TODO DIA ...É 1 TEXTO NOVO!!!

19 de abr. de 2014

Chá de Mentirinha City...


Chá de Mentirinha City...

Achei bacanérrimo o chá do Chapeleiro Maluco, um dos personagens malucos do livro Aventuras de Alice nos País das Maravilhas e queria falar sobre o chá maluco de desaniversário mas, fuçando daqui e dali, descobri que isso não era bem um assunto de fácil aceitação, já que o fabuloso chá de São João de Mentirinha é muito mais doido que qualquer chá inventado ou não...

A história da menininha aventureira já deve ter tido tantas versões quanto a Bíblia, tamanho é o sucesso dessa obra literária! 

E como quem conta um conto aumenta um ponto, a minha história também não seria diferente. 

Cada escritor deu um toque pessoal naquela parte em que o Chapeleiro diz que o Tempo não se perde, como se ele fosse uma coisa. 

Ele é…....................... Não vou contar! 
Essa parte eu não conto de jeito nenhum.
O que quero dizer é uma viagem muito longa...

Não existe chá que dê uma onda tão maneira, tenho certeza! 

É metaforicamente nonsense! Só as metáforas dão vazão à criança que sempre existirá dentro de nós, mesmo que nos transformemos em uma carcaça ambulante,discursando na véia praça da Matriz.

Fica claro mais do que nunca que o melhor escape é sonhar! 

Quem perder essa capacidade, já era e nem percebeu! 

Sonhos malucos ou não, que sejam concretos! Viver é brincar com a imaginação, tornar um dia tedioso no maior barato! 

E é sonhando que a história da Alice começa e é assim que a de todos nós deve continuar. O sonho de ninguém pode acabar, principalmente quando acordamos.

Vai uma força ai pra sua digestão desse chá Slowniano:

“Ave-Maria cheia de graça, é ela a menina que vem e que passa, no doce de leite a caminho do mar. 

Santa Maria, Pinta e Nina, se essa rua fosse minha, vamos todos cirandar. 

Minha terra tem palmeiras, botafogo e laranjeiras, patos, mirim e mangueira, onde canta um sabiá”


É essa loucura que dá sabor ao meu chá, um sentido a mais ao que parece não ter sentido algum. 

A fantasia, o mistério vai além do que se vê e não tem nada a ver, necessariamente, com surtos psicodélicos. 

A coisa é mais saudável do que se imagina. Como diz meu parceiro queridíssimo, é só paz, amor e um pouquinho de molecagem!

Onde mais poderia existir….


… uma Rainha de Copas que vive berrando a plenos pulmões com voz esganiçada Cortem-lhe a cabeça!, condenando seus súditos à execução por qualquer coisinha, mesmo não sendo de nada? Ela é apenas muuuuuito engraçada! O Grifo é quem sabe. Na verdade, lá quem manda é o Rei, que vem sempre atrás perdoando todo mundo!

Aliás, o Rei só não perdoou o Gato Querri, que como todo gato é cheio de personalidade e ainda ficava invisível, deixando por último um sorriso suspenso no ar até desaparecer totalmente. Como cortar a cabeça do bichano, se não existe corpo? 

O Carrasco nunca tinha feito uma coisa dessas e o Rei argumentava que tudo que tinha cabeça podia perder a cabeça. 

O problema mesmo era achar o Gato Querri. 

Hahaha…


Foi daqui dessa cidade lenda que extraiu-se varias coisas para o mundo de Alice,onde mais poderia existir também aulas de Portosseco, Martemática e também as 4 operações Maritiméticas: 

Ondição, Submersão, Multinatação e Diversão? Sem esquecer da Educação Química, Chuvória antiga e moderna, Geomarinha, Algas Práticas de Desenho e Fundura a Óleo? 

Hahaha..
Por fim…

Atire a primeira pedra quem nunca falou sozinho, quem nunca teve um sonho maluco, ou viveu maluquices. 

Assim como os personagens dessa história, somos um bando de malucos belezas à la Raul Seixas!

Que um dia o nosso mundo real seja tão maluco quanto o País das Maravilhas!!!

“Ouviram das pitangas, bergamota
Eu vi a tua vó virar cambota
Em cima de uma lata de compota
Eu vi a tua vó de cara torta”


“Gigante é aquela sobremesa!
Mas não pode comer antes do almoço!
É claro que eu espero, com certeza!
Torta adorada!


Entre outras mil, és tu pra mim
Caramelada!
Com fio-de-ovos, creme, chantilly
Torta de abacaxi!”




Slow...
Que se identifica muito com essas maluquices e nem se importa se existe porquê para o urubu parecer com uma escrivaninha e faz esse chá que não custa muito , só umas clicadas e umas leves digitações.

18 de abr. de 2014

SAQUAREMA, FALCÃO AZUL, ESPINAFRE E O QUARTO PODER NOJENTO!!!

SAQUAREMA, FALCÃO AZUL, ESPINAFRE E O QUARTO PODER NOJENTO!!!

Quando os ponteiros do meu Seiko portátil marcaram 26:76, o homem de capuz permanente da policia secreta pulou de seu carro cheio de ferrugem e saqueou Saquarema de esquis oxidados...

Extra! Extra!

Foi um Deus me acuda e eu estava lá...
Muitas chamas saíram da chaleira de Água morna do pássaro azul Homem Pássaro que se recobrava memorialisticamente falando, do dia anterior, onde tinha levado uma surra assustadora do Falcão Azul e do Bionicão...



Eu estava lá... 
Extra!Extra!

E quando as formas gelatinosas dos Herculóides se lembraram do Jamaico -Americano do SouthBronx, Kool Herc e sua genial contribuição para o mundo, os esquilos voadores imitaram os japoneses suicidas em missões mais suicidas em nome de uma guerra suicida, se portando de maneira imprecisa...

Os maiores antílopes do mundo estavam jogando sueca na Suécia e de repente o grito: 

"choque de ordem! choque na ordem!" 
ordem de quem!??

Ai eu rimei pelo megafone de um megalomaníaco:

"No terceiro mundo, o quarto poder é um quinto dos infernos, mas meu sexto sentido avisa que esse sétimo céu não será eterno pois o oitavo anjo já esta no nono circulo do inferno, meu terno de madeira não esta pronto, por isso ainda estou de black tie e vou seguindo enquanto a Babilon não cai..."
Os camelôs camelos queriam comer todo seu espinafre, o mesmo do Popeye...

Mas era um espinafre tão trans/gen/ica/mente modificado que fazia aparecer um terceiro olho , e os mamíferos do deserto só queriam que seus punhos estourassem os punhos das camisas de gola rolÊ mas não estavam conectados diretamente com os bispos da record e foram postos na geladeira...


Extra!Extra!Extra!

As últimas manchetes causaram um constrangimento eventual em 90% das pessoas conectadas a grande rede escravizadora, da qual faço parte,e todos ficaram sabendo que os aventais dos avatares são menos bordados que os vestidos de caipira das ruas escuras


Que sobraram depois do holocausto midiático da imprensa esverdeada mente marrom e seu jornaleco vermelho que dizia :

"As festas juninas de agosto eram coisa do Zeus"

Extra!Extra!Extra!Extra!

