TODO DIA ...É 1 TEXTO NOVO!!!

13 de fev. de 2009

somos mais que isso


Quando a Luz Espacial sente que pode ser mais que fotons e avança sobre nossas cabeças incultas pseudo intelectuais veremos mesmo a luz e seremos todos frees e styles um dia , quando a hipocrisia de todos cair por terra feito predio com cimento -areia no RJ.

Surgiram colméias de pensamentos sútis que carregaram para longe o tédio , e os homens e mulheres poderão fazer coisas que não sabiam que podiam fazer.

Indios serão gestores de suas idéias e principes formaram a linha de frente na guerra ideologica de todos os dias.

Quando o sol ser mais que calor e todos pensarem juntos , o individual , ai sim seremos nós . mesmo que por breves segundos ,lixo seria luxo e luxo seria mentira .mentiras luxuosas não teriam espaço, mesmo que implore com lágrimas nos olhos verdes e cansados...


Todos seguiram seu cortejo alegre cada um com sua mente solta e cada um levando seu papel crepon puído e gasto.
Tudo isso pode aconteçer no dia que os politicos de são joão de mentirinha , enxerguem que a cultura pode ser mais do que um rodeio ralé
e uma casa de show assassina...

12 de fev. de 2009

carnes que sonham...



Como vejo o mundo é uma questão muito sincera,porque espero do mundo que ele apenas seja um mundo ,com todas suas infinitas crises nas infinitas terras (IGUAL AOS QUADRINHOS DA MARVEL ).


Como encaro esse mundo é que deixa minha parte racional meio que perdida,sou apenas mais um que faço algo ou sou algo que faz mais uma coisa??
Me pego as vezes olhando para o espelho (mirror mirror) e não reconheço um reflexo instantaneo,apenas um meio de ser um pensamento criado. Li que somos "carnes que sonham" e fiquei pensando muito tempo (cerca de 12 segundos) e vi que podemos ser só isso ou não.


será que estou comendo muita carne??

eu li que"A alimentação vegetariana é um dos pontos essenciais da filosofia hindu. Isso porque é livre da impureza (morte / sangue), e como todo alimento deve ser antes oferecido aos deuses, não se poderia ofertar algo que fosse "sujo".
não sei... viro hindu?? ou continuo um carnivoro notorio?



sei lá...o mundo é assim...uns comem outros são comidos.e os hindus estão ai...cheios de fome...vai que o dna vegetal mude e as plantas começem a querer usar garfo e faca...

11 de fev. de 2009

cúmulos

O cúmulo da paciência é limpar a bunda de um elefante com o cotonete.


O cúmulo da avareza é olhar por cima dos óculos para não gastar lente.


O cúmulo da amnésia é não lembrar onde fica o clitóris depois de estar com a resposta na ponta da língua.


O cúmulo da confiança é jogar par ou ímpar por telefone.



O cúmulo da bondade é roubar uma galinha e levar os pintinhos para eles não sentirem saudade.


O cúmulo da baixura é sentar em uma moeda e ainda balançar os pés.




O cúmulo da mentira é um cego dizer que viu um surdo ouvindo a conversa de dois mudos.




O cumulo da magreza é ter que correr atrás do pingo quando vai tomar banho.




O cúmulo da burrice é dar rasteira em cobra.




O cúmulo do vegetarianismo é levar a namorada atrás da moita e comer a moita.


O cumulo do viajante é a morte bater na sua porta e você não estar em casa.




O cumulo do azar no futebol é fazer o gol no jogo e errar no replay.


O cúmulo da maldade e colocar tachinhas na cadeira elétrica.




O cúmulo da força é fazer tricô com linha de trem.




O cúmulo do respeito é c... uma viúva com camisinha preta.

10 de fev. de 2009

MORTE AO JABÁ ,BICHO RUIM DE DERRUBAR...

Uma pessoa que tenho certeza é uma das mais influentes mentes desse nosso século:Marcelo Yuka.

Aconteceu na manhã desta quinta na Fundação Getúlio Vargas duas conferências do seminário ''O processo da música - Entre novos modelos de negócio e ações judiciais''. Na parte da tarde, numa mesa sobre possíveis processos contra downloads ilegais, Marcelo Yuka

soltou uma frase-bomba. "Ao invés de prender quem faz download, deviam prender o Tutinha da Jovem Pan que cobra jabá."


Transmito algumas informações que achei interessantes. As conferências foram ''Cenários da música no Brasil e no mundo em vista de novas tecnologias'' e "Novos modelos de negócio para a música e o combate à pirataria". Foi mapeado o cenário de um artista consagrado e um iniciante/independente hoje em dia.

O consagrado não recebe mais adiantamento na assinatura do contrato, ele investe num selo e banca o seu próprio disco, distribuído e com o marketing por uma grande gravadora (Neste caso, estão artistas como Fernanda Abreu, Arnaldo Antunes e Leoni). Ele diversifica suas fontes de renda. Foi citado o caso do rapper americano Puff Daddy que também vende perfumes, roupas e rodas de carro. As gravadoras hoje só bancam os que ela acredita que podem vender muito, duplas sertanejas como Zezé de Camargo e Luciano e duplas como Sandy & Junior.

O independente precisa bancar a produção do mesmo jeito, mas a divulgação e a venda têm que ser feitos através da internet, hoje um importante divulgador e vendedor de música através de sites como My Space, Trama Virtual e iTunes.


A internet facilita o contato de consumidores de gêneros menos populares de música com suas preferências. Quem gosta de música barroca com viola de gamba, por exemplo, antigamente penava para conseguir alguma coisa, hoje em dia existem até comunidades no orkut sobre o assunto.

A administração do direito autoral hoje em dia depende de menos intermediários que antes, com a possibilidade de acordos diretos através do Creative Commons, onde o artista determina os casos em que sua obra pode ser usada de graça ou sob pagamento. Já existem 140 milhões de licenciamentos pelo Creative em 50 países, entre eles o Brasil.

O consumidor atual de música deseja portabilidade (poder tocar a música em qualquer mídia), participação (intervir nas músicas, poder remixar), catálogo ( maior número possível de música disponíveis, nada deve ficar fora de catálogo) e preço (mais barato possível por fonograma).

Os músicos Lucas Santanna e B Negão



colocaram discos inteiros para serem baixados de graça em seus sites e não acham que isso afete a venda da mídia física, o CD. Ambos vendem bastante em shows e disseram que a difusão pela internet gera público em praças onde não chegou o CD e muito menos foram tocados em rádio.

Foi citada uma declaração do presidente da gravadora EMI, Alain Levy, que decretou a morte do CD. Levy revelou que 60% dos consumidores jogam o CD dentro do computador para transferi-los para players digitais, daí ser mais lógico que a aquisição seja feita por meios digitais. Com a vantagem adicional de o consumidor escolher as músicas que deseja e, assim, fazer uma compra variada com o que gastaria na aquisição de um único CD. O álbum pode até sobreviver, mas de alcance bem limitado e não mais como dado de mercado.


O jabá nas rádios impede a difusão de novos músicos e da música de qualidade. O jabá é crime e organizado. Foi lembrado o papel da Rádio Fluminense na divulgação da Geração 80 do Rock Brasil e que a ascensão de nomes como Paralamas, Lobão, Barão e Kid Abelhas teria sido bem mais difícil sem a FM Maldita.


Os participantes foram Dirceu Santa Rosa (da Veriano Advogados), Lucas Santtana e B Negão (músicos), Ronaldo Lemos (Centro de Tecnologia e Sociedade), Alexandre Matias (Gravadora Trama), André Barcellos (secretário executivo do Conselho Nacional de Combate à Pirataria), Luiz Fernando Noncau (Advogado do Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

ALGUÉM AI TEM MUNIÇÃO PRA MATAR JABÁ??

