mas também a de filtrar – muito embora Jorge Luis Borges, em seu livro Ficções, tenha criado um personagem, Funes, cuja capacidade de memória era infinita. Já a internet é como esse personagem do escritor argentino, incapaz de selecionar o que interessa – é possível encontrar lá tanto a Bíblia como Mein Kampf, de Hitler.

Esse é o problema básico da internet: depende da capacidade de quem a consulta. Sou capaz de distinguir os sites confiáveis de filosofia, mas não os de física. Imagine então um estudante fazendo uma pesquisa sobre a 2.ª Guerra Mundial: será ele capaz de escolher o site correto? É trágico, um problema para o futuro, pois não existe ainda uma ciência para resolver isso. Depende apenas da vivência pessoal. Esse será o problema crucial da educação nos próximos anos.

Não é possível prever o futuro da internet?

Não para mim. Quando comecei a usá-la, nos anos 1980, eu era obrigado a colocar disquetes, rodar programas. Hoje, basta apertar um botão. Eu não imaginava isso naquela época. Talvez, no futuro, o homem não precise escrever no computador, apenas falar e seu comando de voz será reconhecido. Ou seja, trocará o teclado pela voz. Mas realmente não sei.

Como a crescente velocidade de processar dados de um computador poderá influenciar a forma como absorvemos informação?

O cérebro humano é adaptável às necessidades. Eu me sinto bem em um carro em alta velocidade, mas meu avô ficava apavorado. Já meu neto consegue informações com mais facilidade no computador do que eu. Não podemos prever até que ponto nosso cérebro terá capacidade para entender e absorver novas informações. Até porque uma evolução física também é necessária.

Atualmente, poucos conseguem viajar longas distâncias – de Paris a Nova York, por exemplo – sem sentir o desconforto do jet lag. Mas quem sabe meu neto não poderá fazer esse trajeto no futuro em meia hora e se sentir bem?

É possível existir contracultura na internet?

Sim, com certeza, e ela pode se manifestar tanto de forma revolucionária como conservadora. Veja o que acontece na China, onde a internet é um meio pelo qual é possível se manifestar e reagir contra a censura política. Enquanto aqui as pessoas gastam horas batendo papo, na China é a única forma de se manter contato com o restante do mundo.

Em um determinado trecho de ‘Não Contem Com o Fim do Livro’, o senhor e Jean-Claude Carrière discutem a função e preservação da memória – que, como se fosse um músculo, precisa ser exercitada para não atrofiar.

De fato, é importantíssimo esse tipo de exercício, pois estamos perdendo a memória histórica. Minha geração sabia tudo sobre o passado. Eu posso detalhar sobre o que se passava na Itália 20 anos antes do meu nascimento. Se você perguntar hoje para um aluno, ele certamente não saberá nada sobre como era o país duas décadas antes de seu nascimento, pois basta dar um clique no computador para obter essa informação. Lembro que, na escola, eu era obrigado a decorar dez versos por dia.

Naquele tempo, eu achava uma inutilidade, mas hoje reconheço sua importância. A cultura alfabética cedeu espaço para as fontes visuais, para os computadores que exigem leitura em alta velocidade. Assim, ao mesmo tempo que aprimora uma habilidade, a evolução põe em risco outra, como a memória.

Lembro-me de uma maravilhosa história de ficção científica escrita por Isaac Asimov, nos anos 1950. É sobre uma civilização do futuro em que as máquinas fazem tudo, inclusive as mais simples contas de multiplicar. De repente, o mundo entra em guerra, acontece um tremendo blecaute e nenhuma máquina funciona mais. Instala-se o caos até que se descobre um homem do Tennessee que ainda sabe fazer contas de cabeça.

Mas, em vez de representar uma salvação, ele se torna uma arma poderosa e é disputado por todos os governos – até ser capturado pelo Pentágono por causa do perigo que representa (risos). Não é maravilhoso?

No livro, o senhor e Carrière comentam sobre como a falta de leitura de alguns líderes influenciou suas errôneas decisões.

Sim, escrevi muito sobre informação cultural, algo que vem marcando a atual cultura americana que parece questionar a validade de se conhecer o passado. Veja um exemplo: se você ler a história sobre as guerras da Rússia contra o Afeganistão no século 19, vai descobrir que já era difícil combater uma civilização que conhece todos os segredos de se esconder nas montanhas.