O mundo está mudando velozmente e a mídia e todo seu secto está colocando os carros na frente dos bois, retratando a seu bel prazer as coisas que acontecem de verdade, retratando mentirosamente coisas que não aconteceram ...


Que bom que ainda não vendi minha alma pra nenhum conglomerado da informação mal informada e posso escrever sobre bonecos e insanidades temporárias sem ser preso ou deletado, tipo control z.


Mas, eles estão ai... Poluindo os que são imunes ao quase ofídico veneno das verdades e das manipuladas verdades cotidianas.

Ai daquele homem na face dessa terra, que acredita em tudo que a Fátima Bernades e o Wagner Montes dizem...

17 de abr. de 2014

Vampirella ou Trabalhão

Ela nasceu das mãos do americano Forrest J. Ackerman, em 69, sob inspiração de Barbarella.

Entre as mais célebres heroínas de papel derivadas de Barbarella,Vampirella é a mais digna das discípulas ...

Criada em 1969 para a Warren Comics ,era a vamp pela qual todo homem sonhava ser atacado: sexy, envolvente e tão sedenta de sexo quanto de sangue.


Voluptuosa, vestida com um minúsculo biquíni preto ou vermelho, a extraterrestre Vampirella logo se tornou uma legenda gótica, vinda do distante planeta Draculon.

Ela logo se tornou cult após criar vida no desenho do cartunista Frank Frazetta, que colocou nela atributos mais que sobrenaturais. Toda uma geração quis ser mordido por ela.

Apesar de ter de matar para viver, como todo predador de sua natureza (Drácula o faz por prazer; ela o faz com alguma consciência ética), Vampirella conserva alguma inocência e proporciona momentos de eternidade para suas vítimas.

Claro que, como toda pin-up, seu tempo se esgotou lá pelos anos 70. Nos anos 90, vive um momento de surpreendente redescoberta, readquirindo popularidade.

Saíram várias versões novas da personagem, até mesmo uma recente na edição nacional da revista Metal Pesado.
E voltou a ser publicada em revista periódica.

Assim com ocorre com outra personagem sexy dos quadrinhos, Druuna, há 30 anos o mundo do cinema, da moda e da publicidade procura uma equivalente em carne e osso para Vampirella.






Várias modelos já encarnaram a personagem e uma atriz, Barbara Leigh, chegou a fazer um tour publicitário para promover um filme que acabou nunca se realizando.



O próprio Ackerman, recentemente, posou com duas Vampirellas extraordinárias: 


Angelique Trouvere e Brinke Stevens.




No Brasil, Vampirella teve um subproduto de pulp fiction dos mais dignos: Mirza, a mulher-vampiro, eternizada pela pena do mestre do terror nacional, Eugênio Colonnese.



Escultural, pele branca, longos cabelos negros, olhos amendoadose lábios sempre molhados e vermelhos! Sim, um sonho gótico. E erótico. Li em algum lugar uma comparação, que o estilo industrial é masculino (pense no Neo!) e o estilo gótico é feminino. Concordo, principalmente quando nos entregamos nas curvas dela...

Mirza, a mulher-vampiro é brasileira, linda e tem sensualidade de sobra. Publicada originalmente em 1967 (balzaquiana, já quase aquela quarentona gostosa que povoa os sonhos masculinos e ainda assim eternamente jovem), a maior criação (e personagem favorita) de Eugênio Colonnese, é uma femme-fatale que em nada fica devendo às personagens internacionais. 


Com a recente moda de "bad girls" que assola o mundo dos quadrinhos, seria até natural que nossa linda e perigosa vampira voltasse também.

Mais a Vampirella é a vampira mais sexy que o mundo já conheceu,Vampirella sobreviveu a estacas e até em mundos fora da terra.




Julie Strain, a atriz que foi por muitos anos a modelo oficial da personagem.


O Hollywood Reporter noticiou que a Mindfire Entertainment , garantiu os direitos de adaptação para a televisão e cinema da sexy vampira da Harris Publications, Vampirella.

O presidente da Mindfire, Mark Altman, disse que o filme da Vampirella custará algo em torno de 25 milhões de dólares) e terá censura 18 anos pela violência e nudez. Os produtores serão Altman, Dan Bates e Mark Gottwald.

Muitas modelos maravilhosas já caracterizaram a personagem nas capas de revista.


Angelique Trouvere


Julie Strain


Sasha Knopf


Conheça Maria Di Angelis a nova Vampirella

A Harry Comics www.vampirella.com elegeu Maria di Angelis para ser modelo de capas e aparições em eventos como a nova Vampirella.

Este concurso tinha 12 candidatas e demorou mais de seis meses para a escolha da nova modelo que vai encarnar Vampirella.


BRASILEIROS PROCURAM VAMPIRELLA


Como se fosse a Barbarella dos quadrinhos, com várias estratégias, modelos maravilhosas para caracterizar a personagem nas capas de revista, chegando muito bem até os dias de hoje através dos traços de desenhistas famosos: Gonzales Mayo, Jimmy Palmiotti, Joe Jusko (o mais famoso) e o ulltimo por Kevin Lau (que fez a nova Vampirella mudando até o nome para Vampi).

No começo, as histórias da Vampirella passavam-se em naves espaciais e mundos desconhecidos, lutando com vários tipos de monstros e seguindo muito o estilo de ficção em quadrinhos (que era moda na década de setenta). 


Suas histórias, aqui no Brasil, eram conhecidas através da revista Kripta!

Em 1980 os desenhistas e roteiristas já tratavam a Vampirella como quase humana, esquecendo as vezes que era ela uma alienigina.

Vampirella é filha de Lilith e Drácula (não o conde) nascida no planeta Drakulon, onde a água, elemento essencial à vida, foi substituído por sangue.

Mesmo para muitos roteiristas as historias sobre sua origem é muito reservada porque eles não gostam de abordar muito este tema, já que ela nasceu e é esteticamente sensual os roteiristas resolverão abordar mais a sensualidade da Vampirella colocando ela com parcerias femininas (afinal foram estas histórias que venderam mais na década de oitenta e noventa) usando e explorando todo o desempenho sexual da Vampirella, muitas mulheres começaram a adotar a Vampirella como seu livro de consultas para a sexualidade!

Cathy Christian



Sascha Knopf


Talisa Soto


Lesley Culton


Maria d'Angelis



Kitana Baker



Aqui no Brasil algumas mulheres não conhecem a Vampirella ou mesmo suas origens mas de uma coisa elas sabem, esse nome usado em e-mails e conversas de chat's, atrai homens mais velhos (porque as revistas da vampirella são mais conhecidas por um público mais adulto)e as vezes até com um tempero bissexual atraem também mulheres.


As editoras que publicavam as histórias da Vampirella aqui no Brasil até os anos 90 foram 3 (Metal-Pesado,Tudo-em-quadrinhos e a Atitude) desde então não se tem notícias de quem será a próxima editora a publicar Vampirella por aqui.

