TODO DIA ...É 1 TEXTO NOVO!!!

30 de mar de 2011

GIRL


Não é pouco não! O esforço que fazemos aqui no Zine00 e no texto novo para honrar as mulheres, todos os anos, é sempre no mesmo grau muitos vivas às B.Girls, muitos vivas às mulheres!!!

Tudo bem, vou concordar: ainda é pouco. Esse negócio de "viva" não convence ninguém.


AS B GIRLS TÃO EM CASA!!!






Se fosse produzir um show só pra Elas - chamava a Resistência Feminina para mostrar colé o da palavra mulher, com a MC Re.Fem. quebrando tudo pra cima da macharada!


Vale um fraseado que o B.Boy Stal sempre usa:

"Qual seu sonho, seu plano, qual seu compromisso? Me diz! Mais 500 anos omisso ou 10 mil anos feliz?!? Se não for pelos planos que temos, por que nos movemos?"

[ _ Zé Bolinho - CLAM/SG _ ] [click!]¬









B.Girlz? A gente nunca esquece... Na primeira vez, quando esse B.Boy Press ainda era virgem, fizemos um painel apaixonado, muito bonito - que emocionou várias! Da segunda vez o dia das Mulheres/2010 foi dedicado ao estudo da dança. Isso pra B.Boy? não. B.Boy não estuda negócio de dança que nada: treina, e é só. E acaba sendo "isso" que elas aprendem: b.boyzismo.






Reparei numa das B.Girls que ela estava dançando bem, mas parecia um rapazinho... e que as mulheres não precisam travar movimentos, pois não vão "virar gay" - é mulher, não é?

Liberdade de movimentos, com direitos a dar suas "reboladinhas", com direito de ser doce e sensualmente feminina. (Pesquisei, catei vídeo da B.Girl Asia One, mas não achei diferença. Aliás: a B.Girl Bibi, da Street Braekers! Confere lá!)





Daí seria a pauta básica: são criadas para a vida no lar (fogão, lavar roupas, cuidar da beleza e dos filhos); com pouca participação (nos esportes, nos movimentos culturais, até em roda de poesia elas são minoria); e os casamentos suspeitos: engravidam de mãe-solteira ou apanham dos maridos bêbados. Reverter isso é a meta. Bom, isso é pauta geral.

De B.Girl? Talvez a liberdade de movimentos - coisa pouco falada. Sou bem atrasado quanto a isso: Poeta Xandu das cavernas. E o B.Boy é machista mermo, é gangueiro desde a origem. O homem brasileiro? liberado? Nem pensar! A piada do Paulo Silvino pesa na TV: "isso é uma bichoooona!"








Bom... as B.Girls não são umas bichonas. Podem ser sensuais, podem se mostrar fêmeas - apesar de que o povo está pronto pra falar muito. Vagabundo resume rápido: ou é puta, ou é sapatão. E a sociedade do futuro? - vai pro saco.



Aliás... Passou da quinta série, num passou? Pois é: sexualidade é assunto particular, de cada um, cada uma. + respeito é preciso.

Depois vê aê um caso crítico contado pelo Poeta Deley.

[ _ Leia: Poeta Deley _ ] [click!]¬


De volta ao baile. O baile funk, baile de galera, é filho do Miame Bass, a batida criada pelo Afrilka Bambata e turbinada nas vozes do 2 Live Crew, com as pornografias que contagiaram o Sul dos EUA. A camisa é florida, o som é hipnótico, balança a bundinha - era o "baile funk" desde o início. Isso é o carna-black do povo.











Nos anos 80, entrou essa de "falar mal do Brasil". Forró? é coisa de "paraíba". Samba? coisa de "crioulo"... Samba é ritmo pra dançar mais chegadinho, no rebolation... que pulou pro baile funk. A classe média pegou o individualismo dos gringos, e sabe se justificar - arranjou outras modas "de Londres" e acrescentou nessa categoria racista o bailão da galera. Porque julgava saber das técnicas: a fala doce de Don Ruan - pit-bull´zou as boites. Deu tiro no pé, acabou com as nights. Até que o bailão contaminou a zona sul do Rio, de catar as artistas da TV pra cair no funk. O Rio virou Funk-Brasil.