Bem, o presidente George Bush, o pai, provavelmente não leu nenhuma obra dessa natureza antes de iniciar a guerra nos anos 1990. Da mesma forma que Hitler devia desconhecer os relatos de Napoleão sobre a impossibilidade de se viajar para Moscou por terra, vindo da Europa Ocidental, antes da chegada do inverno. Por outro lado, o também presidente americano Roosevelt, durante a 2.ª Guerra, encomendou um detalhado estudo sobre o comportamento dos japoneses para Ruth Benedict, que escreveu um brilhante livro de antropologia cultural, O Crisântemo e a Espada. De uma certa forma, esse livro ajudou os americanos a evitar erros imperdoáveis de conduta com os japoneses, antes e depois da guerra.

Conhecer o passado é importante para traçar o futuro.

Diversos historiadores apontam os ataques terroristas contra os americanos em 11 de setembro de 2001 como definidores de um novo curso para a humanidade. O senhor pensa da mesma forma?

Foi algo realmente modificador. Na primeira guerra americana contra o Iraque, sob o governo de Bush pai, havia um confronto direto: a imprensa estava lá e presenciava os combates, as perdas humanas, as conquistas de território. Depois, em setembro de 2001, se percebeu que a guerra perdera a essência de confronto humano direto – o inimigo transformara-se no terrorismo, que podia se personificar em uma nação ou mesmo nos vizinhos do apartamento ao lado.

Deixou de ser uma guerra travada por soldados e passou para as mãos dos agentes secretos. Ao mesmo tempo, a guerra globalizou-se; todos podem acompanhá-la pela televisão, pela internet. Há discussões generalizadas sobre o assunto.

Falando agora sobre sua biblioteca, é verdade que ela conta com 50 mil volumes?

Sim, de uma forma geral. Nesse apartamento em Milão, estão apenas 30 mil – o restante está no interior da Itália, onde tenho outra casa. Mas sempre me desfaço de algumas centenas, pois, como disse antes, é preciso fazer uma filtragem.

Por que o senhor impediu sua secretária de catalogá-los?

Porque a forma como você organiza seus livros depende da sua necessidade atual. Tenho um amigo que mantém os seus em ordem alfabética de autores, o que é absolutamente estúpido, pois a obra de um historiador francês vai estar em uma estante e a de outro em um lugar diferente. Eu tenho aqui literatura contemporânea separada por ordem alfabética de países.

Já a não contemporânea está dividida por séculos e pelo tipo de arte. Mas, às vezes, um determinado livro pode tanto ser considerado por mim como filosófico ou de estética da arte; depende do motivo da minha pesquisa. Assim, reorganizo minha biblioteca segundo meus critérios e somente eu, e não uma secretária, pode fazer isso. Claro que, com um acervo desse tamanho, não é fácil saber onde está cada livro.

Meu método facilita, eu tenho boa memória, mas, se algum idiota da família retira alguma obra de um lugar e a coloca em outro, esse livro está perdido para sempre. É melhor comprar outro exemplar (risos).

Um estudioso que também é seu amigo, , escreveu certa vez que existe de um lado Umberto, o famoso romancista, e de outro Eco, professor de semiótica.

E ambos sou eu (risos). Quando escrevo romances, procuro não pensar em minhas pesquisas acadêmicas – por isso, tiro férias. Mesmo assim, leitores e críticos traçam diversas conexões, o que não discuto. Lembro de que, quando escrevia O Pêndulo de Foucault, fiz diversas pesquisas sobre ciência oculta até que, em um determinado momento, elas atingiram tal envergadura que temi uma teorização exagerada no romance. Então, transformei todo o material em um curso sobre ciência oculta, o que foi muito bem-feito.

Por falar em ‘O Pêndulo de Foucault’, comenta-se que o senhor antecipou em muito tempo O Código de Da Vinci, de Dan Brown.

Quem leu meu livro sabe que é verdade. Mas, enquanto são os meus personagens que levam a sério esse ocultismo barato, Dan Brown é quem leva isso a sério e tenta convencer os leitores de que realmente é um assunto a ser considerado. Ou seja, fez uma bela maquiagem. Fomos apresentados neste ano em uma première do Teatro Scala e ele assim se apresentou: “O senhor não me admira, mas eu gosto de seus livros.” Respondi: Não é que eu não goste de você – afinal, eu criei você (risos).

