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25 de jun de 2013

Moonwalk

Nel mezzo del Carmim
Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada
E triste, e triste e fatigado eu vinha.
Tinhas a alma de sonhos povoada,
E a alma de sonhos povoada eu tinha.

E paramos de súbito na estrada
Da vida: longos anos, presa à minha
A tua mão, a vista deslumbrada,
Tive da luz que teu olhar continha.

Hoje, segues de novo... Na partida
Nem o pranto os teus olhos umedece,
Nem te comove a dor da despedida.

E eu, solitário, volto a face, e tremo,
Vendo o teu vulto que desaparece
Na extrema curva do caminho extremo.

Não há uma maneira digna de desabafar porque estamos presas às palavras que são muito escassas ao ver a imagem de um ídolo injustiçado que se foi sem dançar mais uma vez para seus fãs.
Mas agora ele dança e canta e encanta ...e tudo está gravado em nossas mentes, como um flashback que vem e volta mas nunca vai embora de fato. 
Foi... sem se despedir, talvez, pra que nunca exista um adeus.
Mesmo que não vejamos o que há depois da extrema curva basta-nos saber, nesse momento, que só foi uma extrema curva e que o caminho continua porque é extremo e eterno. 
E, Michael, como sempre desafiou as leis gravitacionais, desapareceu no seu moonwalk e fez a curva antes que nós percebêssemos...

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