Sexo e violência no mais puro comercial: tem que ter pegada de animal! Pra pegar "mulézinha"? - cata ela, faz de bad boy, puxa pelo cabelo, sai beijando. Ó o tamanho delas: bem "inha" na boca do povo. O John Lenon (Beatles, lembra?) tem uma música que fala: "a mulher é o negro do mundo".














O Hip Hop? É herdeiro ou não é? É herdeiro do funk music? claro que é. No popular muita gente desconhece que existem variações - uma parte é festa mesmo, e a outra? é expressão das lutas. Daí, lá em Caxias nos anos 70, era "balanço" (como chamavam o Soul/Funk) pelo respeito ao povo negro, no James Brown: "gritem alto: estou orgulhoso de ser negão!" Muitos dos bailes das antigas, baile de orquestra mesmo (anos 50), no meio do salão tinha uma linha: os branco prum lado, "os criolo" pro outro. Brasil?! é de racismo não... só é.



DJ Paulinho Black Power fez muito clube e Esquina do Funk no Irajá. Ainda antes de ser da equipe Black Power, formava nas Reú dos Black´s de Duque de Caxias nos 70. B.Boy Bala Machine bem curte o estilo. E o Poeta Xandu já marcou de ir: retrô das festas VooDoo/Soul Baby Soul, iss´aê! Muito stance, ó só as lembranças do DJ Paulinho:

"sempre todos os sábados, reunião dos Black’s para discutir sobre músicas, discotecários, equipes que melhor se apresentavam etc... Detalhe: Essas reuniões rolavam e os participantes sempre se vestiam no maior estilo Black, usando chapéu, óculos escuros, bengalas, blaser, sapatos com dois e três andares. A Praça de Duque de Caxias ficava repleta de gente e parecia até que você estava no Harlem!!"


Mas o HIP HOP é original do Bronx/NYC, que sempre foi generoso para todas as cores, raças. Hip Hop pelos guetos unidos. Então geral fala que faz, mas na real ainda é "pegada de animal". Fala mal dos bailes, da violência, das danças cachorronas - mas no fundo bem que gosta e faz. (claro, Poeta Xandu exagera)


Nas rodas de break é raro o B.Boy saber ensinar. Um certo orgulho manda vagabundo se virar: aprende aê, dá seu jeito! Justiça: existe uma corrente que valoriza o coletivismo - vamos aprender juntos! de boom-box na praça! São amigos, mas quando entra mulher, amigo acaba. E passa a ser assim: os "zóião nela", "taradão" pra se dar bem. Se ela topa, até vira namorada. Se ela gosta, tudo bem, os dois gostam.



Só que parece o corte no cabelo do Sansão - perde a força. Costuma não continuar com o B.Girlism, deixa de ser B.Girl. Será ex-B.Girl, ou a "namorada do b.boy" fulano. É isso mesmo mulherada? Mulher submissa? Só que o "papai" vai querer saber quem somar com a mina barriguda, saber quem vai cuidar do netinho dele... Mãe solteira é barra.


De cultura, no popular, o samba nunca morreu, nem o forró. No popular também vingou o Hip Hop. Começou através do "baile funk", baile de galera, que era cheio de variações: tinha o eletro-funk pra galera do Break, o R&B na hora do passinho Charme, as lentas na hora do Rala-Rala e o Miame na parte "pancadão". Nessa entrou o "trenzinho", a gravidez precoce, a AIDS... Sexualmente bom... Um perigo danado. Quem não arruma ninguém, em baile de clube: porrada de corredor. Senão, esperava lá fora pra saber quem é quem. Ôu loucura baile funk, coisa lôca! - e o Hip Hop pulou fora!

