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13 de mar de 2014

racismo nas histórias em quadrinho??






“O mito é um sonho coletivo; o sonho, um mito pessoal”.

Por que hoje temos um filme do Thor e não um do Xangô



Como seria a aceitação do público se o Capitão América não fosse o loiro Steve Rogers e sim o negro Isaiah Bradley

Por que é difícil aceitar que o próximo Tocha Humana nos vindouros filmes seja negro? 

Por que tamanha fúria contra o negro Miles Morales após a morte do Homem Aranha original, Peter Parker?

Isaiah Bradley
Os primeiros gibis ignoravam a diversidade étnica do mundo. 
Ou apresentavam as etnias humanas como deboche ou sátira. 
Reflexos das visões estreitas, preconceituosas e racistas da época. 
Infelizmente, tal visão deturpada ainda ecoa nos dias de hoje. 
O trauma afrodescendente ainda persiste. 

A comunidade super-heroica dos quadrinhos ainda não reflete a realidade dos tantos rostos negros que vemos nas ruas. "Ah, é fantasia", você diz. Mas a fantasia é simulacro da realidade; a fantasia, ou seja, o mito, representa os desejos e anseios do imaginário coletivo, e por meio das aventuras do imaginário somos capazes de vencer as desventuras da realidade.

Por isso, insistimos que representação importa, e muito, para os descendentes do maior genocídio de que esta Terra teve notícia.

Tempestade, Pantera Negra, Luke Cage, Capitã Marvel (Mônica Rambeau). 
Talvez os maiores representantes de rosto negro da editora Marvel. 

Motivo de orgulho? 

Apenas pense como seria se fosse o contrário: como seria se os de pele branca tivessem apenas uma Jean Grey como representante dentre todo o time de X-Men mais notáveis. 

Pense como seriam para você os Vingadores agora tão em evidência com filmes pomposos se pessoa branca alguma houvesse no filme. 
Já pensou num filme do deus do trovão Xangô na santa terra de Ifá com um Ogum guardião dos caminhos como única pessoa branca do filme? 

Já tentou imaginar como você se sentiria observando impotente que os heróis mais famosos e antigos da editora fossem pretos, apenas pretos? 
Se sentiria minimamente feliz se o quarteto da família famosa e tradicional tivesse um branquinho no filme contemporâneo, numa tentativa tardia e insuficiente de reparação?
Xangô

Por isso, é importantíssimo sim que haja mais e mais heróis com rosto negro. Heróis com rosto africano. Vivenciar o mito dos ancestrais suaviza os traumas do presente.

Negra é a nossa jornada da alma, em busca de força e coragem contra as hostilidades do mundo. A fantasia e o mito são absolutamente reais, não como fatos e sim como metáforas, não como física e sim como metafísica.

E é por isso que nos entendemos mais poderosos quando saboreamos a força de caráter e integridade da Tempestade, a inteligência e a majestade do Pantera Negra, a personalidade e coragem do Luke Cage, o brilho e poder da Capitã Marvel, o aprendizado e superação da Idie, a persistência e convicção do Bishop e tantos outros, ainda que poucos, mas que representam a jornada de todo um povo.
E então temos os novíssimos Mighty Avengers. 

Vejam só, dos nove membros, sete são negros. Devemos soltar fogos? Gritar de alegria? Não. Ou você não acha estranho que uma equipe em que cerca de 85% de seus membros são negros chame bastante atenção enquanto é considerado “normal” todas as demais trocentas equipes praticamente 100% compostas por brancos. Isso reflete a realidade?


São muitas as faces do heroísmo, da mesma forma que somos todos diferentes em nossas cores, sentimentos e individualidades. Sim, somos todos iguais... na proporção de nossas desigualdades. 

Diversidade étnica e cultural é fato concreto, ainda que vozes obtusas tentem convencer a si mesmos do contrário; e entre nós, caras humanos, há esses de pele escura e rosto negroide, aos quais esse tal Dia da Consciência Negra tem algo a dizer. 

Da forma como enxergo, não é uma data para comemorar, colorir ou orgulhar, e sim lembrar, pensar, resgatar e... entender. Somos heróis escuros em uma negra jornada, e pedimos permissão para iniciar os trabalhos.

“Isso é besteira! O preconceito vem dos próprios negros!”

Não há palavras suficientes para mensurar o trauma afro-descendente. 
Durante mais de 300 anos, foram milhões de vidas humanas arrancadas de seus lares como se fossem mato e transportadas como se fossem lixo. 

Em números modestos, de 30 a 60 milhões de negros africanos foram escravizados durante o período do tráfico negreiro em escala mundial; desse total, um terço morreu em terra, antes mesmo de embarcar, devido a atos de resistência, de crueldade, de covardia, enquanto outro terço morreu durante a Travessia, a sinistra passagem pelo Atlântico. 

Um verdadeiro holocausto, um genocídio sem precedentes na história moderna e contemporânea.

Marvel Concienscia Negra
A escravidão nos quadrinhos


E assim se inicia mais um jornada do herói com rosto africano.

Os mitos e lendas são muito mais do que simples estórias de entretenimento; por meio de metáforas e belas palavras, essas estórias heroicas nos inspiram e incentivam a encarar a aventura da vida. 

Ora, também são nossos os desafios enfrentados pelo herói, pois este representa nossa luta diária por amadurecimento, crescimento, conquistas, prazer e sabedoria, superando as dores, frustrações, desilusões.


Portanto, a monstruosa Travessia pelo Atlântico, nossa luta contra a escravidão e nossa batalha diária por igualdade e reconhecimento é nossa negra jornada, nós, os heróis com rosto negro, jornada iniciada por nossos ancestrais arrancados de seus lares rumo ao desconhecido, esses bravos que sobreviveram ao chamado da aventura, que resistiram à dominação e às tentativas de destruição de sua cultura, de seus saberes e de sua espiritualidade, e que ainda estão aqui, estamos aqui, negros rostos e iluminadas almas, resistindo a preconceitos, ridicularizações, descaracterizações, xingamentos, desmantelamentos. 

Nossa jornada continua, enquanto nos lembrarmos do que somos e tivermos força para lutar pelo que queremos.

Marvel Concienscia Negra

Graphic Novel Deus Ama, o Homem Mata, por Claremont traz atentados contra duas crianças mutantes negras com características bastante similares ao que era visto praticado pela KKK não muito distante desta época.

“Ah, cala boca, seu carvão! 
Suco de asfalto! Grafite! Macaco!”

Uma criança jamais deveria ouvir tais insultos... 
Mas ainda há vozes obtusas para proferi-las. Já foi dito aqui que os mitos, contos e estórias sobrenaturais de seres descomunais não apenas nos entretêm, como também nos inspiram e nos encantam, nos dão forças para crescer e amadurecer; ora, se a raça humana nasceu em África, é um óbvio ululante deduzir que lá surgiram as primeiras estórias fantásticas, contadas ao redor da fogueira em noites repletas de estrelas, quando a estrutura do mundo era diferente do panorama eurocêntrico de hoje.

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Em Fabulosos X-Men 279, Xavier consegue salvar uma criança negra de ser linchada por um mutirão que teve sua fúria amplificada pelo Rei das Sombras.

Por exemplo, entre os ambundos de Angola havia a estória de Sudika-mbambi, aquele que já falava antes mesmos de nascer, proferindo os versos de poder que anunciavam o seu destino; enquanto os pais e toda a aldeia eram atacados por ogros makishis devoradores de gente, Sudika-mbambi nasceu já armado com espada e bastão, e graças aos seus incríveis poderes deu cabo dos monstros, e saiu mundo afora para resgatar o restante dos aldeões raptados pelos monstros.