E estamos atrasados! 


As histórias que estão nos quadrinhos dos Estados Unidos já estão em duelos e crossovers magníficos como o da caça-vampiros Shi e edições mensais da Vampirella X Lady Death, (sendo estes os mais esperados pelo público brasileiro)

Os desenhos são ótimos e Lady Death e a Vampirella estão mais humanas que os quadrinhos convencionais que vemos por aqui. Tanto deu certo que saíram edições mensais nos Estados Unidos com esta dupla perfeita.


Outra revista da Vampirella que saiu nos EUA no ano passado foi Vampirella X Purgatori onde Vampirella vai literalmente para o inferno!


Com a tragédia do fechamento da editora que detinha os direitos autorais sobre a Vampirella nos Estados Unidos (Harris Comics) a maior mudança ainda estava por vir. Vampirella vira Mangá, com uma espada na mão, roupas cobrindo o corpo todo e um universo completamente futurista. Kevin Lau transformou Vampirella em uma guerreira do futuro. 



Agradando o publico jovem e deixando os adoradores mais antigos descontentes por ter seguido a moda de mangá que existe no mundo inteiro. Mas, o dinheiro é tudo.

Resta apenas o público mais fiel torcer para que alguma editora aqui no Brasil continue a publicar as edições atrasadas da Vampirella e ficamos aqui torcendo também para que um dia Vampirella volte como era e melhor, desenhados pelos traços de Alex Ross!




Vampirella por González


Após a recente morte do criador da personagem, Forrest J. Ackerman, mais um grande nome ligado a Vampirella faleceu : José "Pepe" González, desenhista mais famoso da vampira sexy, morreu aos 70 anos.


O artista, nascido em Barcelona, começou a trabalhar nos quadrinhos europeus no final da década de 50. Em 1971, quando seu trabalho foi visto por editores americanos, a Warren rapidamente chamou-o para assumir a série de Vampirella. 


A partir da edição 12, ele desenhou mais de 80 histórias da personagem.

É creditada a ele a responsabilidade por tornar Vampirella um ícone de sensualidade para os quadrinhos dos anos 70.


Vampirella é considerada a bag girl original dos quadrinhos alternativos com toques de terror!


Nos anos 70 a personagem ficou famosa pelas capas pintadas de maneira super realista e causou polêmica justamente por isso.

O uniforme da moça deixava muito pouco para a imaginação e a atitude “vem cá, meu nego” foi responsável pelo desabrochar de muitos adolescentes espinhentos na época.

Agora a Dynamite Entertainment está relançando Vampirella no mercado de quadrinhos.



Na iniciativa de apresentar a personagem para as novas gerações, a editora convidou artistas importantes no segmento, como Alex Ross, Tim Sale, J. Scott Campbel e Joe Madureira, para fazer as capas das edições, que sempre foram os fortes dos quadrinhos da vampira:


Disse antes que Vampirella nasceu no planeta Drakulon, onde a água, elemento essencial à vida, foi substituída por sangue, ou ao menos era isso o que pensava. Acabou por descobrir que sofreu lavagem cerebral.

Na verdade Drakulon é uma parte do Inferno, onde realmente nasceu. Ela é filha de Lilith, a rainha dos demônios, primeira mulher de Adão antes de Eva, e que deu origem a terríveis criaturas.

Vampirella foi enviada à Terra para destruir os vampiros como uma forma de redenção por parte de Lilith.

Com a falência da Warren na década de 80, González voltou a trabalhar para o mercado europeu. No final da década, ainda desenhou outras aventuras da vampira a convite da Warren. 


Desde então, vivia em Barcelona e, segundo informações de amigos, levava uma vida boêmia que nunca lhe deixou aproveitar adequadamente os ganhos durante a fase áurea.
Ele estava em coma há alguns dias, segundo informações do colega Joe Jusko, e deixa um legado inimitável.

Outros artistas que deram vida ao mito...

Amanda Conner
Jose Gonzales Mayo
Jimmy Palmiotti
Joe Jusko
Jose Gonzales
Louis Small Jr
Mark Teixeira
Michael Blair


16 de abr. de 2014

A LUVA DO MICHAEL JACKSON QUE ENCOBRIA A CICATRIZ


A LUVA DO MICHAEL JACKSON QUE ENCOBRIA A CICATRIZ




Seremos todos escravos de algo um dia, nossa alforria virá pela dor e não pelo amor...
Assim foi e assim será, desde que mantenhamos nossa precária condição de escravizados e não de libertários de nossas próprias almas.

Tem um cara famoso que é eterno escravo dele mesmo e depois de ser liberto por uma nova imagem, continuou escravo da sua aparência nova...



Ontem estava vendo um show dele na Europa , das antigas e vi como esse cara era bom no que fazia, tirando a roupa dele que tinha um fio dental sobre a calça de couro sintético, ele dançava e fazia um espetáculo que incluía ilusionismo , teatro e muita afetação...



Vasculhando toda a imprensa, encontramos evidências não conclusivas de uma das maiores farsas já ocorridas no mundo da música até hoje: a morte de Michael Jackson.

Dizem por ai nos calabouços midiáticos, que o cara bateu as botas e não foi num passe de dança não, foi, como diz meu primo virando mandioca...
Morreu enterrado em pé pra não ocupar espaço e de cabeça pra baixo, porque se ele acordasse do sono ele cavaria mais e desceria mais e mais...

Dizem também que seu empresario arrumou varios sósias para encobrir esse fato...

Logo de início houve problemas, o primeiro sósia usado tinha uma cicatriz na mão direita e por isso inventaram aquela moda da luva prateada numa mão só. 

Além disso este primeiro sósia era chegado numa maconha. 

E para não dar bandeira, foi preciso que Jackson começasse a usar aqueles óculos tipo amber-vision que podem ser vistos no clip de We are the World (84). 

Segundo se especula, o falso Jackson queimou literalmente todo dinheiro da campanha e foi prontamente queimado pouco tempo depois.


Para o álbum seguinte Bad (87) foi preparado um novo sósia, mas mais uma vez alguns detalhes passaram despercebidos. 

O novo Jackson era, pelo menos, uns cinco centímetros mais baixo que o original, além de ter uma tez mais clara, cabelos e nariz completamente diferente do original. 

É só comparar os vídeo-clips de "Billy Jean", com o Jackson original e o de "Bad" com o sósia.

Só mesmo displicência de alguém que pensa que não será descoberto pode justificar erros tão grotescos. 

Mas reparem que o patrocinador para a nova turnê mundial de Michael Jackson foi ninguém menos que a Pepsi.


Não se sabe por que foi necessário substituir o sósia número dois, especula-se que ele teria tido um caso incestuoso com a irmã La Toya e por isso teve de ser eliminado.

Depois teve um terceiro sósia que virou cineclubista e frequentava direto os cineclubes da Baixada e vizinhança, varias pessoas afirmam ter visto esse sósia também nos jogos do America, lá em Mesquita...