Em seu mais conhecido romance, O Nome da Rosa, há um momento em que se discute se Jesus chegou a sorrir. É possível pensar em senso de humor quando se trata de Deus?

De acordo com Baudelaire, é o Diabo quem tem mais senso de humor (risos). E, se Deus realmente é bem-humorado, é possível entender por que certos homens poderosos agem de determinada maneira. E se ainda a vida é como uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria, como Shakespeare apregoa em Macbeth, é preciso ainda mais senso de humor para entender a trajetória da humanidade.

Como foi a exposição no Museu do Louvre, em Paris, da qual o senhor foi curador, no ano passado?

Há quatro anos, o museu reserva um mês para um convidado (Toni Morrison foi escolhida certa vez) organizar o que bem entender. Então, me convidaram e eu respondi que queria fazer algo sobre listas. “Por quê?”, perguntaram. Ora, sempre usei muitas listas em meus romances – até pensei em escrever um ensaio sobre esse hábito. Bem, quando se fala em listas na cultura, normalmente se pensa em literatura. Mas, como se trata de um museu, decidi elaborar uma lista visual e musical, essa sugerida pela direção do Louvre. Assim, tive o privilégio (que não foi oferecido a Dan Brown) de visitar o museu vazio, às terças-feiras, quando está fechado. E pude tocar a bunda da Vênus de Milo (risos) e admirar a Mona Lisa a apenas 20 centímetros de distância.

O senhor esteve duas vezes no Brasil, em 1966 e 1979. Que recordações guarda dessas visitas?

Muitas. A primeira, em São Paulo, onde dei algumas aulas na Faculdade de Arquitetura (da USP), que originaram o livro A Estrutura Ausente. Já na segunda fui acompanhado da família e viajamos de Manaus a Curitiba. Foi maravilhoso. Lembro-me de meu editor na época pedindo para eu ficar para o carnaval e assistir ao desfile das escolas de samba de camarote, o que não pude atender. E também me recordo de imagens fortes, como a da moça que cai em transe em um terreiro (para o qual fui levado por Mario Schenberg) e que reproduzo em O Pêndulo de Foucault.


Mário Schenberg (Recife, 2 de julho de 1914 — São Paulo, 10 de novembro de 1990)

05/06/2011

Sequestro em Cuba!

Ficamos hospedados neste Hotel ...

Localizado entre a Velha Havana e a parte moderna da cidade, este hotel possui uma longa tradição de serviços para seus visitantes. Construído em 1926, fornece um ambiente de intimidade. Seus quartos possuem uma vista panorâmica da bahia.
Islazul Hotel Lincoln: Loby

Neste hotel ocorreu um sequestro...

"Os civis nunca deveriam ser sequestrados", disse Fidel Castro a propósito das FARC.
Lincoln Hotel logo, Havana, Cuba
Mas esqueceu-se que os guerrilheiros que ele dirigia fizeram o mesmo com o corredor Fangio e com 11 técnicos norte-americanos durante a guerra revolucionária.
Sublinha-se a amizade que se chegou a estabelecer entre Fangio e seus captores.

Penso ser necessário investigar que outro sequestro com fins políticos houve no mundo com as características deste, pois parece-me algo singular o acontecido naquele 23-24 de Fevereiro de 1958.
Juan Manuel Fangio.

Convido os nossos investigadores a procurar para ver se há algo parecido.

Isto também marca a singularidade cubana, porque as relações fraternais que se chegaram a estabelecer entre os captores e o sequestrado, e a maneira como foi tratado este último, é algo original, ou pelo menos excepcional, em sequestros com factores políticos.

Isto mostra a qualidade moral dos companheiros que trabalharam nisso, que não é outra senão a da própria Revolução que representavam.

Está presente aqui um humanismo profundo num momento complicado e perante um fato por si mesmo complicado.

A ética do capturado e a dos captores salta à vista como uma bela lição, pois mantiveram uma amizade que durou até a morte de Fangio em 1995.

Arnol Rodríguez, um dos protagonistas daquela ação já até escreveu um livro sobre o tema.


