TODO DIA ...É 1 TEXTO NOVO!!!

13 de fev de 2012

Aldo de Cuba!!

Yo se que comportarme no se
prefiero carne que ser presidente del la UJC
a veces me imagino al capente de sabate y sense
enceñandome una foto suya cuando tenia echo el viste
mi ex computadora vale mas que el ex teniente

que segun el vendia peliculas supuestamente
el ultimo filme que vi fue el transportador
del cual lo protagonizo mi gefe de sector
excuse me señor no se asuste si de veras empino un papalote
con la foto de su abuela en cuera

con un tatuaje a la cadera que diga bien claro
vicrt te odio dejate descaro
yo soy un bestia una cosa rara
pero ustedes tiene el culo de un mulo en la cara
espero que algun dia el medio oriente ve
le pregunte a B porque a Mexico no fue

a Venezuela a Canada "bueno a canada fui yo"
lo que la vida se les enredo
y mas cuando llamo el padre del hermano
al momento me pucieron mis dos pc en la mano
y yo soy la hormiguita que callo en tu potage

que me puso otra sazon y una pisquita de coraje
nadie va a hacer q baje la cabeza te repito
que esto tiene mas capitulos que los cuentos de pepitooo

Y say my name, say my name
los pesaitos del 26 no respetamos ni la ley

vinimos a picar el cake en tu face.
(bis 2 veces)

Repatelo tú, Repatelo yo que a todos los matos haciendo hip hop
(bis 2 veces)

Y estoy aqui, una vez mas
vinimos a descargarte pa atras
somos los mas odiosos de esta ciudad

vinimos a hacerle mucho daño
los vamos a azotar con amnecia
sera una operacion sin anestecia
no somos matematica ni ciencia
pero vinimos a acabar con tu paciencia
cuchi-cuchi e´ mandarina con tu mente
no te pegues q te coje la corriendo (no te pegues)

nos gusta jugar con la 2.20
somos la reencarnacion de corazon valiente

Los raperos te van a atrapar
y no van a parar de rimar
ser grande boss es nuestra mision
gooooo goooooo

12 de fev de 2012

diva diva e diva

Cantora Whitney Houston morre aos 48 anos
Cantora foi recordista de prêmios Grammy; causa da morte ainda não foi divulgada





Cantora norte-americana foi considerada um dos maiores ícones da música pop

A cantora norte-americana Whitney Houston morreu na noite deste sábado (11), aos 48 anos, em Los Angeles. De acordo com a rede de notícias CNN, a morte da cantora foi declarada às 21h55 (horário de Brasília), no Beverly Hilton Hotel.

A policia informou à KABC-TV que Whitney morreu em seu quarto, localizado no 4º andar do hotel. As causas da morte ainda não foram esclarecidas e não se sabe se estão ou não ligadas ao uso de drogas.

A polícia recebeu uma ligação de emergência de alguém da equipe da cantora e os agentes encontraram Houston caída no chão de seu quarto. Aparentemente as tentativas de ressuscitá-la não surtiram efeito.


Não havia sinais óbvios de tentativa criminosa no local, que está sendo investigado pelo departamento de polícia de Beverly Hills", afirmou Mark Rosen, porta-voz da polícia.

Ouça todas as músicas de Whitney Houston

As reações de outras personalidades da música foram imediatas. No Twitter, Mariah Carey afirmou: "Estou de coração partido e em lágrimas pela morte de minha amiga, a incomparável Whitney Houston". Rihanna escreveu "sem palavras, apenas lágrimas", enquanto Katy Perry disse estar "devastada".

Lenny Kravitz, também através de sua conta no Twitter, afirmou: "Whitney. Descanse em paz. Não haverá outra como você. Lenny". Usher também deixou sua homenagem à cantora: "Descanse em paz Whitney Houston. Um verdadeiro ícone da nossa época. Foi cedo demais."

Fãs se comovem nas redes sociais com morte de Whitney

No auge da carreira, a cantora foi considerada um dos maiores ícones da música pop. Do meio dos anos 1980 ao fim dos anos 1990, Whitney foi uma das artistas com mais discos vendidos. Seu sucesso a levou atuar no cinema em filmes de sucesso como "O Guarda-Costas", com Kevin Costner, e "Falando de Amor".

Whitney Houston é internada em clínica de reabilitação


Mas, a partir da metade dos anos 1990, Houston tornou-se mais um caso de celebridades que chegaram à beira da falência por causa das drogas. A venda dos discos despencou e os hits pararam de tocar nas rádios, uma vez que sua imagem serena foi abalada por um comportamento alterado e aparições públicas bizarras.


Cantora em um concerto beneficiente no Boston Garden em 1986 - Foto: AP
1/15
Ela confessou publicamente ser usuária de cocaína, maconha e medicamentos controlados. Sua voz cristalina passou a ficar rouca e áspera, não atingir as notas altas que consegui no auge de sua carreira.“O maior demônio sou eu mesma. Eu sou ao mesmo tempo a minha melhor amiga e o meu pior inimigo” disse uma vez a Diane Sawyer, âncora da rede ABC.

Foi uma decadência trágica da superstar que foi uma das que mais vendeu discos na história da música-pop, com mais de 170 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo.

Whitney Houston era filha da cantora gospel Cissy Houston, prima da diva pop dos anos 1960, Dionne Warwick, e afilhada de Aretha Franklin
.

Whitney começou a cantar em igreja, ainda quando criança. Na adolescência, ela se apresentou com Chaka Khan, Jermaine Jackson e outros. O primeiro álbum da cantora, chamado “Whitney Houston”, foi lançado em 1985, vendeu milhões de cópias e gerou uma sucessão de hits.

Com o single "Saving All My Love for You", Whitney Houston conquistou o seu primeiro Grammy, por melhor vocal pop feminino. "How Will I Know", "You Give Good Love" e "The Greatest Love of All" também alcaçaram o topo das paradas.

Whitney conseguiu voltar ao topo das paradas em 2009, quando de novo foi número um em vendas nos EUA com seu último álbum "I Look to You", o primeiro em sete anos, período no qual sua imagem foi atingida devido a sua dependência de drogas, álcool e às constantes polêmicas com seu marido, o também cantor Bobby Brown.

O casal, que se divorciou em 2007, estrelou um reality show, "Being Bobby Brown", que falava de seu casamento. Os dois tiveram uma filha, Bobbi Kristina.

Brown foi preso em Atlanta, em 1993, por atentado ao pudor, e por agressão em 1995. Também foi preso por dirigir bêbado em 1996 e por bater em Houston em 2003.

11 de fev de 2012

pensa ...

Mas que decepção os espera! 
Que aborrecimentos e tormentos estão de emboscada para vocês! 

Dêem-nos seus pensamentos mais poderosos, abalem o mundo até os alicerces - mas não esperem escapar do seu calvário!

Quando tiverem lançado suas criações, tenham a certeza de que serão voltadas contra vocês. 


Serão grandes exceções, se não forem esmagados e engolfados pelos monstros que vocês mesmos gerarem.