Então, já pensando no próximo Jackson e tentando corrigir os erros do passado a Sony investiu pesado em pesquisas científicas e a partir de alguns fios de cabelos queimados de Jackson, que estavam guardados em um cofre na Suíça, tentou criar um clone do cantor.

Muitos dizem que o cara, não é Pepsi , é Fanta...

Comentários maldosos sobre a sua masculinidade estão chegando agora via mensagem no meu celular, estamos averiguando essa leva de 23.456.6233.979 mensagens que chegam por minuto, dizendo que ele era GAY...

Então mandei um e mail pro maior sábio vivo da atualidade, Zé Sarney , que me respondeu a seguinte pergunta:



Porquê michael jackson é Gay??

Sir sarney disse o seguinte:

-Divida o valor de x em Michael pelo número de y em gays.


x/y = O valor de G

Compare o ya com o valor do contrato com a Sony.

Ya por 890000000=ay

Se ay com G é negativo,então o positivo será G+ay= Gay.


Apesar de manter sua vida pessoal sobre sigilo, todos sabem que Michael não se relaciona bem com outros mitos do pop atual, como : Armandinho/Créu /Calypso /Nxzero/ Stronda /Anita/Latino / Lepo Lepo/ Start e Restart.

Espero que nessa briga, não sobre ninguém pra contar historia...




12 comentários:


Olyvia Character

Espero que vc não se ofenda!!
Cara vc conseguiu viajar muitissímo nessa postagem, acho até que vc fumou um baseadinho e deixou a mente rolar viu!!!
Ficou fabuloso e extremamente sínico!! vc é triste. * no bom sentido*



slowdabf

não fumei não....FISHHHHHHHHHH-valeu...Responder






Olyvia Character

Nossa o lance virou quase uma ofensa!!! O blog não é nada careta porque se fosse eu não o frequentaria.
Obvio que só fiz uma mensão a questão da viajem, pois achei super viajem está história do post.



slowdabf

Olyvia..você é peça importante pra me manter escrevendo..Não nos abandone...



Anônimo

começe a considerar a ideia de parar de escrever... tenta aprender algum instrumento...



Josafá Crisóstomo

Quem é esse anônimo sem noção? Achei-o tão aborrecido...



slowdabf

NEM CORAGEM TEM DE SE MOSTRAR...

DEVE SER ISSO SER ANONIMO É ASSIM MESMO ...

NUNCA VAI APARECER POR MÉRITO E SIM POR SER NINGUÉM...



Luis

E que tal se falasses apenas daquilo que sabes? Pelo que vejo sobre Michael jackson não sabes mesmo nada! Apenas aquilo que lês nas polémicas revistas cor de rosa. Há pessoas que nem deviam ter o direito a ter um blog quanto mais direito a opinão. És triste...



slowdabf

Luis, mais triste é essa noção ridícula de censura e por mais que não concorde com o que alguém escreva ou mesmo pense, eu acho muito importante ter o direito sim, de falar ou escrever (se expressar)... 

Se uma pessoa não tiver direito a opinião, será sempre manipulada ou covarde e todo tipo de censura,essa sim, é triste... 

Repudio tua censura, mas defendo seu direito de achar o que bem quiser do que escrevo...



Anônimo

Cara...Viajou



Luis

amigo slowdabf (nem sei o que isto quer dizer),
é importante sim, termos o direito de falar ou escrever sobre o que quisermos, desde que se saiba do que se está a falar!

Nem sei porque ainda venho aqui a este blog, isto é do mais ridículo que eu já vi! 

Primeiro a brincadeira da farsa da morte de Michael Jackson, depois essa história dos sósias, a tua justificação para a luva, depois que Michael era gay,enfim uma imensidão de barbaridades sem nexo... 

Não vou sequer dar-me ao trabalho de te explicar com factos o porquê dessas mudanças físicas do artista porque não irias mesmo entender...
Deverias sim, perder um pouco do muito tempo que tens e dar uma espreitadela num vídeo de Michael Jackson em palco a actuar. 

Depois se encontrares alguém que o faça melhor diz qualquer coisa! Se souberes também de alguém que tenha feito tantas boas acções fora dos palcos como este imortal artista, mostra! 

Como tudo aquilo que ele doou para intituições de caridade, inclusivé uma das suas músicas foi gravada numa das vossas favelas em que os lucros revertiam a favor de crianças desamparadas. Mas vou ficar por aqui... Perde um pouquinho de tempo e faz um estudo sobre Michael Jackson, vais ver que vale a pena!!!

RESUMINDO:

Falar do M.J. é sinistro!!!

15 de abr. de 2014

FUNK


VAMOS ENTENDER A HISTÓRIA


Por Moscafrita e Slow DaBF


O funk, caracterizado por um segmento musical provindo de uma sonorização imediata da raiz africana, surgiu nos EUA no final dos anos 60 com um conceito transcendente de negritude, empregando ritmos mais marcados, pesados e com arranjos mais agressivos.

De acordo com alguns especialistas, seria o irmão mais radical do soul music.


Muito embora a maioria das músicas do repertório soul não fossem destinadas às causas do movimento pelos direitos civis – que estava em curso nos EUA dos anos 60 – a comunidade negra adotou tal estilo musical como símbolo de orgulho negro e de consciência racial.



Nos anos 70, em plena ditadura militar no Brasil, no elegante bairro de Botafogo – mais precisamente na casa de espetáculos Canecão – foram realizados os primeiros encontros que posteriormente viriam a ficar conhecidos como bailes funk.

Nestes bailes reuniam-se todos os domingos cerca de cinco mil jovens, vindos de todos os cantos da cidade, que esperavam ansiosos para ouvir os principais sucessos cantados por James Brown, Wilson Pickett , Kool and the Gang e Sly and Family Stone.


Estes encontros domingueiros denominados “Bailes da Pesada” e idealizados por Big Boy e Ademir Lemos, em virtude de algumas restrições impostas pelos diretores da casa, que supostamente passaram a privilegiar apresentações de artistas da MPB, foram transferidos para alguns clubes do subúrbio do Rio, mesmo gozando de muito sucesso e aceitação de público.

No entanto, as restrições que culminaram com a transferência dos “Bailes da Pesada” para o subúrbio, economicamente não condiziam com a resposta do público, que lotava o Canecão dos ditatoriais anos 70.


Segundo Ademir Lemos : 

“As coisas estavam indo muito bem por lá. 
Os resultados financeiros estavam correspondendo à expectativa. 
Porém, começou a haver falta de liberdade do pessoal que frequentava. 
Os diretores começaram a pichar tudo, a por restrição em tudo. Mas nós íamos, levamos, até que pintou a ideia da direção do Canecão de fazer um show com o Roberto Carlos. 
Era a oportunidade deles para intelectualizar a casa, e eles não iam perdê-la, por isso fomos convidados pela direção a acabar com o baile.”



As músicas politicamente rebeldes de James Brown definitivamente não poderiam continuar sendo executadas no coração da cidade nos conhecidos anos de chumbo.


No subúrbio, estes bailes embalados pelos sucessos da música negra norte-americana puderam contar com a receptividade calorosa de um público empolgado com as realizações daqueles encontros musicais próximo às suas casas. Em pouco tempo os bailes suburbanos se multiplicaram.