B.Boying é dança de presença, tiração de onda e troca de energia. É isso? Seilá. Parece. Isso exige das B.Girlz uma postura de moleca, pessoa viva, com disposição para brincar disso. E saber se impor... Pros macho num crescer e formar clubinho separado, estilo futebol.

O B.Boy ganha pontos no Discovery Chanel, Animal Planet: quando o passarinho macho é que faz a emplumada "dança do acasalamento". Homem é tudo animal mermo. Não tem boa convivência com as minas. Nos EUA, futebol é coisa "pra mulher" - separado tb. Só que... a cabeça comanda: se ELE quiser, se Ela quiser, vamos conseguir fazer um outro futuro - é questão de ATITUDE pra Homem e pra Mulher. Formar uma B.Girl de verdade é um DEVER DE TOD@S!

O Hip Hop? É herdeiro ou não é? É herdeiro do funk music? claro que é. Por isso muito do RAP é violento, gangueiro, machista, esculacho nas minas. Mas essa é uma parte, porque a outra é pela consciência, pela cultura negra, empenho pelas transformações sociais. É esse Hip Hop que a gente quer separar do RAP comercial. Sexo, drogas e violência - é o que vende. Liberdade? Respeito? ninguém vende - é conquista. Para uma B.Girl: vale o nosso incentivo, também vale o esforço de vocês próprias - sacou? Então é isso B.Girlz!!



[ B.GIRLZ na Fita /2011 ] [click!]¬





B.Girl Angelmina e B.Girl Azumi - são blogueiras, pra falar de Breaking, de uma visão feminina sobre isso, comentar sobre B.Girl Miwa, Fab e outras raínhas!



B.Girl Angelmina - faz parte da K4F's crew (Salvador - Bahía), estuda dança na Universidade Federal da Bahia, é B.Girl além de estudar outras técnicas como dançarina profissional. Essa mina é fera - e forma na banca dos contatos do Zine00! Muito orgulho!

"A Dança é uma atitude política acima de tudo, porque você dança a sua expressão de vida"

[ _ B.Girl Angelmina _ ] [click!]¬






RAP de Saia

- Parte 1 -


Ou... Assista na Telona:
Rap de Saia - Parte 1 (Clicaqui!)



RAP de Saia

- Parte 2 -


Ou... Assista na Telona:
Rap de Saia - Parte 2 (Clicaqui!)




[ _ RAP de Saia - Blog _ ] [click!]¬



Festival de Hip-Hop Feminino - No palco principal, serão as apresentações da B.Girlz ArtCulando, MC Yzalú e MC Sharylaine, DJ Simone, Elisa Shalak no spray-art. Em batalha, já são outras: Dafina, Dena Hill, Mahins, Mara Onija, Mistura Negrasim, Katiara, Odisséia das Flores, Tarja Preta.


[ _ Festival de Hip-Hop Feminino _ ] [click!]¬



Divas Tape - Mixtape do DJ Madruga, com tema no RAP, na voz e no discurso feminino. Várias mulheres de primeira! Segundo o DJ: "o trabalho e a vida da mulher devem ser valorizados todos os dias;...;lembrar que o rap não vive só do universo masculino".


[ _ Divas Tape _ ] [click!]¬

[ _ DJ Madruga _ ] [click!]¬


[ _ 3L Produções /Orkut _ ] [click!]¬

[ _ Lindomar 3L no Radar Urbano _ ] [click!]¬



FaB*Girl é B.Girl fundamental para o Breaking brasileiro - Hoje? é ELA. Amanhã? pode ser você! e queremos muito + !! Pavão, do H2 Fora do Eixo - entrevistou a FaB*Girl, da BSB.Girl crew!

[ _ FaB*Girl _ ] [click!]¬

[ _ BSB.Girl _ ] [click!]




B.Girl - The Movie

Trecho da entrevista com o elenco de B.Girls do filme "B.Girl - The Movie". Foi publicada no site de modas góticas Mookychick, sob permissão da revista "World Wide Dance UK" (Londres/Inglaterra). No Zine00: além de não ter sido autorizado, traduzi do jeito que achei melhor. rsss. Sorrry! Tomara q isso num dê em nada.

