TODO DIA ...É 1 TEXTO NOVO!!!

12 de mai de 2010

EU AINDA ACREDITO...

Eu ainda a acredito em um Hip Hop que fez a diferença para mim e para milhões de pessoas que fazem e fizeram parte dessa bela história do Hip Hop Nacional, e de certa foma derramaram seu suor para estarmos aonde estamos hoje em dia seja na dança, musica ou artes plásticas e que fizeram se seu sangue algo de preciosidade de mais valor que o ouro vindo da mãe África e que tiveram suas vidas apagadas ou não pelo nosso tão querido Hip Hop.

Acredito ainda no naquele homem na estrada que vaga pela BR3 procurando um rumo para nossa história assim como um peregrino procura seu destino ou local de chegada. Eu ainda acredito no disco que ganhei em 1985 do Boogie Boys e que toca até hoje a Melô do Tarzan.

Eu acredito ainda em Nelson Triunfo na abertura da novela Partido Alto e hoje ainda procuro entender o Enredo desse Samba Amor, mas entendi a bela apresentação da roda de samba em que a mistura caia bem com a roda de break nesta abertura de novela em que a representatividade pela cutura negra se fazia em um grande imenso Partido Alto. Eu ainda acredito que as palavra de de Thaide em Sr. Tempo Bom e ainda respeito o barulho do Atabaque tocado pelos nossos ancestrais e digo que nunca irei me desligar das minhas raizes e estou sempre juntos dos Blacks que ainda existem seja no Rio de Janeiro ou São Paulo.

Eu ainda acredito na força dos vinís e na alma que existem em cada um e nos encontros de Dj´s que acontecem pela Baixada Fluminense e que não deixam o vinil morrer. Eu ainda acredito em Pepeu pintando e chegando agora e só querendo ver se você não desafina e pedindo para que você leve no rap quatro nomes de menina. Eu ainda acredito na força e na batida do Planet Rock e no poder que a Zulu Nation tem tanto na mente quanto na ideologia Hip Hop.

Eu ainda acredito na São Bento e nos encontros que aconteceram por lá e na união que existiu dentre os B. boys e que tornaram o Breaking Brasileiro em uma potência mundial, e acima de tudo acredito no sangue derramado nas rodas de break que aconteceram por lá e em quem foi muitas vezes impedido de dançar por lá assim como as rodas de capoeira em épocas passadas.

Eu ainda acredito nos graffitis em grandes proporções e na Fiz Graffiti que comprei em 1997 e que guardo com uma conservação imensa para que outras gerações possam ver como era o graffiti em outrora. Eu ainda acredito na carta que recebi de Otávio Pandolfo escrita a mão para mim falado sobre o Graffiti em São Paulo assim como ainda acredito nas cartas enviadas a mim pelo King Nino Brown, falando sobre a Zulu Nation.

Eu ainda acredito no video que vi na casa do meu irmão Banks da Back Spin sobre Lucy Puma e como Thaide era por volta de 1985. Eu ainda acredito no Slow da BF e na força passada pelo seu pai Luis Bigode e que fez e faz com que Slow seja um dos melhores MC´S do Brasil e na força que vem do Esquadrão zona norte. Eu ainda acredito no grito mais profundo que diz "Quem faz a Lapa viver é nóis". E no Espírito Independente de Rodrigo, conhecido como Marechal e que o Um Só Caminho mais que música é uma missão.

Eu ainda acredito nas batalhas de Mc´s da Casa do Hip Hop em que vi o Eimicida rimando e sendo considerado um dos melhores Mc´s do Brasil, e ainda acredito que pra quem já mordeu cachorro pro comida até que eu cheguei longe, e acredito nas dez mil capinhas de cd feitas a mão e muito carimbo feitas pelo próprio.

Eu ainda acredito nas festas que acontecem todos os anos na Casa do Hip Hop e que reúne varias pessoas para o estudo anual sobre esta cultura e que para mim é um espaço sagrado como qualquer Quilombo seja do passado ou do ano 2000. E ainda acredito nas conversas que tive com Dom Filó sobre o Soul Carioca e na Soul Grand Prix e como eram as coisas por volta de 1070.

Eu ainda acredito nas conversas que tive com Marcelo Yuka e que fez de mim um grafiteiro no evento Zumbi no Santa Marta em 1998. Eu acredito na placa escrita INUMANOS, que perambulava pelos Arcos da Lapa nas mãos do DJ Babão. Eu ainda acredito no Hip Hop e na força que ele tem.

Mas tenho um certo receio que este rumo da nave se perca e que possamos ser sugado por esse buraco negro para onde não sabemos iremos parar é possível que nos tornamos globalizados e um pouco despolitizados em nossos discursos tão preciosos durante todas essas épocas. E pergunto para onde vamos e onde chegamos.

Temos muitas histórias para contar e essas histórias vão desde o Ceará com o Rapadura passando por Brasília com Gog, levada por Zé Brown no Recife, protagonizada por Marechal no Rio de Janeiro, passando por inúmeros Mc´s em São Paulo tais como Racionais e por ai vai. Somos o Brasil temos história para contar? Temos!

Temos muitas e inúmeras histórias para contar, escolha um estado e você terá uma historia que fale ou seja Hip Hop. Hoje somos uma parte da história mundial do Hip Hop mas precisamos ter muita cautela e precisão no rumo que daremos a esta grande e bela nave em que estamos. Muitos se foram, muito foram calados, muitos se perderam e é pelo sangue e suor destes que peço para que possamos analisar o rumo de nossa tão querida nave mãe.

BY MARCIO GRAFFITTI(TEXTO) E SLOWDABF (CORREÇÃO)
ZULU NATION RJ 2010

Um comentário:

  1. porra meu irmão, tu t foda em !!!!!!!!!!
    rsrsrs.
    essa agora...foda !!!
    autenticidade aguda!

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