Alguns de seus frequentadores assíduos passaram a montar suas próprias equipes de som para animar pequenas festas em seus bairros. 

O ecletismo musical do inicio – adotado pelos “Bailes da Pesada” que contavam também com a seleção de músicas como o rock e o pop – foi sendo deixado de lado e os bailes passaram a ser exclusivamente de música negra como funk e soul.



Assim, as levadas dançantes marcadas por pegadas de guitarras e baixos muito bem definidos, sustentadas pelo swing peculiar dos bateristas negros norte-americanos e embaladas nas vozes de cantores que utilizavam em suas danças e roupas uma estética de elementos de rebeldia e de identificação negra,proporcionavam uma experiência sonora agressiva e extremamente sensual ao público suburbano.



Logo aquelas pequenas equipes, que outrora realizavam aquelas pequenas festas em seus bairros, passaram a circular de bairro em bairro acompanhadas de seus cativos e fiéis seguidores, possibilitando, assim, o surgimento de equipes de som, como :

Revolução Da Mente
Uma Mente Numa Boa
Atabaque
Black Power
Soul Grand Prix

E o sucesso de determinadas músicas, danças e indumentária peculiar em todos os bailes.


Os anos de 74, 75 e 76 foram decisivos para a exposição dos bailes.

Foi o período em que as pessoas não escondiam suas características negras, exibiam orgulhosamente seus cabelos afros, calçavam seus pisantes, vestiam calças de bocas abertas, imitavam as danças sensuais de James Brown, e estava tudo vinculado à expressão “Black is Beautiful”.



Proliferaram-se dessa maneira enormes encontros populares, divulgados apenas pelas equipes nos finais de cada baile e por cartazes espalhados pelo subúrbio. Surgiam os bailes black, responsáveis pela mobilização de um público bastante homogêneo, formado predominantemente por pessoas de pele negra.


O clube Renascença, fundado no Méier e logo transferido para o Andaraí no final dos anos 50, pode ser considerado decisivo na exposição definitiva dos bailes black: nesse espaço foram promovidos encontros culturais nos quais eram realizadas reuniões e apresentações teatrais objetivando o máximo câmbio de informações sobre a cultura negra.




Por volta de 1975 a equipe Soul Grand Prix, fundada por Dom Filó e outros Caras, surgida desta efervescência cultural, desencadeou uma nova fase no funk carioca, apelidada pela imprensa de “Black Rio”.


Nas festas promovidas pela Soul Grand Prix – onde se reuniam até quinze mil pessoas num baile comum – havia uma intensa campanha de conscientização feita por meio de slides de personalidades negras.


À medida em que os bailes eram realizados e o público interagia com as músicas, eram projetados slides com cenas de filmes e fotografias de músicos e esportistas negros. A idéia era simples: aquelas projeções serviam para uma aproximação e reciprocidade entre os negros, mostrando-lhes que a condição rotulada diariamente e noticiada pelos meios de comunicação não era a única.


Dessa forma os jovens negros, politizados ou não, reuniam-se para ouvirem o melhor do soul e funk, inspirando-se nas conquistas políticas,esportistas e artísticas dos negros norte-americanos.

Os bailes lotados, as roupas seguindo um estilo determinado, os cabelos “black power” e as músicas sempre pedidas e aguardadas resultavam numa espera consumidora por parte dos frequentadores que participavam ativamente destes encontros.

Leia mais aqui:
http://taratitaragua.blogspot.com.br/2013/06/movimento-black-rio.html
Deste modo, em 1976, o movimento Black Rio contribuiu em grande escala para a consolidação de um segmento cultural que culminou com o surgimento de um grande mercado consumidor.
Ainda que seus frequentadores e os próprios idealizadores não pretendessem ser vinculados a movimentos com militantes esquerdistas, a cultura dominante viu com bastante receio o espaço alcançado pelo movimento Black Rio.


Os organizadores destes bailes por vezes foram conduzidos ao Departamento de Ordem e Política Social (Dops) e submetidos a interrogatórios pela suposição de envolvimento com grupos políticos clandestinos.


O mundo funk, definitivamente, havia sido descoberto. A partir daí, matérias de jornais e revistas estampavam em suas páginas informações de um movimento que grande parte da população nunca tinha ouvido falar.


Neste momento, os ritmos funk e soul, que serviam de fundo musical para os bailes black, cambiavam o seu propósito de diversão para se tornarem um potencial instrumento de apoio e superação do racismo. 

O caráter político, ainda que não fosse uma característica pretendida por seus principais idealizadores e colaboradores, surgia espontaneamente da mesma forma com que ocorria a mobilização dos frequentadores de bailes black.


O certo é que tal movimento foi de suma importância para que aqueles encontros fossem encarados com especial seriedade e, assim, reconhecidos como um consistente movimento cultural.


A segunda metade da década de 70 também foi marcada pela inserção da indústria fonográfica no universo funk. 

A equipe Soul Grand Prix foi a pioneira no lançamento de discos de “equipe de som”, sendo logo seguida pela Dynamc Soul, Black Power e Furacão 2000, que lançou um de seus vinis no Maracanãnzinho.





Porém todo aquele sucesso efêmero, conquistado com a chegada do soul e conseqüentemente do funk, no inicio da década de 70 no Rio de Janeiro, não se manteve na mesma direção nos primeiros anos da década de 80.


A onda febril das discotecas, introduzidas com os filmes de John Travolta, ocupou boa parte dos noticiários musicais do Rio de Janeiro e, conseqüentemente, as pequenas equipes de funk se contentaram com a transição para a discotheque.




Na carência de um som que proporcionasse o prazer daquelas nostálgicas reuniões musicais, o subúrbio promoveu a propagação nos primeiros anos da década de 80 do disco-funk, realizada pelo então DJ Cidinho Cambalhota.



Essa mais nova ramificação do funk caracterizou, no Rio, a retomada da negritude funk do esquema cada vez mais polido e cada vez mais eletrônico da discotheque, reconhecida como responsável pela indefinição do funk nas programações cariocas.


Embora não fosse um estilo totalmente derivado da musicalidade negra, seu foco musical não deixou de manter o ritmo negro e a tradição dançante. 

Outro estilo provindo do funk, responsável pela retomada dos bailes nos subúrbios do Rio, foi o chamado “charme”, nome reclamado pelo DJ Corello a um tipo de música mais romântica, desacelerada.

Corello DJ

Aos poucos os bailes da periferia retomavam o seu papel de protagonista na preferência dos jovens suburbanos que, lenta e gradativamente, voltavam a frequenta-los nos clubes da região.


Porém nenhum outro estilo musical foi tão responsável pela retomada dos bailes quanto o Hip Hop, que começava a ganhar visibilidade fora dos guetos de Nova Iorque – local onde surgiu. 

Esses raps eram cantados pelos MCs (mestres de cerimônia) em cima de uma base eletrônica executada pelos DJs (disc-jóqueis) americanos.