Emily: - O filme é sobre Hip Hop, mas não tem nada a ver com grana - são temas do cotidiano, da comunidade.

- Enfrentamos o poder da mídia, como nas revistas "Source", na revista "Jointz", que mostram aquele lado do Hip Hop "grana", Hip Hop machão, safadão, carrão - totalmente enganado sobre o que é o Hip Hop. Mas também vemos alguns trabalhando para mudar isso - então não odiamos as revistas totalmente.

Elizabeth: - Nossa principal influência foi The Sisterz of the Underground, uma crew só de B.Girl, que conhecemos no evento "San Fran Mission Street Fair" - e amamos aquilo!

Emily: - Existe uma força feminina que está crescendo no Hip Hop, tanto em B.Girls como nos outros elementos. As mulheres ainda são minoria, no Hip Hop, nas cyphers, as B.Girls cercadas por pelo menos 75% de macho. Então, essa pressão exige mais em força, nossa força em mostrar qualidades.

sites:
[ _ World Wide Dance UK _ ] [click!]¬

[ _ Mookychick _ ] [click!]¬

[ _ B.Girl - The Movie _ ] [click!]¬



B.Girl - The Movie

o filme das B.Girlz



Sisterz of the Underground (SOTU)

SOTU - comunidade criada e voltada para mulheres que optaram pelo Hip Hop como forma de expressão.
É um coletivo de Hip-Hop, com objetivo em encorajar a integração dos 4 elementos, como ferramenta de educação e transformação social, além de dar suporte em mostras de arte H2, com sede na baía de San Francisco (CA /US).
Integantes: Traci P.; Michelle Kolnik; Smalls; Marina Stankov-Hodge; Aplus ECK; Bina Contreras; Be ee ean; Lady Fingaz.





MC Slow da BF é nosso! Mas também é delas! (que a bela Psiquê não me ouça...) Na baixada, ele fecha com a Associação das Mulheres do Jardim Leal, em Duque de Caxias. E na Frente Nacional Mulheres no Hip Hop (Redeh/Unifem) não faz por menos. Participa das palestras, sabe tudo sobre o universo feminino, em Violencia Domestica, Lei Maria da Penha, valorização da Mulher Negra! Até porque, pra quem circula nas onze, precisa estar atento: ELAS marcam em cmima, justinho ali!

A FNMH2 é encontro anual, banca que reúne importantes nomes do Hip Hop nacional: Lunna (Portal Mulheres no Hip Hop), Negra Rô, Rúbia do RPW, Negre Soul, Atitude Feminina, Hannah Lima, Coletivo CDF, DJ Simone etc. etc.. Resultou, entre outras coisas, nesse CD com as bases do DJ Fábio ACM, onde Slow da BF fecha com a banca forte: Dudu de Morro Agudo, Leo da 13, Chiba, Kmkz, Shock, Bj, Wf, Airá, Zovão, Edi MC, Cacau, Mr. Boca.



Contato?
[ _ MC Slow da BF e FNMH2 _ ] [click!]¬




Sweet Sweetbacks BadasSSsS Song - filme clássico da Era Sex-Ploitation, que no fim de 60 explodiu, fazendo cinema barato, mostrando a cena das ruas. Melvin Van Pebble rodou esse filme com custos mínimos, mas ganhou fama (má) mostrando música funking, grooving, muita sexualidade e as histórias de gang nas ruas. Foi o ponta-pé pra muitos famosos, como o Shaft. Corre pra locadora! Pra aproveitar a deixa - eu deixo vc ler a história do funk no Rio de Janeiro - obra do multi-MC, mister Slow da BF! e Miss Jacqueline (Baile Charme/Black Factory) - tb é boa nessas histórias!


[ _ Slow fala sobre baile Funk _ ] [click!]¬

[ _ Miss Jacqueline - Baile Charme/Black Factory _ ] [click!]¬

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