9 de fev. de 2009

saramago e obama



Donde?
By José Saramago

Donde saiu este homem? Não peço que me digam onde nasceu, quem foram os seus pais, que estudos fez, que projecto de vida desenhou para si e para a sua família. Tudo isso mais ou menos o sabemos, tenho aí a sua autobiografia, livro sério e sincero, além de inteligentemente escrito. Quando pergunto donde saiu Barack Obama estou a manifestar a minha perplexidade por este tempo que vivemos, cínico, desesperançado, sombrio, terrível em mil dos seus aspectos, ter gerado uma pessoa (é um homem, podia ser uma mulher) que levanta a voz para falar de valores, de responsabilidade pessoal e colectiva, de respeito pelo trabalho, também pela memória daqueles que nos antecederam na vida. Estes conceitos que alguma vez foram o cimento da melhor convivência humana sofreram por muito tempo o desprezo dos poderosos, esses mesmos que, a partir de hoje (tenham-no por certo), vão vestir à pressa o novo figurino e clamar em todos os tons: "Eu também, eu também." Barack Obama, no seu discurso, deu-nos razões (as razões) para que não nos deixemos enganar. O mundo pode ser melhor do que isto a que parecemos ter sido condenados. No fundo, o que Obama nos veio dizer é que outro mundo é possível. Muitos de nós já o vinhamos dizendo há muito. Talvez a ocasião seja boa para que tentemos pôr-nos de acordo sobre o modo e a maneira. Para começar.

Eu acho que saramago



está na razão... o mundo tem que ser melhor que isso aqui , se não ..não sei ...
vou pra saturno e lanço uma rede de slow food....

8 de fev. de 2009

lenda...


esse aqui é uma lenda.
mestre dos mestres BEZERRA DA SILVA.
Depois que li um livro ,contando a vida desse mestre ,as coisas se enveredaram para um caminho sem volta e surgiu a constatação da frase clássica:
malandro é malandro e mané é mané...

fogo cruzado de 3 tipos

Todo dia é um texto novo ,todo dia 1000 coisas podem ser escritas,todo dia algo inédito acontece,todo dia temos o maior motivo pra escrever: estamos vivos...
Somos filhos imperfeitos de um perfeito Deus ,que nos olha como filhos mesmo ,somos tão esquisitos que não conseguimos notar a sua presença nas pequenas coisas ,ai então procuramos as coisas enormes.
Outro dia fiquei observando meu comportamento ,e vi o quanto sou esquisito...
Queria uma saída para todos os meus problemas e não noto que a saída não existe ,porque não deve existir: ela tem que ser criada,conquistada e sonhada.
eu também tenho um sonho como o do pastor King :
"Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio.(ADOREI A METÁFORA) Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nós não podemos caminhar só."



E que nessa caminhada as pedras atiradas não nos acertem e Deus nos guie,em meio ao fogo cruzado,seja ele físico , espiritual ou ideologico.

7 de fev. de 2009

o caminho da felicidade



Estava pensando como é bom ser feliz...
As coisas ganham uma nova dimensão e voçe consegue ver que quase tudo se resolve.
meu computador voltou a funcionar depois de uma injeção de 90 pratas nas suas veias híbridas ,e as coisas vão caminhando a passo de tartaruga ,mas vão.
Esse ano muitas coisas boas estão surgindo ,feito fenix com sono ,e as nuvens não estão tão carregadas e DEUS continua mandando sinais,mesmo quando estou em uma roda de pessoas ,cada uma de uma opção religiosa
-na direita um judeu.
-em frente um umbandista.
-na esquerda um candoblecista (???).
-perto um agnóstico.
-mas longe uma missionaria católica.
-perto mais nem tanto uma evangélica.
-tem um ateu também.
-alguns que dizem não ter religião(??????).
e eu me mantive feliz.
ah... e tudo isso em um hotel chamado :GRANADA.



DEUS É SINISTRO

6 de fev. de 2009

A ARTE OU O RAYBAN .



A arte , aqui em São João de Mentirinha , fica nos rondando como uma raposa vermelha querendo o sangue da vítima emplumada. Pressinto ,no correr dos galopantes cascos da minha ideias , que ela já esta entre nós e muitos não estão notando a sua presença.
Uma cega visão atinge as pupilas dos reitores e senhores do município ,e só quem tem o RAYBAN da guerrilha cultural , poderá enxergar...
O xis da questão é que essa visão é tão contagiante que chega e muitos não conseguem ver ,e a arte vai se espalhando mais rápido que doença venérea , apesar da síndrome de Ray Charles...

5 de fev. de 2009

EU,TERRORISTA ?



AFINAL, QUEM É O TERRORISTA?

No ano passado - quando vi aqueles aviões americanos ultra-modernos, despejando suas bombas de sete toneladas sobre paupérrimos vilarejos afegãos, e nossa imprensa televisiva chamando isso de guerra contra o terror - comecei a ter sérias dúvidas sobre o significado da palavra terror.

Hoje, a guerra contra o terror prossegue - com a invasão do Iraque e a operação choque e espanto - e minhas dúvidas aumentam. Choque e espanto não são, por si próprias, idéias muito próximas de terror? Essa operação, que se materializa nas gigantescas bolas de fogo que cobrem Bagdá, não parece um eufemismo para operação terror?

Consultei o dicionário para ver o que terrorismo significa:

Modo de coagir, ameaçar ou influenciar outras pessoas, ou de impor-lhes a vontade pelo uso sistemático do terror, diz o Aurélio. Então percebi que havia um sério engano nessa história toda:

Todos se lembram de 11 de setembro de 2001, do atentado da Al Qaeda que matou mais de 3.000 civis. Isso certamente é terror. Mas e os bombardeios de Bush, não? A forma restritiva com que a televisão usa o termo terrorista, parece sugerir que os EUA nunca fizeram coisas similares a 11 de setembro!




Quem se lembra de 6 de agosto de 1945?

A segunda guerra mundial caminhava para um fim certo: a rendição do Japão. Um Japão mutilado, despido de seu antigo poderio aeronaval, sitiado pela marinha estadunidense, condenado a agonizar por sufocamento. Mas algo mais estava em jogo: a disputa entre EUA e União Soviética pelos despojos da guerra e pela supremacia político-militar do mundo.

O governo americano jogou uma bomba atômica sobre Hiroshima, matando instantaneamente 70.000 pessoas, em sua maioria mulheres, crianças e velhos, ferindo outras 100.000 e deixando um número não calculado para sofrer as terríveis conseqüências de longo prazo, que se estenderam por diversas gerações.

Os EUA alegaram que o uso da bomba foi para salvar vidas americanas. Será que foi? Dissemos que (...) explodir uma dessas coisas sobre um deserto, como um fogo de artifício, não deveria causar muita impressão, relatou mais tarde Oppenheimer. A quem a bomba de Hiroshima visava impressionar? aos japoneses ou aos soviéticos? Atualmente, de forma similar, Bush afirma que está invadindo o Iraque para proteger vidas americanas do terrorismo.

Além de Hiroshima, houve Nagasaki, as cidades alemãs, as vilas do Vietnã e do Camboja, e muitas outras, até chegarmos aos atuais acontecimentos em Bagdá.

Que diferença existe entre a ética dos bombardeios americanos e a do atentado de 11 de setembro? entre a ética do governo dos Estados Unidos e a da Al Qaeda? a de Bush e a de bin Laden?

Materialmente, a bomba de Hiroshima sozinha foi dezenas de vezes mais destrutiva que os atentados; e seus efeitos, milhares de vezes mais prolongados.