Marvel Concienscia Negra
Deuses Africanos retratados nos quadrinhos

E hoje, com um milhão de culturas criadas por nossa raça humana, é impressão minha ou vivemos todos sob os ditames de um único paradigma dito ideal e adequado a todos? 

Bom, más lembranças de xingamentos na infância não pareceram algo muito adequado... 

Mas aí alguém se lembrou de que os heróis descomunais desta época contemporânea, que tanto nos inspiram e comovem, precisavam de representantes de pele negra... 

Já que apagaram da história nossos grandes reis e rainhas, guerreiros e feiticeiras, caçadores e sacerdotisas que foram heróis no negro continente.


Gosto muito das estórias da editora Marvel primeiramente pela grande diversidade cultural e étnica. Ainda que haja umas mancadas aqui e ali – Mancha Solar falando espanhol? – e que haja um fedorzinho discreto de politicamente correto, ainda hoje a Casa das Ideias é um exemplo no que diz a representação global dos povos.


Pois é, pra começar, temos um brasileiro, Mancha Solar, da primeira geração dos Novos Mutantes, surgida nos anos 90; moleque preto carioca que adora futebol, herdeiro da fortuna do papai. 

Não é nem de longe um oh!, nossa que exemplo de personagem! Mas ao menos teve participação em quase todos os grandes momentos dos Novos Mutantes e continua ativo até hoje. E não solta mais exclamações em espanhol!

Marvel Concienscia Negra
O brasileiro Mancha Solar

Agora, vamos voltar um pouco, para o fim dos anos 60. Pantera Negra, né? 
Se não estou enganado, é o senhor primeiro preto heroico da Marvel! 

Um senhor africano no pináculo da capacidade humana, um intelecto de nível genial – oh!, um preto pensante! –, governante de uma nação africana que é um híbrido de alta tecnologia e
espiritualidade ancestral... Pena que Wakanda não existe de verdade!

T'challa viu seu pai ser morto por um explorador de vibranium. Treinando seu corpo e mente parar se vingar e proteger seu povo, transformando Wakanda na maior nação da Africa.
Ele possui sentidos hiper-aguçados, força e resistência sobre-humanas, super-agilidade. 

T'Challa é o pioneiro, um personagem de suma importância para o universo heroico negro; contudo, ainda assim, sou obrigado a admitir que o personagem nunca me chamou muita atenção. Acho que falta... carisma, talvez. De qualquer forma, ele é o primeiro de todos!
Marvel Concienscia Negra
Tchalla, o herói negro pioneiro na Marvel


O que pode ser mais fantástico para um personagem do que ser um super herói e monarca de sua própria nação? E não de qualquer paizinho do Terceiro Mundo, a nação de Wakanda está entre umas das mais ricas e avançadas tecnologicente do mundo. Da mesma forma, seu rei está entre um dos homens mais honrados, bravos, habilidosos e inteligentes do planeta. T’Challa é um grande defensor de seu reino além de um dos maiores e mais importantes heróis do planeta. O que mais você esperava de uma criação de Jack Kirby e Stan Lee? Criado inicialmente para a revista Quarteto Fantástico.

O Pantera Negra foi o primeiro grande super herói a estrear nos quadrinhos do gênero, em 1966, estando portanto anos à frente do Falcão, Raio Negro e John Stewart em termos de inovação. E dando crédito ao de Kirby e Lee, ele também é o único herói afro descendente que ostenta “Negro” no nome, em um universo repleto de “Raios Negros”, “Golias Negros” e “Corredores Negros”, que realmente faz sentido ter a palavra atrelada ao seu título.

De fato, sua criação em si já é um grito das minorias: eclodiam nos Estados Unidos, à época, conflitos raciais históricos e contestações da presença maciça de negros entre os soldados enviados para morrer no Vietnã. Neste cenário conturbado, o Movimento dos Panteras Negras (militância armada contra o racismo), ostentava seus punhos cerrados contra as desigualdades, e certamente o surgimento de T`Challa não foi por acaso.

Outra coisa que torna esse Vingador tão especial são suas histórias ao longo do tempo, que sempre foram exemplos de ótimas aventuras e, assim como no caso do Demolidor, sempre coerentes com sua gênese e cronologia. Fato raro de acontecer nessas editoras. T’Challa é um dos mais importantes super heróis de todos os tempos


E o Luke Cage
Começou a carreira como o Capitão Clichê – preto dos guetos, acusado de crime que não cometeu e jogado na cadeia, fala gíria e palavrão, etc. –, era chatinho e sem graça em suas primeiras estórias... e hoje é um dos melhores e mais sinistros personagens da Marvel! 


É difícil encontrar hoje algum leitor que não se renda o carisma do cara; é simplesmente espetacular aquele episódio em que foi tirar satisfações com Norman Osborn por ter agredido sua esposa Jéssica e surra o vilão na frente do mundo inteiro, forçando-o a revelar sua identidade criminosa de Duende Verde! 

Esse é um dos heróis mais amados da indústria. Um vigilante colorido que estreou em sua própria revista e que na época fazia ainda mais diferença, justamente por seu nível de poder: praticamente invulnerável e com super força, em um universo de heróis negros com habilidades menos surpreendentes. Luke Cage, o herói de aluguel, era quase que o Super-Homem do gueto.

Criado por Archie Goodwin e John Romita (o pai), ele estreou na Marvel em 1972 provavelmente influenciado por diversos filmes da década de setenta com temática negra, Cage muito mais que seus outros colegas de etnia, não fugiu dos esteriótipos que permeavam a construção de suas personalidades: seu visual, atitudes e dialeto próprio provam isso. Felizmente isso foi deixado para trás na última década.

Entretanto o que faz dele tão querido pelos fãs é sua personalidade, Luke é um homem da vida real, um cara que você espera encontrar andando pelas ruas ou até já conheceu em algum momento.

Ele paga suas contas usando a única fonte de renda que tem à disposição: seus poderes (quer cenário mais real que isso?) e essa é uma das razões para a longevidade desse herói nos quadrinhos, entre diversos outros personagens negros e brancos criados nas décadas de setenta, oitenta e noventa e que já caíram no esquecimento.

Por sinal, o cara não tá nem aí se a mulher é preta, branca, vermelha ou verde; traçou quem quis, cansou-se , casou-se com a joia Jessica Jones, teve filha com ela e acabou. Pra fechar, como sinal de macheza insuperável e magnânima, Cage usava uma roupinha amarela ridícula, com tiara brilhante e tudo, e ainda intimidava o inferno. Grande Cage!
Marvel Concienscia Negra
Luke Cage, o campeão do Bronx

E que tal o Irmão Vodu, que mostrou ao mundo o poder da macumba haitiana e se tornou o novo Feiticeiro Supremo

E a Misty Knight, heroína mercenária das antigas com aquele black power arrasador? 

Ou o sinistro do Máquina de Combate, que é bem mais do que um Homem de Ferro de segunda mão? 

Ou a Capitã Marvel, poderosa pra cacete e abandonada pra diabo pelos roteristas? 

Ou o Blade, que todo mundo só se lembra mesmo por causa dos filmes? 

Ou o Falcão que... bem, esse é meio mané mesmo.