Em pleno processo de reformulação, o funk carioca pôde contar ainda com o surgimento de outro estilo musical que veio a ser batizado de “miami bass”

Caracterizado por um estilo de batidas pesadas, aceleradas, com graves de freqüência muito baixa, marcados por uma certa semelhança com o surdo do samba e com versos mais curtos, o “miami bass” surge na Flórida, com uma batida hipnotizante.



Com músicas erotizadas e batidas eletrônicas rápidas, ele se tornou um fenômeno nos bailes. O sucesso alcançado foi tamanho, que este estilo musical foi fundamental para uma nova conceituação do funk.


O “miami Bass”, embora tenha sido criado nos EUA, estourou e se tornou realmente conhecido no Brasil. Este gênero de funk, adaptado, recriado e abrasileirado pelos DJs cariocas, até os dias atuais serve de base para uma boa parte das músicas que explodem no cenário funk do Rio de Janeiro.

Em 1986, equipes já consagradas como a Soul Grand Prix e a Furacão 2000 e outras surgidas no embalo como : 

Live
Studio 58
Super Quente
Cassino Disco Clube
Studio LD
Super Tropicália

Animavam um circuito de bailes funk na Zona Norte, que compreendia o Grêmio Recreativo de Rocha Miranda e Madureira Esporte Clube, o Esporte Clube Pavunense e a Quadra da Mangueira e também em São Gonçalo - Niterói - Toda a Enorme Baixada Fluminense e Zona Oeste..


Na Baixada Fluminense, estes bailes se realizavam no Mesquita Futebol Clube, no Ideal de Olinda, no Esporte Clube Gramacho, no Farolito , no CAP, no Heliópolis, na Quadra da Beija-Flor e muitos outros lugares



De acordo com estatísticas, no Grande Rio, na metade dos anos 80, foram realizados cerca de 700 bailes por fim de semana; deles em pelo menos 100 o público ultrapassava a marca de duas mil pessoas. 

Significava isto que quase um milhão de jovens frequentavam bailes funk todas as sextas, sábados e domingos.


Nenhuma outra atividade de lazer reunia tantas pessoas. A temática do orgulho negro, observado nos bailes da época “Black Rio”, já não era a principal característica dos bailes da segunda metade da década de 80, embora o predomínio da raça negra fosse flagrante.


O sucesso internacional alcançado pelo Hip Hop e as montagens de trechos das músicas de maior sucesso tocadas com bateria eletrônica, sintetizador e scratch – técnica de utilização dos discos pelos DJs nos bailes – contribuíram para que aquela movimentação nos bailes da periferia carioca fosse percebida pelos moradores da Zona Sul e, mais tarde, novamente pela grande mídia. Neste momento todos as grandes equipes e DJs já possuíam seus programas de rádio.


Através destes programas de rádio eram divulgadas as músicas, as gírias, além do dia, da hora e dos bairros onde os bailes da Zona Norte e Baixada Fluminense aconteceriam. 

Embora esses locais soassem como algo inédito aos ouvintes moradores da Zona Sul, a realidade funk ensaiava, através de sua música, a congruência de dois mundos tão próximos, mas, paradoxalmente, tão distantes.


No final dos anos 80 e inicio dos anos 90 os bailes foram se multiplicando de forma avassaladora, sendo, assim, criadas certas classificações para esses eventos. 

Entre as mais conhecidas estão os bailes de clube e os de comunidade – difundida amplamente com as proibições dos bailes de clube.


Os de clube eram classificados em “normais” e de “embate” ou “corredor”.


Nos bailes classificados como “normais” o tempo e o espaço para os confrontos eram controlados e limitados mais severamente pelos seus organizadores. 

Já nos chamados “embate” ou “corredor” a briga era previamente organizada, sendo os bailes divididos em territórios para que as pessoas se confrontassem livremente.


Os bailes de “embate” ou “corredor” eram em sua grande maioria, realizados em clubes onde os grupos representavam seus territórios de origem. Neles havia uma divisão no salão entre dois lados, formando verdadeiros corredores onde as pessoas se posicionavam de acordo com as alianças feitas entre os representantes das galeras.



Do lado de fora as brigas também eram freqüentes, e na maioria das vezes mais sérias.

Embora estas brigas fossem principiadas por desentendimentos pessoais ou até mesmo por rivalidades de morros e favelas (não seria exagero nenhum em afirmar terem sido iniciadas antes mesmo até da chegada do soul e do funk no Rio no início dos anos 70), para os setores conservadores o principal motivo dos embates, por mais incrível que pareça, era o funk.


Embora aquelas brigas fossem uma realidade em determinados e conhecidos bailes, a mídia passou a publicar noticias tendenciosas com estatísticas exageradas em relação àqueles encontros marcados por mútuos confrontos físicos.


A partir de denúncias feitas por moradores vizinhos aos clubes onde esses bailes se realizavam, a mídia patrocinou campanhas que tinham como fundamento combater os bailes funk e não a violência observada neles.


O fato é que, a partir dos anos 90, observou-se um intenso processo de estigmatização do funk, promovido pela mídia, onde o termo funkeiro – dado a todos os jovens que frequentavam bailes funk – passava a identificar a juventude “perigosa” das favelas da cidade.


O tipo de abordagem feita aos bailes não combatia a violência em si, mas os próprios bailes funk. Neste contexto, o baile funk aparece concentrado na figura do funkeiro, desvalorizado e depreciado. Falar de baile funk correspondia a falar de pessoas feias, horrorosas e incivilizadas.


Toda a campanha de criminalização daqueles bailes, promovida pelos meios conservadores de comunicação, resultou em apelos constantes da opinião pública pela proibição daqueles encontros.


A resposta imediata foi dada através de concursos de galeras pelos próprios organizadores das festas funk na tentativa de suprimir a violência entre os frequentadores. 

Os concursos consistiam em competições nas quais as galeras cumpriam determinadas tarefas, tais como as “fantasias mais bonitas”, os “melhores gritos”, as “galeras mais atuantes” e etc.

Entre estas é que, de acordo com um dos principais responsáveis pela consolidação e divulgação do funk no Rio de Janeiro, Rômulo Costa, dono da equipe Furacão 2000, surgiram os primeiros concursos de MCs.




A partir daí os garotos pobres e estigmatizados assumiriam o papel de notórios representantes de suas comunidades de origem, utilizando, em suas letras, mensagens contra os confrontos físicos e violentos nos bailes, críticas a discriminação racial e social, homenagens a personalidades e outros temas.


Mesmo assim, nos primeiros anos da década de 90, ainda que o poder executivo do Estado estivesse incorporando políticas públicas comprometidas intrinsecamente com a população pobre do Rio de Janeiro, por pressões exteriores aqueles encontros musicais tiveram que ser proibidos. Desta maneira, os bailes de comunidades surgiram.


O funk, determinadamente combatido, rotulado, proibido e desvalorizado passou a ser acolhido dentro das comunidades onde pôde sobreviver, proliferar e se desenvolver.


Nestes bailes o som era comandado pelas mesmas equipes que se apresentavam nas festas em clubes. 