Quanto às alternativas que ambos tinham, a balança é desequilibrada, na proporção do poder de cada um. Para os EUA, cada bombardeio foi uma escolha fria, uma opção entre muitas. Para os árabes - que vivem sob ditaduras controladas pelos EUA e não têm à sua disposição meios pacíficos de expressão ou meios convencionais de luta - a decisão sobre os abomináveis atos terroristas foi tomada sem a multiplicidade de alternativas que existe em Washington.

Quem é o terrorista? Quem no mundo mais que George Bush?



ele está sempre querendo coagir, ameaçar e influenciar os outros países? Quem foi que bradou: ou vocês estão conosco, ou estão com os terroristas?!

Ainda assim, para nossas televisões, terroristas são apenas os opositores do poder estabelecido. Por essa lógica, o presidente dos EUA, a encarnação mundial do poder estabelecido, jamais será terrorista, não importando a brutalidade de seus atos.

Para nós também, de tanto ser repetida, essa acepção ameaça se tornar uma verdade. Mas devemos pelo menos compreender suas conseqüências: Por essa lógica, os nazistas que cometeram o holocausto jamais seriam terroristas; os judeus, que com armas rudimentares resistiram heroicamente no gueto de Varsóvia, sim. Por essa lógica, no dia em que os interesses da Boeing e da Embraer se chocarem, ou quando algum laboratório americano ganhar a patente do chá de espinheira santa e quiser nos cobrar royalties - no dia em que nos confrontarmos com os EUA - os terroristas talvez sejamos nós.

4 de fev. de 2009

def yuri é def


Hip Hop - Hoje e Ontem
Autor: Def Yuri


A cultura Hip Hop nos dias de hoje alcançou uma dimensão considerável e que se faz notar em várias partes do Brasil. Digo isso para uma maioria recém convertida ou meramente curiosa, pois o número de pessoas que batalham por essa cultura é enorme, infinitamente maior do que os grandes nomes que tanto representam e/ou gozam de uma grande visibilidade, a esses peço licença, e estou certo que estes têm a capacidade de discernir a importância do que estou pontuando. Falo de personalidades (não quero aqui separar por estilos ou sei lá o quê) como MV Bill, GOG, Mano Brown, Thaíde, Rappin Hood, Xis, Helião, Negra Li, Marcelo D2, Gabriel Pensador, Vinni Max, que constantemente invadem nossas casas não mais através do rep e sim via programas de TV, jornais ou revistas.

Diferente de outros, considero isso muito importante, essa exposição mostra um crescimento e reconhecimento, o triste é que isso não é compartilhado com uma gama enorme de atores que resistem desde sempre ou começam a resistir, e coloco que isso nem é culpa dos citados e sim daqueles que buscam retratar ou alardear essa nova cultura (?).

Antes de qualquer ruído de comunicação natural ou orquestrado, digo que não tenho objetivo de focar nos interesses comerciais, e sim no pensamento e incapacidade de se detalhar na sua verdadeira dimensão essa cultura, que como sempre coloquei não se restringe a uma visão única, no caso em questão – paulicêntrica, esta até pode ser a mais divulgada, porém não é, nunca foi e nem será a única.

Questiono a competência, quero dizer, a "boa" vontade de determinados veículos de comunicação que, no senso comum, convencionou-se entre nós rotular de "servirem ao sistema", pois sempre reproduziam absurdos sobre a cultura ou eram totalmente limitados e incapazes de apurar algo que transcendesse o seu conhecimento. E friso que foram vários os resultados desse tipo de ação "deturpatória", que durante tempos alimentou as nossas críticas e os nossos anseios por uma fala própria ou pelo menos que alguma vertente midiática de resistência cumprisse o papel de colocar um foco imparcial sobre a cultura Hip Hop, mostrando através do respeito e conhecimento a força dessa manifestação, bem como toda a sua pluralidade.

Na verdade isso é esperar demais, tendo em vista as incríveis similaridades entre os veículos midiáticos no que se refere à construção e divulgação de um conhecimento específico, servindo apenas como reforço aos estereótipos e deturpações que são iniciativas que somente servem para embriagar e lobotomizar os menos informados que desconhecem a sua própria essência e seguem tal qual robôs programados desprovidos de um programa para questionamento. Realmente é impressionante.

O pior é que eu mesmo já estava acreditando que esse período de restrição e/ou condução de informação tinha passado ou, pelo menos ,diminuído o que seria uma incrível evolução - digo isso em decorrência do advento da Internet, das nossas próprias mídias e redes. É, talvez eu tenha superestimado, pois isso ainda não foi atingido na sua plenitude e alguns grilhões ou patrulhamentos ainda tentam impedir mesmo que inconscientemente as (em alguns casos, diga-se de passagem) nossas próprias ações para mudar esse quadro.

Em decorrência disso, acredito que os expoentes que são constantemente colocados como vidraças, digo vitrines, devem ou deveriam sentir-se constrangidos, pois viajam esse país de ponta a ponta e certamente encontram um número grande de pessoas e/ou iniciativas que são motivo de orgulho e que poderiam gozar de uma pequena visibilidade que seja, com o intuito de estimularem ainda mais as diferentes vertentes dessa cultura e sua maior propagação positiva. Com isso não quero dizer que os mesmos não estejam fazendo nada e sim sugerindo que façam ainda mais, isto já seria uma grande ajuda e por que não dizer um importante ato ativista. Minha colocação não tem o intuito de julgar os anseios artísticos e comerciais de cada um, cada qual com o seu cada qual, estes são importantes e necessários, e também não são da minha conta.

Nem vou me atrever a abordar os outros estados, essa iniciativa deixo para os seus naturais contarem (e são muitos), falarei tão somente do caso do Rio de Janeiro, cuja imagem no momento está atrelada ao Bill, Gabriel, D2, Vinni Max ou Black Alien, isso por si só é muito importante, pois mostra um retorno aos diferentes trabalhos realizados o que é merecido, justo, mostrando que é possível para muitos buscarem aquilo que tanto almejam, porém não é só isso.

Por mais que os próprios façam, coloco que todos estes sem exceção já provaram o sabor do descaso, desdém e ciumeira intra-hiphop do Rio de Janeiro, esta última às vezes fruto de contaminação externa (também). Digo que os percalços pelos quais passaram não devem ser esquecidos, mais transcender isso se faz necessário o quanto antes, peço que não esqueçam das suas origens hiphopeiras e, se não se esqueceram, que externem de coração aberto que não vieram do nada, mostrem para o mundo que também são frutos de um estado onde essa cultura luta, lutou e resistiu a todos os tipos de ingerências, preconceitos e deturpações. Que estes legítimos expoentes lembrem, digo, que tornem público se possível com orgulho que vieram do mesmo lugar que:

DJ Leandro, KMKZ, Macarrão, El Tosh, Refém, Sistema Visado, Mister Zoy, Gutierrez, Justiça Negra, Tito, Bolt, Thogun, Fator Surpresa, Contexto, P, 10, Tigrão, Speed Freaks, Dudu de Morro Agudo, Gilmar, Fiell, DJ Zinho, Vinícius Terra, Perigo Zona Sul, Don Negrone, Disciplina Urbana, Leo da XIII, Inumanos, Poder Consciente, 3 Pretos, Pjunior, MC I, A Resistência, Paula Diva, Vozes do Gueto, Artistas Urbanos, Marechal, DJ Frias, De Leve, Gás-pa, 5o Andar, K-lote, Artigo 288, Mister P, Marcia 2 Pac, Weelf, Tigrão, Vozes do Gueto, Funk, Positive Soul, Mateus Pinguim, Break Mania, Manu Valdez, Neggativas, NAT, Poetas de Ébano, Descendentes da Ralé, Posse Domínio Apocalipse, João Coragem, DJ Lara, Justiça Negra, You2, Realidade Social, DJ Pachu, R.E.P, Edd Weeler, Nando-E, Xhacal, Damas do Rap, Bob T, DJ Juan, Boogie Boys, A Filial, Jovem Cerebral, Rogério Beat, Paulo, Leandro BW, Bolt, Eva Samaja, Zeze, Filhos do Gueto, Falcom Man, Ryo Radikal Repz, Atari Funkers, Break Storm, ACME, DJ Frias, MC Boné, Lelin, Original Rap, Mechanic Man, Poesias Sobre Ruína, Genaro, DJ Alex, Slow, Don Michel, Buiu da Doze, O Bando, Frio Bira, Nocaute, B-32, DJ Saddan, GBCR, Felipe B, Sindicato Negro, Dr Terror, Lord Sá, DJ Tamempi, Nega Gizza, Esquadrão Zona Norte, DJ TR, JC, Mick, Ocrespo, A.C, Tulane, BJ, Paulo Gato, Branco e Preto Polaroid, Manifesto 021, Elza Cohen, DJ Fabio ACM, Alfa Marine, Pancho, Caleho, Marcelo M.G, Baixada Brothers, Juízo Crítico... Caramba são tantos os que fizeram e fazem essa cultura no Rio de Janeiro que acredito levaria dias para buscar nos meus arquivos mentais todos os nomes, ou pelo menos parte desses.