Marvel Concienscia Negra
Blade, Irmão Vodu e Máquina de Combate

Mas começou a aparecer preto pra valer é a partir dos anos 90, principalmente entre os mutantes; de Larval a Cecília Reyes, passando por Bishop e sua irmã Lasca, Sincro (Geração X), o já citado Mancha Solar, Prodígio, Frenesi, a delícia suprema que é a Monet, uma certa luz mutante da Nigéria...

E agora, o que todo mundo já sabia: na minha apaixonada opinião, o maior herói negro dos quadrinhos é a rainha Tempestade. Não tenho palavras suficientes e adequadas para expressar toda minha admiração e adoração que nutro pela personagem. 


Ororo Monroe é uma personagem de peso que está em pé de igualdade em importância com qualquer outro personagem masculino aqui. Desde que estreou nas páginas da revista dos X-men em 1975, os mutantes e a Marvel Comics nunca mais foram os mesmos.
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Mas ela escolheu enfrentar todas as formas de racismo e preconceito e lutar pelo bem maior da humanidade, mostrando constantemente sua força e caráter como mais uma grande líder dos X-men. Tempestade é uma das personagens femininas mais importantes dos quadrinhos de heróis de todos os tempos. E pra quem gosta da cor, ela é uma inspiração!


Para início de conversa, além de preta, é mulher; agora tentem imaginar uma mulher negra, de personalidade forte, liderando um poderoso e popular grupo de super-heróis nos anos 80; ponto total para a ousadia dos roteristas! E está longe de ser apenas isso.
Marvel Concienscia Negra
A Deusa

Ororo é um exemplo de integridade, caráter, sabedoria e força, uma das únicas a manter intactas tais características e ainda assim evoluir como personagem ao longo de tantos anos. Nunca se corrompeu, jamais se rebaixou. 

Nunca fraquejou. Detentora de um poder imenso, mas que nunca lhe subiu à cabeça. 
É uma deusa em meio às formigas, e completamente ciente de sua mediocridade como ser humana. 
Possui um carisma elétrico e grandioso, que parece não ter enfraquecido com o tempo. 
Se sua mutação continuar evoluindo, provavelmente se tornará um ser elemental, uma deusa, conforme já foi sugerido em um mundo alternativo. 
Tempestade é que é a verdadeira rainha da espécie mutante! 

É uma líder de verdade, um exemplo de heroína, um exemplo de ser humano. 
Minhas palavras são rudes e insuficientes para descrever toda a magnitude da rainha Ororo Iqadi T'Challa.
Marvel Concienscia Negra
O Casal Real de Wakanda

No universo Ultimate, o Homem-Aranha atual é Miles Morales, um jovem negro de ascendência latina. Ainda que seja num universo alternativo, esse é um passo sem precedentes na Marvel, muito mais do que um Nick Fury preto; afinal, trata-se de um dos personagens mais populares da franquia, senão o mais famoso, um dos carros-chefes da editora. 

Quando foi divulgado que o novo Homem-Aranha seria negro, os meios de comunicação vomitaram a notícia por todos os cantos possíveis e imagináveis, e as reações foram... duras. 

Em todos os sites e fóruns em que a notícia foi vinculada, cuspiram-se duras críticas contra a decisão da Marvel, houve acusações de “politicamente correto”, “forçação(sic) de barra”, “descaracterização do herói” e outras palavras bem menos gentis. 

Estranho é que não houve tamanha começão quando, por exemplo, o Batman foi substituído por um tempo por um assassino violento... e loiro. 

O ponto que ocorreu todo um excesso de críticas cruéis e indignações ilegítimas, tudo isso antes mesmo de as novas estórias serem publicadas! 
Só porque se trata de um Homem-Aranha de um universo alternativo e não do principal! – se bem que a maioria das pessoas não vê diferença... 


E eu só lamento os haters, porque as estórias do novo Homem-Aranha escritas pelo Michael Bendis estão muito, muito boas, a maioria das críticas foram positivas, dessa vez. Mas custava ler antes de vomitar bosta sem sentido? 
É tão problemático assim o cara ser preto?
Longa vida a Miles Morales!

Marvel Concienscia Negra
Miles Morales, latino e negro, o novo Homem-Aranha Ultimate

A jornada dos heróis com rostos escuros está longe de terminar. 
A viagem continua, enquanto nos lembrarmos quem somos, o que fomos e o que poderemos ser. 

As culturas e bravuras de nossos antepassados permanecerão vivas e ganharão novas cores conquanto que façamos ouvir nossas vozes, conquanto que superemos nossas limitações, dores e angústias, para alcançarmos a autorrealização genuína, a realização plena de nossos desejos e anseios.

Com o auxílio de todos nossos heróis prediletos, é claro.

By : Fábio Cabral




Heróis Negros: Black Avengers


E se a África tivesse colonizado os EUA, a Europa e o Brasil? 

Me responda? 

E se o Thor fosse um "Negão"
E se a Viúva Negra fosse Negra
E se os heróis brancos fossem a minoria no mundo? 

O objetivo desta "brincadeira" não é ofender ninguém, mas apenas dar uma outra perspectiva no modo que se observa os super-heróis. 
Minha ideia não é colocar uma classe oprimida mundialmente como uma classe opressora, e nem colocar o homem branco no papel de coitadinho. 
Não mesmo. 

A analogia aqui é artística, banhada com um pouco de consciência política e ficção científica.
Confesse, eles ficaram bem legais...


E se os negros tivessem se tornado a classe dominante mundial? 
Inverta os acontecimentos históricos e aí teremos aquilo que chamam de "equidade", a equivalência das coisas... 

A igualdade entre seres ou coisas diferentes atribuindo- as o mesmo valor. 
O primeiro entendimento sobre justiça, surgido nos primórdios da civilização lá no oriente médio... 

E se todos valem a mesma coisa, por assim dizer...então, "racismo" pra quê?
Pense, reflita e filosofe sobre o assunto... 
By :Marc Gadelha


Outros Super Heróis negros:


LANTERNA VERDE (JOHN STEWART)
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Ele é um membro terrestre da Tropa dos Lanternas Verdes e recentemente, também da Liga da Justiça. Ele também é o único Lanterna Verde terrestre negro. Não tendo muita popularidade nos quadrinhos, tornou-se muito popular graças à nova série animada da Liga da Justiça, no qual é o Lanterna verde principal.

Os Lanternas Verdes representam a força intergalática mantenedora da paz no Universo DC, possuidores de anéis que utilizam da força de vontade presente em todos os seres vivos no cosmo para energizarem seus imensos poderes.

O conceito é apaixonante, para ser um Lanterna Verde o indivíduo deve ser capaz de superar seus maiores medos. E com John Stewart, um ex-fusileiro naval e arquiteto, criado por Dennis O’Neill e Neal Adams em 1972, a DC atingiu um novo patamar na indústria de heróis, ao introduzir um personagem negro, de personalidade forte e capaz de enfrentar seus superiores e desafiar qualquer regra imposta para fazer o que é certo, sempre movido por motivos nobres.

Ele já foi um membro chave da Liga da Justiça e atualmente é um dos personagens mais importantes da franquia dos Lanternas Verdes. Outra coisa que o distingue é o fato raro de se ver um personagem negro – pelo menos dentro da DC e da Marvel – estar entre os heróis mais poderosos dessas editoras. John Stewart também é um dos heróis mais humanos já criados por qualquer empresa. 