Tem coisas que só o "tododiaumtextonovo" conta:

Poucas pessoas adeptas do automobilismo de competição se recordam, enquanto outras tantas sequer sabem que, no dia 23 de fevereiro será lembrada a passagem do dia em que um dos maiores pilotos de carros de corrida do mundo em todos os tempos foi alvo de sequestro por parte de guerrilheiros comandados por Fidel Castro, às vésperas de um Grande Prêmio, em Cuba.

Sim, o argentino Juan Manuel Fangio, penta campeão de Fórmula 1, foi sequestrado para que não disputasse o Grande Prêmio de Cuba que aconteceu no dia 23 de fevereiro de 1958, em Havana, capital deste país.

Somente que, tudo transcorreu pacificamente, sem violência de nenhuma das partes, o que colaborou para que o piloto se tornasse ainda mais famoso no mundo, pois, tratava-se de fato inédito nos meios automobilísticos de competição.

Por outro lado, Fidel Castro e os seus guerrilheiros pouco se importavam com corridas de carro. O motivo principal do sequestro foi político, pois, com o ato, Fidel queria chamar a atenção do mundo para o que estava acontecendo em Cuba, ou seja, a luta dos guerrilheiros para derrubar o então presidente Fulgêncio Batista.
Islazul Hotel Lincoln: View from the restaurant
A manobra deu certo, uma vez que jornais de todo o mundo, como El Clarin, de Buenos Aires e New York Times, da cidade norte-americana deste mesmo nome, publicaram notícias a respeito citando Fangio, Fidel e tudo o mais.

Alertados sobre a passagem da data do curioso acontecimento pela antigomobilista Elisa Asinelli do Nascimento, da Antyqua, de Curitiba, vamos à história.

A prova abriria o calendário do campeonato mundial de carros esporte e contava com a presença de pilotos de Fórmula 1, entre eles o britânico Sterling Moss que deveria ter sido sequestrado também segundo o plano dos guerrilheiros, Alejando de Tomaso, Nello Ugolini, o francês Maurice Trintignant.

Fangio correria com uma Maserati 450S e tinha feito o melhor tempo nos treinos, enquanto que Moss pilotaria uma Ferrari.

Na noite anterior à prova, Fangio estava no Hotel Lincoln com amigos, quando apareceu um guerrilheiro armado com revolver obrigando-o a deixar o estabelecimento e entrar num automóvel.

As autoridades policiais foram alertadas, iniciando-se uma busca geral mas, até a hora da largada da competição o destino de Fangio era ignorado.

A corrida não poderia esperar. Então foi designado Maurice Trintignant para pilotar o carro do argentino.

Ninguém suspeitava que muita coisa ruim ainda estava para acontecer.

O GP durou apenas cinco voltas, pois o carro do piloto cubano Armando Garcia Cifuentes derrapou numa curva e arremeteu contra espectadores.

Resultado: seis pessoas mortas e trinta e duas feridas! A prova foi interrompida, tendo sido declarado vencedor Sterling Moss.

E Fangio? ???????????????????????????????????????????????????????

Ele foi libertado 29 horas após e nunca revelou a ninguém a identidade dos seus sequestradores.

No entanto, trinta e quatro anos depois, recebeu na Argentina a visita de um dos seus raptores, Arnold Rodrigues.
Três anos após este encontro, falecia Juan Manuel Fangio.

04/06/2011

extra extra sabe quem morreu??




Gente é amanhã , domingão ...Comprem o jornal EXTRA , vai

rolar uma matéria bem

maneira sobre Brasil e Cuba...


é o hip hop invadindo a ilha...do Méier (ANTIZONA) e Caxias

(SLOWDABF) pra Havana


e Holguin , nas barbas de Raul e Fidel!!

COMPREM O JORNAL !!!


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comendo o sentimento!!




▪ formação e manutenção de bancos de sementes para preservar variedades raras em colaboração com os sistemas alimentares locais

▪ o desenvolvimento de uma "Arca do Gosto" de cada eco-região, onde tradições culinárias locais e os alimentos são comemorados

▪ a preservação e promoção de produtos alimentares tradicionais e locais, juntamente com suas tradições e preparação

▪ organização processamento em pequena escala.