10 de fev de 2012

COISAS PRA IR E OUVIR!!!

  1. Gente.. Gente.. Alo , Alo Serra Alo Petropolis ..É agora domingo... Estarei lá no evento mandando varias e varias rimas ...Busão saindo de Caxias... 15hr vamos todos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
  2. Caraca !!!! o dj Fabio rnb ,com o apoio e incentivo do meu pai o dj Luiz Bigode , que toca esse som nos bailes q faz pela cidade,fez um remix pra tocar em baile charme de um som meu com o Donatinho....Ficou muito legal e espero q vcs q escutarem coloquem aqui uma opinião sobre o "o choro da nova escola" vai ser um bonus do meu cd que esta ficando pronto...
    http://soundcloud.com/fabio-r/slow-da-bf-choro-da-nova

8 de fev de 2012

personagens!!

Típicos Personagens Negros da Literatura Brasileira

O negro escravo enquanto ser humano, enquanto pessoa, com seus dramas existenciais, amores e tristezas, esteve conspicuamente ausente da literatura brasileira do século XIX. Presos a um projeto de construção nacional conciliatório e pacificador, os autores contemporâneos buscavam consenso e não dissenso, conciliação e não denúncia, idealização e não realidade.

Naturalmente, a escravidão, a grande nódoa moral do Brasil, terminaria solemente varrida para debaixo do tapete. Não era assunto apropriado.

Entretanto, um país com grande parte de sua população negra ou mulata e completamente dependente de sua força de trabalho, não conseguiria realmente escondê-los. Se o escravo em sua plenitude humana foi raríssimas vezes apresentado na literatura canônica, vários tipos ou estereótipos de negros escravos eram figuras recorrentes.

O Bom Negro
 Iaiá Garcia MACHADO DE ASSIS

Inspirado talvez no Pai Tomás, a literatura brasileira é repleta, nas suas sombras e nos seus cantos, sempre nos bastidores, de escravos completamente fiéis aos seus senhores, nunca questionadores da escravidão, agradecidos por cada migalha de bondade jogada em sua direção.
Muitos, como Raimundo, de Iaiá Garcia, de Machado de Assis, Luis, de Gonzaga, de Castro Alves, decidem continuar servindo seus amos mesmo depois de livres, pois "amos bons assim não se encontra". Apesar disso, esses personage  Castro Alves: Obra Completa CASTRO ALVES  ns não merecem respeito algum de seus maravilhosos amos e não são tratados com a dignidade de homens livres.

A peça Gonzaga se inicia com o bondoso e abolicionista amo cavalgando e o pobre Luiz, homem livre, abjetamente correndo atrás dele para poder segurar as rédeas quando o senhor quiser parar. Raimundo, ao   Escrava Isaura, A BERNARDO GUIMARAESlongo de todo o romance Iaiá Garcia, é chamado de escravo pela bondosa família que ele continua servindo serve - apesar de ser livre há muitos anos.
Outro subgênero do Bom Negro é O Escravo Perfeito, como Isaura, de A Escrava Isaura, de Bernardo Guimarães: nem ela nem a voz narrativa de seu romance jamais questionam a injustiça da escravidão em si. A moral da história não é que a escravidão é cruel e injusta, mas que injustiça é escravizar uma escrava tão boa, prendada, poliglota e branquinha como Isaura.


O Mau Negro
 Demônio Familiar: Comédia em 4 Atos, O JOSE DE ALENCAR
Não faltam escravos perversos. Seja porque negros são intrinsecamente maus, bárbaros e animalizados, seja porque a escravidão é um sistema perverso que animaliza pessoas que, presume-se, de outro modo poderiam ser bons cidadãos, o que importa, parecem alertar esses autores, é que eles são perversos e devemos ter cuidado com eles.
A peça de José de Alencar, O Demônio Familiar, mostra as travessuras de um menino escravo em um típico lar escravocrata. Tantas faz o menino que acaba sendo punido... com a liberdade! Segundo seu amo, agora ele aprenderia a  Vítimas-Algozes: Quadros da Escravidão, As JOAQUIM MANUEL DE MACEDOser responsável por suas próprias ações: o peso de seus pecadilhos recairia somente sobre ele. E alerta: ter escravos dentro de casa é como ter um "demônio familiar".

O romance-denúncia de Joaquim Manuel de Macedo, As Vítimas-Algozes, segue uma linha ainda mais radical: enquanto o escravo de Alencar faz apenas peraltices, os escravos de Macedo matam, torturam, roubam, envenenam, sequestram; fazem, em suma, tudo o que de ruim uma pessoa pode fazer a outra.

O livro é um verdadeiro catálogo de horrores e a mensagem é uma só: escravos são maus. Sim, o próprio título deixa claro que os negros também são vítimas, mas quem é que deseja esse tipo de "vítima-algoz" morando em suas casas?


O Negro Sexual
 Antologia GREGORIO DE MATOS
Um subgênero do escravo mau - afinal, para as sensibilidades do século XIX, ser sexual é ser inerentemente mau - é o escravo sexual. De acordo com o senso-comum da época, o negro seria eminentemente mais sexual e animalizado que o branco, e mais ainda pela convivência próxima e forçada com outros escravos (igualmente animalizados, claro) nas senzalas.
Carne, A JULIO CESAR GARCIA RIBEIRO
Desde Gregório de Mattos, a crioula ou mulata já vinha sendo construída como um paradigma de sensualidade, uma mulher mais sensual, mais entregue aos seus instintos e paixões que as brancas carolas e pudicas. No século XIX, esse paradigma já se encontra completamente formado.
Um dos escravos cruéis de As Vítimas-Algozes é uma Bom-Crioulo ADOLFO CAMINHA escrava ciumenta querendo se vingar do patrão. Em A Escrava Isaura, sua maior antagonista é uma mulatinha sensual, que cedeu facilmente aos avanços do patrão e foi logo descartada em favor da "difícil" Isaura. Em A Carne, de Júlio Ribeiro, é um bacanal que a protagonista testemunha na senzala, corpos nus e musculosos dançando e se roçando, que cataliza sua descida ao submundo do sexo.

Finalmente, em O Bom Crioulo, de Adolfo Caminha, um ex-escravo homossexual, que teria aprendido esses vícios na licenciosidade da senzala, arranja emprego de marinheiro - afinal, um outro ambiente onde homens podem viver em proximidade e camaradagem - em uma história que acaba em tragédia e morte. Mesmo já durante a República Velha, a mensagem é clara: sexualizados e pervertidos pela escravidão, os ex-escravos continuam sendo uma ameaça à sociedade.

Por trás de tantos paradigmas e estereótipos, atrás das cortinas e sob as sombras, escondia-se a humanidade de milhões de brasileiros.

7 de fev de 2012

anja?????????????

Entrevista – Thais dos Anjos

A entrevista desta vez é com Thais dos Anjos. 
Alta e de black power , essa designer  trabalhou na Plaboy e lançou  uma adaptação em HQ do livro “Assim falava Zaratustra” de Nietzsche. No bairro Pirituba em SP ela cria seus desenhos que resultam em histórias normalmente sisudas. Nada de coisas fáceis, ela curte mesmo temas mais complexos, existênciais, que cutuquem nossa mente.