Ele já cometeu diversos erros – alguns que custaram inúmeras vidas, por sinal; já duvidou várias vezes de suas capacidades chegando à beira de uma depressão – e superou tudo isso. Stewart é um homem que acredita em honra e responsabilidade e seu maior mérito é que nunca precisou de um “Tio Ben” para aprender isso.

Características e poderes

Nos quadrinhos, John Stewart é um ex-militar e recém-formado em arquitetura, desempregado, negro e que na sua primeira aventura, foi escolhido pelos guardiões como eventual substituto para portar o anel de Hal Jordan, depois que Guy Gardner (o anteriormente indicado) sofre um acidente. Esse anel dá o poder de transformar objetos de sua imaginação em realidade. É um dos poucos heróis negros da DC Comics. 

John Stewart quase abandonou a carreira de herói quando na mini-série Odisséia Cósmica (1988) ele comete um erro gigantesco que resulta na destruição do planeta Xanshi. John também teve um romance com a Lanterna Verde Katma Tui, que veio de Korugar, o planeta de Sinestro. Infelizmente, Katma foi assassinada por Safira Estrela, o que causa grave desejo de vingança no coração de John. John por diversas vezes na Terra derrotou a Mulher Leopardo e em missões pela Tropa derrotou Kanjar Ro algumas vezes. 

Ele tambem fez parte da Liga da Justiça. John possui grande amizade com os outros Lanternas da Terra como Hal Jordan,Kyle Rayner e Guy Gardner. Durante a Guerra dos Anéis ele foi de grande ajuda para Tropa juntamente com Guy Gardner, criando a armadilha que ajudou a "nocautear" o Anti-Monitor, destruido momentos depois pelo Superboy Primordial.


Desenhos Animados

Nos desenhos em que aparece na Liga da Justiça, John Stewart foi alçado a condição de Lanterna Verde oficial no lugar de Hal Jordan. Acredita-se que devido a emendas legislativas nos Estados Unidos que exigem que ao menos um integrante de um seriado, filme, etc, seja negro, como foi o caso de Pete Ross, o amigo de Superman em Smallville, que foi tornado negro na série, mas sempre foi branco nos quadrinhos.


Poderes

John Stewart não tem reais poderes, mas possui um anel padrão da Tropa dos Lanternas Verdes. O anel dos Lanternas Verdes permite criar objetos com energia verde que funcionam como suas exatas duplicatas reais, voar a velocidades interplanetárias, traduzir automaticamente cada língua conhecida no universo, cobrir o corpo do usuário com uma aura para proteger-se de ataques e rigores do espaço, fazer análises, detectar outros Lanternas verdes, projeção astral e fazer o usuário relembrar de fatos esquecidos. 

O anel protege o usuário automaticamente contra dano fatal e é capaz de curá-lo em níveis baixos. O anel também pode reproduzir praticamente qualquer poder imaginado. O nível dos poderes do anel é limitado pela força de vontade do usuário e só necessita de ser recarregado a cada 24 horas na bateria-lanterna. 

Até um certo tempo atrás, o anel não funcionava contra coisas amarelas, até que com a revelação que esta fraqueza era originada pela prisão de Parallax na Bateria central em OA, essa fraqueza nunca caiu, já que Parallax continuou em OA no corpo de Hal Jordan e posteriormente foi destruído na Guerra dos Anéis, evento atual do Multiverso DC.


BLADE

Personagem primeiramente de histórias em quadrinhos da Marvel Comics, e depois adaptado para o cinema, Blade é um caçador de vampiros. Antes de dar a luz, sua mãe foi mordida por um vampiro, e consequentemente Blade nasce meio homem, meio vampiro. Tem uma super agilidade e força igual a dos vampiros, Diferente deles, ele pode andar á luz do dia, mas por outro lado, ele também sofre com a sede de sangue.



UUB

É um personagem do anime Dragon Ball Z. Apos a morte de Buu, Goku pediu a Shen Long que o reencarnasse como uma pessoa boa. O jovem participa do torneio de artes marciais, e ao lutar contra Goku na final, ele descobre que Ubb é a reencarnação de Buu, viram amigos, e ambos vão treinar na aldeia natal de Uub.

Víxen - Mari McCabe



Filha do Reverendo Jiwe, Mari McCabe nasceu na África. Após a morte de seus pais, Mari se mudou para New York, onde ela estabeleceu uma carreira de modelo. Seu tio, Maksai, responsável pela morte de Jiwe, deteve consigo o Tantu Totem, que pertencia ao pai de Mari. 

Este amuleto garante a quem o usa o poder de emular as habilidades de qualquer animal. Segundo a lenda, o guerreiro Tantu pediu a Anansi criar um totem mágico que canalizasse o próprio poder da entidade. O Totem somente pode ser usado para a prática do bem. Mais tarde, Mari retorna à África e toma para si o Totem e passa a combater o crime com o nome de Víxen.

Como consequência de seus atos heróicos, Víxen se torna membro da Liga da Justiça da América, além de passar por diversas aventuras ao lado do Homem-Animal. Assim que a LJA Detroit foi desmantelada, Víxen passou a integrar o Esquadrão Suicida logo após assassinar um traficante chamado Cujo. 

Culpando seus instintos animais, ela decidiu permanecer com o Esquadrão. Foi neste período que engatou um relacionamento amoroso e sem sucesso com o Tigre de Bronze. Um ano depois, quando sentiu poder controlar seus poderes, Mari voltou a modelar.

Tempos depois, retornou à Liga da Justiça, onde passou a ter um grande papel como membro. Concomitantemente, Mari passou a perder controle de seus poderes, mais uma vez, quando mimetizava os poderes de seus amigos de grupo. Com isso, Canário Negro a afastou da Liga, aconselhando-a a se consultar com Zatanna. 

Consequentemente, Mari e Homem-Animal são enviados para dentro do Totem, onde após certa batalha contra Anansi, ela decide destruir o amuleto. Entretanto, a entidade promete confrontá-la novamente, no futuro.

Após os eventos de Crise Final, Canário Negro decide deixar a Liga, passando seu cargo de liderança à amiga Víxen. Com a ajuda de Zatanna, Doutora Luz, Tornado Vermelho e Nuclear, eles formaram uma Liga da Justiça instável. Convidaram Donna Troy e Estelar para integrar o grupo, mas Mari acabou deixando-os também, após se ferir contra os Lanternas Negros.

Víxen pode emular toda e qualquer habilidade de animais, inclusive seus instintos e comportamento.



FALCÃO


Histórico


Falcão é um personagem do Universo Marvel, criado por Stan Lee e Gene Colan. Sua primeira aparição foi em Captain America Vol. 1, #117 (1969). Apesar de estar sempre disposto a trabalhar em dupla com Capitão América, Falcão participou do grupo de super-heróis chamado Os Vingadores.

Falcão é o primeiro super-herói afro-americano da Marvel
O primeiro herói negro dessa Editora foi Pantera Negra, um nativo africano. Falcão apareceu três anos antes de Luke Cage, estrela afro-americana da Marvel.


Falcão também é o primeiro super-herói negro a não ter a palavra "negro" no seu nome de super-herói, precedente de John Stewart, o Lanterna Verde.

O sobrinho falecido de Falcão era Jim Wilsom, amigo de Hulk, um dos primeiros personagens abertamente HIV-positivo dos quadrinhos.

