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6 de mai de 2009

nós... parte 2

1. Nós queremos cantar o amor ao perigo, o hábito da energia e da temeridade.

2. A coragem, a audácia, a rebelião serão elementos essenciais de nossa poesia.

3. A literatura exaltou até hoje a imobilidade pensativa, o extase, o sono. Nós queremos exaltar o movimento agressivo, a insônia febril, o passo de corrida, o salto mortal, o cinema e o hip-hop.

4. Nós afirmamos que a magnificência do mundo enriqueceu-se de uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com seu cofre enfeitado com tubos grossos, semelhantes a serpentes de hálito explosivo... um automóvel rugidor, que correr sobre a metralha, é mais bonito que a Vitória de Samotrácia.

5. Nós queremos entoar hinos ao homem que segura o volante, cuja haste ideal atravessa a Terra, lançada também numa corrida sobre o circuito da sua órbita.

6. É preciso que o poeta prodigalize com ardor, fausto e munificiência, para aumentar o entusiástico fervor dos elementos primordiais.

7. Não há mais beleza, a não ser na arte. Nenhuma obra que não tenha um caráter lúdico pode ser uma obra-prima. A poesia deve ser concebida como um violento assalto contra as forças desconhecidas, para obrigá-las a prostar-se diante do homem.

8. Nós estamos no promontório extremo dos séculos!... Por que haveríamos de olhar para trás, se queremos arrombar as misteriosas portas do Impossível? O Tempo e o Espaço morreram ontem. Nós já estamos vivendo no absoluto, pois já criamos a eterna velocidade onipresente.

9. Nós queremos glorificar a paz - única higiene do mundo - e nós queremos acabar com o militarismo, o racismo, o gesto destruidor dos poderosos.

10. Nós queremos destruir os museus, as bibliotecas, as academia de toda natureza, e combater o moralismo, e toda vileza oportunista e utilitária.

11. Nós cantaremos as grandes multidões agitadas pelo trabalho, pelo prazer ou pela sublevação; cantaremos as marés multicores e polifônicas das revoluções nas capitais modernas; cantaremos o vibrante fervor noturno dos arsenais e dos estaleiros incendiados por violentas luas elétricas; as estações esganadas, devoradoras de serpentes que fumam; as oficinas penduradas às nuvens pelos fios contorcidos de suas fumaças; as pontes, semelhantes a ginastas gigantes que cavalgam os rios, faiscantes ao sol com um luzir de facas; os piróscafos aventurosos que farejam o horizonte, as locomotivas de largo peito, que pateiam sobre os trilhos, como enormes cavalos de aço enleados de carros; e o voo rasante dos aviões, cuja hélice freme ao vento, como uma bandeira, e parece aplaudir como uma multidão entusiasta.

12-nós queremos que comentem e mandem email reclamando como fez o amigo josafá ,realmente combater o feminismo foi péssimo...mas já tirei isso da lista rsrsrsrsr

2 comentários:

  1. Excelente o manifesto. Concordo com tudo, mas preciso entender melhor. Será que é o caso de combater o feminismo? De que feminismo estamos falando? Acho até que as feministas chiitas podem exagerar nas suas convicções e posturas, hoje. Mas se não fosse as feministas, na história do século XX, por exemplo: as mulheres estariam até hoje sem votar, sem direito à voz própria, obrigadas a casar com quem seus pais escolhessem, etc, etc... Eu acho que não é o caso de combater o feminismo, mas até mesmo propagá-lo, sobretudo, por exemplo, naqueles países do oriente que obrigam, por lei, que uma menina de 10 anos se case com um velho mulçumano babão. E tenho dito!

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  2. já acertei esse erro grosseiro...

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