E os eventos e festas? Batalha do Real, Zoeira, Hutuz, Ajuste de Contas, Hip Hop pelo Rio, Hip Hop Hio, CDD, Voz Ativa, SG in Rap, Viva Zumbi, Embaixada, Fúria, Basement, Rave Hip Hop, Everest, Salão Azul, Players, Viaduto, Hip Hop Agosto, Garage Rap Club... Na propagação musical por rádio e T.V: Liberdade de Expressão, Voz da Favela, Conexão Babilônia, Que se Dane, No Clima dos Bailes, Grito de Alerta, Night Session, BB Vídeo Break, BB vídeo Clipe, Super Onda, Monsieur Lima, Periferia, Som na Caixa, Vibrações Positivas... Registros: S2 samples e scrats, Afro Reggae Noticias, Enraizados, Hip Hop Ativo, Viva Favela...

Nas iniciativas sociais: além da CUFA, diversas instituições apostam e/ou apostaram no Hip Hop: CEAP, VIVA RIO, CEMINA, CRIOLA, IBASE, FASE, ISER... E lembro das primeiras ONG's no meio - Atcon (Associação Atitude Consciente) e Voz Ativa. Mais recentemente uma totalmente pensada e constituída por pessoas do meio foi o CEAC- H2 Centro de Estudos e Apoio a Cultura Hip Hop...

São muitos os pontos que podem ou poderiam ser melhor divulgados, espero que os grandes expoentes cariocas mantenham todas as lembranças vivas nas suas mentes, e conseqüentemente de todos que orbitam pela cena H2 e se já fizerem isso que externem e ajudem ainda mais e de todas as formas possíveis, tendo em vista que vocês dispõem dos meios necessários para a preservação dessa cultura. E mesmo se não forem capazes ou tiverem vontade de fazer, o que é um direito, eu agradeço e agradecerei do mesmo jeito, e também cientificando-os que independente de uma maior mobilização dos vários Hip Hop`s, eu, Def Yuri, continuarei externando meu orgulho de fazer parte de tudo isso, e também muito orgulho de ser do Rio de Janeiro, e continuarei somando no que for possível e reforçando que é imprescindível um mínimo de conhecimento e o não esquecimento - em alguns casos forçados - da nossa história local, e quando a mídia tacanha ou supostamente revolucionária, se meter a falar, retratar ou citar o Hip Hop feito a partir do Rio de Janeiro, aqui ou em qualquer outro lugar, que o faça com fundamento e respeito. Isso, também vale se o foco for todo o Brasil. É preciso reconhecer a pluralidade, a diversidade e as diferentes realidades que podem ser parecidas em alguns aspectos, porém não são iguais como um todo, tendo em vista que essa cultura é um reflexo da sociedade, tanto para o bem quanto para o mal.

Aos leitores pergunto, têm conhecimento sobre o nascedouro dessa cultura no seu lugar de origem? Conhecem o antes, o presente? Já pensaram no futuro? Essas são apenas algumas perguntas vitais.

Atentos a isso digo que o mesmo vale para os oriundos da nossa cultura, dessas formas nos fortaleceremos ainda mais, acredito nisso e pontuo que já fui a diferentes locais desse país e tenho a certeza que esse posicionamento é compartilhado pelos não colonizados externa ou internamente. Tenho esperança que o quadro negativo seja revertido, em contrário de nada adiantará os discursos reivindicativos, restará somente o conhecido muro de lamentações do Hip Hop.


A compreensão daquilo que por mim foi descrito por mim será apenas um passo dado que tornará possível uma liberdade de ação, expressão e questionamentos que contemple "o todo", afinal estamos em 2005 e não podemos nos permitir os mesmos erros do passado, onde não tínhamos espaços para questionar as histórias disseminadas, estando essas parcialmente corretas ou erradas. Nunca esquecendo que o esforço é coletivo, fiz a minha parte ao tornar público percepções até então restritas a determinadas pessoas que se indignam com o quadro geral, e podem apostar que continuarei em frente - como sempre - pois o bônus e o ônus no que se refere ao Hip Hop deve ser compartilhado por todos sem exceção: artistas, ativistas e entusiastas.

"Longa vida ao Hip Hop do Rio de Janeiro. Longa vida ao Hip Hop em cada estado brasileiro!"

3 de fev. de 2009

Mas ainda sim, eu rio...


Eu, Psique, digitei o texto seguinte num momento em que pensei que ele, Luiz, não passaria de um confidente à distância... por isso, a acidez transborda sutilmente entre as linhas...


Minha absurda imaginação costuma me dar rasteiras( "fantástico mundo de Bobby" total )..às vezes, penso que é sentimentalismo demais, sensibilidade demais, delicadeza demais,...mas só às vezes..coisas que poderiam ser boas, se bem dosadas, parecem me corroer por dentro, assim...bem devagar, pra que ninguém perceba... é chato quando começamos a nos acostumar.. quando aparece algo que parece ser bom ..no fim, ÀS VEZES, não é.
Mas o que sinto agora, é uma vontade de chorar sem motivo(E ISSO, DEFINITIVAMENTE, Ñ TEM GRAÇA NENHUMA!!Mas ainda sim, eu rio..rsrs.muito "show de Truman").
Não me sinto triste, mas é um saco!...desculpe o pessimismo exacerbado e sem motivo, rs... me considero alguém otimista.....sério!!
Talvez esteja com raiva da minha dor nas costas (de tanto dormir no trem...rsrs) ...é!! Deve ser isso!De resto, fico nas reticências, tentando entender Reich dizendo que alguém pode mentir com palavras mas as expressões, nunca mentem...( estudando teorias da personalidade....e que personalidade!!RS)
Por hoje é só pessoal!(ah! A repetição de palavras foi proposital...até que meu vocabulário não é tão escasso assim né?..rsrs)..bjss..

2 de fev. de 2009

Lei de Murphy


A Lei de Murphy é um ditado popular da cultura ocidental que afirma que "se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará". "Se há mais de uma maneira de se executar uma tarefa ou trabalho, e se uma dessas maneiras resultar em catástrofe ou em conseqüências indesejáveis, certamente será a maneira escolhida por alguém para executá-la". A Lei de Murphy é comumente citada (ou abreviada) como "Se algo pode dar errado, dará" ou ainda "se algo pode dar errado, dará errado da pior maneira possível, no pior momento possível".