Falcão era um notório criminoso conhecido como "Snap" Wilson em Harlem, Nova York. Um dia, a caminho do Rio de Janeiro, foi encontrado pelo Caveira Vermelha, que o usou num de seus esquemas para derrotar o Capitão América. Muitos anos depois Falcão se rebelaria contra o domínio do Caveira, e juntaria forças com o Capitão para derrotar o vilão. Reconhecendo o potencial de Falcão, o Capitão acolheu-o como aprendiz.

falcon7 Com o codinome Falcão, Wilson recebe mais tarde a ajuda de Pantera Negra que cria asas mecânicas especiais que lhe permite voar. Falcão deixou de ser parceiro do Capitão América quando foi nomeado o líder dos super-agentes de S.H.I.E.L.D.

Mais tarde, como um dos poucos super-heróis negros ativos, foi recrutado para juntar-se aos Vingadores por Henry Peter Gyrich para satisfazer a cota racial. Ressentido por ser usado como um símbolo, parou na primeira oportunidade.

Quando os Vingadores ligaram-se à ONU, a mansão dos Vingadores foi declarada uma embaixada e Henry Peter Gyrich, que havia tido uma difícil relação com os Vingadores no passado, foi nomeado embaixador e contato dos Vingadores na ONU. Desconfiado, o Falcão pediu para tornar-se membro ativo dos Vingadores, o que lhe permitiria vigiar Gyrich de perto. Eventualmente, os dois acabaram criando uma relação de respeito mútuo.

Em uma situação, um Sentinela perseguiu-o, acreditando-o ser um mutante, mas depois se presumiu que o Sentinela estava em mal funcionamento. Nos anos 70, todavia, o próprio Professor X acreditava que Falcão podia ser um mutante, dada a capacidade do herói de se comunicar com seu falcão mascote Asa Vermelha. Depois se explicou que esse poder havia-lhe sido conferido pelo Caveira Vermelha.

Nas histórias dos anos 2000, a insana Feiticeira Escarlate destabiliza a mente de Falcão, revertendo-o a sua personalidade "Snap". Quando voltou a trabalhar com o Capitão América, o relacionamento mostrou-se desgastado e ambos acabaram brigando. Na tentativa de um antagonista disparar em Falcão, quem foi ferido foi o Capitão. Depois de se recuperar, o Capitão foi procurar pelo agora-ausente Falcão. Após ser mencionado que o Falcão tinha sido assassinado, Capitão América encontra o traje de Falcão abandonado em um campo. Com nada que explique seu desaparecimento, foi visto a caminho de Genosha. E reaparece em Civil War.

O forte desejo de ver as pessoas ajudando umas as outras, faz de Falcão se ver mais como um ajudante que um ícone. Armado de forte senso de comunidade, mantém-se sempre perto de seu bairro, o Harlem. Lá, ele pode viver tanto como herói, como ser um modelo de conduta. O Falcão devota todo seu tempo como um homem comum quanto um herói em atos de assistencialismo, concentrando sempre seus esforços em deixar uma marca no mundo.

O único super-poder de Falcão é sua ligação empática com seu pássaro Asa Vermelha dotado pelo Caveira Vermelha. Recentemente, o Falcão pôde estender sua ligação empática a outros pássaros.

Nos anos 70 ele começou a voar usando uma armadura especialmente construída equipada com asas, feita pelo Pantera Negra. Essa armadura foi destruída mas seu amigo lhe forneceu outra, com asas mais modernas, que podem ser configuradas em diversas formas diferentes.

É também um instrutor excelente de pássaros. Foi treinado na ginástica e no combate mão-à-mão pelo Capitão América.


Na primeira história em que aparece, Sam (de Samuel) Wilson conta ao Capitão América que ele estava em viagem rumo ao Rio de Janeiro. 

Esse fato, mais o nome e o primeiro uniforme que adotou, nas cores dourado e verde, sugeriram especulações entre os leitores do país de que o personagem foi criado com a intenção de ser um super-herói Marvel brasileiro. 
Tal hipótese não é tão absurda, pois como se sabe nos anos 60 houve uma grande campanha publicitária para lançar os super-heróis Marvel no Brasil. Talvez Stan Lee, como o grande vendedor que é tenha em algum momento resolvido ajudar a campanha e criar um super-herói dessa nacionalidade. 

Seja como for, a medida que o Falcão se torna um personagem recorrente, a idéia, se houve, foi abandonada. Wilson mudou seu uniforme para vermelho e branco, e se tornou um protetor do Harlen sem mais nem menos, a não ser o fato de ser uma pessoa da cor negra. Para solucionar esses e outros problemas de continuidade (como explicar sua ligação com seu mascote, se ele não era um mutante?: não foi detectado como tal pelos X-Men). 

A solução foi criar a trama em que ele foi manipulado pelo Caveira Vermelha, sendo revelada a sua identidade de Snap Wilson do Harlen, por conta desse acerto na cronologia.


Poderes

É capaz de se comunicar mentalmente com qualquer ave e pode receber imagens daquilo que as aves estiverem vendo.

Asas de luz sólida que lhe permitem voar e manobrar com extrema agilidade.
Era um grande criminoso conhecido como "Snap" Wilson no Harlem, Nova York.

De férias no Rio de Janeiro, onde dizia ter encontrado seu mascote falcão Asa Vermelha, foi dominado pelo Caveira Vermelha, que o usou num de seus esquemas para enganar o Capitão América.

Muitos anos depois Falcão se rebelaria contra o vilão e juntaria forças com o Capitão para derrotá-lo.Reconhecendo o potencial de Falcão, o Capitão acolheu-o como aprendiz e parceiro.

Como codinome Falcão, Wilson recebe mais tarde a ajuda de Pantera Negra que cria asas mecânicas especiais que lhe permite voar.

Falcão deixou de ser parceiro do Capitão América quando foi nomeado o líder dos super-agentes de S.H.I.E.L.D.



ICON
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Estreando no mercado de quadrinhos no ano de 1993, a editora Milestone abriu caminho para todo um novo universo de possibilidades dentro da indústria. Criada por um grupo de roteiristas e artistas negros, a Milestone nasceu com o objetivo de acabar com o abismo que existia entre a quantidade de heróis brancos e os demais de outras etnias.

Inicialmente lançaram quatro revistas de grande sucesso nessa década: Icon, Hardware, Blood Syndicate e Static (Super Choque aqui no Brasil) e o resultado foi histórico, nunca antes houveram tantas heróis representando minorias em um mundo totalmente novo onde latinos, negros e orientais não mais estavam ali para cumprir cotas. As histórias eram fortes e inovadoras, com personagens que representavam pela primeira vez todas as etnias e culturas que consumiam quadrinhos de super heróis.

Ao passo que os alienígenas da DC tendem a ser brancos, basta ver a maioria esmagadora dos integrantes da Legião dos Super Heróis, Icon é um alienígena negro e um escravo que lutou na Guerra Civil Americana. Se por um lado infelizmente o selo Milestone foi cancelado, por outro, seus personagens foram incorporados no atual universo DC e fica aqui o desejo que no futuro eles ganhem alguma oportunidade de brilhar novamente.

JAX (MORTAL KOMBAT)

Major Jackson 'Jax' Briggs é o primeiro personagem afro-americano da série, e apareceu pela primeira vez no jogo Mortal Kombat II. Em Mortal Kombat 3, Jax aparece com braços biônicos, pois ele foi a cobaia de uma experiência de recobrir os braços com titânio. Ele tem o perfil característico de um herói norte-americano. 
No comando do grupo denominado Special Forces , ele é o superior direto de Sonya.