▪ celebrações organizadora da gastronomia local dentro das regiões

▪ promover a "educação do gosto"

▪ educar os consumidores sobre os riscos do fast food

▪ educar os cidadãos sobre as desvantagens do agronegócio comerciais e fazendas-fábrica

▪ educar os cidadãos sobre os riscos da monocultura e a dependência de poucas genomas ou variedades

▪ desenvolvimento de vários programas de políticas para preservar a agricultura familiar

▪ lobby para a inclusão de preocupações da agricultura orgânica no âmbito da política agrícola

▪ lobby contra o financiamento público da engenharia genética

▪ lobby contra o uso de pesticidas

▪ ensinar habilidades de jardinagem para estudantes e presidiários

▪ incentivando a compra de ética em mercados locais

COISAS DE PABLO PABLO!!

E se esqueceram como pisar descalços na areia

E o sabor do vento às terças livres, tardes de quase inverno

De como nas paredes geladas tem gravado as imagens do ser amado...

Ou de como ficar calado rindo baixinho

Se esqueceram até de como escrever um poema horroroso, mas dedicado...

Com caligrafia atropelada

Adiantando um final amoroso,

Ficção, o casal

na cama, no parto, no lençol, na aurora, no ônibus, na pista, na poça, na boca

o viveiro.

Estrelas precipitadas

o olhar caloroso.

Um dilúvio aqui...

(As interações microscópicas entre

uma uva seca em uma fatia de bolo

e o comportamento emergente

por um único evento

o movimento contínuo das folhas)

O choro pelo telefone

o tetraplégico voando pela janela

os dias escorrendo pelo ralo (junto com teus cabelos)

(eu hj dentro da van)

Um mendigo morto na lapa

20 metros a frente, um cachorro abandonado em frente ao Bob`s (cheio de atenção dos transeuntes misericordiosos)

E um buraco na calçada (ou será no coração?)

Sítio solidão (solidão rima com

amor

)

.........

Alquimia do paspalho:

(Eu quero você e todas as outras) dengosas sorridentes se esfregando

o cúmulo afetivo, te dou um chute nos cornos se você não me amar!

Somente a mim, e outras quinquilharias mais

...............

O gol, que não será televisionado

A revolução no jornal das 7

A revelação dos contrastes profundos

A cultura é uma problemática algoz

Patenteada pelos santos afortunados pela roda da luxúria

Capitalista, Macarrão de todos os dias

Epifania+gozo+absolutismo

Amém

03/06/2011

Quem se lembra do largo do sardinha???


Localizado no coração do Rio de Janeiro, todas as sextas-feiras, após às 18hs, o Largo da Sardinha (local em que a maioria dos bares alí localizados vendiam sardinhas fritas), próximo à Marechal Floriano, era point dos djs, empresários, Mcs e donos de equipes de som.

A presença alí era certa quando o assunto era funk ou soul, ou até mesmo, quando rolava algumas negociações de discos importados e aparelhos, dentre eles o MD da SONY.

Era gente que não acabava mais. Djs de um lado, com a tradicional cervejinha, os donos de equipes malocados dentros dos bares, ajustando aquilo que seria sucesso no final de semana, enfim, era alí que a galera se reunia para uma série de contatos.

O propósito deste point, dentre outros, em sua maioria, era negociar. Quando não era a venda ou troca de um disco, era o Mc querendo fechar uma data num clube ou, então, djs querendo comprar um MD, uma cápsula para a MK2, mídias de minidisc, aparelhos minidisc, discos, toca-discos, etc..

LEMBRANÇAS : o DJ Laerte e o Betinho da Explosão, já falecidos. E aí vai ! Ari Pantera, Ronaldo da Equipe A COVA, Mad Zoo, Movimento Funk Club, Marcelo (técnico da LIVE), já falecido também !Naquele época, o celular ainda estava engatinhando. P

roduto caro, dividindo o espaço com os aparelhos da MOBITEL e TELETRIM.
Era um desfile só. Todo mundo de MOBITEL na cintura.

O local não estava reservado apenas para a frequência de pessoas sem muita expressão na mídia. A presença de Rômulo Costa, Marlboro, dentre outros, era destaque em algumas ocasiões.

No mais, um local que a gente não esquece ! Bons tempos !

CUIDADO!!

Nutricionista lista os 10 piores alimentos para sua saúde

Que atire a primeira pedra quem não se rende a um fast food, salgadinho ou cachorro-quente e depois fica preocupado com as calorias que ingeriu. Mas o que pouca gente sabe é que os perigos desses alimentos vão muito além da questão estética e podem ser um risco para a saúde. Para esclarecer esses problemas, a nutricionista Michelle Schoffro Cook listou os dez piores alimentos de todos os tempos.