A principal diferença observada entre os dois tipos de baile era que nos bailes de comunidades as brigas não existiam, tendo em vista o grande número de seguranças que os cercavam. 

A música funk passava a envolver, definitivamente, todo o cotidiano pobre das comunidades e seus personagens.


Paralelamente a essas confusões nos bailes em clubes e no acolhimento nos morros e favelas cariocas, o funk deixou de ser um fenômeno restrito aos jovens oriundos das camadas de baixa renda e, gradativamente, entrou no universo das classes médias ou vice-versa.


Foi o momento em que os jovens de classe média subiam os morros seduzidos pela batida e universo funk que, descoberto pelos moradores ‘ricos’ da Zona Sul com toda sua peculiaridade, permitia aos jovens visitantes uma sensação de enfrentamento, de amadurecimento, de engrandecimento, tornando suas visitas quase que freqüentes nos dias de realização daqueles eventos.


O funk, assim, poderia ter sido um exímio instrumento de socialização da juventude carioca oriunda de classes distintas. No entanto, a demonização e o isolamento das favelas do Rio de Janeiro produziram um efeito perverso, associando tal ritmo ao crime e estigmatizando seus frequentadores.


Logo os bailes de comunidades passaram a ser criminalizados através de insinuações que fomentavam o envolvimento do “tráfico de drogas” com seus organizadores. Não demorou muito para que aqueles bailes fossem apresentados como um espaço perigoso, marcado por mortes e desgraças.


A participação dos jovens da Zona Sul nos bailes de comunidade gerou tamanha preocupação, que a conservadora classe média passou a protagonizar os editoriais dos maiores jornais cariocas, com cartas repudiando os bailes realizados em morros e favelas.


Por conseqüência, em 1995 foi organizada uma CPI municipal de resolução 127 de 1995, para investigar o suposto envolvimento do funk com o tráfico de drogas.


Tal CPI, se dera, por denúncias alegando o suposto consumo livre de drogas nos morros e favelas da Zona Sul onde os bailes eram realizados. Dessa forma, as autoridades públicas se mobilizaram em investigar a origem do dinheiro que financiava os bailes de Comunidade. E assim, mais uma vez, os bailes foram proibidos.


É claro que as características de confraternização, integração, diversão e mobilização geradas por estes eventos foram, da mesma forma como aconteceu com os clubes, escamoteadas. Um fator importante – também impedido de ser aproveitado – era a utilização destes bailes de comunidades e clubes como instrumentos geradores de empregos.


Em todos os bailes, um exército de mão de obra, tais como bilheteiros, seguranças, DJs, MCs, técnicos das equipes de som, carregadores de aparelhagens,ambulantes ou vendedores de bebidas e lanches, dependiam das movimentações dos bailes para sustentarem suas famílias.


Todos os funkeiros “violentos” e “perigosos”, constantemente vistos em supostas “atitudes suspeitas” – subindo ou descendo o morro para ir ou sair dos bailes, andando pelas noites cariocas em direção aos bailes – eram distinguidos, então, de acordo com o meio social do qual faziam parte. Falar dos jovens funkeiros correspondia a falar do perigo, dos assaltos, do arrastão e da morte.




Situação semelhante ocorria nos EUA. Em 1993, a policia de Denver tinha fichado diversos jovens “suspeitos” de pertencerem a gangues, quando, na realidade segundo as estimativas da própria policia americana, a quantidade de membros de gangues em toda a cidade não alcançava nem sete por cento dos “suspeitos” fichados.


Ocorre que para figurar neste fichário policial, bastava que o selecionado tivesse sido detido ao mesmo tempo em que um “suposto” membro de gangue, que se vestisse com as cores de uma determinada gangue ou que simplesmente tivesse sido visto na companhia de um membro de gangue.


A segunda metade da década de 90, com certeza a época em que o funk passou a ser mais íntimo dos jovens de classe média, ficou marcada principalmente pelos raps cantados pelos MCs que representavam suas comunidades de origem.


Os meninos pobres cantando suas músicas, faziam-se unicamente ser ouvidos em uma situação diferente das que os selecionavam diariamente aos interrogatórios e matérias policias.


O rap contribuía para fortalecer a auto-estima da juventude pobre, promovendo uma integração denegada em outras vias de inserção social, servindo também como uma estratégia de sobrevivência.


Programas de rádio, televisão e matérias de jornais possibilitaram que alguns MCs assumissem a posição de estrelas em suas comunidades e em festas realizadas na Zona Sul da cidade. 

Bases musicais de batidas eletrônicas, como o volt mix, serviam de estrutura para as mensagens rimadas.



Os raps passaram a ser o principal meio de comunicação entre os jovens da cidade.


Os bailes de clubes suburbanos, que alternavam entre a proibição e a aceitação, enchiam seus corredores de público. As casas de festas da Zona Sul recepcionavam os jovens funkeiros, entusiasmadas com o retorno financeiro proporcionado.


Equipes de som, como a Furacão 2000, condicionavam a exposição daqueles eventos a nível nacional, em programas de televisão, rádio e jornais.


Aquela segunda metade dos anos 90, definitivamente, traçou a importância e a consistência de um movimento popular cultural surgido na década de 70.


O funk marcava sua importância histórica com a mobilização de diferentes gerações e de milhões de jovens pertencentes a distintas classes sociais. 

Porém na medida em que o funk alcançava espaços inimagináveis no cotidiano social dos moradores do Rio de Janeiro, novamente o combate contra a produção dos pobres ia se evidenciando.


O mundo funk permanecia historicamente alternando entre a proibição e aceitação, a clandestinidade e a notoriedade, fossem nos bailes de clubes ou em bailes de comunidades.


Diante de tantas fomentações de envolvimento do funk com o crime, da falta de segurança e fiscalização na realização dos bailes, a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro promulgou a lei estadual 3.410, de 29 de maio de 2000, que estabelecia uma série de restrições para as realizações dos encontros musicais de diversão nos locais dos pobres.


As festas de funk em casas de eventos da Zona Sul não recebiam o mesmo tratamento: fossem em clubes ou nas residências dos jovens ricos, o funk podia ser ouvido sem nenhuma restrição.
O inicio dos anos 2000 ficou marcado pelos raps e montagens com conteúdos mais eróticos.


Na mesma década em que outros estilos musicais exibiam em televisões danças altamente sensuais, o funk sensual protagonizava matérias jornalísticas tendenciosas ligando o ritmo a orgias em bailes.


Cabem as seguintes indagações: 

Será que nos encontros de jovens ricos não existem comércio de drogas, momentos de erotização, apedrejamento de ônibus ou brigas? 

Será que essas práticas estão sempre voltadas intrinsecamente nas comunidades e favelas do Rio?


O fato é que entre 1999 e 2000 surgia nas favelas cariocas, diante da proibição, um novo conceito de rap denominado pela imprensa carioca de “proibidão”. 

Este gênero de rap designa funks que narram de forma realista histórias em que os varejistas de drogas impuseram seu poder contra os oponentes, fosse polícia ou alguma facção rival.