 – Você estava de férias não é? É um período que você descansa ou desenha mais?

Sinceramente desenhei muito pouco. Meu ritmo de desenhar é diferente da maioria dos ilustradores. Tenho amigos, por exemplo, que enquanto estamos conversando logo pegam algum papel próximo e logo surge um personagem ou historinha (o que acho incrível). 

Mas meu processo é diferente, prefiro a introversão, chega a ser quase uma timidez, rs, que inclusive foi um dos meus primeiros ou até o mais forte tabu que tive que ultrapassar na faculdade, o desenhar em conjunto. Não costumo desenhar em série, gosto de mastigar, remastigar, viver um pouco cada trabalho.

Principalmente nestas férias, acho que assumi uma postura diferente, a de observar muito mais através da fotografia.
 – Conte-nos um pouco sobre você. Onde nasceu? Sempre gostou de desenhar?

Sou alta, meu cabelo é um black power…. haha, brincadeira. Bom, gosto muito de brincar e sorrir digo isso porque o engraçado é que meu trabalho não reflete nada desta personalidade. Gosto de temas pesados, ligados a conflitos pessoais ou existências, fatos e detalhes cotidianos. 

Assuntos ligados à política, guerra ou história… já tentei há alguns anos, numa brincadeira com amigos, ilustrar algo cômico, e não foi nada fácil. Lembro que na época da faculdade (neste período produzia mais roteiros), quando trocávamos as histórias e ou roteiros, todo mundo se divertia, ria. Ao ler as minhas histórias resultava em silêncio, rs. 

Não por não gostarem, pelo contrário todo mundo gostava e esperava para lê-las, porém, após a leitura ouvia, “nossa Tha, como você reparou nisto?” ou “nossa… ”. No início não entendia, achava que talvez eu era a estranha, rs, mas na verdade não. É difícil as pessoas relatarem fatos tão próximos á suas realidades ou se colocar em situação que fuja de sua área de conforto…

Nasci em São Paulo, capital. Moro num bairro desde que nasci chamado Pirituba, amo meu bairro. Apesar da avassaladora evolução imobiliária e automobilística, ainda possui um clima de vila onde conheço meus vizinhos e escuto passarinhos.

Sempre amei desenhar, mas acho que comecei a ter consciência de que estava desenhando aos 11 anos. Antes era apenas farra, fase boa, rs. Meu pai é artista plástico (grande culpado), e cresci entre tintas, esculturas e terebentina… tanto meu pai quanto minha mãe que é pedagoga, sempre incentivaram-me, dando papel, lápis de todas as cores, livros e muito amor, rs.
 – A adaptação de “Assim falava Zaratustra” de Nietzsche foi um trabalho de Conclusão de Curso não é? Por que escolheu a adaptação de um livro filosófico aparentemente complexo?

Sim, esta HQ originou-se há 4 anos atrás (não façam as contas da minha idade por favor, haha). Inicialmente escolhi fazer uma HQ porque para mim, para se fazer uma história em quadrinhos você utilizará todas as linguagem visuais. Você precisa entender sobre cinema e animação, para ter uma ótima narrativa, “time” correto, enquadramento. 

Desenhar e desenhar para conseguir profundidade, técnicas para luz e sombra, acabamento. Teatro, para saber expressar através do desenho cada sentimento, apreensão, emoção da história. 

Design editorial para saber o melhor ritmo de leitura, letras… nossa muita coisa. Amo HQ, rs. A melhor forma para explorar o que havia aprendido na faculdade.

Aparentemente não… Nietzsche foi um ser incrível e extremamente controverso. Num simples parágrafo foi encontrará um monte de referências e uma carga conceitual quase que desumana para interpretá-la numa primeira leitura.

Fiquei fascinada quando li a primeira parte do livro “Assim falava Zaratustra”, indicado pelo meu orientador e grande amigo Luis Gê até então apenas para inspirar-me, o que resultou na adaptação completa.
Lady’s – Como foi conceber um filho desses? Houve muitas críticas?
A concepção inicialmente foi dolorosa. Tive que transpor o mais difícil e importante obstáculo, eu. Sério. 

O texto era absurdo de complexo e quando decidi fazer a adaptação, foi uma jornada solitária, pois apesar de ter tinho graças a Deus muita ajuda, quanto a paciência de amigos e da minha família, e no processo de finalização em alguns momentos, tanto o texto quanto as ilustrações, projeto gráfico e letras fiz sozinha. 

Então no começo foi delicado em certos momento achei que não seria capaz e neste ponto apareceram pessoas que tentaram me persuadir para que eu parasse o projeto. Tenho certeza que se não fosse o grande apoio dos meus pais e minha irmã teria parado. Deu para perceber que sou muito ligada à eles né? Hahaha.

Não recebi críticas, porque a maioria das pessoas duvidaram que eu conseguiria finalizá-lo ou até mesmo começar este assunto, uns disseram que eu era muito jovem outros que precisava amadurecer meu traço. Não que estas estavam erradas, mas acho que através desta HQ meu trabalho amadureceu muito. Não guardo mágoa e sim uma eterna gratidão, porque sem elas não teria o antes para mostrar e viver o depois. A superação. Adoro desafios.


Trabalho para Playboy
 – Você trabalha como designer na Playboy. Como é trabalhar em uma revista para o público masculino? Você vê alguma ligação/influência na suas ilustrações com seu trabalho lá?

Eu amo trabalhar na Playboy. Meus amigos no começo sempre faziam piadas como, “agora tá gostando de mulher hein? Você já gostava de quadrinhos.”, haha. Não gente, eu não gosto de mulher. hahaha.
Desde de pequena sempre fui mais interessada em “assuntos masculinos” como futebol (não que agora eu seja expert no assunto, rs), fiz judô, lia quadrinhos, bolinha de gude, rs, fiz também ballet, coral… não parava. 

Em nada, isto influênciou minha preferência sexual, sou hétera e fico abismada quando alguns pais querem separar assuntos entre meninos e meninas. Nossa sociedade infelizmente é assim, e já está intrínseco em nossa cultura, azul – menino, rosa – menina, histórias em quadrinhos – menino, boneca – menina. Complicado. Mas na minha casa nunca foi assim, sempre pude escolher, tudo foi um processo natural.

Quando surgiu a possibilidade de trabalhar na Playboy, foi incrível, confesso que nunca havia lido uma antes, porque para mim a revista só tinha fotos de mulheres peladas e pornografia, e foi aí que me surpreendi. 

Existe seus momentos machistas, normal, assim como em qualquer revista feminina possue seus intervalos feministas. Mas na Playboy me divirto muito, abordamos vários assuntos, não só ligados a sexo ou a mulheres, tudo é muito cool e interessante. Tenho certeza que se mais mulheres lessem a Playboy, adorariam.
Quanto a influência, existe sim, mais na questão do design e no projeto gráfico, não no traço em si.

 – Qual material usa para fazer seus desenhos?