10º lugar: Sorvete

Apesar de existirem versões mais saudáveis que os tradicionais sorvetes industrializados, a nutricionista adverte que esse alimento geralmente possui altos níveis de açúcar e gorduras trans, além de corantes e saborizantes artificiais, muitos dos quais possuem neurotoxinas – substâncias químicas que podem causar danos no cérebro e no sistema nervoso.

9º lugar: Salgadinho de milho
De acordo com Michelle, desde o surgimento dos alimentos transgênicos a maior parte do milho que comemos é um “Frankenfood”, ou “comida Frankenstein”. Ela aponta que esse alimento por causar flutuação dos níveis de açúcar no sangue, levando a mudanças no humor, ganho de peso, irritabilidade, entre outros sintomas. Além disso, a maior parte desses salgadinhos é frita em óleo, que vira ranço e está ligado a processos inflamatórios.

8º lugar: Pizza

Michelle destaca que nem todas as pizzas são ruins para a saúde, mas a maioria das que são vendidas congeladas em supermercados está cheia de condicionadores de massa artificiais e conservantes. Feitas farinha branca, essas pizzas são absorvidas pelo organismo e transformadas em açúcar puro, causando aumento de peso e desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue.

7º lugar: Batata frita

Batatas fritas contêm não apenas gorduras trans, que já foram relacionadas a uma longa lista de doenças, como também uma das mais potentes substâncias cancerígenas presentes em alimentos: a acrilamida, que é formada quando batatas brancas são aquecidas em altas temperaturas. Além disso, a maioria dos óleos utilizados para fritar as batatas se torna rançosa na presença do oxigênio ou em altas temperaturas, gerando alimentos que podem causar inflamações no corpo e agravar problemas cardíacos, câncer e artrite.

6º lugar: Salgadinhos de batata

Além de causarem todos os danos das batatas fritas comuns e não trazerem nenhum benefício nutricional, esses salgadinhos contêm níveis mais altos de acrilamida, que também é cancerígena.

5º lugar: Bacon

Segundo a nutricionista, o consumo diário de carnes processadas, como bacon, pode aumentar o risco de doenças cardíacas em 42% e de diabetes em 19%. Um estudo da Universidade de Columbia descobriu ainda que comer 14 porções de bacon por mês pode danificar a função pulmonar e aumentar o risco de doenças ligadas ao órgão.

4º lugar: Cachorro-quente

Michelle cita um estudo da Universidade do Havaí, que mostrou que o consumo de cachorros-quentes e outras carnes processadas pode aumentar o risco de câncer de pâncreas em 67%. Um ingrediente encontrado tanto no cachorro-quente quanto no bacon é o nitrito de sódio, uma substância cancerígena relacionada a doenças como leucemia em crianças e tumores cerebrais em bebes. Outros estudos apontam que a substância pode desencadear câncer colorretal.

3º lugar: Donuts (Rosquinhas)

Entre 35% e 40% da composição dos donuts é de gorduras trans, “o pior tipo de gordura que você pode ingerir”, alerta a nutricionista. Essa substância está relacionada a doenças cardíacas e cerebrais, além de câncer. Para completar, esses alimentos são repletos de açúcar, condicionadores de massa artificiais e aditivos alimentares, e contém, em média, 300 calorias cada.

2º lugar: Refrigerante

Michelle conta que, de acordo com uma pesquisa do Dr. Joseph Mercola, “uma lata de refrigerante possui em média 10 colheres de chá de açúcar, 150 calorias, entre 30 e 55 mg de cafeína, além de estar repleta de corantes artificiais e sulfitos”. “Somente isso já deveria fazer você repensar seu consumo de refrigerantes”, diz a nutricionista.

Além disso, essa bebida é extremamente ácida, sendo necessários 30 copos de água para neutralizar essa acidez, que pode ser muito perigosa para os rins. Para completar, ela informa que os ossos funcionam como uma reserva de minerais, como o cálcio, que são despejados no sangue para ajudar a neutralizar a acidez causada pelo refrigerante, enfraquecendo os ossos e podendo levar a doenças como osteoporose, obesidade, cáries e doenças cardíacas.