Esses raps, interpretados pelos MCs de suas comunidades, muitas vezes citavam também nomes dos líderes dessas comunidades e pediam sua libertação dos presídios cariocas.


A gravação dessas músicas, feitas ao vivo nas próprias comunidades, era produzida de forma amadora, e as músicas comercializadas em cds “piratas” ou baixadas na internet pela classe média carioca. 

O interesse de estudantes secundaristas e da juventude universitária pelo “proibidão” se tornava, assim como com os raps versados, uma realidade.


O mesmo fenômeno de interesse musical pelo “politicamente incorreto”, pôde ser observado em uma outra conjuntura política nos EUA.


Durante os anos 50, os jovens brancos de classe média norte-americanos passaram a se interessar pela música negra pelo seu conteúdo abertamente sexual, tanto nas letras quanto nas apresentações. Nesta mesma década, também nos EUA, um jovem e notório representante da era do rock ‘n roll clássico, Elvis Presley, chocava o conservadorismo yankie com seu jeito “cafajeste” e suas danças sugestivas.



Ainda que tenha sofrido perseguições do governo e da Igreja, as críticas não detiveram o aumento do público de Elvis – ao contrário: aumentaram o status do astro junto aos adolescentes.


Voltando ao “proibidão”, uma de suas bases musicais, denominada “tamborzão”, arquitetada por uma batida ritmicamente brasileira marcada por tambores eletrônicos com som semelhante aos dos terreiros umbandistas servia de estrutura para esse tipo de SOM.


O “tamborzão” pode ser considerado a principal batida do funk carioca do inicio do século XXI. Reforçado por ser uma batida genuinamente da favela e completamente distante do gênero pop, esta fusão inovadora logo ganhou a simpatia dos jovens de classe média empolgados com o ritmo contagiante.


De acordo com alguns MCs, os raps cantados nos palcos da Zona Sul, que narravam historias aceitáveis, mudaram de enredo quando começaram a proibir a realização dos bailes funk.


Dessa forma os MCs, que não recebiam nenhum favorecimento financeiro com a reprodução dos “proibidões”, passaram a cantar para a comunidade as histórias que aconteciam diariamente nas comunidades.


A exaltação do crime e de seu cotidiano, narrado nos “proibidões”, marcava muito mais uma expressão de insatisfação, de uma “rebeldia jovem” delineada pela realidade que os circundava, pelas experiências semelhantes de vida ocasionadas pelo isolamento oferecido, do que vínculo com o comércio varejista.


Os varejistas de drogas – jovens que a polícia, a Justiça, os meios de comunicação e a burguesia conservadora rotulam como bandidos e traficantes – são condicionados a essa função como fonte de emprego diretamente acessível, e os MCs que dessa realidade compartilham e, portanto sofrem as mesmas conseqüências, não os vêem limitadamente como infratores de lei e sim como pessoas normais que com eles brincaram, estudaram, cresceram e desenvolveram amizade e respeito, como em qualquer outro ambiente social marcado por convivência.




Os anos seguintes marcariam os anos de maior perseguição ao funk e a seus protagonistas. A realidade documentada musicalmente passava a pautar matérias policias jornalísticas interessadas em silenciar as vozes verdadeiras vindas das comunidades hiperbolicamente vigiadas.


Rascunhava-se assim o golpe mais covarde que os artistas rimadores sofreriam.


Em agosto de 2004, um repórter de São Paulo, membro da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, enviava uma correspondência ao Ministério Público Federal, de forma genérica, fazendo indagações sobre músicas ditas proibidas divulgadas na internet.


Tais indagações tinham por finalidade à apuração dos fatos narrados nas músicas e dos envolvidos em suas gravações e disseminação, alentando supostos casos de pedofilia envolvendo, por mais incrível que pareça, um determinado estilo musical – o funk.


Pois bem. Diante de tais constatações, no dia 22 de setembro de 2004, a Procuradoria Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro encaminhava um oficio à Procuradoria da República, dando conta de possível ocorrência de apologia de crime ou criminoso. Não demorou muito para que quase todos os MCs de destaque do cenário funk carioca fossem indiciados por suposta apologia ao tráfico de drogas.


Nos bailes funk realizados eram montadas verdadeiras operações policiais, fosse para intimar os MCs indiciados, para espionar os discos dos DJs, para apreender equipamentos ou para proibir a realização dos bailes. Mais uma vez o funk se tornava proibido.


Episódios intrigantes marcam o momento atual do funk.


Um diz respeito a apresentação da equipe Furacão 2000, num local público de um município do Rio de Janeiro. De acordo com o próprio proprietário da equipe, Rômulo Costa, o mesmo foi surpreendido por uma ordem judicial que proibia o funkno local.


A resposta imediata da população – que aguardava ansiosamente para ouvir o som potente da Furacão – não foi outra, se não, rebelar-se contra a proibição. 

Com a confusão iniciada, prisões foram efetuadas e mais uma vez o funk protagonizava um episódio de puro preconceito.


Em um outro episódio, em pleno Maracanã, no intervalo de uma partida do flamengo, enquanto um DJ tocava alguns raps de dentro do campo para descontrair a torcida, policiais apreenderam seu equipamento e proibiram a apresentação, que até então estava autorizada pela própria organização da partida.

A reação da torcida não poderia ter sido diferente, passaram a xingar os policias militares e a Instituição...

Outros fatos, verdadeiros ou não, revelam ao funk o papel sempre destinado.


Supostas histórias noticiadas em jornais, narram o desaparecimento de pessoas vistas pela “última vez” em bailes funk de comunidades, apontando sempre a elucidada “periculosidade” dos locais. Outras noticiam prisões de varejistas de drogas, surpreendidos no momento da ação, ouvindo funk.


Não são raras, também, as matérias noticiando o uso dos bailes funk de comunidade pelos “traficantes de droga” como espaço voltado exclusivamente para o comércio e uso de drogas, como se nestes espaços a diversão e confraternização não fossem uma realidade.

Um específico jornal carioca chegou a publicar até mesmo uma nova “modalidade de tráfico”, tendo como seus principais atores os traficantes de “bailes funk”.


O estilo musical funk, ouvido diariamente por milhões de jovens cariocas, surge sempre com o destaque que só se explica pela vinculação do ritmo a qualquer conduta criminalizada.

A única certeza dessas matérias sempre noticiadas é a associação da principal forma de identificação coletiva da juventude pobre a crimes e desgraças.


O que efetivamente se pode observar em todos esses anos de funk no Rio de Janeiro, desde o inicio da década de 70, passando pela realização dos primeiros bailes no Canecão, até os dias atuais caracterizados por um intenso e histórico processo de criminalização, é que sua essência naturalmente mobilizadora, embora combatida pelos setores conservadores, ainda sobrevive nas comunidades e nas vozes roucas dos seus resistentes cantores e freqüentadores.


O funk, assim, permanece no cotidiano social carioca contemporâneo como um importante instrumento de integração de classes distintas, carregando consigo, o peso político de ser a principal forma de manifestação cultural de um meio social vigiado e estigmatizado.