É oriunda do resultado de um teste de tolerância à força g por seres humanos, feito pelo engenheiro aeroespacial norte-americano Edward A. Murphy. Ele deveria apresentar os resultados do teste; contudo, os sensores que deveriam registrá-lo falharam exatamente na hora. Frustrado, Murphy disse "se este cara tem algum modo de cometer um erro, ele o fará" (em referência ao assistente que havia instalado os sensores). Daí, foi desenvolvida a assertiva: "Se existe mais de uma maneira de se executar uma tarefa, e alguma dessas maneiras resultar num desastre, certamente será a maneira escolhida por alguém para executá-la." O teste obteve sucesso, mais tarde. Durante uma conferência de imprensa, John Paul Stapp, que havia servido como cobaia para o teste, atribuiu ao fato de que ninguém saiu ferido dos testes por levarem em conta a Lei de Murphy, e explicou as variáveis que integravam a assertiva, ante ao risco de erro e conseqüente catástrofe.


Como o ditado popular que é, para mim, a lei de Murphy, sem dúvida, é contestável. Diante dessa afirmativa, estendo a sentença de que "se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará" apontando a possibilidade de que a própria frase seja equivocada, posto que, a frustração pode causar péssimas colocações...como essa.

É óbvio que as possibilidades existem assim como eu adoro ler Pablo Neruda e fui muito feliz assistindo Pulp Fiction_ tempo de violência... o que se contesta aqui é a "certeza" da parte final da frase.
Pela lógica da oração, considerando que todos somos seres humanos e, portanto, passíveis de falhas, torna-se impossível imaginar qualquer coisa que não tenha possibilidade de dar errado. Logo, baseando-se na idéia proposta, TUDO DARIA ERRADO.

A lei de Murphy caiu por terra quando o teste obteve sucesso o que me faz considerar a assertiva em si, algo que busca aliviar nossa frustração quando algo não acontece como esperamos que aconteça...da mesma maneira que o conto da raposa e das uvas...

As possibilidades não deixarão de existir...então, a fé e a perseverança tornam-se os sentimentos, as alavancas que nos aliviam de certa forma...afinal, como alguém uma vez me disse, tudo tem sempre 50% de chance de dar certo.

Se você busca algo com todo o seu coração e sua determinação, tem fé em Deus e continua perseverando no seu objetivo, você consegue. Nessas horas, o melhor é não se prender às estatísticas que nos ajudam a ter medo de tentar ao apontar a possibilidade que temos de errar.
concordo...sou m.c e as vezes escrevo coisas...

1 de fev. de 2009

Isaac Asimov


Fico pensando no futuro...quanto mais penso mais me assusto...quem vai parar as máquinas quando elas notarem que não precisam mais de nós??

Um cara pensou nisso:
ISAAC (MEU AMIGO) ASIMOV.

Leis da Robótica

Apresentadas no livro Eu, Robô, as 3 Leis da Robótica foram criadas como condição de coexistência dos robôs com os seres humanos, como prevenção de qualquer perigo que a inteligência artificial pudesse representar à humanidade. São elas:

1ª lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.
2ª lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei.
3ª lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis.

Mais tarde, no livro Os Robôs do Amanhecer, o robô R. Giskard viria a instituir uma quarta lei: a 'Lei Zero':

'Lei Zero': Um robô não pode fazer mal à humanidade e nem, por omissão, permitir que ela sofra algum mal.



Isaac Asimov, em russo Айзек Азимов (Petrovichi, 2 de janeiro de 1920 — Nova Iorque, 6 de abril de 1992), foi um escritor e bioquímico , nascido na Rússia, autor de obras de ficção científica e divulgação científica.

A obra mais famosa de Asimov é a série da Fundação, também conhecida como Trilogia da Fundação que forma parte da série do Império Galáctico e que logo combinou com sua outra grande série dos Robots. Também escreveu obras de mistério e fantasia, assim como uma grande quantidade de não-ficção. No total, escreveu ou editou mais de 500 volumes e umas 90.000 cartas ou postais, e têm obras em cada categoria importante do sistema de classificação bibliográfica de Dewey exceto em filosofia.

Asimov foi reconhecido como um mestre do gênero da ficção científica e, junto com Robert A. Heinlein e Arthur C. Clarke, foi considerado em vida como um dos "Três Grandes" escritores da ficção científica.

Asimov foi membro e vice-presidente por muito tempo da Mensa, ainda que com falta: ele os descrevia como "intelectualmente combalidos". Exercia com mais freqüência e assiduidade a presidência da American Humanist Association (Associação Humanista Americana).

Em 1981 um asteróide recebeu seu nome em sua homenagem, o 5020 Asimov, assim como o robô humanóide "ASIMO" da Honda.


Biografia
Asimov nasceu entre 4 de Outubro de 1919 e 2 de Janeiro de 1920 em Petrovichi shtetl ou Oblast de Smolensk, RSFSR (hoje Província de Mahilou, Bielorrússia). A mãe foi Anna Rachel Berman Asimov e o pai Judah Asimov, um moleiro de uma família de Judeus. A sua data de nascimento não pode ser precisada por causa das diferenças entre o Calendário Gregoriano e o Calendário hebraico e por causa da falta de registros. Asimov celebrou sempre o seu aniversário a 2 de janeiro. A família deriva o nome de озимые (ozimiye), uma palavra da língua Russa que significa um cereal de inverno que o seu bisavô negociava, ao qual o sufixo paterno foi adicionado. A sua família emigrou para os EUA quando ele tinha só três anos de idade. Como os seus pais falavam sempre hebraico e inglês com ele, ele nunca aprendeu russo. Enquanto crescia em Brooklyn, New York, Asimov aprendeu por si próprio a ler quando tinha cinco anos, e permaneceu fluente em iídiche assim como em inglês. Os seus pais tinham uma loja de doces, e toda a gente da família tinha de lá trabalhar. Revistas baratas de papel de polpa, chamadas pulp sobre ficção científica era vendidas em lojas, e ele começou a lê-las. Por volta dos onze anos começou a escrever histórias próprias, e por volta dos dezenove anos, tendo-se tornado fã de ficção científica, começou a vender as suas histórias a revistas. John W. Campbell, o editor de Astounding Science Fiction,, para quem ele vendeu suas primeiras histórias, foi uma forte influência formativa e tornou-se um amigo.


Asimov era um claustrofilo; ele gostava de espaços pequenos fechados. No primeiro volume da sua autobiografia, ele conta um desejo infantil de possuir uma banca de jornais numa estação de metro no New York City Subway, dentro da qual ele se fecharia e escutaria o ruído dos carros enquanto lia.

Asimov tinha aviophobia, só o tendo feito duas vezes na vida inteira (uma vez durante o seu trabalho na Naval Air Experimental Station, e uma vez na volta para casa da base militar em Oahu em 1946). Ele raramente viajava grandes distâncias, em parte por causa da sua aversão a voar adicionada às dificuldades logísticas de viajar longas distâncias. Esta fobia influenciou várias das suas obras de ficção, como as histórias de mistério de Wendell Urth e as novelas sobre robôs de Elijah Baley. Nos seus últimos anos, ele gostava de viajar em navios de cruzeiro, e em várias ocasiões ele fez parte do "entretenimento" no cruzeiro, dando palestras baseadas em ciência em navios como os RMS Queen Elizabeth 2. Asimov sabia entreter muitíssimo bem, prolífico, e procurado como discursador. O seu sentido de tempo era fantástico; ele nunca olhava para um relógio, mas falava invariavelmente precisamente o tempo combinado.

Asimov era um participador habitual em convenções de ficção científica, onde ficava amável e disponível para a conversa. Ele respondia pacientemente a dezenas de milhares de perguntas e outro tipo de correio com postais, e gostava de dar autógrafos. Embora gostasse de mostrar o seu talento, raramente parecia levar-se a si próprio demasiado sério.(EU SOU ASSIM , MUITAS VEZES...)




EU CONCORDO...