Nanquim, aquarela, lápis integral… depende do trabalho, mas sou apaixonada por aquarela e tudo que for aguado, rs, por exemplo nesta HQ usei café em quase todas as páginas.

 – Pretende fazer mais alguma adaptação? Está fazendo algum trabalho atualmente?

Sim, pretendo fazer outras adaptações, preciso pesquisar, conversar… vamos ver. Mas agora estou focando neste filho recém nascido que tenho certeza precisa aprender a falar e caminhar sozinho, rs.

6 de fev de 2012

nomes...

TANIA RUSSOF (RUSSA?)


MICHELLE YEOH ( DEUS JUDEU?)



BRUNA DI TULIO (AQUELE DO BOTAFOGO?)



MARIA LA PIEDRA(SERÁ O CORAÇÃO TAMBÉM?)

5 de fev de 2012

Pérolas do Brasil!!!


Onde estão as pérolas negras do Brasil?


O Brasil é considerado um país de belas mulheres, especialmente de belas mulhers negras comprovado prodigamente em época de carnaval, quando irrompe na passarela da Avenida Sapucaí uma quantidade considerável de mulheres negras, cada uma mais esplendorosa e estonteante que a outra. 
 
No programa de Netinho – A mais bela negra do Brasil, apresentado na Rede Record em 2005, – vi, surpreendido e encantadíssimo, um estardalhaço de beleza e negritude naquelas centenas de elegantes, altas, esbeltas, exuberantes e magníficas deusas de ébano, lindas da cabeça aos pés, sem silicones, sem lipos, sem plásticas, sem megahair, apenas com o que a natureza e o DNA da vigorosa raça negra lhes legaram.

Todavia, qual foi a repercussão que o evento teve na mídia? Onde estão essas meninas maravilhosas? Eram centenas delas vindas de quase todos os estados brasileiros. Não as vejo nas passarelas das semanas de moda do eixo Rio/São Paulo, não as vejo participando dos concursos estaduais do Miss Brasil. Não encontrei sequer uma foto da vencedora do concurso, Fernanda Santos. Isto eu não consigo entender, tampouco aceitar, pois se trata de uma belíssima jovem.

Em cada concurso para a escolha de Miss Brasil, eu me pergunto onde estão as espantosamente lindas mulheres negras do nosso país que não se inscrevem, em seus estados, para participarem do evento? Medo da discriminação, do preconceito camuflado em risos e tapinhas nas costas? Como posso entender que num país negro como é o Brasil, com uma população miscigenada, na qual apenas uma  pequniníssima minoria pode se considerar da raça branca, não tenha pelo menos um terço das candidatas afro-descendentes? Já tivemos misses negras, representando estados do sul e sudeste. A Miss Pernambuco 2009 é negra e linda.






Quem ainda se lembra do nome da miss Brasil 1986? Quem sabe que ela era uma negra estupenda. Pois é, Deise Nunes de Souza, Miss Rio Grande do Sul, foi a primeira negra a conquistar o título de Miss Brasil. Ela foi a quarta representante dos gaúchos a ser coroada Miss Brasil, em concurso realizado na cidade de São Paulo, no dia 17 de maio de 1986.




Descoberta em 1984 pelo então diretor social do Sport Club Internacional, Paulo Franchini, representou o clube no concurso Rainha das Piscinas do mesmo ano, sendo a vencedora de um dos certames de beleza mais importantes do seu estado na época. Foi a primeira negra brasileira a disputar o Miss Universo, sendo uma das semifinalistas. Ainda foi a segunda colocada no quesito traje típico.

Após fazer sua sucessora, Deise passou a ser destaque no carnaval carioca, desfilando por alguns anos como rainha de bateria da escola de samba União da Ilha. Só deixou o posto após o carnaval de 2004. Muito requisitada para desfiles e para fazer capas de revistas, a bela jovem coleciona muitos sucessos em sua carreira de modelo.

Em 1988, Deise fez uma ponta num dos episódios do seriado Tarcísio e Glória (já extinto), na Rede Globo. Na mesma emissora, foi convidada do júri do Cassino da Chacrinha em algumas ocasiões. Na primeira aparição, exibida em 23 de março de 1987, ela ainda era Miss BrasiL




Atualmente, ainda uma bela mulher, Deise comanda o programa de televisão Terceiro Setor, exibido em um dos canais da NET Porto Alegre. A experiência a estimulou na decisão de trocar as passarelas do carnaval gaúcho (a última escola em que desfilou foi a Unidos de Vila Isabel) pela vida acadêmica, no início de 2007. Agora, ela pretende fazer curso de jornalismo. Em 2003, foi jurada do concurso de Miss Brasil no qual elegeu Gislene Ferreira como a mais bela do país. No ano seguinte, ela e outras 31 eximisses Brasil foram homenageadas na festa de 50 anos da Miss Brasil, realizada em São Paulo.

4 de fev de 2012

teste

ESSE TESTE ESTA COMPLICADISSIMO,A FOTO DE HJE É DE UMA LINDA NEGRA MULATA,E DIZEM QUE ATRAS DELA EXISTE UMA PEDRA,QUANTO TEMPO VC LEVA PRA VER A TAL PEDRA.

 
VAMOS VER SE VC É MACHO MESMO OU É DAQUELES QUE TEM GATO EM CASA E CONVERSA COM AS PLANTINHAS E ADORA CERVEJA SEM ALCOOL,QUANTO TEMPO VC LEVA PRA VER A TAL PEDRA.

A-UM SEGUNDO
B-5 SEGUNDOS
C-MEIA HORA
D-18 HORAS
E-3 MESES E DOIS DIAS
F-PEDRA???? QUE PEDRA???? O QUE É UMA PEDRA????

3 de fev de 2012

FOMENTO!!!!!!!!!!

RIOFILME - Empresa Distribuidora de Filmes S.A.

Programa de Fomento ao Audiovisual Carioca

Inscrições de 01/02/2012 a 16/03/2012


O Programa de Fomento ao Audiovisual Carioca (FAC) prevê um investimento não-reembolsável de R$ 10 milhões por meio de 5 linhas: desenvolvimento de projetos de longas-metragens, desenvolvimento de projetos de série TV, produção de curtas, produção de documentários para TV e produção e finalização de longas.

O FAC foi desenvolvido pela RioFilme em estreito diálogo com diversas entidades representativas da indústria audiovisual carioca. Os projetos serão selecionados por comissões, que serão formadas por profissionais do setor e representantes da RioFilme. Os recursos deverão ser gastos no Rio. Apenas empresas sediadas na cidade poderão concorrer.

“Com o FAC, o projeto da nova RioFilme se completa. Teremos, assim, R$ 10 milhões para operações reembolsáveis de investimento em filmes, focadas no êxito comercial dos projetos, e R$ 10 milhões para operações não-reembolsáveis, focadas na relevância cultural e artística, na diversidade da produção e na revelação de novos talentos”, declarou Sérgio Sá Leitão.