GELADO (OS INCRÍVEIS)


É um personagem do filme Os Incríveis. Ele é um super-herói, e tem os poderes de transformar água em gelo e lançar gelo absorvendo a umidade do ar. Sua identidade secreta é Lúcio Barros (Lucius Best), e ele é um amigo de longa data da família do Sr. Incrível.



CYBORG





Ex- Titã e atual (DC Rebootado) membro fundador da LJA. Victor Stone, durante a invasão de Apocolipse quase morreu depois do ataque dos Para-Dêmonios. Porém foi salvo por seu pai que o "fundiu" com partes mecânicas e acesso a toda rede de computadores do mundo, e ainda é capaz de se comunicar com tecnologias diferentes(e alienígenas até!) Alem do canhão de som branco.

O PATRIOTA


Elijah Bradley lidera o grupo conhecido como Jovens Vingadores. Ele tem poderes semelhantes aos do Capitão América (Steve Rogers) e aos do seu avô Isahia Bradley que foi o primeiro Capitão América. Ele é muito impulsivo e isso acaba trazendo problemas para ele e para os Jovens Vingadores, mas com o tempo Eli se torna mais responsável e um ótimo líder.

Eu realmente curto dos Jovens Vingadores e o Patriota é um ótimo personagem, principalmente por que ele pra ter poderes, usava uma droga ilegal, isso até receber uma transfusão de sangue de Steve Rogers, o que lhe dá poderes para sempre. Ah, e ele é neto do primeiro Capitão América.




SPAWN - O SOLDADO DO INFERNO
Al Simmons era um soldado a serviço do governo norte-americano, que cumpria todo tipo de tarefas perigosas e principalmente de execuções. Tornou-se herói nacional ao salvar o presidente americano de um atentado.


Esse personagem é o anti herói definitivo. Ele é um emissário do Inferno que tem como dever liderar as forças desse reino contra as do Paraíso. Não dá pra ser mais conflituoso que isso. Temperamental e extremamente perigoso, Spawn estreou nos quadrinhos em 1992 como o carro-chefe da nova editora – na época – a então revolucionária e extravagante Image Comics.

Criado, escrito e desenhado por Todd McFarlane, Spawn foi algo que ninguém tinha visto até então. E apesar do tema chave de sua revista ser a guerra entre demônios e anjos, um foco que McFarlane (um notório ateísta) usa como efeito dramático para o título repleto de demônios renegados, anjos mercenários e outras pragas, a única coisa que Spawn quer é estar com sua mulher outra vez.

Particularmente Al Simons odeia o ser que se tornou, e ver sua esposa agora casada com seu ex melhor amigo não ajuda muito. Fora que sua existência é um eterno conflito de vida e morte, preso a um pacto demoníaco que há muito se arrepende, Spawn é um caldeirão de emoções conflitantes tão surpreendentes como o visual de sua revista – principalmente quando é desenhada por seu criador.

O mais interessante disso tudo é que apesar de ser um protagonista negro, de uma revista repleta de personagens de apoio representando outras diversas minorias nos quadrinhos de heróis, sua herança étnica nunca foi usada para defender qualquer causa, ele é apenas mais um cara comum, preso em um mundo fantástico que sofre por suas escolhas e decisões questionáveis, mas que luta para fazer a diferença com os poderes que lhe foram investidos.

Entretanto, Al Simmons se tornou um incômodo para seu superior Wynn pois passou a questionar suas missões. Então em uma dessas missões ele foi traído e morto.
No inferno ele fez um pacto com o demônio Malebolgia, que o reviveu para que pudesse voltar a ver sua esposa, mas como condição ele se tornaria Spawn, um soldado do inferno.
AÇO



John Henry Irons era um engenheiro bélico muito competente que se angustiou quando suas criações foram usadas para tomar vidas inocentes. 
 Foi salvo por Superman ao cair de um edifício, e, inspirado pelos ideais do Homem de Aço, criou uma armadura de alta tecnologia para controlar o uso de seus armamentos e combater o crime.
Aço é, entre aspas, o Homem de Ferro da DC, John é só um cientista, um cara foda que decide fazer sua parte pra melhorar o mundo.




SENHOR INCRÍVEL


Michael Holt, um afro-americano dotado de talentos e capacidades intelectuais, científicas e atléticas muito além do comum. O Senhor incrível é o terceiro homem mais inteligente vivo, é um mestre das artes marciais e de vastos campos da medicina e das ciências. Ele utiliza as esferas T, suas próprias invenções. Sua máscara especial o protege de qualquer tipo de detecção eletrônica.



MAQUINA DE GUERRA


James Rupert Rhodes nasceu na Filadélfia. Ele encontrou o empresário bilionário Tony Stark quando voava em uma missão de combate na Guerra do Vietnã. O helicóptero de Rhodes foi abatido por foguetes vietcong e quando tentava obter um avião encontrou Stark que tinha acabado de escapar da prisão-acampamento vietnamita Wong Chu. 
Eles conseguiram voltar para E.U.A , Rupert focou super amigo do Tony, e um tempo depois Rupert encontrou a armadura War Machine.


Quase ninguém imagina a trajetória árdua que heróis negros tiveram de passar para serem aceitos nas HQs, o que não é de se admirar no país que em 1865 criou a Ku Klux Klan ( grupo de retardados que trajavam capuz branco e tochas para matar os negros americanos) e que ainda hoje possui uma das maiores concentrações de neo-nazistas do mundo.

Ainda influenciados pelo pensamento imperialista e eurocêntrico do século XIX que tratava os povos Africanos como inferiores aos europeus, os personagens negros das HQs foram sempre interpretados de forma estereotipada e racista.

vamos lá


Em 1908, artista Atilio Mussino lança Bilbolbul com sua visão extremamente racista e deturpada do povo africano. Até mesmo o grande Stan Lee chegou a escorregar no “quiabo racista” apresentando em 1941 o primeiro personagem negro da Marvel, Whitewash, da revista Young, o cara era membro de uma equipe mirim formada pelo Bucky, mas ao contrario dos seus companheiros, Whitewash não tinha poderes, era estúpido e servia apenas para ser salvo por seus camaradas!!! 

BILBOLBUL


Destaque para Lothar o ajudante de Mandrake , criado por Falk Lee, que no inicio era mega estereotipado vestindo pele de onça e a inteligência de uma ”jaca ainda não amadurecida”, mas que foi com o tempo assumindo importância e prestigio no universo do mágico até, finalmente, configurar no desenho animado dos Defensores da Terra em 1987.

Em 1947 a Segunda Guerra já havia acabado, mas o racismo que a disseminou ainda permanecia fervoroso, por isso foi muita coragem do jornalista Orrin C. Evans lançar a resista All Negro Comics configurando as historias de Ace Harlem, um detetive que investigava os crimes no Harlem e Lion Man, um agente da ONU que tentava proteger uma reserva de urânio. A revista durou apenas duas edições.

      

Na década de 60 a luta contra o racismo ganhou enorme força com o movimento Black Panther e a força dos discursos de Martim Luther King o racismo passou a ser condenado e a igualdade entre todos.

Os quadrinhos perceberam então ser hora de aproveitar esta onda, quem sai na frente é a editora Dell Comics que em 1965 laça Lobo ( não confundir com aquele branquelo da DC), um personagem de faroeste criado por Tony Tallaric e D.J. Arneson. Acabou sendo também cancelado no segundo numero.
A Marvel, sempre conhecida por sua vanguarda, começa a apostar neste novo nicho lançando os já citados aqui : 
Pantera Negra, o primeiro super herói negro apresentado em 1966.
Falcão , em 1969 o ajudante alado do bandeiroso Capitão America. 
Luke Cage em 1972 o primeiro super herói afrodescendente a ter sua própria revista.