No livro Escolha a Catástrofe, Asimov disserta sobre os futuros problemas que poderiam levar a humanidade à extinção e como a tecnologia poderia salvá-la. Em certa parte do livro, ele fala sobre a educação e como ela poderia funcionar no futuro.

Haverá uma tendência para centralizar informações, de modo que uma requisição de determinados itens pode usufruir dos recursos de todas as bibliotecas de uma região, ou de uma nação e, quem sabe, do mundo. Finalmente, haverá o equivalente de uma Biblioteca Computada Global, na qual todo o conhecimento da humanidade será armazenado e de onde qualquer item desse total poderá ser retirado por requisição.
...Certamente cada vez mais pessoas seguiriam esse caminho fácil e natural de satisfazer suas curiosidades e necessidades de saber. E cada pessoa, à medida em que fosse educada segundo seus próprios interesses, poderia então começar a fazer suas contribuições. Aquele que tivesse um novo pensamento ou observação de qualquer tipo sobre qualquer campo, poderia apresentá-lo, e se ele ainda não constasse na biblioteca, seria mantido à espera de confirmação e, possivelmente, acabaria sendo incorporado. Cada pessoa seria simultaneamente um professor e um aprendiz.

— Isaac Asimov - 1979



Bibliografia selecionada

Asimov pretendia escrever 500 livros e, por pouco, não atingiu essa marca; escreveu 463 obras. Mas somando todos os livros, desenhos e coleções editadas, totalizam-se 509 itens em sua bibliografia completa. Asimov pode ter escrito Opus 400, que seria uma comemoração de 400 publicações; contudo a lista de comemorativos da bibliografia vai apenas até o Opus 300.


Ficção cientifica

Série Robôs:

The Complete Robot
- Nós, Robôs (1982)

(Coletânea de 31 contos sobre os robôs publicados entre 1939 a 1977)
Robot Dreams
- Sonhos de Robô (1986)

(Outra coletânea de contos sobre robôs)
Robot Visions
- Visões de Robô (1986)

(Outra coletânea de contros sobre robôs)

Série Espaciais:

Mãe Terra
(Conto publicado em O Futuro Começou, onde aparecem pela primeira vez os espaciais)
The Caves of Steel
Caça aos Robôs (1954)
(primeiro romance de ficção científica com Elias Baley)
The Naked Sun
Os Robôs (1957)
(segundo romance de ficção científica com Elias Baley)
Imagem Especular
Imagem no Espelho
Conto sobre uma disputa entre dois Cientistas de Aurora, a respeito de uma descoberta, mediada por Elias Baley e Daniel
The Robots of Dawn
Os Robôs do Amanhecer (1983)
(terceiro romance de ficção científica com Elias Baley)
Robots and Empire - Os Robôs e o Império (1985)
(seqüência da trilogia Elias Baley)
The Positronic Man (1993)
(com Robert Silverberg, um romance baseado no antigo conto de Asimov "The Bicentennial Man")

Série Império Galáctico:
Pebble in the Sky - 827 Era Galática (1950)

The Stars Like Dust - Poeira de Estrelas (1951)
The Currents of Space - As Correntes do Espaço (1952)
- Romance pré-imperio, sobre um planeta explorado por outro.

Série Lucky Starr:
David Starr Space Ranger - As Cavernas de Marte (1952)
Lucky Starr and the Pirates of the Asteroids - Vigilante das Estrelas (1953)
Lucky Starr and the Oceans of Venus - Os Oceanos de Vênus (1954)
Lucky Starr and the Big Sun of Mercury - O Grande Sol de Mercúrio (1956)
Lucky Starr and the Moons of Jupiter - O Robô de Júpiter (1957)
Lucky Starr and the Rings of Saturn - Os Anéis de Saturno (1958)

Trilogia Fundação:
Foundation - Fundação (1951)
Foundation and Empire - Fundação e Império (1952)
Second Foundation - Segunda Fundação (1953)

Extensão da série Fundação:
Foundation's Edge - Fundação II (em portugal "No Limiar da Fundação")(1982)
Foundation and Earth - Fundação e a Terra (1986)
Prelude to Foundation - Prelúdio à Fundação (1988)
Forward the Foundation - Crônicas da Fundação (em portugal "Notas Para um Empério Futuro")(1993)


(Ainda que essencialmente independentes, alguns romances têm relações mínimas com a série "Fundação".)


Coletâneas de pequenas histórias


I, Robot - Eu, Robô (1950)
The Martian Way and Other Stories (1955)
Earth Is Room Enough (1957)
Nine Tomorrows (1959)
The Rest of the Robots (1964)
Nightfall and Other Stories (1969)
The Early Asimov (1972)
The Best of Isaac Asimov (1973)
Buy Jupiter and Other Stories (1975)
The Bicentennial Man and Other Stories (1976)
The Complet Robot (1982)
The Winds of Change and Other Stories (1983)
Robot Dreams (1986)
Azazel (1988)
Gold (1990)
Robot Visions (1990)
Magic (1995)


E MUITO MAIS , MAS ESTOU COM PREGUIÇA DE ESCREVER AQUI...VOU PEDIR PRO MEU ROBOT...

31 de jan. de 2009

TARANTINO



OPINIÃO

Os filmes de Tarantino são conhecidos por seus diálogos afiados, cronologia fragmentada e sua obsessão pela cultura pop. Comumente, são vistos como graficamente violentos e em seus filmes: Cães de Aluguel, Pulp Fiction e Kill Bill, há uma enorme quantidade de sangue jorrando.

Marcas fictícias como os cigarros "Red Apple" e a lanchonete "Big Kahuna Burgers", de Pulp Fiction, apareceram depois em vários filmes, como Four Rooms, Um drink no inferno e Kill Bill.
O diretor também é conhecido por gostar de cereais matinais, que aparecem constantemente em seus filmes, com marcas como "Fruit Brute" em Cães de Aluguel e Pulp Fiction e "Kaboom" em Kill Bill.




Outra característica refere-se as cenas de diálogos em que a câmera se localiza dentro do porta-malas de um carro.


Mundo Paralelo

Através dos roteiros de Quentin Tarantino é possível notar que as histórias se passam num mundo paralelo e que as os personagens de seus filmes possuem elos entre si. 

Um exemplo disso são os irmãos Vega e Vicent!! Vega aparece em Pulp Fiction, já seu irmão Vic Vega é presente em Cães de Aluguel. 
Fãs mais fervorosos criam teorias a respeito de outros personagens, como é o caso de Rufus em Kill Bill vol.2 (Samuel L. Jackson) que consideram ser Jules Winnfield (também interpretado por Samuel L. Jackson) de Pulp Fiction, porém vivendo uma nova vida, com outro nome, em El Paso.


Influências

Tarantino ficou conhecido como cineasta por seu conhecimento enciclopédico de filmes, críticas de cinema e história do cinema. Particularmente, ele tem um vasto conhecimento de filmes estrangeiros, filmes de gênero e filmes pouco conhecidos. Ele se declara um fã de filmes de ação de Hong Kong, filmes de faroeste, filmes de terror italianos, filmes da nouvelle vague francesa, e cinema britânico. 

Sua paixão por estes estilos de cinema se reflete em seus trabalhos — todos os seus filmes fazem referências a outros filmes ou gêneros diferentes de cinema, em seu estilo, histórias ou diálogos. Certa vez, ele resumiu tudo isso dizendo 
"Eu nunca frequentei a escola de cinema. Eu freqüentei o cinema".