Segundo ele, a criação do FAC estava prevista desde 2009. “A ideia sempre foi combinar os investimentos reembolsáveis com ênfase no valor econômico e os não-reembolsáveis com ênfase no valor cultural. Iniciamos com o reembolsável para mostrar resultados e elevar a capacidade de investimento da empresa. Agora, com o apoio das entidades e da Prefeitura, chegamos ao FAC.”

Sobre o FAC:

Além dos R$ 10 milhões da RioFilme, o FAC terá ainda R$ 1 milhão do Canal Brasil (em regime de coprodução) e R$ 100 mil do Instituto Oi Futuro (prêmio de aquisição). “Com isso, a exibição dos filmes realizados a partir das linhas de produção de documentários para TV e de curtas está assegurada”, explicou Sérgio. “Os produtores serão remunerados e o público terá acesso aos filmes.”

Informações sobre as linhas de investimento:








Link para inscrição:

As inscrições poderão ser realizadas a partir das 00h01 do dia 01/02/2012 no seguinte endereço: 

  


* * *

*As entidades do setor audiovisual puderam opinar sobre o teor dos regulamentos.

** O período de inscrições será de 45 dias a partir de 00:01 do dia 01//02/2012.

2 de fev de 2012

rezando por ras bernardo!!

Ras Bernardo é um Guerreiro

Nosso irmão, grande ícone da música popular brasileira, mais precisamente do reggae, Ras Bernardo; foi baleado ontem à 300 metros de sua casa. Os facínoras saltaram do mato e atiraram contra ele, acertando 4 tiros em seu abdômen. Felizmente ele foi operado e passam muito bem.

Ras é um dos personagens do filme “Donana”, que o Mate com Angu realiza em Belford Roxo. Sábado ele esteve no Espaço Enraizados para um show com Antizona, Slow, Dudu de Morro Agudo e uma porrada de gente que leva energia positiva pra população de Nova Iguaçu.

Ras. Valeu por se livrar dessa. Você é peça chave na guerrilha da cultura em nossa Baixada.
Um forte abraço, irmão.

31 de jan de 2012

falou , tá falado!!!!

Henry Miller , falou , tá falado !!!



E eu sei que poderia ter sido melhor...

Mas tudo vale a pena se a lauda não é pequena ...

E sabem de uma coisa ?

Valeu cada palavra , cada comentário , cada elogio e cada xingamento...

A coisda de escrever é isso e pra se ter uma noção melhor ou pior do ofiçio , faço das palavras de Henry Miller , as minhas . Com toda pequenez que me é de direito , por absoluto respeito ao mestre , que me inspira e me pira o cabeção...

"A esta altura sinto-me compelido a tocar numa questão que, embora altamente pessoal pode interessar a todo mundo. Como escritor de alguma fama - talvez uma fama duvidosa -, tenho, naturalmente, muitos jovens escritores entre os meus visitantes, ou escritores em potencial.

Quando sou informado de seus objetivos e propósitos ao escolher a atividade de escritor, sou obrigado a me fazer as perguntas mais fulminantes. De que maneira, pergunto a mim mesmo, sou de fato diferente desses novatos? O que ganhei, produzindo um livro após outro, e que eles não têm? E por que deveria encorajá-los, quando tudo o que fazem é aumentar minhas próprias dúvidas honestas?

Sem dúvida, imaginam para si mesmos um lar tranqüilo no campo, uma esposa amorosa que os entenda e um bando de crianças felizes, satisfeitas. Visualizam a si mesmos produzindo uma obra-prima atrás da outra, num cenário onde tudo funciona como um mecanismo de relógio.

Mas que decepção os espera! Que aborrecimentos e tormentos estão de emboscada para vocês! Dêem-nos seus pensamentos mais poderosos, abalem o mundo até os alicerces - mas não esperem escapar do seu calvário!

Quando tiverem lançado suas criações, tenham a certeza de que serão voltadas contra vocês. Serão grandes exceções, se não forem esmagados e engolfados pelos monstros que vocês mesmos gerarem. 
 
Com certeza, chegará o dia em que olharão para o mundo como se ele jamais tivesse recebido o impacto de um único pensamento elevado. Ficarão aterrorizados e perplexos ao ver até que ponto tudo se tornou inteiramente torto, até que ponto vocês e aqueles com quem competiam foram mal compreendidos.


O mundo que inconscientemente ajudaram a criar os reivindicará não como mestres ou árbritos, mas como suas vítimas".

30 de jan de 2012

mais de b.i.g.

The Notorious B.I.G.

Nome completo: Christopher George Latore Wallace
Origem(ns):
Brooklin, Nova Iorque

País de nascimento:
Estados Unidos

Data de nascimento:
21 de maio de 1972

Data de morte:
9 de março de 1997

Apelido: Notorious B.I.G
Período em atividade:
1992- 1997

Instrumento(s): Vocal
Modelo(s) de instrumentos:
Vocal

Discos vendidos: 32 milhões
Gênero(s):
Rap, hip hop

Gravadora(s):
Bad Boys Records

Afiliação(ões):
Faith Evans, Junior M.A.F.I.A., Mase, The L.O.X., Lil' Kim, Sean Combs, Jay-Z


Christopher George Latore Wallace (21 de maio de 1972 – 9 de março de 1997), também conhecido como Biggie Smalls, Big Poppa e Frank White, mas muito mais conhecido pelo apelido The Notorious B.I.G. (Business Instead of Game), foi um rapper estadunidense muito popular que alcanço a fama em meados da década de 90.

Nascido no Brooklyn, New York. Desde jovem já consumia crack e traficava drogas em Bedford-Stuyvesant. Quando abandonou sua vida criminal, acabou por virar um rapper. Lançou o criticamente aclamado álbum Ready To Die em 1994, e se converteu na principal figura do rap da Costa Leste dos E.U.A. que tanto rivalizava com a Costa Oeste do país, que era liderada pelo brilhante rapper Tupac Shakur.

A carreira de B.I.G. estava marcada pelas continuas disputas entre as gravadoras Bad Boy Records e Death Row Records, ele morreu (ou foi morto) em 1997. B.I.G. é supostamente o indiretamente responsável pela morte de Tupac Shakur ( 2pac ), que em uma de suas letras revela que teve relações sexuais com a esposa de B.I.G. B.I.G. foi morto em circunstâncias parecidas, menos de 1 ano da morte de Tupac. B.I.G. é lembrado até hoje como uma lenda do hip hop.

Seu disco duplo Life After Death, lançado pouco depois de sua morte, é o álbum de hip hop mais vendido da história, com 28 milhões de cópias vendidas. The Notorious B.I.G. tem uma das melhores vozes da história para interpretar, e é o maior rapper da história com 32 milhões de cópias vendidas em apenas 4 anos de carreira e 4 álbums lançados (2 póstmos) e uma compilação, e com 2 músicas em 1# nos EUA, com 3 semanas cada, e em boas posições. Sua mulher foi Lil' Kim.