E a DC
Bem, a editora do Super Homem sempre foi mais conservadora em relação a novas tendências, por isso seu primeiro super herói negro surgiu apenas em 1971, era Vykin, um gênio com poderes tecnológicos criado pelo grande Jack Kirby .

Seis anos depois a editora lança sua primeira revista protagonizada por um herói negro, Black Lightning, um professor com poderes elétricos que no Brasil ficou conhecido como Raio Negro ou vulcão negro nos antigos desenhos dos Superamigos 
(que tradução infeliz!!) 

Ele foi o primeiro super herói afro-descendente americano a ser o protagonista de sua própria revista, em 1977. Apesar desse marco importante para a indústria de quadrinhos, nessa época a DC estava anos-luz atrás da concorrente, a Marvel, que nessa altura já possuía inúmeros personagens negros em papéis de destaque na editora.1131950-jla4504Apesar de seu visual não fugir muito do esteriótipo de super herói negro da época, o Raio Negro foi criado por Tony Isabella para ser muito mais que isso: o modelo de ser humano ideal. Na sua identidade civil ele é um talentosíssimo professor, um medalhista olímpico e um responsável pai de família. Ele é um homem que dedica sua vida a servir e proteger sua comunidade.

Jefferson Pierce é o tipo de homem que te faz querer ser um ser humano melhor
.
É um super herói com poder de manipular e gerar eletricidade, voo limitado, gerar campos de força, alem de ser um Mestre em artes marciais.
Em 1993 a editora lança uma linha composta apenas por heróis negros, era o selo Milestone que apresentava personagens como :

Hardware, um gênio tecnológico muito parecido com o Aço , uma replica afrodescendente do Super Homem. 
Desta investida da DC apenas Static Shock conseguiu emplacar, sendo conhecido no Brasil como Super Shock.

SUPER CHOQUE




O personagem que eu conheci por causa do desenho e que quando fui ler, achei mais legal ainda. É o garoto de cidade grande, que pensa em catar as gurias, fala palavrão e talz. Se bem, que agora no reboot, ele ta mais pra um cientista juvenil.

Virgil Hawkins, ou Super Choque, é um jovem estudante afro-americano, que estuda no Colégio Dakota. Ele adquiriu seus poderes eletrostáticos através de um acidente que ocorreu onde foi espalhado um gás tóxico, e que todos os que o inalaram tiveram mutações. Ou seja, este é um desenho com vários outros negros superpoderosos.



então:
Atualmente uma das mais ousadas investidas da editora neste sentido foi Batwing, o primeiro e até agora único herói negro a configurar nas histórias do Batman. 

O legal das historias de Batwing reside em seu cenário, o herói não enfrenta o crime em Gothan City, o cara esta em um continente bem mais violento: a cidade fictícia de Tinasha na África

O destaque desta revista reside em sua arte interessante e pelo fato de apresentar uma África bem mais próxima do real, nada de homens com pele de oncinha, Tinasha é desenvolvida, civilizada, mas possui graves problemas de desigualdade social,corrupção e terrorismos. 
Uma proposta ousada e bacana, mas que pelo visto não esta atraindo muito os fãs do Morcegão.


Passaram 28 anos desde Super Homem (1938), primeiro super herói das HQs, até Pantera Negra. O que nos permite perceber que se para Batman, Homem Aranha e companhia foi fácil chegar onde estão; para os personagens de pele escura a coisa foi bem mais complicada , tiveram que enfrentar muitas brigas editorias, cancelamentos e esperar por mudanças sócias que permitissem um cenário favorável para finalmente a sociedade aceitar que afrodescendentes também mereciam vestir colante e salvar o mundo.
By : Luiz Claudio Gonçalves





 Quase que todas as pessoas que eram retratadas nas “revistinhas” tinham olhos azuis e pele muito clara. Não que isso tivesse me impedido de continuar lendo essas aventuras pelos últimos quase trinta anos.

Quando você para e pensa que Jack “o rei” Kirby e Stan Lee – dois grandes criadores de grande parte da mitologia dos comics americanos – eram jovens judeus, assim como também o eram, Siegel & Shuster – criadores do Super Homem – você percebe que muito pouco de suas criações refletem a verdadeira etnia desses quatro grandes patriarcas da Era dos Quadrinhos.

Eu sei que Ben Grimm – o Coisa de olhos azuis – é judeu, mas acredito que apenas quem muito se interessa pelo Quarteto Fantástico saiba disso, além de que em sua forma monstruosa, sua identidade étnica pouco importa.


Talvez isso possa ser explicado como um sinal daquela época, o antes e pós Segunda Guerra mundial. O patriotismo era encarado de outra forma pelos criadores “estadunidenses” naquele momento e essa “outra forma” de alguma maneira perdura até hoje. 

Quando você busca entender o impacto que personagens como o Pantera Negra, O Falcão ou o Lanterna Verde John Stewart tiveram na cultura dos quadrinhos na década de sessenta e setenta, quando foram introduzidos, é perceptível que mesmo naqueles anos, o público ainda não estava preparado para recebê-los, mas era necessário que eles nascessem.


Alguém se lembra ou já ouviu falar da famosa página censurada pela DC Comics ou melhor, o editor Dick Giordano, onde o Mal Duncan, o herói, Arauto – personagem dos Jovens Titãs – era beijado por outra companheira de equipe, Lilith – branca – na revista da equipe? 

Giordano para evitar algum escândalo na época, mandou que ela fosse pintada de “azul”, na tentativa de suavizar a cena, para que não ficasse tão evidente o “ósculo inter-racial”, se é que se pode falar assim. era a indústria ou os leitores que não estavam preparados? Fica a pergunta. 

Aqui no Brasil desde os tempos da colônia, nossos patrícios portugueses adoravam um beijinho muito bem dado por uma bela afro-descendente…
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Teen TitAns #26 – Pinte uma página de azul na década de setenta e um negro poderá ser beijado por uma mulher ruiva



Já no segundo grau, na década de noventa, frequentando importadoras de revistas em quadrinhos americanas aqui no Rio de Janeiro – os scans e o Comixology nem eram sonhados – foi que tive acesso ao selo Milestone, onde uma série de criadores norte americanos ousaram tentar mudar um pouco o “status quo” da indústria.

Para um adolescente como eu aquilo era fantástico, eram super heróis norte americanos de cor! O elenco das publicações da Milestone era composto de 85-95% de personagens negros, latinos e orientais, todo um novo mundo era proposto aos fãs, onde “pessoas de cor” assumiam os papéis de destaque nas revistas. 

Só havia um problema, na grande maioria das vezes eles eram apenas o lado oposto dos grandes ícones caucasianos da Marvel e DC, não que mesmo assim eles não tenham vencido o desafio de quebrar uma grande barreira nas comics. Eles quebraram.
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Alguns dos principais títulos da saudosa Milestone, hoje em dia esse universo de personagens foi absorvido pela continuidade oficial da DC


Mais uma vez eu tive que perguntar sobre essas questões… Onde estavam as pessoas que pareciam comigo e a grande maioria dos meus amigos? Tirando a aparência – muito parecido até com o jogador Romário – o personagem: Mancha Solar, dos Novos Mutantes não nos representa. 

