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22 de abr de 2014

SEREIAS, FRÍGIDAS E RIMBAUD

SEREIAS, FRÍGIDAS E RIMBAUD

E eu ouço o canto das sereias...
As sereias estavam em greve de beleza
E os reis esperavam sua morte verde clara.


Os Deuses se feriram na sua franqueza
E a Vênus tinha a fala mais felina e rara.

Dos caminhos, não sei medir sem minha destreza 
Eu me perco, me acho, tenho mapa na cara

Ser plebeu em plena plenitude da realeza
É ferida que sangra e nunca mais sara...

Sou eu mesmo tentando não ser...

Sou eu mesmo criatura mutante parada...

Areias movediças das palavras não vão me deter!

A sereia esta velha e não mais sarada.

A Vênus está frígida e não mais sarada...
Sou seu espelho quebrado querendo se refazer...


Na índia viviam três princesas sereias:
Se, Re e Ia.

H
oje de manhã, Se acordou e chamou sussurrando a Re para preparar o café:

Se diz : "Por que temos que fazer o café ?"

Re diz: "Porque é níver da Ia e vamos levar corais doces, bolo de algas, refripolvos, pao
deló de caldas e brigadealgas e fazer aquela farra.

Mas Ia não parava de chorar lembrando da morte de Farrah...

E não houve farra...

Em tempos passados tínhamos mesmo sereias vivas...






VÍRGINIA LANE, ANGELITA MARTINEZ, BRIGITTE BLAIR E CLAUDETTE COLBERT...

No Zimbábue, uma mulher testemunhou que realmente pagou um cantor local que ia viajar para Londres para levar com ele cinco "sereias", para que elas pudessem ajudá-la em seu julgamento por roubo de carros e milhões de dólares de Zimbábue (milhares de reais).

A pessoa que a aconselhou a fazer isso disse que ela não poderia ver as sereias porque "apenas médiuns poderiam fazê-lo".

É uma pena que ainda tenham pessoas que se prestem a fazer algo assim para enganar ao próximo.

É claro que sereias não existem.




Pelo menos as palpáveis (isso para ser bonzinho, pois também não existem sereias impalpáveis).



E mesmo que existam as não palpáveis e visíveis, eu pergunto: 

"Porque é que um espírito iria precisar de uma viagem de avião para ir de um país para o outro?




É triste, mas verdadeiro: 
A grande maioria das pessoas passa por esta vida imersa na multidão, cumprindo prazos, pagando contas, morrendo de medo do futuro e idealizando um passado remoto que é na maioria das vezes uma montoeira de sequelas.


Outros (poucos, loucos e raros) desafiam, desafinam este coro de contentes descontentes.

Jean Arthur Rimbaud no séc XIX, entre outras almas solitárias e radicais, chegou na beira do abismo e resolveram experimentar que gosto tinha o pulo.

Eu pulo Muuuuuuuuuuuuuuuito!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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