Discografia

1994 - Ready to Die (4x Platina) (8x Platina mundialmente)
1997 - Life after Death (10x Platina) (18x mundialmente)
1999 - Born Again (2x Platina) (4x Platina mundialmente)
2005 - Duets: The Final Chapter (Platina) (2x Platina mundialmente)
2007 - Greatest Hits (288,000) (309,600 mundialmente)

Músicas

1994 - Big Poppa - 1# Rap Hot, 6# U.S.A.
1994 - Juicy - 3# Rap Hot, 27# U.S.A.
1994 - One More Chance (feat. Faith Evans) - 1# Rap Hot, 2# U.S.A.
1997 - Hypnotize - 1# Rap Hot, 1# U.S.A.
1997 - Sky's the Limit (feat. 112) - 3# Rap Hot, 27# U.S.A.
1998 - Mo' Money Mo' Problems (feat. Mase & Diddy) - 1# Rap Hot, 1# U.S.A.
1999 - Notorious B.I.G. (feat. Diddy & Lil' Kim)
2005 - Nasty Girl (feat. Diddy, Nelly, Jadge Edge & Avery Storm) - 9# Rap Hot, 46# U.S.A.

Prêmios

VMA 1997 - Hypnotize - Best Rap Video
VMA 1998 - Mo' Money Mo' Problems - Um dos Best Rap Video

ENTREVISTA DO BIG A REVISTA VIBE

Vibe: Se pudermos, vamos falar um pouco sobre a morte de Tupac. Onde você estava quando ficou sabendo que ele havia morrido?

The Notorious B.I.G.: Quando eu ouvi sobre isso eu estava com o Little Cease em um restaurante em Nova Iorque. Alguém me mandou uma mensagem no pager. Fiquei ouvindo falar que ele havia morrido a semana inteira. Você sabe como são esses boatos... Todos os dias ouvia coisas diferentes. Mas eu não dava muita atenção para oque ficavam dizendo.
Eu conhecia o Tupac. Não era somente uma pessoa qualquer na música que havia sido baleada. Nós dividimos várias paradas juntos, eu sabia o quão ele era forte. Quando ele foi baleado, eu cheguei a pensar, sem problema, ele foi baleado; ele vai se recuperar como da ultima vez, se levantar, fazer algumas músicas sobre isso. Mas quando eu fiquei sabendo que ele tiha realmente morrido, ai pensei, caralho, agora é quente.
A morte dele me fez pensa que poderia ter acontecido com qualquer um. Ele estava no pico de sua carreira, sua música era conhecida, estava fazendo músicas, fazendo muito sucesso. Algumas coisas que ele disse sobre mim nas músicas dele me machucou, mas ao mesmo tempo ele estava preso no mesmo caminho que eu. Ele era um jovem negro ganhando uma cara boa de dinheiro, bebendo pra caramba, fumando pra caraio, a banca dele era enorme. É tipo assim, você tem uns 40 manos com você, e todos fazendo uma coisa, é embaçado você chegar e dizer que não vai fazer aquilo.

Vibe: Você disse que tentou ensinar algumas coisas pra ele, é verdade?

The Notorious B.I.G.: Eu amo todos os meus manos, não importa oque eu tenha que dizer para eles, eu vou senta-los e dizer, "Você não pode fazer isso desse jeito." Desse jeito você vai acabar assim. Quando as coisas ficam assim, só tem um fim... Eu não gosto disso... Quero dizer, o mano tinha muito talento. Algumas vezes eu ia ver o Tupac em um hotel e era tipo 9 horas da manhã, ele ia até o banheiro pra cagar e saia de lá com duas músicas prontas. Ele escrevia só com um rádio do lado dele, e alguns livros no banheiro. Ele tinha muito talento mesmo. E eu odeio que as coisas tenham ficado assim. O mano foi pego e eu sinto muito pela mãe e pelos amigos dele, tá ligado? Foi uma grande perda para o hip-hop.

Vibe: Parece que você realmente se importava com Tupac levando-se em conta o atrito entre vocês dois...

The Notorious B.I.G.: Ele era meu mano, tá ligado? Foi só um mal entendido que ganhou proporções maiores. E isso me fez sentar e pensar na situação e eu pensava, "Caramba, nós dois devemos ser os filhos da mãe mais poderosos daqui, porque eles tornaram uma briga pessoal entre eu e ele numa briga entre as duas costas (East/West)."

Vibe: Quem são eles?

The Notorious B.I.G.: A midia. Tupac nunca disse "todos vocês da West Coast tem que odiar a East Coast" e eu nunca disse "todos vocês da East Coast tem que odiar a West Coast." Eles fizeram o seguinte, ele é do West, eu sou do East... Então é East contra o West.

Vibe: Então você se arrepende de nunca ter se sentando com Tupac e tentar amenizar a situação?

The Notorious B.I.G.: Pra falar a verdade, depois que o Tupac foi baleado no estúdio, eu só vi ele depois daquilo uma vez. E foi no Soul Train. E como eu disse antes... A banca dele tava toda lá, a correria, ele tava numa correria da porra... E não sabia oque se passava pela cabeça dele. Era uma situação dificil, de repente poderia acabar rolando alguns tiros... E não da pra conversar nessas circunstâncias. Eu queria ter agarrado ele, jogado ele na limusine e dizer para o motorista, dirija... Pelo menos seria só eu e ele. Seria bem mais fácil pra conversar com ele.

Vibe: Porque ele achava que você e Puffy tinham algo a ver com os tiros que ele levou?

The Notorious B.I.G.: Tupac sabia quem havia atirado nele. Escute as músicas no album Makaveli (The 7 Days Theory) dele. Ele explica tudo que aconteceu aquela noite. Os malucos que ele cita nos sons são os caras que ele acha que tiveram algo a ver com isso. Ele sabia. Ele não podia fazer dinheiro rimando sobre os caras que realmente atiraram nele, tá entendendo? Ele precisava de outro alguém para culpar. E eu fui essa pessoa. Eu acho que foi isso, foi algo trágico. Eu queria ter sentado com ele e conversado sobre isso. Eu sempre disse isso, eu queria que ele não tivesse morrido para ele ver que eu poderia lançar um album duplo também e nem falar sobre toda essa merda, tá ligado?!

27 de jan de 2012

GRANDE....................

The Notorious B.I.G.

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GRANDES MCS DE TODOS OS TEMPOS - PARTE 1

The Notorious B.I.G.
Informação geral
Nome completo Christopher George Latore Wallace
Nascimento 21 de Maio de 1972
Nova Iorque, Nova Iorque
Origem Nova Iorque
País  Estados Unidos
Data de morte 9 de março de 1997 (24 anos)
Los Angeles, Califórnia
Gêneros Gangsta Rap, Pop Rap, East Coast hip hop
Instrumentos vocal
Período em atividade 1992 - 1997















Christopher George Latore Wallace (Nova Iorque, 21 de maio de 1972Los Angeles, 9 de março de 1997), também conhecido como Biggie Smalls, Big Poppa e Frank White, mas muito mais conhecido pelo apelido The Notorious B.I.G. (Business Instead of Game)
 

Biografia

Christopher nasceu em Bed-Stuy, Brooklyn, New York. Desde jovem já traficava drogas em Bedford-Stuyvesant. Quando abandonou sua vida criminal, acabou por virar um rapper. Lançou o criticamente aclamado álbum Ready To Die em 1994, e se converteu na principal figura do rap da Costa Leste dos E.U.A. que tanto rivalizava com a Costa Oeste, então liderada pelo rapper Tupac Shakur. Notorious Big e Tupac tentavam realizar o que parecia impossível: uma união de amizade entre os rappers da Costa Leste e a Oeste, mas quando Tupac sofre um atentado dentro da gravadora de Notorious as coisas mudam e este passa a ver Notorious como um inimigo.