Quem aqui conhece algum brasileiro que fala em castelhano e tem por “Da Costa”, como sobrenome? Sim existem alguns poucos e outros “Da Costa” também nos quadrinhos, a própria heroína Fogo, brasileiríssima membro da Liga da Justiça Internacional, tem esse sobrenome… Pelo menos ela não é estereotipada como o “Novo Mutante” – agora Vingador – Roberto Da Costa…
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Se você se identifica com Roberto da Costa, o Mancha Solar, adiciona ele no Facebook! Mas fale em espanhol ou castelhano com ele.


A grande maioria das revistas que leio têm seus personagens de alguma forma ligados às mitologias Nórdicas, Gregas ou Romanas. 

Eu amo muito acompanhar essas revistas até hoje, mas elas não tem nada de próximo com a herança de meus amigos e parte da minha. Essas pessoas nunca serão representadas nos quadrinhos? Elas não são populares o suficiente? Elas não serão interessantes o suficiente? Não haverão formas criativas de inseri-los no universo de nossos heróis gringos?

Era esse um dos anúncios do reboot da DC, proporcionar mais diversidade étnica ao seu elenco de estrelas. Até vi uma tentativa por parte do roteirista Geoff Johns de proporcionar isso, na criação de sua equipe: Os Outros, na série do Aquaman. 

Aliás, falando em Aquaman, a própria escolha do novo Aqualad, filho do vilão Arraia Negra e um dos personagens mais amados pelos fãs da série “Justiça Jovem”, também adicionado no universo da DC por parte do Johns, é outra iniciativa muito bem concebida pelo autor.
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O novo Aqualad ainda não apareceu na cronologia pós reboot da DC

Na Marvel tenho que admitir que Jonathan Hickman tentou aliar essa necessidade: a de conciliar vendas e o desejo por parte dos leitores medianos “massavéios” de ter na revista grandes astros da editora, no seu novo elenco de Vingadores, com o desejo de mostrar um universo muito mais rico em diversidade étnica, espelhando a realidade do dia a dia desses mesmos leitores e a nossa. Para esse redator, a melhor equipe dos “Mais poderosos heróis da Terra” até hoje já formada.
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A nova equipe de Vingadores, entre seus membros: três afro descendentes norte americanos, um brasileiro mulato, um chinês e um nativo da Austrália, aborígene.

Da última vez que eu soube, existiam mais ou menos quatro milhões de Porto Riquenhos vivendo nos Estados Unidos atualmente. Talvez por isso a DC, buscando manter sua palavra pós reboot sobre diversidade na editora, tenha apostado num título solo do “Vibro” nas comics shops? Aliás, Porto Rico de alguns anos para cá possui sua própria e interessante convenção de quadrinhos… 

E antes que alguém reclame do Vibro, alegando que ele é um “loser”… Poxa vida, mil vezes ele do que algum personagem Mexicano ou latino no geral, inspirado no… Chupa Cabra. Vocês sabiam que a Marvel lançou uma edição em Porto Rico em que o Quarteto Fantástico investigava o caso do alienígena chupador de cabras?
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Vibro e seus colegas. Seriam os novos jovens recrutas da antiga Liga da Justiça Detroit, pré Crise nas Infinitas Terras, uma tentativa real de trazer diversidade para a grande equipe?


Muitas vezes essas mesmas questões são tidas por leitores de super heróis brasileiros, que lêem revistas criadas por autores nacionais e que têm em seus títulos protagonistas brancos e de fisionomia europeia na sua maioria. Sim, falávamos de fugir dos estereótipos, sabemos que no Brasil, parte da população é sim de descendência europeia.

Mas convenhamos, isso acontece, se não por uma repetição de comportamento adquirido pelos nossos criadores após anos lendo sobre “Capitães América” e “Clark Kents” – houve uma época na Era de Prata em que se dizia que os negros em Krypton viviam numa “ilha estado”, afastada da capital do planeta, sem contato com os kryptonianos brancos… Talvez por um receio de que heróis nacionais mulatos, indígenas ou negros não criem empatia com os leitores colonizados por décadas pela nação do Tio San.
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Mas sim, existem heróis nacionais que nos representam, basta olhar e procurar com carinho, a internet é um veículo maravilhoso para encontrá-los. Sim, também existem muitos outros personagens orientais, latinos, negros, indígenas nas grandes editoras estadunidenses que também nos representam, muito por culpa de uma minoria que defendeu durante anos a necessidade do universo dos super heróis ser um lugar onde boa parte de seus fãs pudessem se identificar. Algumas vezes com mais ou menos sucesso.

E você caro devoto? Qual o personagem dos seus amados quadrinhos americanos ou nacionais te representa?

No mundo dos quadrinhos, figuras icônicas como Super-Homem, Homem-Aranha, Batman, Capitão América e seus pares fazem parte de uma indelével marca nos mitos dos super heróis e no gênero da arte sequencial. Entretanto, existem outros personagens, talvez muitas vezes não tão conhecidos, que sem dúvida contribuíram para a importância que damos para esse universo.

Esses super seres – na maioria das vezes à sombra de seus pares de etnias europeias – refletem a diversidade que é a verdade e o dia a dia de nosso mundo. Muitos desses vigilantes uniformizados “de cor” inspiraram gerações de leitores, emergindo do brado retumbante de diversos movimentos civis nos Estados Unidos.

Nossos apaixonantes personagens não descendentes da Europa tiveram – e continuam tendo – um impacto significante no modo como enxergamos as minorias dentro da indústria dos quadrinhos. E já se foram os dias em que personagens negros, latinos e asiáticos apenas eram um conveniente adereço de cenário nas páginas de uma revista de heróis. Suas histórias são as nossas histórias!
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Esses pretos só podem estar exagerando, não? 


Fazendo-se de vítimas, enchendo o saco com essas lamúrias! Absurdo! Claro.

Absurdo é quando nos falam que descendemos de escravos e não de pessoas escravizadas.
 

Quando nos falam para chutar que é macumba, mas se horrorizam quando a santa católica é chutada na TV. 

Quando nos falam que o nosso cabelo é duro. 

Quando falam asneiras de cota racial e dizem que isso é racismo. 

Quando falam de racismo sem saber o que diabos estão falando. 

Quando vocês citam Joaquim Barbosa e Barack Obama sem parar para pensar que são malditas exceções das exceções que tiveram de se matar e ser um trilhão de vezes melhores que os outros para chegar lá. 

Quando ignoram ou minimizam que a maioria dos pretos está nas favelas, estão agachados limpando o chão e servindo cafezinho. 

Quando somos forçados a estudar as peripécias do rei francês Luís XIV e tantos outros europeus e não temos uma única linha sobre a rainha Nzinga e o monarca Mwana Ngana Ndumba Tembo. 

Quando acham que preto dirigindo carro só pode ser ladrão. 

Quando falam que bandido tem tudo que morrer mesmo enquanto quem é preso e morre nas mãos da polícia é o preto pobre, enquanto o filho do ricaço atropela e mata e continua solto, jornalista mata namorada pelas costas e continua solto. 

Quando falam que somos todos seres humanos enquanto nossa humanidade preta continua sendo morta nas ruas e vielas e tendo de ser um trilhão de vezes melhor que os demais para serem minimamente aceitos. 

Quando não vêm problema em clube português, bairro japonês e festa alemã mas falam que é racismo quando tem coletivo de preto, quando tem revista só de preto e evento só para preto. Quando acham normal um restaurante chamado Senzala mas jamais permitiriam que se chamasse Auschwitz.


Pois é...

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