Na eleição de 2002 do Sight and Sound Directors, Tarantino revelou sua lista de doze melhores filmes de todos os tempos:


The Good, the Bad and the Ugly
Rio Bravo
Taxi Driver
His Girl Friday
Rolling Thunder
They All Laughed
The Great Escape
Carrie
Coffy
Dazed and Confused
Five Fingers of Death
Hi Diddle Diddle




Uma lista anterior dos melhores filmes de Tarantino também incluía :

Blow Out
One-Eyed Jacks
Per qualche dollaro in più
Bande à part
Breathless
A refilmagem de Acossado de Goddard
Le Doulos
They Live by Night 
The Long Goodbye

Tarantino também cita Taxi Driver e Mean Streets, de Martin Scorsese, bem como Dawn of the Dead, de George A. Romero, como fortes influências.



Críticas

Tarantino vem sendo criticado pelo uso de temáticas racistas em seus filmes, especialmente a palavra nigger (negro) em Cães de Aluguel e Pulp Fiction, principalmente pelo cineasta negro Spike Lee. 

Numa entrevista à revista Variety, Lee disse: 
"Eu não sou contra o termo... e eu o uso, mas Tarantino é obcecado pela palavra. O que ele quer? Ser considerado um negro honorário?"


Um exemplo bastante citado é uma cena de Pulp Fiction, na qual o personagem Jimmie Dimmick, representado pelo próprio Tarantino, recrimina o personagem de Samuel L. Jackson, Jules Winnfield, por usar sua casa como um "depósito de negros mortos", seguido por um discurso no qual ele utiliza a palavra exaustivamente. 

Lee faz uma referência direta a este fato em seu filme Bamboozled, quando o personagem Thomas Dunwitty diz: "Por favor, não se ofenda por eu falar a palavra "nigger". Eu tenho uma esposa negra e três filhos mestiços, então eu acho que tenho o direito de usar essa palavra. 
Eu não ligo pra o que Spike diz. Tarantino está certo. "Nigger" é apenas uma palavra."


Tarantino se defende afirmando que o público negro aprecia seus filmes, e que Jackie Brown, outro exemplo bastante citado, foi feito principalmente para audiências negras: 
"Para mim, este é um filme de negros. Foi feito para o público negro, inclusive".

Tarantino também é criticado por plagiar idéias, cenas e até diálogos de outros filmes. Por exemplo, a ideia geral do roteiro de Cães de Aluguel parece ter sido tirada do filme City of Fire, de Ringo Lam e The Killing de Stanley Kubrick, enquanto a ideia de criminosos nomeados por cores tenha sido retirada de The Taking of Pelham One Two Three

A versão de Don Siegel de The Killers influenciou as seqüências de abertura e encerramento de Pulp Fiction, e a cena da injeção de adrenalina lembra bastante uma história contada por Scorsese no documentário American Boy: A Profile of: Steven Prince

Além disso, a história de True Romance é praticamente a mesma de Badlands, de Terrence Malick.


Alguns dos diálogos de Tarantino, como o famoso discurso bíblico de Samuel Jackson em Pulp Fiction, foram trazidos de outros filmes. 
Por exemplo, em Karate Kiba (Combate Mortal, no Brasil), filme japonês da década de 1970 estrelado por Sonny Chiba (que mais faria uma ponta em Kill Bill como Hattori Hanzo), possui no texto introdutório da película o mesmo versículo recitado pelo personagem de Jackson.

Filmografia


Como diretor

  • 1987 - My Best Friend's Birthday 
  • 1992 - Cães de aluguel 
  • 1994 - Pulp Fiction - Tempo de violência 
  • 1995 - Grande Hotel (segmento: O homem de Hollywood)
  • 1997 - Jackie Brown 
  • 2003 - Kill Bill: Volume 1‎ 
  • 2004 - Kill Bill: Volume 2 
  • 2005 - Sin City - A cidade do pecado (diretor convidado) 
  • 2007 - Grindhouse 
  • 2007 - Death Proof 
  • 2008 - Inglorious Bastards

Como roteirista

  • 1987 - My Best Friend's Birthday 
  • 1992 - Reservoir Dogs 
  • 1993 - Amor à queima-roupa 
  • 1994 - Assassinos por natureza 
  • 1994 - Pulp Fiction 
  • 1995 - Four Rooms (segmento: The Man From Hollywood) 
  • 1995 - Dance Me to the End of Love 
  • 1996 - Um drink no inferno 
  • 1996 - Curdled 
  • 1997 - Jackie Brown 
  • 2003 - Kill Bill: Volume 1 
  • 2004 - Kill Bill: Volume 2‎ 
  • 2007 - Grindhouse 
  • 2007 - Death Proof 
  • 2008 - Inglorious Bastards



Como ator

  • 1987 - My Best Friend's - Clarence Pool 
  • 1992 - Eddie Presley - Atendente do asilo 
  • 1992 - Reservoir Dogs - Mr. Brown 
  • 1994 - The Coriolis Effect  - Panhandle Slim 
  • 1994 - Pulp Fiction - Jimmie Dimmick 
  • 1994 - Sleep With Me - Sid 
  • 1994 - Somebody to Love - bartender 
  • 1995 - Destiny Turns Radio - Johnny Destiny
  • 1995 - Four Rooms - Chester 
  • 1995 -Balada do pistoleiro - rapaz na pick-up 
  • 1995 - Dance Me to the End of Love - noivo 
  • 1996 - From Dusk Till Dawn - Richard Gecko 
  • 1996 - Girl 6  - Q.T 
  • 1997 - Jackie Brown - voz da secretária
  • 2000 - Little Nicky, 1diabo diferente - diácono
  • 2001 - Alias (série de TV) - McKenas Cole
  • 2007 - Grindhouse 
  • 2007 - Planet Terror
  • 2007 - Death Proof 




Como produtor

  • 1987 - My Best Friend's Birthday 
  • 1992 - Past Midnight 
  • 1994 - Killing Zoe 
  • 1995 - Four Rooms 
  • 1996 - From Dusk Till Dawn 
  • 1996 - Curdled 
  • 1998 - God Said, 'Ha!' 
  • 1999 - From Dusk Till Dawn 2
  • 2000 - From Dusk Till Dawn 3
  • 2003 - My Name Is Modesty
  • 2005 - O albergue 
  • 2005 - Daltry Calhoun 
  • 2006 - Freedom's Fury 
  • 2007 - Grindhouse 
  • 2007 - Death Proof 
  • 2007 - Hostel: Part II 
  • 2007 - Killshot 
  • 2008 - Hell Ride 
  • 2008 - Inglorious Bastards 




Prêmios e Indicações


Oscar

Venceu na categoria de Melhor Roteiro Original em 1995, juntamente com Roger Avary, por seu trabalho em Pulp Fiction - Tempo de Violência (1994).

Indicado na categoria de Melhor Diretor, por seu trabalho em Pulp Fiction - Tempo de Violência (1994).

Globo de Ouro

Venceu na categoria de Melhor Roteiro, juntamente com Roger Avary.

Indicado na categoria de Melhor Diretor, por seu trabalho em Pulp Fiction - Tempo de Violência (1994).

Festival de Cannes

Ganhou a Palma de Ouro de Melhor Filme em 1994, por Pulp Fiction - Tempo de Violência' (1994).

Independent Spirit Awards

Recebeu os prêmios de Melhor Diretor e Melhor Roteiro, juntamente com Roger Avary, no por Pulp Fiction - Tempo de Violência (1994).


BREVE MAIS PESSOAS VIRADAS PELO AVESSO

30 de jan. de 2009

LEIA MAIS...

B-BOYS

BREAK...
Em 1983, surgia algo novo, diferente, contagiante. O break chegava ao
Brasil, ao som de "Buffalo Gals" de Malcoln McLaren. Também apareceram
o Art of Noise com a música "Break Dance", Afrika Bambaataa com
"Looking for the Perfect Beat" entre dezenas de outros.