 Ready to Die e casamento

Em 4 de Agosto de 1994, Christopher Wallace casou-se com a cantora Faith Evans. Quatro dias depois, Wallace teve seu primeiro sucesso nas paradas pop como um artista solo com o duplo A-side "Juicy / Unbelievable", que alcançou a posição #27 como primeiro single de seu álbum de estreia.
Ready to Die foi lançado em 13 de setembro de 1994, e alcançou a posição #13 na Billboard 200, chegando a ser certificado platina quatro vezes. O álbum, lançado numa época em que o hip hop da Costa oeste era destaque nas listas de vendas dos Estados Unidos, segundo a Rolling Stone, "quase sozinho ... mudou o foco de volta ao rap da Costa Leste". Ganhou opiniões fortes sobre o lançamento e tem recebido muitos elogios em retrospetiva. Além de "Juicy", o registro produziu dois singles, o platina "Big Poppa", que alcançou a posição #1 na lista de vendas de álbuns de rap nos Estados Unidos, e "One More Chance" com Faith Evans, um remix que se tornou seu single mais vendido.

 Junior M.A.F.I.A. e rivalidade costeira

Em agosto de 1995, o grupo de Wallace, Junior MAFIA ("Junior Masters At Finding Intelligent Attitudes"), composto por seus amigos de infância, lançou seu primeiro álbum intitulado Conspiracy. O grupo incluía rappers como Lil 'Kim e Lil Cease ", que passaram a ter uma carreira solo. O registro foi ouro e seus singles, "Player's Anthem" e "Get Money", ambos com Wallace, foram ouro e platina. Wallace continuou a trabalhar com artistas R&B, colaborando com grupos da Bad Boy 112 (em "Only You") e Total (em "Can't You See"), com ambas atingindo o top 20 da Billboard Hot 100.
Até o final do ano, Wallace foi o artista solo mais vendido do sexo masculino e rapper nas paradas de pop e r&b. Em Julho de 1995, ele apareceu na capa da The Source, com o título "O Rei de Nova York Domina Tudo". Na The Source Awards, ele foi nomeado Melhor Artista Novo (Individual), Letrista do Ano, Performista ao Vivo do Ano, e seu álbum de estréia do ano. Na Billboard Awards, ele foi artista de rap do ano. Em seu ano de sucesso, Wallace se envolveu em uma rivalidade com o West Coast hip-hop de Tupac Shakur, seu ex-associado. Em entrevista à revista Vibe, em Abril de 1995, enquanto servia o tempo em Clinton Correctional Facility, Shakur acusou Sean Combs (Diddy), e Wallace de terem conhecimento prévio de um assalto que resultou em ele ter sido baleado várias vezes e perder milhares de dólares em jóias na noite de 30 de novembro de 1994. Apesar de Wallace e sua comitiva estarem no mesmo estúdio de gravação baseado em Manhattan, no momento da ocorrência, eles negaram a acusação.
O fato de eu estar no estúdio na hora do incidente foi só uma coincidência. Pac não pôde dizer quem realmente fez isso com ele naquela hora. Assim, ele simplesmente jogou a culpa em mim.
Após sair da prisão, Tupac assinou com a Death Row Records em 15 de Outubro de 1995. Bad Boy Records e Death Row, agora rivais nos negócios, se envolveram em uma briga intensa.
A carreira de B.I.G. estava marcada pelas contínuas disputas entre as gravadoras Bad Boy Records e Death Row Records, quando B.I.G. foi apontado supostamente como o indiretamente responsável pela morte de Tupac Shakur, no dia 7 de Setembro de 1996, porque Tupac, em uma de suas letras revela que teve relações sexuais com Faith Evans, a esposa de B.I.G.

Life After Death e acidente de carro

Durante as sessões de gravação de seu segundo álbum, provisoriamente chamado "Life After Death ... 'Til Death Do Us Part, mais tarde encurtado para Life After Death, Wallace foi envolvido em um acidente de carro que quebrou sua perna esquerda e limitou-lo a um cadeira de rodas. A lesão obrigou-o a usar uma bengala.
Em janeiro de 1997, Wallace foi condenado a pagar 41 mil dólares em danos na sequência de um incidente envolvendo um amigo de um promotor de shows que afirmou que Wallace e sua comitiva o espancaram devido a um incidente em maio de 1995. Ele enfrentou acusações de agressão criminal pelo incidente que continuam sendo averiguadas, mas todas as acusações de furto qualificado foram descartados. Na sequência dos acontecimentos do ano anterior, Wallace falou do desejo de se concentrar em sua "paz de espírito". "Minha mãe ... meu filho ... minha filha ... minha família ... meus amigos são o que importam para mim a partir de agora".

Tiroteio em Março de 1997 e morte

Wallace viajou para a Califórnia em fevereiro de 1997 para promover seu próximo álbum e gravar um videoclipe de seu single, "Hypnotize". Em 05 março de 1997 Wallace deu uma entrevista de rádio com The Dog House em KYLD em San Francisco, Califórnia. Na entrevista, ele afirmou que havia contratado um segurança uma vez que temia por sua vida, mas isso era porque ele era uma figura da celebridade, não especificamente um rapper. Life After Death foi agendado para lançamento em 25 de março de 1997. Em 8 de março de 1997, ele apresentou um prêmio de Toni Braxton no 11 º Annual Soul Train Music Awards, em Los Angeles e foi vaiado por algumas pessoas da platéia. Após a cerimônia, após Wallace participar de uma festa organizada pela revista Vibe e Qwest Records no Museu Automotivo Petersen, em Los Angeles. Outros convidados incluíram Faith Evans, Aaliyah, Sean Combs e alguns membros das gangues Crips e Bloods.
Em 09 março de 1997, por volta das 00:30, Wallace foi com sua comitiva em dois Chevrolet Suburbans regressar ao seu hotel após o Corpo de Bombeiros encerrar a festa mais cedo, devido à superlotação. Wallace viajou no banco do passageiro da frente ao lado de seus companheiros, Damion "D-Roc" Butler, o membro do Junior M.A.F.I.A. Lil Cease e Gregory "G-Money" Young. Combs viajou em outro veículo com três guarda-costas. Os dois carros foram guiados por uma Chevrolet Blazer que leveva o diretor de segurança da Bad Boy.
Por volta das 00:45 as ruas estavam cheias de pessoas que estavam saindo do evento. O carro de Wallace parou em um sinal vermelho à (46 m) de um museu. Um Chevrolet Impala preto parou ao lado do carro de Wallace. O motorista da Impala, um homem Afro-americano que vestia um terno azul e gravata borboleta, baixou a janela, sacou uma pistola de 9 milímetros de aço azul e disparou contra o Suburban, quatro balas atingiram Wallace no peito. Os parceiros de B.I.G. levaram ele no Centro Médico Cedars-Sinai, mas ele foi declarado morto às 01h15
Biggie também trabalhou com Michael Jackson. Em 1995, compôs e cantou um rap para a canção "This Time Around" do megastar, e cerca de dois anos depois, estrelou a faixa "Unbreakable", porém esta só seria lançada em 2001, no disco Invincible.

