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30 de jan de 2009

B-BOYS

BREAK...
Em 1983, surgia algo novo, diferente, contagiante. O break chegava ao
Brasil, ao som de "Buffalo Gals" de Malcoln McLaren. Também apareceram
o Art of Noise com a música "Break Dance", Afrika Bambaataa com
"Looking for the Perfect Beat" entre dezenas de outros.

Afrika Bambaataa já havia entrado para a história em 1982, com seu hit
"Planet Rock" que usava as bases da música "Trans Europe Express" do
grupo alemão Krafwerk. A febre do break durou curtos 12 meses e trouxe
grupos nacionais para os discos: Black Juniors, com a sua "Mas que
linda estás" e o Electric Boogie, com o single "Break Mandrake" que
não vingou. Na TV, viamos no programa de Murilo Nelly (SBT), nas
noites de quarta-feira e no de Barros de Alencar, (Record) aos
sábados, os grupos de dança disputarem palmo a palmo o título de
melhores do break. Entre eles havia um grupo invencivel. "Os Cobras"
(na Record) que ficaram para a história, juntamente com os Electric
Boogies (no SBT) como melhores grupos de break do Brasil. No rastro
desses dois grupos surgiram outros como Bufallo Girls e Gang de Rua,
(do dançarino Marcelo Cirino, conhecido na época como Minhoca e que
nos anos 90 formaria o Dança de Rua, de Santos).


O break deixou de ser mania em 1984, quando uma nova onda surgia, a
New Wave com B-52`s, Devo, General Public e grupos nacionais como Gang
90, Kiko Zambianchi, Telex, Doutor Silvana, entre muitos.

Em 1985, Iraí Campos traria para as rádios paulistas direto de Nova
York um novo ritmo, a House Music, nascida do clube de Chicago,
Warehouse, o que deu origem ao seu nome. Virou uma febre que durou até
o final dos anos 80.

De outro lado, o rap crescia no Brasil com a visita de vários grupos
americanos como MC Cooley C, Whodini, Kurtis Blow, Kool Moe Dee,
Boogie Down Productions e o grupo de tecno funk Zapp.

O rap nacional dava as caras com os Racionais Mc`s, Radicais do Peso,
Mr Theo & Billy, Thaide & DJ Hum, MC Jack, entre muitos.

Contemporizando...

Vivemos hoje a era da velocidade da informação. Em alguns segundos
ficamos sabendo de algo que acontece no Japão ou Holanda. Mas, nos
anos 70 e 80, não era bem assim. A informação demorava anos para
chegar aqui, isso quando chegava.

Com o break não foi diferente. O estilo surgiu nos Estados Unidos na
virada dos anos 60 para os anos 70. Grupos lendários como Electric
Boogaloos, Zulu Nation e Rock Steady Crew já detonavam a cena
novaiorquina no meio dos anos 70.

Em terras tupiniquins, o estilo de dançar que aliava movimentos de
lutas marciais com malabarismo e muito estilo chegou em 1983. E para
piorar, veio como uma moda e não como uma tendência. De uma hora para
outra, todo garoto, seja ele adepto da black music ou não, resolveu
dançar break. O que se via nas danceterias, domingueiras e programas
de TV era um bando de gente que não tinha a menor idéia da origem
daquela dança se aventurando a dar seus "passinhos quebrados".

Talvez por culpa disso, criou-se, na época, um preconceito grande pelo
estilo de dança. Médicos iam à tv dizer que a dança fazia mal à
coluna, à saúde. Para piorar, vários acidentes aconteceram com garotos
que não tinham nem informação, nem orientação para dançar o break.
Isso culminou com duas mortes, uma delas, devido à tentativa de um
garoto de girar de cabeça para baixo. Resultado: quebrou o pescoço.

Um dos pioneiros do break no Brasil foi Nelson Triunfo, um veterano da
dança e que já no início dos anos 80, fazia shows dançando soul music,
no melhor estilo James Brown em clubes e danceterias de São Paulo e
interior do estado. Outro lendário dançarino e pioneiro na arte da
dança e Nino Brown.
Nino, um fã incondicional de James Brown, incorporou o sobrenome do
ídolo e fez muito pela dança de rua brasileira. Fez parte do grupo
Funk Cia e , ao lado de Triunfo, pos ordem na cena dançante
brasileira. Nino é responsável atualmente pela Zulu Nation Brasil.
Thaide, Gerson King Combo e Nino Brown.

A pressão sobre os dançarinos aumentava, a polícia coibia qualquer
roda de break no Metrô ou nas ruas. E os programas de TV se deliciavam
com a audiência dos concursos de break e da ousadia dos dançarinos. Se
quebrassem o pescoço em rede nacional, melhor para a audiência do
programa. O curioso é que nunca houve um acidente em programa de TV.

Programas como os de Barros de Alencar (TV Record) e Murilo Neri
(SBT), organizavam competições acirradas entre grupos de várias partes
de São Paulo e Rio de Janeiro.

No SBT, os reis do break eram os "Electric Boogies" e na Record eram
"Os Cobras".
O Electric Boogies tinham em seu elenco garotos que acabavam de chegar
de Nova York e que traziam a dança em sua bagagem. Foram os primeiros
a fazerem o "moinho e vento", passo em que o dançarinho roda com as
costas no chão, simulando uma hélice em movimento.
Já os Cobras eram mestres no estilo "Electric Boogallo" que simulava
movimentos robóticos e "quebrados".

A febre do break durou até o final de 1984, dando espaço a outra moda
passageira, a new wave.

Mas os verdadeiros amantes da arte de rua continuaram dançando o break
e atravessaram os anos 80 e 90, dançando e passando a cultura de rua a
frente.

Graças a esses embaixadores do break, você encontra dançarinos desse
estilo no Brasil atualmente.

Conheça alguns grupos e dançarinos importantes do movimento


Brasil

Electric Boogies - originários de Santo André, no ABC paulista.
Os Cobras - vindos da periferia de São Paulo
Bufallo Girls - primeiro grupo feminino de break
Back Spin - o rapper Thaide era um de seus membros
Nelson Triunfo - pioneiro de black dance e break, está na ativa ainda
Black Juniors - gravaram um lp e fizeram sucesso, aparecendo até no Fantástico
Master Crew - breakers da nova geração paulista.
DJ Deco - Vídeo clipe da nova geração

Gringos

Zulu Nation - grupo formado por Afrika Bambaataa nos anos 70
Electric Boogallos - grupo de break dos anos 70
Poppin Pete - membro do Electric Boogallos
Rock Steady Crew - os rivais da Zulu nation
Crazy Legs - membro lendário do Rock Steady Crew, ainda na ativa
Mr. Wave - outro lendário breaker americano
Mr. Wiggles -
Popmaster Fabel -
Ken Swift -
Zulu Gremlin -

É isso hiphop é mais do que: yo,mtv rap
slow

2 comentários:

  1. muitoh massa o texto

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  2. add ae minha comunidade http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=90050865

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