Afrika Bambaataa já havia entrado para a história em 1982, com seu hit
"Planet Rock" que usava as bases da música "Trans Europe Express" do
grupo alemão Krafwerk. A febre do break durou curtos 12 meses e trouxe
grupos nacionais para os discos: Black Juniors, com a sua "Mas que
linda estás" e o Electric Boogie, com o single "Break Mandrake" que
não vingou. Na TV, viamos no programa de Murilo Nelly (SBT), nas
noites de quarta-feira e no de Barros de Alencar, (Record) aos
sábados, os grupos de dança disputarem palmo a palmo o título de
melhores do break. Entre eles havia um grupo invencivel. "Os Cobras"
(na Record) que ficaram para a história, juntamente com os Electric
Boogies (no SBT) como melhores grupos de break do Brasil. No rastro
desses dois grupos surgiram outros como Bufallo Girls e Gang de Rua,
(do dançarino Marcelo Cirino, conhecido na época como Minhoca e que
nos anos 90 formaria o Dança de Rua, de Santos).


O break deixou de ser mania em 1984, quando uma nova onda surgia, a
New Wave com B-52`s, Devo, General Public e grupos nacionais como Gang
90, Kiko Zambianchi, Telex, Doutor Silvana, entre muitos.

Em 1985, Iraí Campos traria para as rádios paulistas direto de Nova
York um novo ritmo, a House Music, nascida do clube de Chicago,
Warehouse, o que deu origem ao seu nome. Virou uma febre que durou até
o final dos anos 80.

De outro lado, o rap crescia no Brasil com a visita de vários grupos
americanos como MC Cooley C, Whodini, Kurtis Blow, Kool Moe Dee,
Boogie Down Productions e o grupo de tecno funk Zapp.

O rap nacional dava as caras com os Racionais Mc`s, Radicais do Peso,
Mr Theo & Billy, Thaide & DJ Hum, MC Jack, entre muitos.

Contemporizando...

Vivemos hoje a era da velocidade da informação. Em alguns segundos
ficamos sabendo de algo que acontece no Japão ou Holanda. Mas, nos
anos 70 e 80, não era bem assim. A informação demorava anos para
chegar aqui, isso quando chegava.

Com o break não foi diferente. O estilo surgiu nos Estados Unidos na
virada dos anos 60 para os anos 70. Grupos lendários como Electric
Boogaloos, Zulu Nation e Rock Steady Crew já detonavam a cena
novaiorquina no meio dos anos 70.

Em terras tupiniquins, o estilo de dançar que aliava movimentos de
lutas marciais com malabarismo e muito estilo chegou em 1983. E para
piorar, veio como uma moda e não como uma tendência. De uma hora para
outra, todo garoto, seja ele adepto da black music ou não, resolveu
dançar break. O que se via nas danceterias, domingueiras e programas
de TV era um bando de gente que não tinha a menor idéia da origem
daquela dança se aventurando a dar seus "passinhos quebrados".

Talvez por culpa disso, criou-se, na época, um preconceito grande pelo
estilo de dança. Médicos iam à tv dizer que a dança fazia mal à
coluna, à saúde. Para piorar, vários acidentes aconteceram com garotos
que não tinham nem informação, nem orientação para dançar o break.
Isso culminou com duas mortes, uma delas, devido à tentativa de um
garoto de girar de cabeça para baixo. Resultado: quebrou o pescoço.

Um dos pioneiros do break no Brasil foi Nelson Triunfo, um veterano da
dança e que já no início dos anos 80, fazia shows dançando soul music,
no melhor estilo James Brown em clubes e danceterias de São Paulo e
interior do estado. Outro lendário dançarino e pioneiro na arte da
dança e Nino Brown.
Nino, um fã incondicional de James Brown, incorporou o sobrenome do
ídolo e fez muito pela dança de rua brasileira. Fez parte do grupo
Funk Cia e , ao lado de Triunfo, pos ordem na cena dançante
brasileira. Nino é responsável atualmente pela Zulu Nation Brasil.
Thaide, Gerson King Combo e Nino Brown.

A pressão sobre os dançarinos aumentava, a polícia coibia qualquer
roda de break no Metrô ou nas ruas. E os programas de TV se deliciavam
com a audiência dos concursos de break e da ousadia dos dançarinos. Se
quebrassem o pescoço em rede nacional, melhor para a audiência do
programa. O curioso é que nunca houve um acidente em programa de TV.

Programas como os de Barros de Alencar (TV Record) e Murilo Neri
(SBT), organizavam competições acirradas entre grupos de várias partes
de São Paulo e Rio de Janeiro.

No SBT, os reis do break eram os "Electric Boogies" e na Record eram
"Os Cobras".
O Electric Boogies tinham em seu elenco garotos que acabavam de chegar
de Nova York e que traziam a dança em sua bagagem. Foram os primeiros
a fazerem o "moinho e vento", passo em que o dançarinho roda com as
costas no chão, simulando uma hélice em movimento.
Já os Cobras eram mestres no estilo "Electric Boogallo" que simulava
movimentos robóticos e "quebrados".

A febre do break durou até o final de 1984, dando espaço a outra moda
passageira, a new wave.

Mas os verdadeiros amantes da arte de rua continuaram dançando o break
e atravessaram os anos 80 e 90, dançando e passando a cultura de rua a
frente.

Graças a esses embaixadores do break, você encontra dançarinos desse
estilo no Brasil atualmente.

Conheça alguns grupos e dançarinos importantes do movimento


Brasil

Electric Boogies - originários de Santo André, no ABC paulista.
Os Cobras - vindos da periferia de São Paulo
Bufallo Girls - primeiro grupo feminino de break
Back Spin - o rapper Thaide era um de seus membros
Nelson Triunfo - pioneiro de black dance e break, está na ativa ainda
Black Juniors - gravaram um lp e fizeram sucesso, aparecendo até no Fantástico
Master Crew - breakers da nova geração paulista.
DJ Deco - Vídeo clipe da nova geração

Gringos

Zulu Nation - grupo formado por Afrika Bambaataa nos anos 70
Electric Boogallos - grupo de break dos anos 70
Poppin Pete - membro do Electric Boogallos
Rock Steady Crew - os rivais da Zulu nation
Crazy Legs - membro lendário do Rock Steady Crew, ainda na ativa
Mr. Wave - outro lendário breaker americano
Mr. Wiggles -
Popmaster Fabel -
Ken Swift -
Zulu Gremlin -

É isso hiphop é mais do que: yo,mtv rap
slow

29 de jan. de 2009

poemas que adoro

Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.

Pablo Neruda




Gosto quando te calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, minha voz não te toca.
Parece que os olhos tivessem de ti voado
e parece que um beijo te fechara a boca.

Como todas as coisas estão cheias da minha alma
emerge das coisas, cheia da minha alma.
Borboleta de sonho, pareces com minha alma,
e te pareces com a palavra melancolia.

Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como que te queixando, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e a minha voz não te alcança:
Deixa-me que me cale com o silêncio teu.

Deixa-me que te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel.
És como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, tão longinqüo e singelo.

Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se tivesses morrido.
Uma palavra então, um sorriso bastam.
E eu estou alegre, alegre de que não seja verdade.

Pablo Neruda




Plena mulher, maçã carnal, lua quente,
espesso aroma de algas, lodo e luz pisados,
que obscura claridade se abre entre tuas colunas?
que antiga noite o homem toca com seus sentidos?
Ai, amar é uma viagem com água e com estrelas,
com ar opresso e bruscas tempestades de farinha:
amar é um combate de relâmpagos e dois corpos
por um so mel derrotados.
Beijo a beijo percorro teu pequeno infinito,
tuas margens, teus rios, teus povoados pequenos,
e o fogo genital transformado em delícia
corre pelos tênues caminhos do sangue
até precipitar-se como um cravo noturno,
até ser e não ser senão na sombra de um raio.

Pablo Neruda