 Discografia

Singles

 Prêmios

  • Billboard Music Awards 1995 - Artista de Rap do Ano
  • Billboard Music Awards 1995 - Single de Rap do Ano por "One More Chance"
  • The Source Awards 1995 - Revelação Solo do Ano
  • The Source Awards 1995 - Album do Ano por "Ready To Die"
  • The Source Awards 1995 - Compositor do Ano
  • The Source Awards 1995 - Melhor performance Ao-Vivo do Ano
  • VMA 1997 - Melhor video-clipe de Rap por "Hypnotize"
  • Soul Train Music Awards 1998 - Melhor Album Masculino de R&B/Soul por "Life After Death"

26 de jan de 2012

UM CASAL DU CARALEO!!


quarta-feira, janeiro de 2011

Anaïs Nin e Henry Miller



O estranho é que juntos e sozinhos somos tão humanos, tão suave e calorosamente humanos, e na nossa escrita turbulentos, túrgidos, espectrais, febris, monstruosos; encharcados em carnalidades homoeróticas. O meu estilo esmaltado, e o teu, muscular, pelejando, arrancando faíscas um ao outro.
Anaïs Nin para Henry Miller
Louveciennes, 16 Outubro de 1932

Todas as cartas de amor são ridículas, talvez porque, como James Joyce definiu no final de Ulisses, «o amor ama amar o amor». A constatação muda de figura quando, na década de 30 do século XX, dois candidatos a escritores decidem aliar à sua experimentação literária a procura de uma sintaxe para a paixão, a amizade e o sexo. Foi assim com a correspondência trocada durante duas décadas (1932-1953) entre Anaïs Nin (Paris, 1903-Los Angeles, 1977) e Henry Miller (NY, 1891-Califórnia, 1980). 
 
Um exemplo raro de parceria intelectual e fusão sexual e afectiva, entendidas por ambos também como fuga à convenção, destruição de tabus e afirmação de uma identidade e de uma voz individual. Primeiro editada pela Difel, com tradução de Manuel João Gomes, reaparece nas livrarias, pela Caleidoscópio (tradução de Tiago Marques), a compilação de mais de 250 exemplos de Cartas de Amor entre Nin e Miller, seleccionadas e prefaciadas por Gunther Stuhlmann em 1987.
 
Na introdução, Stuhlmann explica que a decifração, escolha e datação do material que lhe havia sido confiado por Anaïs obedeceu sobretudo ao «esforço para oferecer uma narrativa contínua», mais «romance literário» do que documento de uma paixão literata. É uma pena que, como diz, tenha deixado de parte «longas discussões acerca de Dostoiévski, Proust, Joyce, D. H. Lawrence; críticas pormenorizadas feitas ao trabalho em curso um do outro; reflexões acerca de filmes, livros, e assim por diante, frequentemente encaixadas em cartas de vinte ou mais páginas dactilografadas». 
 
O legado de afirmação feminina de Nin supera a mera autoria de literatura erótica e os epítetos agressivos que lhe colaram inclinações para a ninfomania, a poligamia, a bissexualidade ou, mesmo, o incesto. Miller foi bem mais do que um vagabundo boémio e libertino, predador sexual e autor de literatura durante anos banida nos EUA como de matriz pornográfica. 
 
O equívoco feito de lugares-comuns que envolveu durante décadas o nome e a relação dos dois pode até derivar da publicação póstuma da versão não expurgada dos diários de Anaïs e ter sido reforçado pelo sucesso do filme Henry & June (Philip Kaufman, 1990, com Maria de Medeiros no papel da escritora) ou da muito pouco reverente biografia Anaïs Nin, assinada, em 1995, por Deirdre Bair.
 
Aquilo a que Stuhlmann chama «material marginal à história pessoal» é, afinal, o mais interessante nesta correspondência compulsiva (só em 1932, ano em que se conheceram, Miller endereçou mais de 900 páginas a Anaïs). Um diálogo intelectual entre um homem e uma mulher num momento histórico muito importante, a batalha de explicação mútua entre duas pessoas que, muitas vezes em divergência teórica, ambicionam acima de tudo escrever uma literatura inovadora e apurada. 
 
O que as tornaria indestrutíveis, segundo Anaïs, era o facto de «no [seu] âmago, [estar] um escritor, não um ser humano». Na verdade, concretizaram mais percursoras tentativas de automaterialização do corpo mental e físico através da escrita do que um banal enredo com várias triangulações picantes.
Anaïs é talvez mais famosa pelas páginas eróticas de Passarinhos ou de Delta de Venus (traduzido por Luiza Neto Jorge, nos anos 80, para a Bertrand; reeditado pela Bico de Pena em 2006), livro que defendeu ter escrito apenas por questões de sobrevivência. Miller é identificado sobretudo pela autobiografia crua e pelo realismo brutal (para muitos, entendido ainda como mera 'obscenidade') de Trópico de Cancer (primeiro publicado em Paris, em 1934, e que muito deve ao apoio de Anaïs) ou Trópico de Capricórnio (1939). Pouco é reconhecido do esforço técnico das suas especulações quase-filosóficas, dramas simbólicos e associações surrealistas, presentes também na trilogia de «Rosa-Crucificação» (Sexus, 1949, Plexus, 1953, Nexus, 1960). 
 
A biógrafa Deirdre Bair definiu Anaïs Nin como «uma grande autora menor». Igualmente com dificuldade Henry Miller será alguma vez aceite como autor relevante para os cânones literários mais exigentes. Produto da sua época, os dois escritores não resistiram à prova que o tempo fez do resultado literário daquilo que mais confiavam possuir: no caso dele, «talento», no dela, «instintos».  
Cartas de Amor mostra-nos, antes, a prevalência mútua da análise autobiográfica sobre qualquer outra motivação ou conquista literárias, com exemplo máximo em O Diário de Anaïs Nin (editado pela Bertrand, com introdução de G. Stuhlmann), registo que a escritora manteve dos 11 anos de idade até quase à morte.
 
A herança de Nin e Miller concentra-se na força e originalidade da investigação de um passado individual, centro da criação de cada um deles. Uma espécie de autoetnografia, de esforço de recuperação do «tempo perdido» («Está tudo escrito em pedra», diz Miller), cuja dimensão mais íntima nos é dada a partir de um enredo de amor, entre duas pessoas sem medo do 'sexo' e com fome de liberdade perfeita, porque criativa.