1º lugar: Refrigerante Diet

“Refrigerante Diet é a minha escolha para o Pior Alimento de Todos os Tempos”, diz Michelle. Segundo a nutricionista, além de possuir todos os problemas dos refrigerantes tradicionais, as versões diet contêm aspartame, que agora é chamado de AminoSweet. De acordo com uma pesquisa de Lynne Melcombe, essa substância está relacionada a uma lista de doenças, como ataques de ansiedade, compulsão alimentar e por açúcar, defeitos de nascimento, cegueira, tumores cerebrais, dor torácica, depressão, tonturas, epilepsia, fadiga, dores de cabeça e enxaquecas, perda auditiva, palpitações cardíacas, hiperatividade, insônia, dor nas articulações, dificuldade de aprendizagem, TPM, cãibras musculares, problemas reprodutivos e até mesmo a morte.

“Os efeitos do aspartame podem ser confundidos com a doença de Alzheimer, síndrome de fadiga crônica, epilepsia, vírus de Epstein-Barr, doença de Huntington, hipotireoidismo, doença de Lou Gehrig, síndrome de Lyme, doença de Ménière, esclerose múltipla, e pós-pólio. É por isso que eu dou ao Refrigerante Diet o prêmio de Pior Alimento de Todos os Tempos”, conclui.

PROFANO ESQUECIMENTO by SYLVIO NETO


PROFANO ESQUECIMENTO





Muita Saudade do Broder Nino Rap...










PROFANO ESQUECIMENTO
Sylvio Neto

Repousa na caridade uma as prerrogativas da boa vontade (leia Kant), um dos institutos do espírito da dádiva (leia Godbout). Perto ou longe, empenhado ou somente observador, o homem não necessita da divindade para costurar seus rasgos na pele ou fazer sumir suas cicatrizes.

As marcas recentes ou as marcas profundas e com quelóides que o tempo trata de mostrar e ou esconder por sobre as mangas da camisa são prêmios queridos ou tesos na vontade do esquecimento, o que é preciso é nascer a cada dia, lutar com um leão a cada sonho desfeito e repousar após toda a turva ventania de areia, em um abraço terno e com tesão – de preferência.

O homem ao contrário da experiência que viveu tempos atrás procura distância do homem e de suas responsabilidades para com a família e a sociedade e nesse processo alguns fazem nascer deuses, demônios, santos, anjos e outras aberrações que a mente humana pode produzir em nome da necessidade do milagre que ele desfaz a cada manhã.

È óbvio que também se esconde ele – o homem – por detrás de outros modus vivendus – costumes, excessos e vícios, ainda hoje a margem do que a “ sociedade “ institui como normais e podem ser citados aqui: a pedofilia, a droga, o sadomasoquismo, o homicídio e tantas outras formas de esquecer da matrix divina e entregar-se ao deleite.

Entre a cruz e a espada, esquece do abraço verdadeiro (a necessidade do tesão varia de abraço para abraço, varia do sentido que recebe daquele que lê este texto e do que realmente eu quis dar - neste texto veio mesmo como provocação) entrega-se a um êxodo de seu trono no centro do coração humano (ícone que aqui quero fazer significar o amor universal) e corre livremente, em direção contrária ao homem, numa diáspora bandida – não sem algum ouro em uma das mãos e algum amuleto na outra...

O homem cria deuses e demônios para salvar-se e safar-se da solidão de seus segredos inenarráveis, da impunidade de suas ações contra a saúde, a arte, a cultura, as leis do trabalho, o justo preço e ainda da judaria de seus desejos enterrados em seu próprio umbigo...único amigo/amor que consegue ter...

Aos olhos de quem não vê e nem sente deuses, dos que respiram com dificuldade a esperança, a fé e a crença...Não passa despercebido seu riso familiarmente falso e rancoroso...A sede de vingança e poder se estampa mais no rosto que qualquer maquiagem. Gera no ambiente partilhado uma “ coisa” que os que não são carregados pela mão de deus podem sentir...E não é nenhum fedor, medo, espanto, arrepio ou premonição – é sim, uma certeza simplesmente...

Alguns humanos, ainda estão sentados no trono do coração e caminham em direção ao abraço...Que pode nunca vir...Que pode ser o abraço do que vive abraçado a seu umbigo.

02/06/2011

meu blog e até onde ele está indo!!

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